Preparativos E Provocações
14 Capítulo XIV - E a Poeira Abaixou...
POV Milo
As coisas haviam se acalmado nas últimas duas semanas, o Shun vivia em nossa casa ou o Hyoga na casa do Shaka, Isaac parecia alheio a tudo o que não incomodava meu noivo porque acreditava que tratava-se de um período de adaptação na Grécia, e por fim, eu e Camus estávamos num ótimo período do nosso namoro.
Eu ainda estava eufórico, essa era a palavra perfeita para o meu estado, pois Camus havia me chamado e remarcado o casamento para o mês que vem. Isso me deixava tão feliz! Era impossível esperar mais para tê-lo comigo.
Só uma coisa me preocupava... Ele estava dedicado a estudar todos os gastos que eu havia feito e controlar o orçamento. Só de lembrar disso eu sentia um frio na espinha e me vinha o medo de... Bom, Camus não faria mais nada disso, éramos crianças na época, ele não encostaria mais um dedo em mim.
Mas a realidade é que eu gastei desmedidamente, sem dúvida alguma. Eu estava com medo, mas o bom é que quando Camus decide algo, ele não muda de ideia. Meus gastos com certeza não o fariam desistir do casamento... Eu acho!
O meu pato preferido estava realmente me tratando como nunca me tratou antes, Camus acha que a cane que ele usou faz milagres. Eu estou procurando aquela porcaria desde aquele dia para quebrar em trinta pequenos pedacinhos e jogá-la no mar, mas não a encontro de jeito nenhum.
Já Isaac mal para em casa, mal fala conosco. Camus me disse que ele sempre foi mais reservado, então eu tenho escondido coisas que venho ouvindo e encontrando de Isaac, afinal, meu picolézinho já se estressou demais nos últimos tempos.
Hoje vou no alfaiate novamente fazer ajustes no terno que usarei no casamento, Camus também deveria ir, mas não tem tempo. Os meninos também estão fazendo os ternos, vão ficar tão fofinhos que nem sei se vou me aguentar em não apertar aquelas bochechinhas rosadas!
Essa sensação de paz é tão boa...
POV Camus
Ainda não haviam me mandado os extratos dos cartões de crédito que Milo tem acesso, nem da minha conta nem da conta dele. Os extratos bancários dos últimos meses, que traziam saques e transferências também não estavam prontos.
Era difícil pensar em qualquer outra coisa sem ter real noção da nossa situação financeira. Eu estava realmente preocupado com o rombo feito pelo escorpiano mais inconsequente desse universo.
Hyoga havia mudado da água para o vinho, realmente tinha entendido seus sentimentos e deixado tanto o Milo quanto eu em paz finalmente. Ele se parecia mais com o que era antes de toda essa crise começar, tornou a ser doce e risonho, além de levar seus compromissos com a escola e os afazeres a sério.
Já Isaac estava, ainda, se adaptando ao ritmo de vida na Grécia novamente. Estava absolutamente fechado, não falava muito com ninguém da casa, vivia carrancudo e sem se envolver demais nas nossas conversas. Eu estava lhe dando o tempo que precisava, afinal, uma mudança de país sempre é difícil, ainda mais ele que tinha liberdade na Austrália e teve que retornar para uma casa cheia de regras.
Bom, eu me culpo um pouco, devia estar dando mais atenção a Isaac. Mas com tudo que acontecia, estava difícil parar para conversar com ele direito. Eu ainda nem consegui descobrir porque raios ninguém me avisou que ele chegou antes do intercâmbio! Também não consegui vaga na escola para ele começar assim, no meio do ano letivo – o que preciso verificar com calma, vez que
Enfim, eu tinha muito que fazer. Por isso que queria tirar da frente o casamento, meu trabalho é muito puxado, e não posso ter outras distrações a não ser meu futuro marido e meus filhos – que são o que tenho de mais importante na minha existência.
A questão agora era só não deixar nada sair do controle, já que a paz parecia reinar na minha casa.
