Preparatory School of Magic

1 Olhando para o passado.


Notas iniciais
Olá meus queridos, aqui é a Sam :v espero que gostem desta historia *-*

A pequena princesa corria alegre atrás do seu irmão gêmeo. Com seus lindos cabelos brancos e brilhantes em um perfeito movimento. Suas asas estavam amostra, penas cintilantes e fofas batiam uma com a outra, lançando algumas ao chão.
Akye era o seu nome, olhos tão azuis que qualquer um poderia confundi-la com uma cega, e com seus longos cabelos que batiam nos joelhos, dava à ela uma aparência mais angelical.
Mas ela era um anjo. Sim, uma princesa anjinha de Lyell, o reino das criaturas da luz.

Thalles, outro anjo, era muito parecido com Akye, exceto a personalidade. Ele era maduro e inteligente, enquanto Akye era uma garota muito divertida e rebelde.
As asas de Thalles eram tão grandes que arrastavam no chão enquanto ele andava, seu cabelo batia no ombro, e seus olhos azuis do mesmo tom de Akye, fazia ele o garoto mais bonito de Lyell, mesmo ainda sendo uma criança.

Akye estava ficando exausta de correr atrás do irmão, então simplesmente, jogou uma magia nele, que o deixou incapaz de voar. Ele ficou parado no ar enquanto a mais nova ria de sua expressão apavorada.

—Você pode ser mais rápido, mas eu sei fazer magia melhor que você! -Ela empinou o nariz e mostrou a língua em tom debochado.-

Atrapalhando a brincadeira de pequena, um som estridente saiu da sala dos seus pais, ela colocou seu dedo anelar direito na testa de Thalles e tirou o feitiço.
Fazendo o mesmo cair no chão com toda a força.

—Meretriz... -Ele pousou suas mãos na cabeça, tentando segurar a dor.-

—Não me chama assim, bastardo. Venha, vamos ver o que está acontecendo na sala da mamãe e do papai! -A pequena já agarrou o braço do irmão, forçando ele a acompanha-la.-

—Isso não é certo, mamãe e papai ficariam bravos se soubessem...

—Eles não iram saber. -Akye deixou escapar um sorriso maligno-

Thalles simplesmente revirou os olhos e seguiu a irmã. Chegando ao destino, Thalles observou com cautela a conversa dos mais velhos, enquanto Akye só faltava dizer "OLHEM PRA MIM, ESTOU OUVINDO A CONVERSA." Novamente, Thalles revirou os olhos.

A mãe de Thalles e Akye se chamava Sofih, ela era extremamente linda e bondosa. Mas naquele momento sua expressão não era uma das melhores, batia agitadamente suas unhas grandes e bem feitas na mesa de madeira clara.
O pai se chamava Maxon, era desejado por todas( e todos) as mulheres de reino ( e até de fora do reino) por ambos: força, beleza, bondade e inteligência. Era impossível não amar seu jeito de governar e sua pessoa.
Thalles olhou preocupado para o rosto do seu pai, que tentava falhamente, se acalmar.

—Estava tão perfeito... — Sofih disse, andando em círculos.- O que iremos fazer, meu rei? se eles atacarem com a quantidade de criaturas que tens... iremos morrer...-A rainha colocou a mão nos olhos, contendo as lágrimas.-

—Calma, minha rainha. -O rei a abraçou e as crianças fizeram expressões de nojo.- Eu acho que o melhor a fazer é esconder eles... se matarem a gente, não será tão grave como se matar os nossos herdeiros.

—Eu estou pronta pra morrer ao seu lado a qualquer momento, e cada decisão que você tiver irei te apoiar, com certeza iremos fazer isto, até porque não sabemos quando eles iram dar o seu ataque...

—Sim, minha rainha. -O rei beijou a mão da mesma.- Então eles iram quando? se não sabemos quando iram atacar...

—Amanhã... assim que o ataque cessar... eles voltam.

—Ideia brilhante, como sempre esperado de você.

Eles se olharam por um tempo, e se beijaram, apaixonadamente.

