Notas iniciais
CONTINUANDO DO EPISÓDIO ANTERIOR...

O animal o derruba e o imobiliza, e não demora para começar a atacá-lo com mordidas, embora, o garoto rapidamente dá um soco no animal conseguindo escapar.
– Leonardo: SEU ANIMAL IMUNDO! SE NÃO GOSTA DE MIM ME FALA NA CARA, NÃO FAÇA PELAS COSTAS! QUE FEIO DA SUA PARTE!

O animal avança em cima de Burro que foge como uma garotinha gritando com o tal; de repente ele para e encarra o tigre.
– Leonardo: EU JÁ SOU HOMEM! DEVO ENCARRAR MEUS PRÓPRIOS PROBLEMAS COM CORAGEM! HORA DE SER BURRO!

Como um animal ele avança em cima do tigre, e um começa a morder o outro. Os dois gritam de dor, mas continuam... Uns dois quilômetros à direta, os Besouros terminavam de lanchar e estavam prontos para adentrar nas matas e todos muito animados para continuar mais um pouco do percurso, embora ainda um pouco cansados. De repente, os gritos de dor da briga entre Burro e o tigre chegam aos ouvidos de todos como um furacão, e todos ficam horrorizados.
– Stephanie: O que é isso?
– Robert Sonson: Nossa. Devem ser dois animais selvagens brigando entre si.
– Beetleleader: E ainda disse que todos os animais eram mansos.
– Robert Sonson: E são. Só que isso me estranha: pelo que li, aqui só contém animais herbívoros. Por conta do verde, é o único tipo de animal que melhor se adequaria ao tipo de ambiente daqui.
– Beetleleader: Mas ninguém nunca entrou até aqui para comprovar.
– Robert Sonson: Sim. Mas já tiraram algumas fotos de helicóptero e nenhum animal carnívoro foi encontrado. Eu mesmo tenho certeza que aqui não tem animais carnívoros.
– Bruno Torres: Vai confiar no Google?
– Beetleleader: Olha, que isso sirva como um alerta. Ainda bem que aconteceu antes que uma enrascada pior acontecesse. Pelo menos aqui é perto da saída para a civilização. Espero que o passeio já tenha valido a pena, por que vamos voltar.
– Bruno Torres: Poxa vida, por isso. Pensei que tinha já tirado da sua cabeça essa besteira. São coisas tão tolas. Deve ser um coelho ou uma capivara brigando entre si, nada de mais.
– Beetleleader: Pode ser. Mas para que arriscar.
– Bruno Torres: Aff. Cara, chega. Tu tá a maior mala hoje, se quer voltar volte, mas eu vou ficar aqui.

Beetle fica nervoso.
– Stephanie: Nossa dá a maior dó ficar ouvindo esses gritos, pelo menos vamos para outro lugar.
– Robert Sonson: É. Poxa vida, parem de bancar os dois moleques mimados. Isso aqui não é nada, não precisam ficar brigando por qualquer coisa. Lembrem-se que aqui ou não, nosso grupo será unido. Não desmanchem algo tão forte. Aliás são amigos, pra que isso?
– Bruno Torres: Cara, esse ceticismo do Beetle é irritante. Poxa. Para de se achar com a razão.

De repente um grito humano pôde ser ouvido.
– Robert Sonson: O que é isso?
– Stephanie: Parece ser um ser humano.
– Beetleleader: É um ser humano. DROGA! Acho que sei quem é. O Burro deve ter nos seguido.
– Stephanie: O Burro? Não.
– Beetleleader: Quem mais seria? Vamos confiar na teoria de Robert e vamos averiguar melhor o que está acontecendo.
– Bruno Torres: Certo. Vamos.
– Stephanie: Mas, e se for um animal feroz mesmo?
– Bruno Torres: Daí eu te protejo.

A garota olha admirado à Blue. Mas não deve ser nada.
– Robert Sonson: Vamos. Eu tenho certeza no que estou falando. Mas se for o Burro, não podemos perder tempo.
– Beetleleader: Certo, então Besouros, corram!

