Presença - One-shot

1 Capítulo único


Notas iniciais
Oieeeeeee, espero q se divirtam com essa historiazinha ^-^!! Quem n entendeu eu escrevi a explicação la em baixo ;D. COntêm spoiler, então recomendo ler só depois q acabarem o cap ^-^!! Espero q gosteeem minna-saaaann ;3. Bjos bjos o/!!!

– Mãe! Pai! Por favor! Abram os olhos! Por favor! — eu corria de um lado para outro, de uma cama para outra, só me alimentando de uma mínima esperança que para o meu bem artificial, não queria sair de mim.

– Por que vo cês não estão abrindo os olhos? Por quê? Vocês nunca deixaram de abrir os olhos para mim quando eu lhes chamava! Acordem! Quero ver seu sorriso! — lágrimas começaram a cair de meu rosto. Eu estava confusa e cansada. O que estava acontecendo?

A resposta dentro de mim, que eu tentava esconder e não acreditar veio a seguir. Em sussurros.

– Os pais dela... – sussurrou alguém.

– Não, só estão em coma. A batida foi muito forte, mas eles têm sorte de ainda estarem vivos. Há uma pequena possibilidade de eles acordarem... Porém... Isso pode demorar anos...

– NÃO! NÃO! ELES MORRERAM? NÃO! – gritei. Eu era pequena demais para saber o que é estar em coma, pequena demais para admitir que eles iriam em bora... E pequena demais para aturar tudo aquilo... sozinha. A pequena chama de esperança dentro de mim, que ainda lutava inutilmente para se manter acesa, foi apagada.

Uma dor insuportável invadiu meu peito, pancadas... Não, pior... Era uma dor horrível. E eu não podia fugir, não podia me refugiar. Como? Por favor! Alguém me diga como eu posso sair dessa dor infernal!

– Calma ruivinha. — alguém me abraçara. Seu abraço quente e apertado parecia juntar levemente o que acabara de ser demolido em meu peito. — Eles só estão dormindo. Como os ursos. Eles dormem por um grande tempo só para emagrecer, sabia?

Afastei-me vagarosamente de seu corpo e encarei seu rosto sorridente. De algum modo, aquele sorriso me aquecia, como o sol. Como meu pai e minha mãe. Talvez até mais, porém... Eu não sabia dizer se isso se devia ao fato de eu estar precisando de afeto nesse momento...

– E seu pai está precisando perder uns quilinhos, não é mesmo? — ele estava abaixado, fazendo com que seu rosto ficasse à altura do meu. Sua mão pousava gentilmente em minha cabeça. Sorri para ele.

– É. — foi a única coisa que eu disse e seu sorriso ficou radiante. — Quando ele tiver bem magrinho... ele vai voltar... não é? — ele passou a mão em meus olhos. Fazendo com que tudo que parecia ser um borrão, se ajeitasse em uma imagem sólida. E nesse caso, bonita.

Seu rosto era lindo com ângulos e linhas perfeitas. Parecia um anjo vindo do céu para me ajudar. Ele vestia uma roupa preta por baixo do casaco marrom de couro, com pingos molhados no ombro. Seus cabelos negros também pareciam molhados, e lindos... Lembrei-me que estava nevando e fazendo muito frio.

– Como é seu nome, ruivinha? — perguntou ele gentilmente.

– E-Elesis. Tenho cinco anos... — levantei a mão para mostrar nos dedos minha idade. Ele riu.

– Prazer Elesis. Sou Sieghart e tenho 14 anos. — ele sorriu fazendo-me inconscientemente retribuir.

– Prazer. — tentei imitá-lo.

– Venha. Deixe seus pais descansarem por enquanto. Quer que eu lhe conte uma historia? — Sieghart segurou minha mão delicadamente, como se não quisesse apertar demais e me machucar. Ele me levou até o corredor.

– Sim. — sorri timidamente para ele. Fazendo-o rir.

Sentamos em uma poltrona ao lado da enorme janela de vidro que nos mostrava o lindo rosado do por do sol. As cores se misturavam de tal maneira, que me fazia ficar maravilhada. Mais e mais.

– Sabe ruivinha... Quando o sol nasce e brilha em nossa janela de manhã, ele nos aquece com seus bondosos raios. Como se alguém estivesse em nossa presença, querendo dizer alguma coisa bonita, que nos fará feliz. Você se sente feliz quando sente o quentinho do sol, ruivinha?

– Sim! Eu gosto muito! — por algum motivo meu rosto estava corado e mesmo o clima estando frio, eu estava me sentindo confortavelmente quente. Essa sensação aconchegante era emanada de seu corpo, ele me fazia sentir-me bem...