POV Hyoga
- Bu!
- Ai Hyoga!
Shun gritou com o susto que lhe dei quando ele passou pelas escadarias de aquário me procurando. Logo ele refez o sorriso e me olhou com ternura, o que lhe rendeu um grande abraço dado por mim.
- É tão bom ter você assim, pertinho...
Shun sorriu todo meloso e me olhou como quem tem algo para falar.
- O que foi, Shu?
- Bom, Oga, você está sabendo da festa do Shi?
- Sim, putz, tinha me esquecido! A festa do Shiryu é amanhã a noite né?
- É...
Ele ficou me olhando.
- Shu, eu ainda estou de castigo... Duvido que meu mestre vai me liberar para ir a essa festa, faz pouco tempo que aconteceu toda aquela bagunça.
Ele continuou me olhando tristonho. Ai, eu não aguentava aquela carinha dele.
- Bom, eu poso tentar recorrer ao Milo né? Ele sempre quebra os meus galhos...
Shun sorriu feliz e me deu um abraço enorme.
- Mas olha, eu não posso garantir... E também não vou brigar com meu pai por causa disso, depois de tudo que aconteceu eu não quero saber de problemas. Imagina só se ele me proíbe de te ver?
- Não! – Shun fez uma cara de desespero e me abraçou como se ficar sem me ver fosse o fim do mundo. Ele era meloso demais as vezes, o que hora me agradava, hora me deixava um pouco enjoado. Mas o que importava é que eu o amava exatamente como ele era.
Eu peguei a mão dele, dei um beijo em sua boca e o levei até dentro de casa comigo.
- Milooooooooooooooooooooooo...
- Oga? Estou aqui na cozinha!
Cheguei na cozinha, estava uma zona completa.
- Aconteceu uma guerra nuclear aqui?
- Ah, Hyoga, é um bolo para vocês, não me encha as paciências.. – Ele disse limpando as mãos sujas de farinha no avental. – Olha você aí Shunito, não te vi! – Ele avançou para Shun num abraço.
- Oi tio!
Eu revirei os olhos, essa mania que Shun tinha de chamar todo adulto de tio era irritando. Milo, ao contrário, parecia gostar.
- Bom, Milo, tenho algo para pedir...
Ele me olhou desconfiado.
- O que vocês estão aprontando?
- Eu quero ir com o Shun amanhã na festa do Shiryu, sabe? Vai ser de noite...
- Ih, patinho, Camus te deixou de castigo... Eu não tenho muito o que fazer...
- Ah, fala com ele tio... – Shun tentou intervir. – Ele sempre te ouve...
- Ah, ele não ouve não...
- Por favor, Milo... – Eu olhei para ele com aquele olhar de “me ajuda” e “só você pode me salvar”.
- Ai, ai, tá bom. Hoje a noite eu falo com o seu pai, mas você vai se comportar não é? E não prometo nada viu!
Eu e Shun o abraçamos juntos, era nítido o quanto ele ficava feliz com demonstrações de afeto minhas. Eu, na realidade, gosto bastante dele, é até bom tê-lo em casa conosco.
Saímos e fomos para meu quarto. Eu aproveitava esses momentos em que Camus não estava em casa para dar uns amassos em Shun, porque meu mestre abria a porta do nada as vezes para me chamar e Milo respeitava nossa privacidade como ninguém.
Logo que entramos eu já joguei meu Shunito na cama e fui para cima dele o beijando, era rápido notar como nossos corpos se arrepiavam ao menor contato de nossas peles. Até hoje não havíamos feito nada mais do que fazíamos alí, naquele momento, de nos beijarmos demoradamente com carícias mais ousadas em nossos membros.
Mas, naquela hora, eu para virá-lo melhor para mim, agarrei suas nádegas e acabei apertando seu cu com bastante pressão. Não foi proposital, mas na hora que notei seu claro tesão naquilo decidi agir.