Eles obedecem, e Rangoo sai por último por conta de um vago medo. Havia muitas vinhas e mato que tiravam a visão de tudo, e eles mesmos nem viam o que tinham a sua frente, nem mesmo se tinha algum buraco no chão, deixando a situação com um grave risco. Beetleleader e Blue correm como um raio e não temem por nada, e ainda tem a sorte de só seguirem por caminhos planos sem nenhum obstáculo a frente, sendo que eles só seguiam os gritos. Robert e Miss vão mais atrasados, ambos com muito medo. A garota como era mais rápida acaba o passando, mas não era tanto para chegar até os dois líderes da situação ficando praticamente sozinha. Eles correm por minutos, mas por conta da adrenalina do momento nem parece, e como as copas das árvores tampavam o sol em maior intensidade, o local era escuro deixando principalmente Miss Martie, ainda mais apavorada. De repente ela sente um cansaço decorrente da caminhada de horas atrás somada a corrida intensa no presente, e prende seu pé em um buraco e então acaba tropeçando e caindo uma ladeira de terra, machucando seu braço, e então para batendo sua cabeça em uma árvore, e acaba consequentemente perdendo a consciência, desmaiando. O corrido passa despercebido por Robert e Rangoo que prosseguem sem ela. Após dois minutos de caminhada, Beetle e Robert chegam ao local onde Burro e o tigre lutavam. Por incrível que pareça, a luta estava entre iguais e ambos estavam feridos.
– Beetleleader: BURRO!
– Leonardo: Beetleleader?

O tigre consegue subjugar o garoto.
– Leonardo: Feio! Muito feio! Você vai para o canil!
– Bruno Torres: Aff. É você mesmo. Que piada.

Beetle pega uma pedra e joga com força nas costas do tigre o provocando.
– Tigre: Grrrrrrrrrr...

Burro derruba o tigre e agora tem o controle da situação, o mordendo como um animal.
– Bruno Torres: Mas o que que é isso. Não sei quem é mais perigoso.

Após um assobio ser ouvido, o animal recua em direção ao coração da selva.
– Bruno: Mas o que.

Robert e Rangoo chegam, e olham admirado Burro, que estava ferido com marcas de mordida no braço e diversos arranhões nas costas, face, braços e pernas; além de sua roupa estar rasgada.
– Robert Sonson: Mas o que? O que aconteceu aqui?
– Beetleleader: Não sei, mas é mais uma razão para voltarmos.

Ele olha para Blue.
– Beetleleader: Espero que agora assuma que é a hora de voltar para a cidade.
– Bruno Torres: Mas... como que isso aconteceu?
– Leonardo: Ele me atacou sem motivos, eu tentei conversar, mas o tigre era ignorante.
– Bruno Torres: Você que é o ignorante.
– Leonardo: FUI ATACADO E ELE AINDA ME XINGA! Que dó... que dó do pobre e miserável Burro.
– Bruno Torres: Pobre e miserável... ahahan... sei. Queria pagar cinco mil para a gente ter que te aquentar.
– Robert Sonson: Falando nisso. Onde está seu mordomo?
– Leonardo: Me largou na floresta sozinho, sem comida, sem roupas, sem abrigo...

Blue aponta para a mochila de Burro, perto de seu notebook.
– Bruno Torres: E o que é aquilo ali?
– Leonardo: Pertence ao tigre, não a mim. Que coisa.
– Beetleleader: Você, cale-se. Vamos voltar, é uma ordem.
– Bruno Torres: Certo... vamos.

Blue nota a ausência de Stephanie.
– Bruno Torres: Ué. Onde está a Stephanie?

Robert se assusta, pois nota que ela já deveria estar junto ao grupo.
– Robert Sonson: Puts, é mesmo. Ela estava na minha frente e...

Beetle coloca a mão na cabeça.
– Beetleleader: DROGA! Ela deve ter se acidentado, voltamos e veremos com calma o que aconteceu.
– Bruno Torres: O que... se acidentado? Não. Ela deve ter, sei lá, voltado.
– Beetleleader: Isso é o que vamos descobrir, vamos.
– Leonardo: E eu posso ir junto com vocês? Se não eu mato todo mundo.

Blue suspira com raiva.
– Beetleleader: Cale a boca e me siga.

Beetle, Blue, Robert voltam para procurar a garota.
– Leonardo: No Twitter? Só me passa de novo porque eu não tenho.

Apenas Rangoo ainda estava lá, que fica o olhando estranhado.
– Leonardo: Você tem o twitter do Beetleleader? Se tiver, passa para mim?