– O sol faz nós nos sentirmos assim... — ele sorriu olhando para o horizonte — Felizes. Sabe o que ele quer dizer cada vez que nos aquece de manhã? — balancei a cabeça como um "não", ele riu — Ele quer dizer: Eu estarei sempre ao seu lado, lhe aquecendo e lhe trazendo paz. Pode contar comigo sempre que quiser, pois até que as manhãs não nasçam mais com sol eu estarei lá. Para lhe ajudar. Essa é uma promessa que não poderei quebrar e começa a partir de agora. Não desista de mim. Mesmo que as noites eu não esteja presente, me espere. Eu voltarei. Somente para lhe aquecer novamente.

Desviei meu olhar da fina linha de luz que ainda havia no horizonte, e encarei os olhos que me olhavam seriamente. As palavras que ele havia acabado de dizer eram lindas e me faziam ficar ainda mais aquecida por dentro.

– Você... — sussurrei chegando mais perto dele. — Você é meu sol... — o envolvi em um abraço que foi retribuído quase instantaneamente. — Não vá embora às noites, por favor, eu preciso de você a todo momento. — lágrimas escorriam pela minha face enquanto eu tentava prendê-lo ali para sempre. Mesmo isso parecendo impossível e idiota.

– Eu sempre estarei lhe observando ruivinha... Em nenhum momento lhe deixarei. Não se preocupe se algum dia você não conseguir mais me ver. Eu nunca estarei pensando em outro alguém a não ser você.

– Fique... — meu rosto estava enterrado em seu peito. Não sabia se ele estava me ouvindo.

– Por você.

**

Nos outros dias ele apareceu, me fazendo ficar feliz e aquecida. Eu morava no hospital e ele sempre ia me visitar lá. Nos meses seguintes ele foi essencial para minha alegria, o dia clareava sempre que eu estava em sua presença e às noites, nos dias quando ele não acampava comigo no hospital e era obrigado a ir, a escuridão e o frio intenso voltavam.

Pesadelos não deixavam minha mente e o gélido consumia meu corpo. Monstros da escuridão e da dor espancavam meu corpo por dentro, só para os pedaços serem juntados e consertados nos dias seguintes. Quando ele aparecia...

Agora não eram todos os dias que ele estava lá e sim nos dias que eu tinha sorte. A falta de sua presença me fazia triste. Eu chorava e gritava às noites... Tentando arrancar a solidão inutilmente de meu coração. Era horrível.

Quando ele parou de vir eu entrei em depressão. Não comia nem bebia. Era quase obrigada pelos médicos a fazer tudo. Meus gritos se tornaram mais intensos e os choros mais freguentes. Não gostava de falar com ninguém. E não fazia mais nada.

Dor. Sofrimento. Angustia. Frustração. Tristeza. Frio. Já era acostumada a tudo isso depois de dez anos. Meu mundo era um cubo de gelo e o sol era inútil.

Eu esperei, mas nada adiantou. Não havia mais chama na minha velinha da esperança. Como poderia haver? Como poderia haver algo além de frio? Por que eu ainda vivia?

Essas perguntas se tornaram mais freguentes...

– Maldito! Não quero mais que você seja meu sol! — falei olhando para o horizonte — Onde está você para me aquecer? Onde está você para fazer o seu trabalho? Essa resposta... Eu não sei. — sussurrei friamente entre dentes.

Andei rapidamente no jardim da escola que eu estudava agora. A aula já tinha acabado e era para eu ir para casa neste momento. Fui adotada há pouco tempo e fui parar nesta escola inútil.

Sim, eu tinha mais liberdade. Mas pra que? O que seria viver imersa ao frio? Sem uma fonte de calor? Essa resposta eu sabia. Esta eu sabia...

– NÃO PENSE QUE EU VOU MORRER POR SUA FALTA! — gritei para o por do sol. Eu estava do lado de uma cerejeira e a grama verde predominava em todo chão. Não havia nada mais à vista. Eu estava sozinha. Como sempre... — NÃO PRECISO DE VOCÊ! E NEM DESSA VIDA MEDÍOCRE!

O sol estava embaçado, tudo estava. Senti algo escorrer pelo meu rosto.

– VOCÊ PROMETEU! PROMETEU ME AQUECER! PROMETEU FICAR COMIGO ATÉ VOCÊ NÃO NASCER MAIS NESSE CÉU! — esfreguei a manga de minha blusa bruscamente em meu rosto — VOCÊ FEZ ISSO COMIGO! ESTRAGOU MINHA VIDA! ME FEZ ACREDITAR EM VOCÊ! – parei — Por...que? Por que você não está comigo agora...?

Meus joelhos foram fortemente de encontro ao chão. E eu cobri meu rosto inteiramente com as mãos.

– Eu... só queria que você ficasse comigo... Não queria incomodar nem fazer nada de ruim para você... Mas eu não entendo! VOCÊ PROMETEU!

– Obrigado por esperar.

Olhei rapidamente para o lugar de onde vinha a voz. Meu coração bateu mais rapidamente. E pela primeira vez em 10 anos o calor do sol penetrou em meu coração. Mas por que eu ainda tinha raiva...?