—Vamos sair daqui, o papai ta comendo a boca da mamãe...-Akye disse novamente arrastando seu irmão.-

—Você é tão direta... mas você escutou o que eles disseram? iremos ser atacados...

—Eu não entendi isso, você deve estar voando! eu ouvi que iremos viajar!

Novamente, Thalles revirou os olhos e deu um longo suspiro, para descontrair, ele empurrou a irmã e começou a correr rindo sendo acompanhado por ela. Que corria atrás dele.

Realmente, ele não queria que ela se preocupasse e deu graças à Deus por ela ser inocente ao ponto de não entender nada que estava acontecendo.
Akye, mesmo fazendo tudo que faz era inocente e pura, bem parecida com uma criança normal.
Thalles por outro lado, entende coisas que até mesmo adultos não entendem. Já sentiu inveja da irmã por ela ser tão animada e pura.

Ele também queria ser uma criança normal.

Apesar de tudo, Thalles se preocupava com sua irmã mais que tudo existente no mundo, ele estava disposto a protege-la mesmo se arriscasse sua vida.

Naquela mesma noite, quanto os dois irmãos dormiam exaustos, os inimigos invadiram o reino e estavam queimando tudo que viam pela frente. Estavam se dirigindo ao palácio.
A rainha e o rei entraram em desespero e correram para o quarto dos filhos. Eles pediram para os mais novos voarem com toda sua velocidade para longe dali.

—Escute, nunca estivemos no mundo humano, mas lá com certeza será melhor para os dois, quando aqui estiver seguro... mandaremos um recado.

—M-mas... por quê a senhora não vem com a gente?

—É dever de reis protegerem seu reino a todo custo. Meus amados filhos. — o rei se pôs a frente colocando delicadamente sua mão na cabeça dos dois. — Eu e sua mãe gostaríamos de dar à vocês um presente.

O rei entregou para seu filho uma pedra, linda e vermelha.

—É uma pedra mágica, com ela em mãos você pode criar qualquer tipo de portal para qualquer lugar.

—Obrigado... pai. -Thalles o abraçou em prantos.-

—E para você. Akye, te dou está caixinha de música, aquela que pertencia a sua avó.

—Obrigada papai!

A rainha se dirigiu a Akye e pediu para a mesma abrir sua boca, assim ela fez, a rainha pegou uma lágrima com as pontas dos dedos e despejou sobre a boca de sua filha.

—Com isso, você poderá curar qualquer ferida apenas com um beijo. E Thalles... Te dou este colar, ele reprime magia das trevas.

—Estamos indo... vão! agora! -O rei correu para fora do quarto acompanhado da rainha.

As crianças pularam a janela do quarto e levantaram voou.

Primeiro, um grito de dor, depois outro grito...
Acompanhado de dois corpos sem vida caídos no chão.
Akye e Thalles ouviram isto graças a sua audição incrivelmente aguçada.

Lágrimas e mais lágrimas saíram dos olhos dos pequenos, Lyell estava em trevas...
Thalles não deixou Akye voltar e tentar ajudar, ela não conseguiria de qualquer jeito.

A esperança se foi...

Thalles usou sua pedra para abrir um portal para o mundo dos humanos e lá ficaram por muito, muito tempo.

~1.500 anos depois~

Novamente sou despertada por esse sonho, sonho não pesadelo!
Peguei um travesseiro e joguei na cara de Thalles. Ele acordou assustado e me olhou confuso.

—Isso é por não deixar eu voltar e bater em todos eles! culpa sua, nossos pais estão mortos!

—Novamente com esse sonho, Akye? e já disse e repito: Se eu deixasse você ir, perderia não apenas nossos pais, mas sim você e eles.

—Afz! -Novamente joguei o travesseiro em seu rosto, o que fez ele revirar os olhos.- Odeio essa mania.

—E eu odeio tudo em você.

—E EU ODEIO SEU MAL HUMOR!

—E eu odeio cada centímetro da sua pele.

—Eu sei que você me ama.

—Eu sei que você sabe.

Droga, ele sempre ganha -_-

Notas finais
Comentem o que acharam!