Marcelo sai ignorando Burro com ar de desprezo, e então o garoto é obrigado a segui-los. Voltando aquela passagem fechada eles vasculham cada canto com mais calma, demoram muitos minutos em cada canto, mas nenhuma marca de nada. Beetleleader liga para Miss em seu celular, mas repara que estavam sem torre, piorando ainda mais a situação e deixando Beetle ainda mais irritado. A garota estava desacordada ainda, porém onde caiu estava fora do trajeto e muitos arbustos a escondiam, e após hora de procura, enfim Miss é dada como desaparecida e Blue é que mais sofre com isso. De volta aonde deixaram suas bolsas...
– Beetleleader: Droga, ela não está aqui também.
– Marcelo: Como que pode ela ter sumido desse jeito? O trajeto é um pouco grande, mas não é tão difícil de passar.
– Beetleleader: Ai que está. Como? Bom... ela é experta, sabe se virar. Ou esperamos aqui, ou continuamos as buscas.
– Bruno Torres: Vamos procurá-la! Claro!
– Beetleleader: Viva ela está. Deve ter no máximo tropeçado e ido parar nas laterais daquela trilha. É o mais provável.
– Bruno Torres: Mas se tiver sido atacada por algum animal? Temos que agir!
– Robert Sonson: Aquele tigre era estranho. Quando chegamos ele hesitou em atacar o Burro e saiu.
– Leonardo: É!
– Bruno Torres: Um atentado ao filho do prefeito, grandes coisa... Mas temos que achar a Stephanie! Já pensou como os pais dela vão ficar quando a gente chegar lá e dizer: "perdemos sua filha na floresta, tudo bem?". Temos que achá-la!
– Leonardo: Eu sou rico, compro outra e acabou-se o problemas. Vamos embora.

Blue avança em Burro.
– Leonardo: BLASFÊMIA!
– Bruno Torres: Cale a boca. Vamos procurá-la agora!
– Beetleleader: Aonde?

Os dois se encarram.
– Beetleleader: Droga. Isso é tudo culpa minha. Não devia ter chamado todos para ver o que estava acontecendo, nem era algo tão relevante.
– Leonardo: Hey! Um tigre maluco tentou me matar, e te garanto que ele não tomou vacina.
– Bruno Torres: Nem um pingo relevante, impedimos um bem a humanidade.
– Leonardo: ISSO É BULLYING! BULL-LINQUE!
– Bruno Torres: Mas a verdade é culpa minha, não devia ter trazido para cá atoa. Devia ter pensado melhor.
– Beetleleader: Pelo menos agora admitiu isso, e conseguiu o que queria: uma emoção que não se encontra na rotina.
– Bruno Torres: Temos que procurá-la!
– Beetleleader: E nós vamos. Nos dividimos. Robert, Rangoo e Burro vão ficar aqui a esperando. Eu e Blue vamos adentrar na mata a procura dela. Isso é uma ordem.
– Leonardo: Eu quero ir embora.

Blue dá um soco em Burro o derrubando.
– Leonardo: ISSO É BULLYING!
– Robert Sonson: Certo. Boa sorte.
– Beetleleader: Ótimo. E assim que a encontrarmos, partiremos desse lugar infernal. E que sirva de lição a todos, vejam o quanto eu estava certo.
– Bruno Torres: Aff. Vai ficar tirando vantagem disso, por favor... SE CONCENTRA LOGO E PARA COM ISSO, ISSO É UMA ORDEM.

Blue e Beetle se encarram.
– Leonardo: Heeeeeeeeyyyyyyy! Motim!
– Beetleleader e Bruno Torres: Cale a boca!
– Leonardo: BULLYING!
– Beetleleader: Certo. Vamos logo, quanto mais tempo demorarmos, menos tempo teremos de dia.
– Bruno Torres: Ok. Vamos.

Os dois vão em direção à mata objetivados em encontrar a garota, e Burro logo se joga em cima da grama e deita.
– Leonardo: O que tem para fazer hoje?