– EU TE... TE ODEIO! — me levantei rapidamente.

Meu corpo estava dividido em ir até ele e abraçá-lo, prendê-lo para que nunca mais escapasse de mim e gritar com ele até minha garganta estourar.

Mas será ele mesmo...? Ou um maldito sonho que ele sempre desaparece no final...?

– QUAL É O SEU PROBLEMA? VOCÊ ME DEIXA DO NADA E APARECE DO NADA? E SUA MALDITA PROMESSA? — seu rosto estava serio me encarando. — POR QUE...?

Eu queria dizer que não precisava dele, que não queria nunca mais ver seu rosto, que minha vida só piorou por causa dele... Mas... era mentira... Eu precisava... muito dele. Queria ele agora e para sempre me aquecendo. Mas meu orgulho criado e crescente nesse tempo todo deixava tudo mais difícil.

– FALE ALGUMA COISA! — corri para perto dele e comecei a socar seu peito. Ele não desviava e nem defendia. O que me dava mais raiva. — TE ODEIO! TE ODEIO! TE ODEIO! PARE DE ME IGNORAR! ISSO DOI! É RUIM! EU NÃO GOSTO DISSO! Não... eu não gosto... — parei cansada. Olhando sem esperanças para o chão.

Algo quente envolta de mim me surpreendeu. Não parecia um sonho, era real. Ele estava me... abraçando...

– Desculpe... — sussurrou ele em meu ouvido. — Não quero deixar de ser seu sol. Me perdoe por não ter feito meu trabalho esses últimos tempos... Eu estive lhe observando...

– Por que... Por que você não apareceu? Eu estive esse tempo todo lhe esperando...

– Eu queria ter certeza... certeza que você não me abandonaria... Desculpe...

– Dez anos... Dez anos sem o calor do sol...

– Eu estava lá. — arregalei os olhos — Sempre estive lá. Você não me via. Não queria me olhar. Eu sempre estive acompanhando você.

– Eu não podia lhe olhar. Doía. Cada vez que eu olhava para o sol... Eu lembrava de você.

– Mas eu sou o sol. Não me ignore, por favor. Sempre estive ao seu lado. Tentando de todos os jeitos lhe aquecer e chamar sua atenção. Você passou a me ignorar e eu tive... meu corpo teve, que ir em bora.

– Você não me falou nada sobre isso. Eu amo o sol... Amo você...

– E eu estarei sempre aqui. Se você continuar a sentir isso. Não me ignore... por favor. – retribui o abraço fortemente. Enterrando o rosto em seu ombro.

– Por você.

Notas finais
Reviews??? *w*!!Gente, QUEM N ENTENDEU A HISTORIA LEVANTA A MÃO 8D!! Ok, blz u-u. Quem quiser ler e ouvir a explicação, vou começar xD:
A historia eh + ou - assim: Elesis está muito triste, abandonada por causa da ausencia de seus pais. E ela conhece Sieghart, que eh a saída para essa dor. Ela começou a gostar MUITO dele, mas depois só o via como uma forma de parar sua dor. Ele percebeu isso, mas no fundo, desde o começo, ele sabia que isso iria acontecer. Por isso ele fez essa semelhança com o sol. Está sempre presente aos dias, mas às noites se ausenta. E ele msm disse, que quando o sol vai embora, eh para ter fé, que ele sempre voltara. Para testar a fidelidade de Elesis ele desaparece, isso foi doloroso, mas preciso para q elesis mudasse o jeito q ela olhava para ele. Sieghart no fundo queria saber se ele era importante para ela do jeito que ela era pra ele, e isso foi mais um motivo para ele sumir. Quando ele fala "eu sempre estive aki e vc n me viu", ele quis dizer q as palavras dele sempre vão estar ali; ele estava implicitamente pedindo q ela acreditasse nele e q ela tivesse fé q ele voltaria, oq ela n fez. Ela simplesmente aceitou dolorosamente o fato de q ele tinha ido para sempre, e assim "congelando" seu coração. Bom, isso eh bem confuso *-*,
Sim, e oq a fic quer passar é : Sempre acreditar naquilo que a gente ama. E aí entra novamente a historiazinha do sol, q ele disse lá no começo. "- [...] Sabe oq ele (o sol) quer dizer cada vez q nos aquece de manhã? [...] Ele quer dizer: Eu estarei sempre ao seu lado, lhe aquecendo e lhe trazendo paz. [...]
Pois eh, aí ele faz uma promessa q ele vai embora, mas q eh pra ela ter fé q ele volta. N sei mt bem se Sieghart considerou se elesis passou o n no teste xD, já q ela desistiu dele, mas ele voltou msm assim.
Espero q tenham gostado >w<!! Reviewwss 8DDDD??? Por favor, por favorr *---------*!! Até a proximaa ^w^!! Bjos bjos o/!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!