Presente de Um Sábado Chuvoso
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ela tá bem curtinha, não queria nada pesado demais ou que tivesse muita historia. E pela primeira vez consegui escrever uma fic todinha em um só dia o/
(claro que com a Cah no telefone me obrigando a digitar u.u )
Soo Hyun’ pov
Mas uma noite cheia de tédio, sem nada para fazer e olha que era um sabado. Não estava com paciência para assistir TV e já tinha visto todos os filmes que tenho, nenhum livro que me chamasse a atenção ou qualquer outra coisa que eu quisesse fazer ali dentro de casa. Tentei dormir mas já tinha feito isso até as 2 da tarde, o chocolate acabou, estava sem animo para ensaiar alguma música ou coreografia.
Lá fora chovia, não muito forte, mas o suficiente para me deixar molhado caso eu fosse caminhar ou correr. O Kevin e o Kibum tinham saído juntos, o Alexander estava com sua irmã, o Eli deixou bem claro que não queria ser incomodado esse final de semana e o DongHo estava dormindo, como sempre, então não queria sair. E assim todos me abandonaram.
Depois de mais de duas horas não fazendo simplesmente nadan concluí que estava com vontade de tomar sorvete. Sim, uma bola bem grande de sorvete de chocolate, com calda quente, marshmallow, confeti, amendoim, calda de chocolate e minhoquinhas coloridas, muitas minhoquinhas coloridas.
Tinha uma sorveteria a umas três quadras da minha casa, com um sorvete ótimo. Coloquei uma jaqueta, peguei a carteira e as chaves do carro. A chuva tinha parado um pouco mas em compensação tinha esfriado bastante. Sai devagar não estava com pressa mesmo, coloquei um cd para tocar e sem ver dei play em qualquer música e então começou a tocar ‘Rainism’. Comecei a cantar junto, empolgado.
Quase não tinha carros na rua por causa do tempo, todos preferiam ficar em casa em baixo das cobertas com seus respectivos companheiros, menos pessoas como eu que não tem companheiros para isso. Até tenho um gato, mas ele me arranha demais e solta muito pêlo, então não dá muito certo ficar com ele em baixo das cobertas.
Andei mais uma quadra, então era só virar a direita na próxima esquina e eu chegaria lá. A música acabou e começou uma melosa demais que não ajudava no meu animo então fui mudar. Tirei os olhos por dois segundos da rua a minha frente para escolher outra música, quando olhei novamente para a rua uma pessoa surgiu do nada na frente do carro.
Ele estava a alguns metros a frente do carro e parecia não ver que estava parado no meio da rua. Pisei no freio instintivamente e mesmo assim ele não percebeu que estava para morrer. Mesmo pisando fortemente no freio não iria conseguir parar a tempo. De repente ele se virou e olhou na minha direção, pareceu se assustar, também, quem não se assustaria com um carro vindo em sua direção? Até eu me assustaria. Continuei pisando no freio, fechei meus olhos esperando a batida, mas se eu realmente bati nele não percebi. O carro parou, sem nenhuma colisão para indicar que eu tinha matado o garoto.
Abri meus olhos e não vi nada na minha frente, nem o louco que estava parado na frente do carro. Só falta eu ter batido nele sem perceber. Olhei em volta pra ver se ele estava em algum outro lugar, mas nem sinal da pessoa. Saí do carro para procurá-lo, mas não o via em lugar nenhum. Quando fui até a frente do carro vi que ele estava caído no asfalto, bem próximo dos pneus dianteiros. Eu bati nele?!?! Será que ele morreu?!?!? E agora? E se eu for preso? e se ele estiver mesmo morto?!? Porque que ele tinha que estar no meio da rua também?!?
Me abaixei pra ver se ele tinha algum ferimento mas não via nada. Ele estava desacordado, pode ter batido a cabeça quando caiu ou quando eu bati nele. Tenho que chamar alguém, polícia, ambulância, bombeiros, ou o que for. Procurei desesperado pelo celular dentro da minha jaqueta mas não o achei. Droga! Tinha deixado ele em casa, ai como eu sou estúpido as vezes.
Cheguei mas perto, não conseguia ouvir sua respiração. Tinha começado a chover de novo e ele estava ficando todo molhado. Ahhhhh!! O que eu faço???
Já sei! Vou fazer respiração boca a boca, é isso que sempre fazem para alguém voltar a respirar.