Os dois o ignoram. E assim Bluebeetle e Beetleleader se dirigem à mata sem pensar duas vezes, encorajados pelo senso de responsabilidade e preocupação com o que pode ter acontecido com a moça, um ato nobre de lealdade. Em um ritmo agitado e ao mesmo tempo determinado, os dois refazem a busca do grupo por toda a área onde percorrerão em busca de respostas; ao mesmo tempo a cena se dirige para Miss Martie que aparentemente acorda de seu desmaio e lentamente se levanta para se dirigir a algum lugar; voltando aos dois, eles continuam em sua busca incessante e após inúmeros passos rápidos, eis que chega o momento de Blue cair em meio a um buraco e bater o rosto no chão. Beetle corre para socorrê-lo, sem necessidade já que resistente Blue apenas sofreu alguns arranhões, mas um fato curioso o intriga: ele havia escorregado em uma terra molhada, mas a mesma estava seca. Beetle concorda com o que Blue disse e logo nota que além de tudo, aquela terra estava aprofundada em um pequeno buraco, que poderia passar despercebido por pessoas que corriam e se desviassem de vinhas assim como seu colega fez; uma possível teoria para o que acontecido com Miss. Após os dois trocarem olhar-sérios, a cena volta para Miss que pegava uma folha de bananeira e colava em seu braço, como uma faixa, e ao realizar tal ato logo uma mancha de sangue pode ser percebida, e ao mover bruscamente seu braço ao vê-la sente uma enorme dor, revelando que estava quebrado. Um fato notável era que ela estava com suas roupas rasgadas, diferente de quando havia caído antes. Voltando para os garotos. Eles continuavam gritando pelo nome verdadeiro de Miss Martie, Stephanie, mas não obtinham nenhuma resposta, e então Beetle pede para Blue parar para evitar atrair animais selvagens, mas ele insiste demonstrando enorme ligação com a garota ao demonstrar sua preocupação com ela, e assim sendo ele decide abandonar sua postura de cético e conversar com ele a respeito.
– Beetleleader: Bruno. Vai ficar tudo bem, nós vamos encontrá-la. Acalme-se logo está bem. Não precisa e nem adianta continuar desse jeito, pois se adiantasse eu já teria feito.
– Bruno Torres: Eu só digo para mantermos o foco, não podemos deixar a Miss desaparecida na floresta. Se ela estiver ferida, ou mutilada por algum animal selvagem, ou se for tarde demais, e ela tiver sido devorada. E então... já pensou nisso?
– Beetleleader: Bruno. Pensar nisto não vai adiantar em nada. Quem tem que manter o foco é você, e pare de bancar o pessimista que vamos encontrá-la.
– Bruno Torres: Você é o expert no assunto, é o melhor exemplo de otimista. Desde o começo do passeio só mostrou ao que veio; espero que esteja feliz agora.
– Beetleleader: E estou. Em ver que estava certo...
– Bruno Torres: Aff. Tinha que ser. Faz o seguinte...
– Beetleleader: Eu sabia que ia acontecer algo, e vim preparado. Mas não pode me culpar pelo o que aconteceu, ninguém tem culpa de nada. Agora seja realista e deixe essas picuinhas de lado, e olhe para frente. Você me conhece muito bem, sabe que quando eu acredito que algo é errado eu faço de tudo para mostrar o que é e sempre acerto em meus julgamentos. Não queria bancar o pessimista, mas com tantas arestas mal-resolvidas eu tinha que ao menos fazer um comentário. Robert me convenceu em ceder dessa vez para você, mas como vi, a razão nunca pode ser deixada de lado. Se é o que é preciso para parar com tantas frescuras, então desculpe por ter estragado o seu passeio, mas agora aga para que outros possam vir para Stephanie, e vamos encontrá-la sob qualquer custo. E então, está comigo ou prefere ficar pensando na morte do bizera do que enfim seguir a razão.

Surpreso, Blue não reage. Depois de uns segundos pensando sob pressão...
– Bruno Torres: Está bem. Vamos encontrar a Stephanie.
– Beetleleader: Excelente. E Blue...
– Bruno Torres: O que?
– Beetleleader: Depois de hoje está na cara que você está apaixonado por ela.

