Nos dias que se seguiram, Alucard aparecia cada vez mais estranho. Ele já não era o mesmo homem que havia mudado com o tempo em que estava com Maria. Era como se ele estivesse voltando à estaca zero. O meio vampiro se fechava ainda mais, passando horas confinado dentro de seu quarto, e quando Maria tentava se aproximar dele, este se fechava ainda mais. Outra vez ela tentou bater na porta do quarto dele, esperando uma resposta, e esta não veio; mas ela sabia que ele ainda estava lá, pois sentia sua presença.

– Será que foi um erro? – ela sussurrou tocando com a palma de sua mão na porta, e então se afastou.

Será que foi um erro viver com ele esse tempo todo? Esse era o último pensamento que a jovem gostaria de ter, mas que não deixava de incomodá-la esses últimos dias. Ela realmente lutava para tentar trazer o lado humano dele à tona, mas ele em si não ajudava. Era uma luta cansativa, que consumia as forças de Maria, e se continuasse assim, uma hora ela não ia aguentar mais. Uma hora as pessoas deixam de lutar, e com ela, talvez não seria diferente.

Faltava um dia para o aniversário dela, e Annette foi até sua casa para confirmar os últimos detalhes com a irmã mais nova.
Annette chegou à casa dela, e foi recebida por um grande abraço de Maria, que mal a via com frequência.

– Está pronta para amanhã? – Annette disse, enquanto entrava pela porta.

– Acho que estou... – a jovem respondeu, um pouco hesitante.
Annette notou a entonação nas palavras que saíram de sua irmã mais nova.

– Maria, o que foi? Você não estava assim dias atrás... – Annette tentou olhar para o rosto de Maria, que mal fixava seus olhos nos dela. – É por causa dele, não é? – continuou a mulher levantando o queixo dela lentamente, e mostrando um meio sorriso.

– Eu não sei... Talvez... Estou confusa. – a jovem entrou e seguiu para a cozinha, tentando disfarçar o nervosismo.

– Maria... – Annette aproximou-se e segurou seus pulsos e ficando de frente para ela. – como quer que ele se abra com você, se você não se abre com ele?

– Mas, irmã... eu tento, eu realmente tento falar com ele; mas parece que... ele não quer conversar, está quase sempre me evitando...

– Então é ele que está perdendo, em deixar de conversar com alguém como você, Maria.
Maria olhou para o chão, parecendo não estar convencida ainda. Sua irmã novamente levantou seu queixo.

– Vamos, Maria, anime-se! Logo será seu aniversário, e você ainda terá de provar seu vestido.

A jovem sorriu, vendo que sua irmã persistia em tentar anima-la.

– Está bem.

– Então vamos! Não quero mais perder tempo! – Annete, de repente, puxou Maria pelo braço e correu para o quarto da jovem.
Fora do vilarejo, Alucard permanecia sentado no chão enconstado em uma árvore. Ele estava de olhos abertos observando o espaço ao seu redor enquanto esperava a chegada de seu servo, Imp.

– Pronto, meu senhor! Acabo de chegar de uma exaustiva viagem rumo ao-

– Imp, basta. – ele o interrompeu – Conseguiu o que eu lhe pedi?

– Sim, meu senhor, mas-

– Bom. Agora me diga tudo...

As duas irmãs passaram o resto do dia com os últimos preparativos para sua festa: dentre ensaios e diversas conversas, elas ficaram horas e horas apenas falando sobre o evento e os convidados. Apenas assim, Maria conseguiu esquecer-se um pouco do meio-vampiro, que ficou o dia todo fora; ela tentava não se preocupar com ele, mas mesmo assim, uma pitada de dúvida ainda permanecia dentro de sua mente.

Notas finais
Oi pessoal, queria pedir desculpas por ter demorado em postar esse capítulo e por ele ter sido tão curto, já que estou de volta com essa fic, estou meio que 'pegando o ritmo' dela haha. Mesmo assim, obrigada por lerem, pessoal! *0*