Tirei a mão de lá e puxei de leve seu cabelo para acertar o ângulo de um beijo mais profundo, sua calça já desabotoada foi tirada por completo e eu coloquei a mão em seu bumbum, por dentro de sua cueca e passei a alisá-la tranquilamente.
Shun tinha um problema sério com nudez, sentia muita vergonha, assim, só conseguia passar a mão dele por debaixo da cueca ou algo que o cobrisse. Mas ele estava gostando tanto daquele carinho que eu decidi prosseguir e, pouco a pouco, fui tirando sua roupa. Me impressionei quando vi que ele havia deixado.
Rapidamente, eu levantei e tirei minha roupa por completo. Foi quando percebi o desespero dele e me deitei ao seu lado, puxando os lençóis para nos cobrir.
- Não se preocupe, não vai acontecer nada que você não queria.
- Vamos só nos curtir, não é?
Ele sorriu e eu acenei positivamente para ele. Logo estávamos nos abraçando e nos beijando sentindo nossas peles e nossos membros em contato. O meu, em especial, chegava a doer de tanta necessidade de me aliviar.
Continuei a beijá-lo junto com a carícias em seu traseiro, até que resolvi levar um de meus dedos até aquele pequeno e apertado orifício do meu lindo. Ele apertou os olhos e gemeu baixinho, logo que percebeu o barulho mordeu um dos cantos da boca para se conter.
Aquilo me deixou louco de tesão, eu não podia negar. Continuei a explorá-lo, fazendo mais pressão e movimentos, ele lutava consigo próprio para não fazer barulho demais. Eu peguei sua mão e coloquei em meu pênis e fiquei observando sua reação.
Apesar do acanhamento, ele o segurou e fez menção de movimentar a mão. Eu o ajudei o guiando enquanto invadia seu ânus com dois dedos. Ele revirava os olhos, era nítido que aquilo estava muito bom para ele, tão bom quanto para mim.
TOC TOC TOC
Quase caímos da cama com as batidas. Foi uma bagunça de trinta segundos, em que tentávamos achar nossas roupas e recuperar a respiração. Eu nunca me vesti tão rápido em toda a minha vida, sem dúvida alguma.
- Que-quem é?
Eu perguntei, olhando desesperado para nossos membros duros que a calça não disfarçava. Shun estava branco de susto.
- Sou eu, Oga – Era a voz de Mu – Vim buscar o Shun.
- O-oi Mestre Mu! – Shun disse, eu vi que já estávamos recompostos e abri a porta como se nada estivesse acontecendo.
- Bom, Shaka quer falar com o Shun sobre a reforma, a arquiteta está lá em casa...
Mu sorriu desconfiado, me cumprimentou e levou Shun para casa. Assim que eu fechei a porta de novo, reclamei baixinho:
- Essas pessoas aparecem sempre na hora errada!
Bom, naquela hora tudo que eu queria fazer era me aliviar.
POV Isaac
- Eu não sei o que aquele imbecil fez enquanto eu estava fora – Eu disse tragando meu cigarro.
- Ih, você não faz ideia... Foi uma falação aqui no Santuário, se quer saber. Hyoga se revoltou e resolveu até sair comigo um dia, fomos beber na vila olímpios. Ele teve uma fase legal até.
- O Hyoga? Mal posso acreditar!
- É, mas ele resolveu enfrentar o Camus e aí já viu né? – Ikki disse enquanto fumava o cigarro dele.
- Affe, ele é muito burro. E pior, sobrou pra mim! Você não tem ideia do número de regras que eu tenho que suportar agora, hora para tudo! Avisar onde estou, quando volto, com quem e blá blá blá.
- É... Eu não queria estar na sua pele agora, parece que o Camus endoidou.
- Fato, cara. Mas eu não sou idiota que nem o Hyoga, se preocupa não...
Eu pisquei para Ikki, queria sair e pegar algumas meninas. Estava na seca há dois dias, e precisava respirar um pouco.
Levantei com minhas mãos no bolso e sai andando, fumando meu cigarro, pensando em minha vida.
Fale com o autor