Beetle segue rumo deixando Blue mudo, invertendo os papéis que os dois fizeram no decorrer da excursão. Os dois continuam e nada, até quando Blue olha uma mochila jogada em um arbusto Blue e preta muito familiar, e ao analisar o conteúdo conclui que era da Miss Martie. Isso surpreende aos dois que concluem que ela caiu na falha de relevo que o local possuía, e decidem explorar para verem o que achavam, porém não era ali que a garota havia desmaiado. Enfim a cena passa para a garota que andava lentamente por uma trilha escura e sombria, onde petá-las de rosas brancas caiam sobre o chão. Confusa e com medo, ela olha para trás e para os lados em busca de uma explicação de como teria chegado aonde chegou, e como ela iria fazer para achar o caminho de volta. Ela andava em direção a uma luz notavelmente vinda do sol, e uma saída para aquele assustador caminho que parecia até então não ter fim. Ela acessa seu celular, e estava sem torre para fazer chamadas a desanimando, e ao ver braço ferido se entristece. Refletindo sobre o passeio, logo concorda que foi uma tremenda má ideia que demonstra raiva direcionada para Blue isso. Uma broa de ar frio cruza com Miss a fazendo tremer, e como suas vestes já não estavam em perfeitas condições, sentia com mais intensidade o impacto de sua má escolha. Depois de minutos caminhando, eis que chega a um espaço ainda fechado, porém mais luminoso e repleto de flora selvagem e hostil, e possíveis animais a sua espreita. Três caminhos poderiam ser escolhidos, três trilhas que levariam a três diferentes resultados, e a escolhida é a do meio a dedo, e ao ela se aproximar de seu destino, um ser a observa com o corpo magro e ao mesmo tempo esbelto, mostrando um grau considerável de força, e uma máscara pintada de branco e verde de madeira que mesmo que ocultasse sua identidade, revelava que tratava-se de um humano. Ela segue e logo sente uma sede, e para sua sorte cruza com um riacho que cruzava seu caminho. Ela procura algo para pegar a água, e tenta se arriscar em procurar na mata ao seu redor, porém com tantos espinhos entre as vinhas ela estava literalmente presa naquela trilha, só podendo voltar ou prosseguir. Com suas mãos com um pouco de sangue, ela pega a água e a toma, as lavando antes é claro. Ela olha para os lados sempre revelando estar apavorada, e enfim toma coragem de gritar para seus amigos em busca de uma salvação, mas para seu desanimo nada acontece. Com um olhar triste, ela prossegue sua trilha temendo ser observada, esperando um animal selvagem como um tigre ou um leão. Ela no caminho cruza com uma árvore enorme, porém sem espinhos ou itens cortantes que possam a ferir, e assim ela tenta a escalar para obter visão, mas seu braço a impede passando uma tremenda dor graças ao recém esforço do mesmo, impulsionando-a para fazer um intenso grito. Corvos podem ouvi-la voando como morcegos e assustando Miss que cai no chão frio e áspero, fazendo-a a dizer "basta". Ela levanta com dificuldade, mas olha para a natureza com astúcia, dizendo com seu olhar: "pode vir, que eu posso te vencer quando eu quiser", e assim, corre em direção a sua saída. À medida do possível, Miss consegue terminar o trajeto sem sofrer lesões ou nenhumas feridas, e se cruza com uma paisagem desanimadora. Ela estava diante de uma espécie de sala natural com diversas "salas" que levariam-a à caminhos diferentes, e no canto mais baixo havia uma enorme árvore que chegava até os céus passando as copas das árvores. Era um labirinto sem fim. O ser que a perseguia se rasteja nos galhos das árvores e para ao ver a garota olhando seu próximo desafio, e antes de qualquer conclusão pega um arco e uma flecha de seu traje natural que pareciam estarem grudados em sua cintura e apenas aparecendo sua máscara de madeira esculpida ele mira em direção à cabeça de Miss que sente uma sensação estranha e anda em direção à árvore central. Ela sentia que não importasse o que fizesse ou que caminho tomasse, nunca iria conseguir sair daquela floresta, e que a saída estava escondida em um lugar inimaginável; uma boa intuição. Ela desce calmamente o trecho e vai em direção à árvore mais alta, que destaca-se no centro, com um aspecto belo e exuberante sendo a mais alta de todas e passando as copas das outras, tendo ainda por cima o brilhar do sol. A garota a olha de baixo para cima e depois olha para os lados, e o ser que a espionava começa a temer algo, tremendo com seu olhar e suando frio. Ela rela na árvore e logo após a bate com a mão duas vezes, e nota que ela estava oca, como se fosse falsa. Com o estado empírico tomando conta de suas ações, Miss começa a inexplicavelmente chutar a madeira com tanta força que lhe proporcionava rachaduras a cada chute, e após vários, eis que um buraco há de surgir. Uma luz ilumina o sorriso de Miss que era notável assim como uma sensação de orgulho, facilmente percebível com o termo "yes!" vindo logo após a ação; atrás daquela árvore estava uma nova e exuberante passagem que com toda a certeza poderia levar a saída do local, algo que faz o homem que a espionava apontar seu arco para a garota, mas perde a mira quando ela resolve entrar, desconcertante. Mesmo assim ele decide segui-la, e continua andando pelas copas das árvores.