Passei minha mão por seu peito para ver se sentia seu coração ainda batendo, pelo menos ele não estava morto. Aproximei meu rosto do dele e encostei nossos lábios. Assoprei levemente dentro de sua boca e nos separei pra ver se ele tinha voltado a respirar, mas ainda não ouvia nada, então repeti o processo. Fiz isso mais umas cinco vezes até que ele se mexeu.
- Ei! Você está bem? Se machucou? Consegue respirar? – perguntei preocupado enquanto ele ainda abria os olhos.
- Calma, eu estou bem sim. O que aconteceu? Quem é você?
- Meu nome é Soo Hyun – respondi o ajudando a levantar – e eu acho que bati em você. Desculpa, mas o que você estava fazendo no meio da rua?
- Eu... eu não sei, acho que estava perdido. E acho que você não bateu em mim não. – ele falou meio perdido.
- Mas então por que você tava caído? – perguntei fazendo-o girar pra ver se ele realmente não estava machucado.
- Eu devo ter desmaiado quando vi você vindo em minha direção. Isso acontece quando eu tenho um susto muito forte. – ele disse coçando a cabeça desconcertado.
- E você esta bem mesmo? Quer ir ao hospital, ver algum médico? Ir na farmácia fazer curativo ou tomar algum remédio? Injeção talvez?
- Não... não precisa, obrigado. Eu estou bem, só desmaiei pelo susto mesmo.
- Então quer beber um pouco de água? Ou um suco? A propósito, como é seu nome?
- Desculpa eu não ter me apresentado – deu uma risadinha sem graça – meu nome é Kiseop. – ele estendeu a mão para mim. O cumprimentei e só então percebi como seus olhos eram bonitos, e ele ainda usava um óculos que ressaltava mais isso. – e sem querer parecer chato, mas por que você estava tão perto quando eu acordei?
- Hum... eu? Perto? É que... sabe... eu fiquei assustado por que pensei que você não podia respirar então eu fiz... hum... respiração boca a boca – eu devia estar muito vermelho, abaixei minha cabeça olhando para meus pés.
- E por que fez isso? Eu estava me afogando por acaso? – ele perguntou sério. Ele não deve ter gostado do que eu fiz.
- Não, mas é que eu não sabia o que fazer e... e... aishh, eu pensei que tinha batido meu carro e você que tinha te matado. O que mais eu ia fazer?
- Tá, desculpa, eu também não devia ficar parado no meio da rua daquele jeito. – ele disse sem graça.
- E o que você estava fazendo afinal? Não sabe que é perigoso andar sozinho a essas horas na rua?
- Eu sei, mas eu acho que me perdi. Eu cheguei ontem aqui na cidade e não conheço muita coisa.
- E está sozinho aqui, ou veio com alguém? – perguntei tentando parecer desinteressado.
- Vim sozinho, por isso não sei nem onde estou. – ele olhou em volta tentando se achar.
- Você... quer uma carona para algum lugar? – eu tinha que ajudar o rapaz né? Não poderia deixá-lo ali, na chuva, num lugar onde ele não conhece, sem ninguém... coitado tenho um coração muito mole para isso.
- Mas... mas eu nem sei onde estou. – seus olhos se encheram de lágrimas.
- Vamos fazer assim: você toma um sorvete comigo e eu te ajudo a achar o lugar onde você esta morando. – dei meu melhor sorriso para ele.
- Não precisa, não quero incomodá-lo.
- Mas você não vai. Sabe, todo mundo me abandonou hoje. Acho que foi o destino que te colocou no meu caminho pra eu não me sentir tão sozinho. E tomar sorvete sozinho é realmente triste, mesmo se ele estiver coberto de chocolate e minhoquinhas coloridas, é triste. – ele riu e viu que não tinha outra opção.
- Ok, eu aceito, mas só se me prometer que amanha vai sair para tomar um suco comigo.
- E nós vamos sair amanha?
- Se você quiser. – ele sorriu e fez com que um sorriso surgisse nos meus lábios também.
É, as vezes até em um sábado com chuva e nada para fazer aparecem coisas ou pessoas com se alegrar. E algo me diz que isso ainda vai durar muitos sábados e semanas inteiras.
Notas finais
e ai, gostaram? deixem suas opniões e criticas ok?
logo logo tem mais o/
=***
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