Notas iniciais
Nem demorei tanto assim, mas esse capítulo está pronto há bem tempo... Assim, peguem os lencinhos. Katerina Elizabeth e Alexander Thomas irão se casar.

E mais rápido do que eu poderia prever, mais veloz do que um cometa, o mês que faltava passou.

Eu mal pisquei, e as minhas férias chegaram, no meu último dia de trabalho, eu fui praticamente enxotada do meu escritório pelas minhas assistentes, que juraram que eu precisava descansar antes do grande dia.

Então, na segunda que antecedeu o final de semana do casamento, eu estava em casa, olhando de um lado para o outro, procurando algo para fazer, já que Alex tinha fugido para o Rancho, dizendo que estava terminando algo.

Só para acalmar minha consciência, repassei os preparativos, olhando a distribuição das mesas, para a festa, os lugares marcados para a cerimônia, além dos horários marcados para cada um se arrumar.

Também conferi a reserva do jantar de ensaio que ocorreria aqui em Los Angeles mesmo, somente com a presença de nossos familiares.

Tudo estava perfeito, nada precisava ser mudado.

Assim, decidi por treinar a minha surpresa para Alex, afinal, depois de muito pensar e repensar, decidi que ele merecia algo especial, algo que fosse só dele. Então busquei o que poderia ser, não era um presente, isso era pouco, então decidi por tocar para ele, já que ele parecia gostar quando eu fazia isso em casa.

Tentei compor algo que pudesse ser só nosso, assim como compus para meus sobrinhos suas cantigas de ninar, mas só o instrumental era pouco e como eu não sabia transformar os meus sentimentos em uma letra bonita, fui mais longe, atrás de uma música que pudesse descrever os meus sentimentos por ele desde o momento em que o vi.

Confesso, não foi fácil. E, assim como meu vestido, foi por acaso que eu encontrei a música perfeita.

E nas últimas semanas, além de escutá-la a exaustão, também venho praticando quando ele não está, tudo para que o momento possa ser realmente especial.

Fiquei algumas horas repassando a letra e melodia de Sweetest Devotion, até que escutei o barulho do portão, Alex chegava, corri para esconder as partituras, voltando ao piano para tocar uma música qualquer, só para que ele não desconfiasse de nada.

- É, realmente cheguei em casa. – Ele disse da porta assim que escutou o arranjo da música que tocava. – Apesar de não fazer ideia de que música é essa.

- Bem-vindo de volta. – Respondi sem parar de tocar e logo senti que ele me abraçava e beijava minha têmpora. — Chama-se The Greatest Show on Earth, e é de Nightwish.

- Creio que eu vou acabar conhecendo e aprendendo a cantar cada música da sua banda favorita. – Ele brincou ao estudar a partitura. — Eu vi direito... essa música tem mais de 24 minutos?

Dei uma risada.

- Sim. São os 24 minutos mais rápidos da sua vida.... se você gostar da banda, é claro.

- Creio que vou ter tempo de ouvir o álbum inteiro enquanto estivermos no voo que nos levará à nossa lua de mel.

- Tempo vai ter mesmo... no voo... porque lá... – Brinquei com ele e roubei um beijo.

- Porque lá tudo o que você não vai querer fazer é ficar ouvindo música, não é mesmo, Futura Senhora Pierce?

- Acho que não... – Continuei com o tom brincalhão.

Passei as próximas duas horas tocando piano e cantando, enquanto Alex fazia o nosso jantar, ou pelo menos, terminava o que eu já havia começado, e depois de comermos e arrumarmos tudo, voltamos para a sala onde acabamos fazendo um dueto, ele tocando violão e eu piano.

A terça trouxe a chegada de toda a minha família. Ao contrário do que haviam me prometido, ninguém veio uma semana antes, mas sim logo depois do GP do Canadá.

Dessa vez eles se recusaram a ficar na minha casa, tendo meus pais e irmãos alugado uma casa bem grande por quinze dias, não muito longe de onde eu morava, a desculpa deles, privacidade, além de quererem me dar um pouquinho de paz.

De início não gostei disso, queria todos comigo, mas foi o melhor arranjo pois assim que colocaram os pés na minha casa, minhas sobrinhas começaram a querer ver meu vestido, meu véu, e tudo o que eu usaria na cerimônia, deixando todas as mulheres doidas e meu noivo ainda mais curioso com o que eu usaria.

