Notas iniciais
Ontem, quando ia postar, não encontrei o rascunho desse capítulo e acabei sufocando minha mente para criar outro, mas acabei encontrando. Hoje eu percebi que o natal não tinha muita coisa haver com a estória, já que tem haver com religião, e quase desisti por ter que recriar o capítulo mesmo assim, mas cá estamos! Não sou muito boa em descrever as pessoas cantando, mas quis fazer isso, então recomendo que ouçam a música e acompanhem Lucy e as garotas na hora de cantar :3

"Quando você é pequeno, ninguém te avisa que a infância tem um prazo de validade."

— Diário de um Banana


O prêmio fora grandes parabéns, vivas e abraços. Parecia pouco para um sufoco desses, mas para Lucy era suficiente, afinal, fora um desafio aceito.

— Cativou! — disse um garoto de Hermes, que passava ali tentando alcançar os amigos. Tapeou as costas dela algumas vezes e seguiu pelo caminho. Na mesma hora, Angelina a chutou.

— Ei! — protestou Lucy. — Por que você fez isso?

Seus amigos deram gargalhadas. Arrancaram um papel de suas costas que dizia "chute-me". Com um olhar inexpressível, Lucy viu o garoto olhando para trás, rindo sarcasticamente. Ela deu um sorriso tolo quando Fletcher começou:

— Está um pouco cedo, mas podemos nos reunir no refeitório, caso queiram.

— Eu... — Henry engoliu em seco. — vou encontrar um amigo agora.


Foram para o refeitório sem Henry, afinal. Naturalmente, o local estava vazio, então ficaram correndo para lá e para cá brincando de pega-pega, às vezes de teatro. Porque por mais que tenham passado por dificuldades — e coisas inacreditáveis —, não significava que não eram crianças.

Após os campistas começarem a chegar, as comidas foram trazidas por ninfas que moravam no bosque ao lado. Eram grandes variedades, deixando-as indecisas. Mas por mais que parecia muito para elas, tiveram um grande dia de desafios e doaram metade para Apolo, como oferenda. Quíron bateu os cascos no solo, para silenciar as bocas que mexiam sem parar e disse:

— Aos deuses!

— Aos deuses! — gritaram os campistas.

O refeitório, mesmo para essa época do ano, não deixava silenciar. E mesmo assim, se a pessoa fosse observadora, perceberia que naquele local alguns campistas não compareceram...

— Daqui a pouco terá cantoria em volta da fogueira — disse Fletcher. —, então pensei em convidá-las para cantarem, mas como participaram de todos os desafios hoje, acho que não vão querer...

— Aceitamos — disse Anny, sem antes conversar com as amigas.


Mas elas não descordaram. Anny escolheu a música I Want it All, do Arctic Monkeys, com a aprovação das amigas. Anny sabia tocá-la com violão e Angelina sabia algumas partes por a amiga sempre cantar ao seu lado, sendo na escola, no telefone, na rua ou quando visitavam-se. Lucy decorou o refrão, que era mais simples de decorar, enquanto um grupo cantava This Is How We Do da Katy Perry em volta da fogueira, que derretia a neve em volta. Quando terminaram, receberam aplausos e Anny aprontou-se, nervosa. Pegou o violão e começou a tocá-lo, com Angelina apoiando com palmas intervaladas. Lucy cantou:

— Blind faith, Heartache, Mind Games, Mistakes. My sweet fireball. My sweet Rigmarole.

Em uníssono as três cantaram:

— I want It all. I want It all.

Lucy continuou:

— Old dogs, new tricks, can you feel it? Space age country girl. Stone cold miracle.

Com Lucy finalizando agora sua última parte solo, ela acompanhou e cantou com as amigas:

— I want It all. I want It all.

Anny continuou o rumo:

— And then suddenly it hit me, It's a year ago. Since I drank miniature whiskey and we shared your Coke. Ain't it just like you kiss me and then hit the road, leave me listening to The Stones, two thousand Light Years from Home...

Em uníssono, finalizaram repetidas vezes:

— Shoo-wop, shoo-wop, shoo-wop... I want It all...


Voltavam para os chalés enquanto Anny sorria retardadamente contando como se sentira quando todos aplaudiram e admiraram os trabalho nas novatas. Não que o grupo anterior aos dela foi ruim, pois também recebera assovios e aplausos, além de gritos. Mas quando todos pensaram em gritar com Anny por ela estar tagarelando, viram algo deslumbrante a frente. Seus olhos arregalaram. Seus olhos brilharam. Porque a distância, a frente de uma grande multidão reunida, o pinheiro de Thalia agora era uma árvore de natal, com pisca-piscas amarelo e com gigantes bolas de natal. Mesmo a um distância como a que eles estavam, até possivelmente do outro lado do lago, seria percebido com facilidade.

Talvez fosse uma coisa horrível, uma provocação ou coisas do gênero. Poderia ter sido feito pelos de Hermes, poderia ser uma mensagem, uma significado além, uma lembrança de suas antigas vidas, talvez de como seria o natal se estivessem em casa. Mas fosse o que fosse, os campistas tinham olhos brilhantes como se fossem a primeira vez a ver algo assim.

— Que ideia brilhante — sorriu Lucy. Quando entenderam o sarcasmo, alargaram um sorriso ao tempo que Quíron calvou ao seu lado, rápido o suficiente para não dar para perceber se sua expressão definia-se em severidade ou alegria.

Notas finais
Como disse antes, estou com medo de acabar a estória, mas minha ideia ia até elas cantarem e depois o natal, então se eu não pensar em nada, vai vir o epílogo :C