No céu o sol dava seus últimos minutos de presença, sendo logo tomado pelo brilhar de uma lua cheia. Em um campo de mata virgem grandemente arbóreo, com uma cachoeira como fonte de água dentre as montanhas e uma abertura há poucos metros para a mata grossa estavam Robert Sonson, Rangoo e Burro que haviam terminado de montar o acampamento, ao menos os dois primeiros. Deitado na grama com um mato na boca está "Burro do Shrek", tomando uma lata de Coca-Cola e arrotando e produzindo gazes em escala crescente. Os outros dois estavam extremamente cansados e até sujos, mas Burro estava lá, folgado até lendo uma revista pertencente a revista MAD. Robert e Rangoo conversavam entre si.
– Robert Sonson: ...para o que precisar temos aquela água, então não iremos morrer de sede. As bicicletas estão logo ali subindo a montanha, e para ir embora é só seguir reto. Qualquer coisa, estamos garantidos.
– Marcelo: Mas o Bruno e o... qual é o nome do Beetleleader?
– Robert Sonson: Eles podem voltar a qualquer minuto, mas, se há tigres... não garanto.
– Marcelo: Okay. Então, vamos descansar?
– Robert Sonson: Já está ficando noite, temos que dar um jeito de contatar Bruno e Beetleleader, tem alguma ideia?
– Marcelo: Bom...
– Robert Sonson: Tem um sinalizador? É útil para estas horas.
– Marcelo: Não, mas...
– Robert Sonson: Já sei! Podemos fazer um barulho alto como sinal, tipo... sei lá. Temos uma bacia?
– Marcelo: Não. Mas nós podemos...
– Robert Sonson: Será que a torre voltou a funcionar. Vou conferir.

Robert vai em direção ao celular.
– Marcelo: Okay.
– Robert Sonson: Droga. Já está acabando a bateria. E agora. Eu tenho o mapa em mãos; acha que deveria ter cedido a eles?
– Marcelo: Eu acho que seria melhor, já que eles poderiam se localizar e...
– Robert Sonson: Também acho. Lá não é perigoso, eu li sobre os animais da região de Wikaner. São herbívoros, mas este tigre... AI! Que nó que está dando em minha cabeça!
– Marcelo: Percebi.
– Leonardo: Deixe a vida te levar meu amigo, deixe a vida te levar.
– Robert Sonson: Explica-se.
– Leonardo: Faça como eu. Não pense em nada, pois pensar só faz mal.
– Robert Sonson: Ahahan; sei. E se não tivéssemos pensado nós não teríamos ter te salvado daquele tigre, e se tivéssemos pensado não teríamos perdido a Miss Martie! E se tivéssemos pensado! Teríamos ido até a guarda costeira e... AHGRN!
– Leonardo: Se tivessem pensado, eu teria morrido nas mãos frias de um felino. Isso que é a verdade.
– Marcelo: Guarda costeira não é só para casos de...
– Robert Sonson: Eu sei! Se pensasse não ia ficar ai sem fazer nada feito com morto pra vida.
– Leonardo: Relaaaaaaxa, mano. Viva a vida que você vive mais.
– Robert Sonson: Não vou nem perder tempo em discutir com você.

Robert deita em cima de um colchonete.
– Marcelo: Onde está a bolsa da Miss Martie?
– Robert Sonson: Ela está...

Robert nota a falta da bolsa da garota. Onde está. Droga! Ela pode ter vindo aqui e nós não vimos. Droga!
– Marcelo: Pode ser.
– Leonardo: Viu. Então relaxa.
– Robert Sonson: Olha aqui Burro, você só está aqui como um agregado, o favor de ficar quieto senão te largamos na floresta.
– Leonardo: E eu os acho de volta. É o ciclo natural da vida.
– Robert Sonson: Aff.

