Presa no Tempo

1 Capitulo 1: É a minha vida


Notas iniciais
Gente... Um pouquinho nervosa confesso kkkk é a primeira fic que eu escrevo realmente SOZINHA. Escrevi outras mas foi baseada em coisas que já existem, então, essa é a primeira. Espero que gostem! :D
#MeninaImprovável
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"Nem o passado existe nem o futuro. Tudo é presente."
~ Gonzalo Torrente Ballester

Não temos muito tempo então vou direto ao assunto. Cuidado quando deseja ir para o futuro. Não que eu desejava… Foi um acidente. Aliás, vou lhe contar um segredo… Sou uma viajante do tempo. Não conte a ninguém, estão atrás de nós. E lhe peço, se achar um tubo de ensaio com um líquido brilhante dentro, quebre-o sem pensar duas vezes… Mas não toque o líquido.

O que quero dizer com isso? Você vai descobrir.

~ Maio, ano: 2140

Meu nome é Helena Renon, tenho 26 anos. Tenho cabelos castanhos, e olhos cor de Mel... E vivo no Futuro. Mas não foi porque eu fui destinada a nascer nesse lugar completo de tecnologia. Foi tudo uma brincadeira na casa de meus pais com um objeto peculiar de criação do meu pai, ele criava máquinas para a empresa que na qual ele trabalhava, a Ricky: Aprovações Futurísticas, mas nenhumas das suas criações foram aceitas pelo governo. Então, meu pai as guardava na nossa garagem. Foi assim que aconteceu.

**

Em 2016 onde eu tinha apenas 16 anos. Estávamos eu e meu irmão mais novo, Edu, brincando de pique esconde, ele adorava brincar disso então eu brincava com ele. Meu pai proibia a gente de entrar na garagem, pois tinha medo da gente quebrar alguma coisa, mas aquele dia a nossa brincadeira foi mais além. Meu irmão foi contar para depois vir me procurar e eu não estava achando um lugar bom pra me esconder apesar de minha antiga casa ser grande, então eu ultrapassei a porta e fui para a garagem onde vi um monte de maquinas por todo lado e me escondi atrás de uma delas.

Depois que meu irmão acabou de contar que eu vi que deixei a porta um pouco aberta. Quando ele chegou lá em baixo chamou meu nome. Disse para ele que não precisava ter medo de entrar lá, que não ia deixar nenhum monstro pegar ele. Mas ele disse que não ia descumprir as regras do pai e que era pra eu sair.

Naquela hora eu levantei rapidamente e dei a volta, foi quando escorreguei numa ferramenta que meu pai deixou jogada no chão e cai por cima da maquina. Ela ligou com o impacto, e a partir dai não me lembro de mais nada daquele dia, só de uma luz branca se acendendo, de um barulho muito alto do lado de fora da casa, de meu irmão gritando por meu pai e um vulto aparecendo correndo na porta com um objeto na mão.

E quando eu acordei novamente, estava no meio da rua de uma cidade completamente iluminada, carros completamente diferentes e robôs que tomavam conta de lojas. Casas absurdamente enormes e altas, e roupas que na verdade eu até achei muito pratico o modo de coloca-las. É uma pulseira que você põe no braço e escolhe a roupa que você quer somente apertando uma sequência numa tela Touch Screen.

Tudo que minha vida era se foi, e apenas com 16 anos eu tive que começar uma vida nova num lugar que não fazia ideia de onde era.

Quando perguntei que dia que era me responderam agosto de 2130, eu realmente não entendi mais nada.

**

Meu pai adorava construir suas máquinas comigo por perto, pois ai ele podia falar um monte de coisas e algumas eu entendia.

Eu o vi construindo uma pequena parte dessa máquina do tempo. Ele disse que enquanto o motor girava uma coisa que meu pai chamava de Relógio em sentido horário (futuro) ou anti-horário (passado), as engrenagens giravam para o lado oposto do escolhido. Ou seja, se quiser ir para frente, gire em sentido horário, se quiser ir para trás, gire anti-horário. Dentro do motor tinha uma espécie de liquido em um tubinho de ensaio, que quando as engrenagens giravam ligava uma luz branca, que refletia nesse líquido que mudava o tempo, fazendo assim possível a viagem no tempo, mas lógico, que deve ter coisa que meu pai não me contou.

Mas o líquido no tubo de ensaio só é possível ser usado uma vez, ou seja, mesmo se eu tentasse cair na máquina de novo pra voltar ao meu tempo, não poderia. O problema maior é que sempre em uma viajem a gente meio que “adormece” por minutos ou horas depende do tempo que você viajoou e quando acordei já estava na casa da pessoa que agora é meu melhor amigo… Então, perdi a máquina. Ou seja, estou presa aqui no futuro.

