Preso entre o dia e a noite
1 Prólogo
Notas iniciais
Bella andou cuidadosamente pelo campo verde, atenta a qualquer barulho. Tinha sua adaga em punho, pronta pra decapitar qualquer coisa que avançasse nela. Tinha se perdido do seu grupo. Seu marido provavelmente estava preocupado, mas ela não era nenhuma garota indefesa, apesar de ser uma civil.
Então ela viu. Uma construção enorme, que um dia já havia sido branca, mas agora era apenas cinzenta. Uma fábrica antiga. Ela era cercada por grades de metal, com a porta de entrada trancada com cadeado. Algo brilhou na luz.Espera. Aquilo era... uma câmera de segurança? Num prédio tão velho como aquele?Bella havia ouvido os rumores, assim como os outros. Poderia aquele ser o lugar?Com cuidado para se manter longe do alcance da câmera Bella avançou, se aproximando da grade pela lateral. Ela tirou o casaco e o por por cima da grade para proteger as mãos. Então passou para o outro lado. Ainda abaixada, ela entrou na fábrica. Tudo estava escuro lá dentro. Após andar um pouco, ela pisou em algo macio, que fez um barulho molhado. Assustada, andou pra trás, mas tropeçou em algo e caiu no chão.Sorte a dela, ela havia tropeçado em uma lanterna.Bella pegou a lanterna e a apontou para frente, ligando-a. E quase vomitou.Era um corpo. A cabeça havia sido arrancada. E o que ela tinha pisado era... melhor nem falar. Ela se levantou e usou a lanterna para escanear o local. O corpo parecia ter sido arrastado. Ela seguiu a trilha de sangue que deu... em nada? A trilha parava de repente. Desistindo, Bella continuou a andar. Apenas para tropeçar em algo solto.Ela voltou e levantou as tábuas. Um alçapão. Bella desceu as escadas. Assim que ela chegou ao final, luzes se acenderam. Ela desligou a lanterna. O corredor que se abria na frente dela parecia muito com um corredor de hospital. Ela andou, até o que ela pensou ser a sala de espera. E o que ela viu não era muito bonito.A sala tinha um tamanho razoável, com varias cadeiras. Alguns corpos estavam sentados, com as cabeças cortadas ou com a barriga aberta. Havia sangue e orgãos por toda parte.Franzindo o nariz por causa do cheiro, ela continuou andando em frente. Ela sentiu então como se algo a puxasse, a chamasse. Acostumada com o sentimento, ela se deixou levar. Ela entrou no que parecia ser um depósito de materiais. Após afastar algumas vassouras, ela achou uma passagem secreta.A sala atrás da passagem estava mais limpa que as outras. Havia algum tipo de liquido azul cobrindo o chão e vários potes quebrados. Havia sangue no chão, mas nenhum corpo. Foi o que ela pensou, até dar a volta.Um garotinho, no máximo com 5 anos de idade, moreno estava segurando o que parecia ser o corpo de um bebê nos braços e chorava. Ao seu lado estavam os corpos de outras crianças com idades entre 1-6, umas 7 delas, todas mortas.Bella se aproximou com cuidado, guardando a adaga.—Olá?—Fique longe. – a voz do menino era dura e fria.—Meu nome é Bella. Eu não vou te machucar.O garoto levantou a cabeça. Seus olhos eram vermelhos.—Eu disse fique longe! – o garoto gritou, e arreganhou os dentes.Ele não tem presas. Os olhos gritavam vampiro, mas ele não possuia presas. Seus dentes eram perfeitamente normais.—Eu não quero te machucar. Eu posso te levar lá para fora?—Lá pra fora?—SimO garoto olhou para os corpos dos amigos, deu um abraço apertado no bebê e o pôs no chão, cobrindo seu rosto com o pano que o envolvia. Ele parou olhando para o massacre.—Não posso deixá-los aqui.Bella respirou fundo e optou por ser franca com o garoto.—Eles estão mortos, garoto. – se sentindo culpada por ser tão dura com uma criança, ela acrescentou – Eles iriam querer que você sobrevivesse. Que saisse daqui.—Eu sei.—Qual seu nome?—Eu não tenho um.—Seus pais? Onde eles estão?—Eu não tenho pais.Bella olhou para o garoto e reconheceu sua dor. Ela também tinha ficado orfã cedo.Mas o que ela via nos olhos dele, era um adulto. E não uma criança.—Meu nome é Bella. Eu sou uma caçadora. Bem, casada com um.Ela viu o vermelho dos olhos dele ceder e dar lugar a um lindo tom de azul-escuro.—Me tira daqui, Bella. Por favor.—Vamos.Ela estendeu a mão e o menino a pegou.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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