Na quarta eu fiquei de bobeira, sentada ao lado da piscina, vendo Elena se divertir, correndo de um lado para o outro, ora atrás dos meus cachorros, ora de Alex, que resolveu brincar com ela. No meio da tarde, minhas madrinhas apareceram e ficamos tomando sol, como se nada importante estivesse por acontecer.

Já a quinta-feira...

Foi uma pequena correria para arrumar todo mundo a tempo do jantar de ensaio. Diferente do que aconteceu no casamento de Pietra e Benny, no nosso somente nossos familiares participariam desse momento. Até porque, seria o casamento civil também e, quanto menos gente aglomerada em um restaurante no coração de Beverly Hills, melhor para não chamar a atenção dos urubus de plantão.

- Eu posso te ver antes de você dizer sim para mim? – Alex perguntou da porta do quarto, me observando enquanto eu fazia a minha maquiagem.

- Hoje pode. – Respondi. – Mas eu ainda não estou pronta. – Complementei.

Ele entrou um tanto desconfiado, olhando para o vestido que estava em cima da cama, ao lado do terno que ele usaria.

- Belo vestido. O outro é parecido com esse? – Ele perguntou todo curioso.

- Nem um pouco.

- Por quê?

- Por que o que?

- Por que essa diferença?

- Porque são lugares e ocasiões diferentes. E o outro é um tanto demais para o lugar aonde vamos.

- Um tanto demais para um jantar, mas não para uma festa em um Rancho.

- Você e eu sabemos muito bem que o Rancho não está nada parecido com o que conhecemos.

- Mas, mesmo assim, ainda é o Rancho.

- Alex, confie em mim, não vai ter nada demais, ou de menos na minha roupa. De uma forma ou de outra, vai combinar com a sua.

- Vou confiar em suas palavras. E...

Levantei-me da penteadeira e encarei meu quase oficialmente marido.

- E?

- Está bonita. – Ele se perdeu ao me olhar.

- Obrigada, mas creio que não é isso que você queria dizer...

Alex balançou a cabeça para organizar seus pensamentos.

- Não, não era. Quero saber se eu preciso de algo mais do que o terno.

- Seria de bom tom levar as alianças... – Informei.

Alex me encarou e eu o encarei de novo.

- Você se lembra onde as guardou, não lembra? – Questionei.

E ele coçou a cabeça, me deixando um tanto nervosa.

- Alexander... não me diga... – Eu nem consegui completar a frase de tão desesperada que estava ficando.

E ele só soltou uma risada quando estendeu a mão esquerda e me mostrou a caixa onde as alianças estavam.

- Não teve graça! – Bati em seu ombro. – Eu te avisei para nunca mais me assustar assim.

- Não, a senhorita me avisou para nunca mais bancar o morto na sua frente, não falou nada sobre brincar que eu tinha perdido as alianças de nosso casamento.

- É a mesma coisa! Quase que me deu um infarto do mesmo jeito.

- A sua expressão facial foi a mesma! – Ele me puxou para um abraço e me deu um beijo na testa. – Então, um tópico mais calmo – disse olhando em meus olhos. – Só as alianças?

- Sim, só elas. – Confirmei.

- Vou me arrumar então. – Ele me soltou e foi rindo para o banheiro.

- Vai lá.

E Alex foi tomar um banho e eu terminar de me vestir.

Quando ele saiu do banheiro, brigando com a gravata, simplesmente estacou ao me observar vestida de noiva.

- Se esse não é o vestido oficial, e você está deslumbrante assim, eu nem quero saber o infarto que você vai me dar quando me encontrar no altar amanhã.

- Não seja exagerado! Precisa de ajuda com a gravata? – Perguntei.

Ele só estendeu os braços, me dando espaço.

- Tem certeza de que nós precisamos da cerimônia de amanhã? – Alex foi falando na minha cabeça enquanto eu ajeitava seu terno.

- Sim. Não passamos os últimos seis meses organizando tudo, quase indo a loucura, para desistir agora.

- Achei que poderíamos fugir para nossa Lua de Mel antecipadamente...

Encarei os olhos azuis que me fitavam com paixão e algo mais.

- Não, não podemos ir para nossa lua de mel agora. E eu acho de muito bom tom o senhor conter seus pensamentos, já que estaremos na frente de toda a nossa família. – Avisei dando um tapinha em seu peito.

Alex respirou fundo e depois de soltar a minha cintura, pegou a caixinha com as alianças e me guiou escada abaixo.