**

~ 10:32, quarta-feira, maio, ano: 2140

Acordei tarde para quem trabalha as 11:30.

— Abrir cortinas. — murmurei e minha voz quase não saiu direito.

As persianas se abriram devagar deixando a luz do sol entrar por completo e automaticamente ouvi um barulhinho da cozinha e senti o cheiro de café fresco.

Moro em um apartamento no cento da cidade. Estava deitada na cama com o braço na cara. Meu quarto é até que grandinho, tem uma cama de casal óbvio, uma porta que dá num closet não tão grande como o esperado, uma TV enorme virada para a cama e uma janela automática, comando de voz, que pega uma parede toda.

Levantei da cama e fui pro banheiro me arrumar.

Mexi meu braço onde estava a pulseira no meu pulso e apareceu um holograma no meu antebraço.

— Trabalho… Trabalho… Cadê? Festa, casual… Faculdade? — disse encarando aquela opção de roupa – Não vou mexer nisso.

No começo eu achei estranho demais tudo isso de poder mudar de roupa sem tira-la, mas depois me dei conta do quão prático e rápido que era. Foi difícil acostumar com essa pulseira... As vezes tomava banho com ela e tinha que comprar outra, por isso tenho roupas “normais” guardadas... Mas depois você se acostuma.

Continuei mexendo andando pela casa até achar minha roupa de trabalho.

— Achei, agora… Blusa social, branca? — apertei — Hum… Não, vai que chove não vai ser legal… Vejamos amarelo. — apertei — Meu Deus, que horror. — continuei vendo — Já sei... Azul!

Apertei o botão, e ficou ótimo, só um pouquinho larga, diminui um pouquinho a blusa ate caber certinha.

Fui para a sala e no sofá meu gato ainda dormia. Minha sala de estar fazia junção com a sala de jantar e numa porta tinha a entrada para a cozinha. Passei pelo meu gato da raça Angorá chamado Minx e fiz carinho nele.

Fui para a cozinha e apertei o botãozinho que fez a comida de Minx cair no potinho dele.

— Minx vem tomar café da manhã.

Ele levantou do sofá, se espreguiçou, deu um miado, passou no meio das minhas pernas e foi comer.

Peguei meu café da manhã que tinha acabado de fazer e fui para a porta.

— Tchau Minx!

**

Quando cheguei à garagem, entrei no meu carro e puis a mão no painel, uma luzinha passou e ele deu partida automaticamente. E fui pro serviço.

Quando cheguei lá me dei de cara com um Chefe um tanto zangado por eu ter chegado SOMENTE 5 minutos atrasada.

— Se quiser cinco minutos de descanso vá trabalhar no prédio ao lado. — disse ele.

— Desculpe Sr. Spies, tinha muito trânsito no centro. — na verdade não tinha nada, era só uma desculpa pra ver se conseguia me livrar dessa novamente.

— Que isso não se repita novamente!

— Sim senhor!

Ele virou de costas e foi embora.

— "Que isso não se repita novamente", seboso. — disse baixinho mostrando a língua pra ele.

— Se ele te pegar falando assim, vai acabar com tua carreira.

— Há… Bom dia Rafa. Um dia eu vou… Deixar você dar uma surra nesse cara!

— Vai sonhando… Quero meu emprego, Heleka.

Dei risada. Rafael é meu amigo desde que eu vim para esse lugar e depois de um tempo me apelidou de Heleka. Foi ele que me encontrou no meio da rua com a máquina do tempo, ele tinha a mesma idade que eu. Ele me perguntou o que era aquilo (a máquina do tempo), eu não disse o que era... Até hoje ele tem a curiosidade mas me deixou um pouco em paz em relação a isso.

— Não sei por que o chefe pega tanto no seu pé. — disse Rafa indo comigo para minha mesa.

— Também não sei, mas… Tem algo nele que não me agrada.

— É típico de funcionário sentir isso dos chefes… Melhor deixar pra lá.

Ele sentou na mesa em frente a minha.

— Bom… Ao trabalho… — disse tirando as coisas de cima da mesa e passando a mão na tela do computador e jogando os ícones para a mesa.

Eu trabalho numa… Bom… No tempo antigo chamaríamos de Construtora, mas aqui tem outro nome: Spies, é a única construtora que existe agora, ele derrubou todas as outras. Pode-se dizer que meu chefe é responsável por todos os prédios daqui da cidade, ele é o chefão… o cara é cheio da grana.