Robert se choca de volta para o colchonete, e Rangoo se senta nele.
– Marcelo: Por mais loucura que pareca, Burro está certo, você tem que relaxar.
– Robert Sonson: Não posso, tenho que ficar alerta. Bruno e Beetle vão chegar a qualquer momento e tenho que estar preparado para o próximo passo. Por mais lindo que sege, não podemos viver aqui. Perdemos a Miss, uma verdadeira lastima, mas temos que ainda nos manter unidos para não perdermos mais um, e Blue e Beetle são alvos fáceis ali naquela mata, então tenho que estar pronto para o que precisarem! Por mais cansado que eu esteja, devo estar pronto para agir!
– Marcelo: Okay.
– Robert Sonson: Mas se quiser descansar, sem problemas, descanse. Um em pé já o bastante.

Rangoo deita e usa seu chapéu para tampar a luz, deitando-se para cochilar.
– Leonardo: Hey Boberto, quando vamos embora?
– Robert Sonson: Fique á vontade, pode ir a qualquer momento.
– Leonardo: Mas quando o grupo, Os Besouros-Negros, vão embora?
– Robert Sonson: Quando estivermos em cinco de novo.
– Leonardo: Então é quando o Bruno e o Felipe voltaram, ótimo.
– Marcelo: O nome do Beetleleader é Felipe?
– Robert Sonson: Você não faz parte do grupo.
– Leonardo: A página do meu Facebook diz o contrário! Eu curti vocês, então sou um Besouro E NÃO HÁ NADA QUE POSSA FAZER A RESPEITO DISTO! Sou BURRO!
– Robert Sonson: Quer fazer o favor de ficar quieto.
– Leonardo: Não. Você não merece.

Robert fica irritado, e Burro volta a ler sua revista; Robert suspira. Por alguns minutos, apenas o silêncio reinava naquele acampamento, até que já de noite Beetleleader e Bluebeetle voltam com desânimo.
– Leonardo: Oie Felipe, oie Bruno!

Os dois o olhar com má vontade.
– Leonardo: Que foi?
– Beetleleader: Robert, está acordado?

Robert se levanta, com aspecto cansado como se tivesse dormindo, algo que já prestes a fazer pelo cansaço e o silêncio.
– Robert Sonson: Estou. E então, onde está a Miss?
– Bruno Torres: Não achamos.
– Leonardo: Então já podemos ir embora!
– Bruno Torres: Claro que não seu retardado anão de meia-tigela.
– Leonardo: Ninguém tem paciência comigo... Isso não é justo! Vou ligar para o um nove zero e denunciar todos por Bullying.
– Bruno Torres: Tenta.
– Leonardo: Eu vou.
– Beeetleleader: Parem vocês dois. Não a achamos, mas achamos sua mochila pendurada em uma árvore.

Beetle joga a mochila de Miss no chão, ato que deixa Blue notavelmente indignado.
– Robert Sonson: Estranho. Como ela pode ter andado sozinha? E sem percebermos?
– Bruno Torres: Sem perceberem é até compreensível, mas ter andado, não.
– Beetleleader: Suspeitamos a presença de uma sétima pessoa nesta mata. Que possa ter raptado Miss em busca de algo.
– Leonardo: Quem sabe um resgate. Não é mesmo?

Burro olha para Blue que fica furioso.
– Bruno Torres: Eu? Resgaste! Tá maluco seu Burro desgraçado! A Stephanie some e você acha que eu quis raptá-la por resgaste!? Tem cabimento.
– Leonardo: Eu não disse nada, muito menos de "cabimento".
– Bruno Torres: AFFS!
– Robert Sonson: Mas em relação ao rapto, pode até ser tanto um canibal, quanto um animal experto por exemplo.
– Bruno Torres: Canibal?
– Beetleleader: Pode.
– Robert Sonson: Alguma coisa está errada.
– Bruno Torres: Claro. É muito estranho isso. Procuramos por todos os lugares e nada. Só uma terra tão fofa que qualquer um escorrega.
– Robert Sonson: E aquele tigre ter fugido de nós quando nos viu, estranho.
– Bruno Torres: Temos que nos aprofundar nisto!
– Robert Sonson: Ou talvez não seja a hora de fazer justiça com as próprias mãos. Podemos sair daqui e ir falar com a polícia rodoviária. Eles saberão o que fazer.
– Beetleleader: Concordo.
– Bruno Torres: Concorda? É brincadeira!
– Beetleleader: Temos que preservar nossas vidas. Vá que outro tigre ou algo do gênero apareça, e então? Já errou uma vez, quer errar duas.
– Bruno Torres: Encontrar a Stephanie não é um erro.
– Beetleleader: Mas morrer procurando é.
– Leonardo: Então já que está todo mundo bem vamos embora.
– Bruno Torres: Mais uma dessas seu elfo, e eu te dou um soco tão forte que não vai conseguir andar por duas semanas!
– Leonardo: Ótimo. Não gosto de andar mesmo. Cansa minhas perninhas.
– Bruno Torres: Não é atoa que está uma baleia.

