Presente de Aniversário
1 Presente de Aniversário
Já passava das dez da noite, e Jack não tinha a menor vontade de ir para casa, afinal, era seu aniversário, e mesmo sendo relativamente tarde, as pessoas ainda continuavam a ligar para ele. Aniversário... um dia onde as pessoas podem exercer sua hipocrisia e sua falsidade à vontade. Jack já havia recebido telefonemas e cumprimentos de várias pessoas, nos mais diferentes níveis de autoridade. Desde o governador Shalvoy, até a assistente do xerox.
Se bem que o cumprimento da assistente do xerox significou muito mais do que o governador.
Apesar de ter resistido bravamente o desejo tomar uma dose de uísque durante o dia, Jack sabia que a essa hora da noite – muito além do seu horário de trabalho – ele podia se dar ao luxo de se servir um copo. Ele saboreou vagarosamente o líquido quente, que lhe queimava a garganta e, sentindo-se bem mais relaxado, ele afrouxou a gravata, reclinou-se na cadeira e colocou os pés sobre a mesa. Pensando no longo dia, Jack colocou o copo sobre a mesa e soltou um longo suspiro. Ele pegou alguns papéis, mas sua cabeça estava vazia no momento, talvez por causa do efeito do uísque, ou talvez pelo cansaço do longo dia.
Toc, toc, toc. Connie bateu na porta e abriu só o suficiente para colocar a cabeça. — Jack? Você está bem? — Ela parecia preocupada.
- Estou. Só estava descansando um pouco antes de voltar para casa.
- Entendo. Posso entrar?
- Claro. — Ele observou, curioso, Connie entrar na sala e trancar a porta atrás de si. — Algum problema, Connie?
- Connie deu um sorriso tímido e respondeu em voz baixa. — Não, o Mike já foi embora, quase todo mundo já saiu, só tem meia dúzia de gato pingado terminando alguma coisa.
- E você trancou a porta porquê... — ele perguntou, já sentindo que alguma coisa muito estranha estava para acontecer.
- Eu percebi que não tinha te dado os parabéns pelo seu aniversário. — Jack levantou as sobrancelhas, tentando entender o que exatamente Connie estava falando.
Ela tirou o iPod do bolso e colocou no amplificador que ficava atrás da mesa dele. — Apenas aproveite, Jack. — Ela falou com a voz rouca, e ele percebeu a respiração levemente alterada dela. Jack sentiu a atmosfera pesada, e seu s próprios batimentos acelerarem. Ele observou quando Connie ligou o aparelho e abaixou o volume da música para que ficasse audível somente para os dois, e Jack ouviu uma batida de black e o cantor dizer alguma coisa de menina safada.
Connie tirou os pés de Jack da mesa, e ele ficou imóvel, segurando a respiração, quando ela se aproximou perigosamente do rosto dele, parando dolorosamente à centímetros do rosto dele, encarando-o nos olhos, e ele soltou a respiração pesadamente quando ela molhou os lábios vagarosamente com a língua. Ela então deu dois passos para trás e ele não pôde deixar de encarar quando ela começou a balançar os quadris na batida da música, de costas para ele.
Connie começou a balançar os quadris, seguindo a batida, descendo e subindo. Então ela se virou, e viu que Jack estava bem espalhado na cadeira, imóvel, os olhos grudados nela. Ela foi se aproximando, dançando sempre ao som da batida, e colocou um pé sobre o braço da cadeira dele, e segurou nas costas da cadeira, ficando tão próxima dele como da primeira vez. Ela começou a rebolar, e Jack passou a mão na perna dela, mandando ondas de eletricidade pela espinha dos dois.
Ela passou os lábios na orelha dele e sussurrou : — Ah, ah... nada de tocar na dançarina, Sr. McCoy. Ela passou a língua pelo lobo dele e se afastou pouca coisa, observando Jack estremecer. Ela então se moveu como se estivesse fazendo a dança do ventre, abaixando o quadril até roçar no quadril dele.
Como Jack estava praticamente deitado, Connie passou uma perna sobre o colo dele, e ficou na ponta dos pés, de frente para ele, segurando nas costas da cadeira e rebolando para baixo e para cima, para frente e para trás, roçando no quadril dele, sentindo o volume da calça dele aumentar cada vez que ela tocava levemente nele.
- Deeeus do céu, Connie, você quer me dar um presente de aniversário ou um ataque cardíaco? — ele sussurrou quando ela sentou no colo dele e continuou rebolando na batida da música. Ela passou as mãos sore o peito dele e levantou, apoiando as mãos nos braços da cadeira, dando uma visão perfeita dos seios dela para ele, pelo decote da blusa que ela usava.
Ela se afastou e ele soltou um gemido de reclamação. Ela sorriu e virou de costas para ele, se segurando na cadeira novamente, mas dessa vez ela sentou no colo dele e rebolou, se esfregando nele sem dó, sentindo a ereção dele cada vez mais forte.
Ele não conseguiu se agüentar mais e colocou as mãos na cintura dela, querendo sentir mais ainda os movimentos dos quadris, e Connie encostou as costas no peito dele, sem parar de rebolar, e ele afundou a cabeça no pescoço dela, sentindo o leve perfume que ela usava.
- Ah, o que eu falei sobre me tocar? — Ela levantou, e dessa vez ele reclamou mesmo.
Nãão! Volta aqui. — ele bateu no colo dele, e ela deu a volta por trás da cadeira, e ele levantou a cabeça para olhá-la. Ela então passou os dois braços por toda a extensão do peito dele, mordiscando de leve a orelha dele. Ele sorriu e tentou capturar a boca dela com a dele, mas ela se afastou.
Com o fim da música, Connie se afastou, ainda rebolando na batida da música, e parou nas costas dele, tocando levemente o ombro dele.
- Isso foi apenas uma amostra grátis, Jack. O Mike pediu para perguntar se você gostaria de sair conosco para comemorar seu aniversário. Eu acho que nós podemos ir beber alguma coisa e...
- Eu vou para onde você quiser, contanto que essa noite termine com você na minha cama, Connie. — Ele se levantou para pegar o agasalho, e ela colocou os braços ao redor do pescoço dele, e o beijou.
- Então vamos, BIG boss. — Os dois sorriram e se encaminharam para o bar, com a expectativa de terminarem a noite logo.
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