Aa… o meu trabalho? Bom, eu verifico o interior dos prédios, a estrutura e o local onde ele vai ser construído… Se eu e mais umas duas pessoas não aprovarem o local, nós mesmos teremos que arranjar um lugar melhor e pelo mesmo preço do antigo local…

Ou seja, nós fazemos tudo enquanto nosso chefe fica sentado tomando drinks no sofá da sala dele só depositando e ganhando dinheiro.

Estava analisando o holograma do prédio novo de mais de 30 andares que a nossa empresa vai construir.

Cada andar parece uma cobertura, piscina no topo, coisa de gente chique cheia da grana.

Estava analisando e sonhando em morar num daquele quando notei que tinha algo de errado, e não sabia o que era o erro.

Mas mesmo assim, fui avisar a secretária do chefe.

— Onde vai, Heleka? — disse meu amigo.

— Vou falar com a secretária do chefe… Achei um erro no solo onde o prédio vai ser construído. Se bem que não sei dizer o erro. — passei o holograma do prédio pro meu tablet e fui até a sala do chefe.

Bati na porta que dava para a sala dele e demorou a abrir. Bati de novo e a secretária veio abrir a porta enquanto amarrava o cabelo.

— Diga.

— Suzana… — disse — Tem uma coisa que o chefe precisa ver.

— Hããn… Ele não pode ir agora.

— Tem certeza? Talvez se eu falasse pessoalmente… — disse aproximando da porta do chefe.

— NÃO! — disse ela segurando meu braço. — Ele ta arrumando as coisas dele e não pode atender você agora!

— Solta meu braço.

— Desculpe.

— Então posso falar com você? Depois você fala pra ele. Ok?

Ela concordou.

**

Peguei o meu tablet, puis a mão em cima dele e levantei a mesma aparecendo um holograma do prédio que eu estava analisando.

— Vê algo estranho? — disse pra ela.

— …

— Não vê nada? — perguntei.

— Não.

— Suzana olha isso… — disse girando a estrutura — Tem algo de estranho sim com esse prédio, Su. No terreno que será construído.

Insisti nisso pra ela.

— Helena, não tem nada é só um prédio normal! Com um terreno normal!

Olhei para o holograma de novo e vi o que tinha de errado, vi uma pequena manchinha vermelha no solo.

— Sério que não vê nada?

Ela fez que não com a cabeça.

— Ok. — voltei para a minha mesa deixando ela parada la.

Bati as pontas dos dedos na base do prédio e ele girou.

— Que foi? — disse o Rafa digitando rápido no tablet enquanto olhava pra mim.

— Pelo menos você vê algo estranho aqui? — disse para ele.

Ele se levantou e foi para trás da minha cadeira.

— É essa parte meio levantada que você diz? — disse ele.

— Que?

— To brincando. — disse ele rindo.

— Bobo! — disse rindo.

— Sério não vejo nada.

— Nada, nada?

— Nada.

Ele voltou para o lugar dele. Fiquei encarando aquele solo.

**

— Cheguei Minx! – puis a mão no leitor biométrico da porta do meu apartamento e ela se trancou.

Joguei minha bolsa no sofá e fui direto para o banheiro tomar banho.

**

Depois que sai do banho, enrolei a toalha no meu corpo e fui para o quarto. Cheguei à frente do meu espelho e fiquei mexendo no meu cabelo quando passei a mão no meu ombro e senti a cicatriz que eu tenho. Podemos dizer que foi uma lembrança deixada pela noite que vim pra cá. Estou até hoje querendo saber onde está aquela maquina e quem sabe, voltar.

Logo que puis meu pijama meu celular tocou e eu puis no viva voz.

“- Alô?

— Heleka! Chegou bem em casa?

— Cheguei sim... E você?

— Sim. Queria saber já que fim de semana a gente não trabalha se você quer ir ao show dos Grey Snake. Eles vão tocar num evento, vai ter dança, comida, bebidas, comida, eu, comida... aaah, e vai ter eu e comida. — ele disse.

Dei risada.

— Claro, eu vou.

— Espero que você não fique bêbada que nem da ultima vez.

— Eu dormi! Eu não tava bêbada eu tava com sono! Caramba mano você não sabe mesmo diferenciar né. – disse enquanto fazia panquecas.

— Não.

— Boa noite, Rafa. — disse dando uma risadinha.

— Boa, gata.”

Bom, show do Gray Snake é um ótimo evento para depois de uma semana com aquele chefe chato. Essa é uma banda de Indi-Rock.

Depois que o fogão apitou que as panquecas ficaram prontas eu fui comer, enquanto via um filme que estava passando na TV com Minx dormindo do meu lado.

**

Notas finais
Espero que tenham gostado! :D
#MeninaImprovável
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Titulo: It’s My Life