Burro olha Blue com raiva, que se levanta.
– Leonardo: Baleia é a sua mamãe, que fica comendo bolo e torta o dia todo com o dinheiro dos outros...
– Bruno Torres: Bela descrição sobre a sua.
– Leonardo: AGRESIÓN!
– Robert Sonson: Bruno. Deixe isso pra lá, não vale a pena.
– Bruno Torres: Com toda a certeza. Dentro desse balão ambulante não há nada que preste.
– Leonardo: Pelo menos eu faço sucesso entre as crianças. Não sou um aborrecente esquisito que fica só brigando com todo mundo.
– Bruno Torres: Falando mais uma vez de você. Mas ok. Não vale mesmo a pena.

Burro tem um ataque de loucura pela pressão lhe jogada.
– Beetleleader: Vamos parar com isso. Parece uma criancinha pior que ele.
– Leonardo: QUE VOCÊS GOSTAM MAIS DELE, QUE FICAM COM ELE! SÓ QUERIA FAZER AMIGOS E TER UMA FAMÍLIA FORA DO CASAMENTO, MAS VOCÊ ESTRAGARAM TUDO! SATISFEITOS! AGORA EU VOU CHORAR NO QUARTO ENQUANTO COMO BOMBONS E FICAR ASSISTINDO OITO HOMENS E UM SEGREDO! E QUAL É O SEGREDO!? HEIN!
– Bruno Torres: Ótimo, faça isso. Se não estiver mais aqui.
– Robert Sonson: Bruno!
– Leonardo: JÁ CHEGA! ADEUS IDIOTAS! EU VOU FICAR MUITO BEM SEM VOCÊS. BURRO DIZ, GOODBYE E VÃO CIS... MISS... BISS... VÃO FAZER ALGUMA COISA DE ÚTIL! ADEUS OTÁRIOS! VOU ACHAR A SAÍDA DESSE LUGAR SOZINHO!

Feito um louco, Burro corre desenfreado rumo ao norte, com todos o olhando totalmente desconcertados, menos Blue, que o olhava com sorriso no rosto.
– Robert Sonson: BURRO! VOLTA AQUI!
– Bruno Torres: Deixe-o ir, me sinto até melhor.
– Robert Sonson: Você não entende...
– Bruno Torres: Entender o que? Burro era um peso morto, e fico aliviado de agora podermos agir sozinhos.
– Beetleleader: Leonardo não tem competência de ficar sozinho em uma floresta, é um alvo fácil e é perigoso até para si mesmo. Deve ficar conosco para sua própria proteção. Ínsita-lo só resultaria nisso. Mas agora... ele se foi.
– Bruno Torres: Melhor assim.
– Beetleleader: E a culpa de tê-lo deixá-lo morrer, como se sentiria?
Blue suspira.
– Beetleleader: Temos que recuperá-lo, não deve ter ido longe.
– Robert Sonson: Não está pensando em ir atrás dele agora, de noite?
– Beetleleader: Estou pensando sim. Eu irei sozinho, me desejem sorte.
– Bruno Torres: Pode ser perigoso. Não podemos perdê-lo como aconteceu com a Miss.
– Beetleleader: De fato. Por isso a sorte.
– Bruno Torres: Eu irei com você, pela Miss. Pedirei desculpas a este lunático assim que o virmos, não pode estar longe.
– Beetleleader: Está certo. Então vamos.
– Robert Sonson: Mas...
– Beetleleader: Robert; cuide do acampamento. Rangoo; juízo.
– Marcelo: Pode deixar.
– Robert Sonson: Mas o Burro pode voltar e...
– Beetleleader: Não posso perder tempo. Vamos.

Beetle e Blue se retiram em busca de Burro, e Robert fica preocupado e se deita com a mão na cabeça.
– Robert Sonson: Isso não vai acabar bem.

Os dois correm em direção ao norte, apenas usando como iluminação a luz da lua. Beetleleader estava sério e determinado, enquanto Bluebeetle estava desanimado e irritado com a situação.

Notas finais
CONTINUA...