- Parte um de três. – Ele disse quando fechou a porta atrás de nós.

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Como eu poderia descrever a nossa noite? Como?

Faltam-me palavras para expressar os sentimentos, as emoções, as sensações de tudo o que eu vivi nas quatro horas de duração de nosso jantar.

Primeiro a ansiedade, o trânsito pesado do início de noite no coração de Los Angeles quase nos atrasando para a chegada ao local.

Eu quase que furo o assoalho do carro de nervoso cada vez que meus olhos deslizavam para o painel central do carro e viam as horas e depois para frente só para ver aquele mar de luzes vermelhas que não se mexiam.

- Calma, Kat. Estamos no horário.

Cética, olhei para Alex.

- Sério?

- Confie em mim.

Respirei fundo.

- Sem atalhos hoje?

- Já peguei todos os que podia, essa é a avenida que vai nos levar até o hotel, Kat.

- Quanto falta?

- Quer saber da hora ou da distância?

- A distância, Alexander. As horas eu estou vendo no painel e estou vendo que talvez não cheguemos a tempo.

- Mais 1,5 km. Vamos chegar a tempo sim. – Ele disse e segurou a minha mão.

Respirei fundo tentando me acalmar, de nada valia mesmo entrar em desespero agora.

Era mais fácil falar do que fazer...

Mas, enfim, depois de quase quinze minutos, chegamos ao nosso destino. Lauren, a nossa organizadora, já estava lá, e assim que nos viu, veio na nossa direção:

- Ora, boa noite! São os primeiros a chegar e estamos com hora de sobra.

- De sobra? – Alex perguntou por nós.

- Sim, eu sempre falo uma hora antes para os noivos para que não cheguem ao local e já tenha convidados, agora vamos repassar os detalhes de hoje e de amanhã.

E, nos próximos quarenta minutos, fizemos um apanhado de tudo o que iriamos viver nas próximas 36 horas.

E quando o oficial do cartório chegou, sabíamos que não havia como desistir, mesmo que nenhum de nós havia pensado nisso.

Nossos familiares chegaram pontualmente, tendo a sorte de não pegar nenhum trânsito e, as oito da noite, a cerimônia civil começou.

Sendo algo muito formal, não tínhamos a oportunidade de fazer votos ou expressar qualquer sentimento mais profundo, e, quinze minutos depois, estávamos oficialmente casados perante a lei.

É claro que eu chorei, que Alex secou as minhas lágrimas, sendo que ele mesmo estava segurando a emoção, e, mediante uma salva de palmas, demos o beijo que, simbolicamente, selou nosso compromisso.

O jantar, após a assinatura dos papéis, foi outro assunto, repleto de conversas e sorrisos, com um surpreendente discurso de nossos pais, que ninguém esperava, tendo sobrado tempo até para uma valsa.

Ao final, fomos para casa, porém, eu não passaria a noite lá, iria direto para o Rancho, afinal, o dia da noiva é muito mais longo que o do noivo.

- Você vai me deixar sozinho na nossa noite de núpcias? – Alex reclamou, ao notar que Pepper já me esperava na porta de nossa casa.

- Sim, porque não faz sentido nenhum que eu durma aqui e tenha que sair cedo igual a uma sonâmbula para o rancho... dormir lá me dará algumas horas a mais de sono da beleza.

- Mas você não precisa disso! – Ele me contradisse ao guardar o carro.

- Sim, eu preciso. E, enquanto eu tento dormir em paz para ajudar no trabalho de Chelsea e Margot amanhã, aproveite a sua última noite como solteiro! – Apontei para o outro carro que agora era guardado em nossa garagem, e de onde desciam, Will, Benny e Matt.

- Eu não preciso de uma despedida de solteiro! Aliás, nem solteiro mais eu sou! – Alex levantou a mão esquerda.

- Essa aliança só vale amanhã depois que padre abençoar, antes disso, é só enfeite. A da Garota que Veio do Norte também! – Benny falou e um pouco atrás, Pietra chiou igual a uma chaleira.

- Não me diga que vocês estão aprontando uma despedida... – Comecei a formular uma pergunta...

- Eu até ia... mas aí fui impedida, não somente pela falta de tempo hábil, como também pelas outras madrinhas. – Pietra falou.

Olhei agradecida na direção da minha outra madrinha presente, no caso, Pepper.

- Espero a mesma consideração quando for a minha vez! – Pepper falou e logo escutamos as risadas vindo por parte dos meninos.

- Vamos focar em um casamento por vez, por favor! – Will comentou.

- Isso é uma ótima ideia! – Emilly respondeu.

- Eu vou pegar... – Comecei.

- Todas as suas coisas já estão no carro, Kat. Nada de entrar em casa agora. Se despeça do seu noivo, futuro marido, e vamos. – Pepper me apressou.

Olhei para Alex que parecia um tanto perdido.

- É por pouco tempo. – Sussurrei.

Ele ainda não se mexia e se recusava a soltar a minha cintura.

- Anda logo, Bonitão, hora de soltar a Katerina e ir se divertir. – Benny falou.

Troquei olhares com Alex e ele, sem abrir a boca me dizia que não iria a lugar nenhum.

- Bem... fica ao seu critério, só peço que você não apareça no altar com uma tatuagem no rosto e de ressaca. – Comentei com um sorriso.

- Eu vou ficar em casa e dormir. – Ele disse sem emoção.

- Mas não vai mesmo! – Matt gritou. E todos vieram na nossa direção, as meninas me puxando para longe de Alex e os meninos praticamente arrastando meu noivo para dentro do carro mais próximo.

- Que horas é a cerimônia mesmo? – Will perguntou.

- Às 17:00. Mas o noivo tem que chegar mais cedo do que a noiva. Então, nada de se perderem por aí por muito tempo. – Pepper avisou e abriu a porta do carro para mim. – E você, Kat, para dentro.

Assoprei um beijo na direção de Alex e antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ele já era jogado no porta-malas do Jipão.

- Todas prontas para a última noite como solteira da Katerina? – Emily perguntou.

E eu, ainda vestida de noiva, me vi no banco de trás do carro de Pepper, sendo levada para o Rancho. E quando notei, tinham outros três carros nos seguindo.

- Quem são? – Olhei por sobre o ombro.

- Mel, Lilly, e nos demais, Dona Amélia, sua mãe, suas avós, Tanya, Liv, Lena e as avós de Alex.

- Todas as mulheres em um único lugar?

- Para você ver, Kat, só os homens ficaram em Los Angeles hoje. – Pietra respondeu.

- E isso é uma boa ideia? Por que eu tenho certeza de que metade deles não tem um pingo de senso de horário...

- Não se preocupe, nós estamos indo, mas os celulares deles estão ligados, e não são doidos de perderem a hora amanhã. – Emily comentou um tanto sombriamente.

- Se vocês estão falando... – Dei-me por vencida.

A viagem não durou muito, complicado foi ajeitar todas as mulheres na casa, sendo que elas insistiram que eu tinha que ficar sozinha.

E todas as vezes que eu pensava em argumentar contrariamente, todas se viravam contra mim e soltavam a mesma frase.

- Você precisa descansar e de espaço!

E eu voltava a me sentar no sofá, vendo o ir de vir de todas elas, chegando ao ponto de ficar completamente entediada só de olhar.

- Que se dane! – Murmurei e fui para a cozinha, onde algumas coisas já estavam armazenadas.

- Katerina! – Dona Amelia me xingou.

- Venho falando isso para a senhora desde o dia em que fomos apresentadas, não gosto de ficar sentada enquanto as pessoas trabalham. Então, o que posso fazer para ajudar, afinal é o meu casamento, e eu não sou uma madame à toa.

Foi o que bastou para que eu ajudasse nos preparativos finais.

Ainda deu tempo de me sentar na sala e ver um filme bobo na TV, antes de ir dormir.

E, um pouco depois da meia-noite, me despedi de todas as mulheres e fui dormir.

Estava com sono? Não.

Estava cansada? Também, não.

Mas decidi por ir só para ver se conseguia me acalmar, pois, mesmo com a TV em um canal de filmes, nenhuma das mulheres soube se concentrar no filme, mas sim só comentavam sobre o que nos esperava amanhã e isso, aos poucos foi se afundando em mim até que comecei a ficar muito nervosa. Sem motivos, eu sei, mas acabei por ficar.

No quarto, tomei um longo banho, vesti um pijama confortável e, sem sono, decidi por ler um livro, o mesmo que estava tentando começar por toda a semana e ainda não tinha conseguido.

Porém, menos de vinte minutos depois, vi que minha leitura não rendia, eu mal tinha assimilado duas palavras das poucas páginas que li, então decidi por largar o livro.

Pensei em ligar para Alex, para ver se ele já estava em casa e assim conseguir meu intento, que era dormir enquanto ele inventava uma história maluca para me contar. Mas era injusto com ele que deveria estar em algum lugar festejando ou sei lá fazendo o que com os amigos.

Rolei de um lado para outro, até que decidi por me levantar e ir fazer um chá. Mal abri a porta e logo ouvi passos atrás de mim.

- Eu só vou tomar um chá. – Falei para quem quer que fosse.

- Também quero. – Liv me respondeu.

Parei no meio da sala e me virei para minha sobrinha.

- Não consegue dormir, por quê?

Ela deu de ombros, mas sabendo que esse gesto não é lá muito bem-vindo na família, se explicou.

- Com medo de estragar as fotos do seu casamento, täti.

- Vamos ter um fotógrafo, Liv. E você não é obrigada a tirar fotos de nada...

E foi aí que ela me surpreendeu:

- Mas eu quero, ou espero conseguir, pois vai ser o meu presente para você e para o setä... eu quero tirar as fotos que ninguém vai tirar, porque os fotógrafos que virão, não conhecem vocês. Não sabem a história de vocês... E, bem, eu fui a primeira pessoa da família para quem vocês contaram do noivado, eu estava lá quando batizaram vocês com cerveja choca e jogaram no mar, além de ter alugado vocês dois por muito tempo... assim, eu quero fazer as fotos por trás das fotos. Aquilo que os convidados não vão ver.

- E a julgar pela câmera em suas mãos...

Ela deu um sorrisinho.

- Essa eu ganhei de aniversário, foi um custo convencer meu pai a me dá-la. Mas voltando ao assunto, venho tirando fotos de tudo desde que cheguei... aliás, desde o noivado. Tenho um álbum exclusivo de vocês na minha nuvem pessoal.

- Eu posso ver? – Perguntei genuinamente curiosa com o que só a minha sobrinha tinha visto e se interessado em eternizar.

- Desculpa, täti... eu sei que já falei demais, mas não. Só quando o álbum ficar pronto. Bem, se eu achar que vale à pena mostrar.

- Eu tenho certeza de que valerá. – Dei meu voto de confiança em minha sobrinha.

- E a senhora sempre apoiando o que eu faço...

- É para isso que servem as tias. – Comentei e coloquei a xícara de chá na frente de Liv.

Ficamos um tempo na cozinha, Liv limpando as lentes da sua câmera e eu andando de um lado para o outro. Até que enfim, o sono chegou para mim e quando ia falar para Liv que ia me deitar, eis que a vejo debruçada na mesa, cochilando sobre o próprio braço.

Guardei as lentes nos estojos próprios e apoiei Liv em meu ombro, sustentado seu peso, enquanto tentava fazê-la acordar nem que fosse para ir o quarto.

Como não consegui, e me lembrando que ela estava no mesmo quarto que Tanya e Elena, acabei que a levei para meu quarto, deitando-a na minha cama.

Ela mal encostou a cabeça no travesseiro, e já foi logo ressonando.

Apaguei a luz e me deitei no lugar em que Alex dorme, tentando ver se o cheiro dele me acalmava o suficiente para ter uma boa noite de sono.

Estava quase pegando no sono, quando meu celular apitou do meu lado, indicando que uma mensagem acabara de chegar.

Curiosa com o horário, peguei e vi o contato:

Surfista

Abri um sorriso involuntário.

Boa noite, Sra. Pierce. Durma bem e sonhe comigo. Até amanhã no altar. Te amo.

Olhei para meu mais novo status, Sra. Pierce, mesmo que eu não tenha abandonado o meu sobrenome de solteira, apenas colocado um hífen entre o Nieminen e o Pierce que agora, tinha.

Sim, eu era agora, pelo menos perante a Lei, Katerina Elizabeth Nieminen-Pierce.

Boa noite para você também, Sr. Pierce. E eu mal posso esperar para te ver amanhã. Rakastan sinua. – Respondi.

E com um sorriso no rosto, acabei por adormecer.


Notas finais
Pois bem... a quem interessar possa, tenho um arquivo com todas as fotos e informações do casório que está só começando, desde as flores ao vestido da noiva. Se quiser, me avisem que dou um jeito de abrir uma pasta no Pinterest para vocês verem. Ė isso, agora tenho que terminar o próximo capítulo. Até lá