Preparativos E Provocações

8 Capítulo VIII – Acabando com o Constrangimento


Notas iniciais
Meus queridos e queridas que vem acompanhando a história e gostando desse gênero que é tão explorado fora do país e tão pouco utilizado no Brasil: as spankfics.

Bom, a situação continua preta para o nosso patito. Me falem o que estão achando e o que querem que aconteça.

Me presenteiem comentando os capítulos, já que estou me esforçando e aproveitando todo tempo livre que tenho para postar e escrever novos capítulos!!!

Beijos com todo o carinho do mundo :3

Sarinha

Capítulo VIII – Acabando com o Constrangimento

POV Camus

Eu mal podia acreditar no que estava fazendo, eu não podia acreditar que Hyoga estava sendo tão idiota a ponto de responder para mim na frente dos colegas de escola e dos meus amigos. Ele achou que eu retrocederia? Que eu não tomaria nenhuma atitude porque estávamos em público?

Quando me vi, estava sentado com Hyoga sobre as minhas pernas com as calças abaixadas e estávamos dando um verdadeiro show para todos na sala. Minha mão descia forte e certeira naquele bumbum insolente, e eu não enxergava nada a não ser o desrespeito latente no comportamento do meu filho.

Na última surra, Hyoga começou a chorar e pedir para eu parar desde o segundo tapa. Agora ele estava nitidamente se controlando e se segurando para não demonstrar qualquer reação, na verdade nem sei se a ficha do que estava acontecendo havia caído. Tudo que eu queria era um pedido de desculpas e ele poderia ir para casa comigo e enfrentar as consequências do que fez em particular.

E eu garanto uma coisa: eu não aliviei em nada aquele corretivo, foram tapas fortes até para mim que sou conhecido por ser firme. Eu queria que Hyoga sentisse na pele o que é manipular as situações da maneira como fazia.

Depois de uns quarenta tapas bem dados e nádegas bem rosadas, eu o levantei junto com sua cueca para evitar exposições maiores e olhei bem dentro dos olhos dele que estava cheio de lágrimas e raiva de quem havia sido traído.

- PEÇA DESCULPAS AGORA!

Mentalmente eu estava rezando para ele recuar e não me fazer ir mais longe do que aquilo, mas eu não iria parar enquanto ele não fizesse o que eu estava mandando e nem sei onde poderia chegar.

E era bom ele se colocar no lugar dele, pois eu mesmo já havia dado uma boas palmadas em Saori pelo seu comportamento – e frise-se, Saori apesar de ser uma menininha era a reencarnação da nossa deusa Athena, por quem lutávamos. Pois bem, se eu havia corrigido uma deusa, Hyoga deveria colocar a mão na consciência e pensar no que eu poderia azer com ele.

Para minha fúria completa, Hyoga não respondeu, apenas ficou me encarando com aquele olhar desafiador. Eu respirei muito fundo com os dedos apertando a ponta do meu nariz, com os olhos fechados, buscando forças eu algum lugar que eu não sabia.

Levei as mãos até o cinto e o tirei lentamente, dobrando-o ao meio e o coloquei bem perto do rosto de Hyoga o segurando forte pelo braço direito enquanto o fazia encarar o próximo instrumento de correção se ele não mudasse aquela postura.

- HYOGA, ISSO É UM AVISO! PE-ÇA DES-CUL-PAS A-GO-RA!

POV Milo

Okay, okay, okay... O pato das arábias estava totalmente fora de si, e eu precisava fazer alguma coisa antes que Camus fosse mais longe do que devia com aquela cena catastrófica no meio da escola.

Olhei em volta e vi Shaka com uma cara absolutamente serena, de quem via “A Lagoa Azul” na sessão da tarde. Por sua vez, Deba tinha o rosto um pouco preocupado com Camus, num momento ele chegou a me perguntar o que Hyoga fez para deixar o ser humano mais centrado do zodíaco naquele estado.

Jabu, vitorioso, saboreava a cena. Tenho certeza que ele queria era sair de lá logo para espalhar a história entre todos os estudantes, já Shun não parava de chorar, soluçava e soltava pequenos gritos a cada tapa que Hyoga levava.

Naquela hora eu percebi que a relação dos dois era tão forte e ao mesmo tempo mal resolvida. Os meninos se amavam, mas nenhum tinha coragem de dizer ao outro. Também sei que Shun chorava com um pouco de medo de apanhar também, dada a ameaça anterior de Shaka.

Eu estava tentando pensar no que fazer, pensei em desmaiar – mas com Camus na sala isso não funcionaria. Pensei em gritar por socorro, o que só pioraria a situação. Pensei em arrancar o cinto da mão de Camus, o que não seria prudente nem se eu tivesse algum retardo mental.

Bom, acabei por ir até eles e fazer o que estava ao meu alcance.

- Oga, pelo amor de todos os deuses, peça desculpas e acabe logo com isso.

- Quem me deve desculpas é ele, veja o que ele está fazendo!

- EU LHE DEVO DESCULPAS? ORA SEU...

Segurei a mão de Camus que já estava alta para acertar um belo de um tapa naquele rostinho de porcelana do meu filho. Eu olhei feio para meu noivo, deixando claro que aquilo tinha que acabar.

- Oga, você mentiu, saiu por herói quando você bateu em dois colegas sem motivação alguma!

Hyoga engoliu em seco. Pela primeira vez estava ouvindo. Mas congelou quando Camus falou:

- ISSO SEM FALAR NAS OUTRAS COISAS, NÃO É? COMO TRATAR MILO MAL E AMENDRONTAR E ATERRORIZAR UMA POBRE MULHER!

Hyoga travou, aquela rebeldia sumiu, ele ficou pálido. Eu achei que meu filho iria desmaiar, mas não, o que fez foi abaixar a cabeça e começar a chorar copiosamente. Não era possível vê-lo chorando, já que o cabelo loiro lhe cobria toa a face, mas o som de seu choro me causou uma agonia e uma vontade de abraça-lo.

Camus respirou mais tranquilo quando viu que quebrou aquela casca grossa e chegou ao ponto humano de Hyoga, finalmente eles poderiam ir para casa. Foi quando Camus, aliviado, me olhou com ternura e colocou uma mão em meu ombro como quem dá graças ao deuses pela minha intervenção.

- Hyoga, ainda estamos esperando suas desculpas a essas pessoas que você envolveu em confusão.

Camus falava mais baixo agora, graças aos céus, mas ainda firme e grave. Hyoga estava travado, obviamente, estava de cuecas com as calças no chão e tinha acabado de levar umas palmadas na frente dos colegas da escola como se fosse uma criancinha com a idade de um marmanjo já.

Eu, para ajudar, peguei a calça dele e levantei. Ele a abotoou cabisbaixo e se dirigiu até Jabu.

- Desculpa.

Mal deu para ouvir.

- FALE DIREITO HYOGA!

Camus não estava para brincadeira também né, eu estava quase jogando um copo de água na cara do meu noivo para ele não exigir tanto do pobre coitado. Nessa hora fuzilei meu geladinho com o olhar, mas ele me ignorou.

- Desculpe Jabu, não devia ter batido em você ou ter deixado você levar a culpa.

Aquilo foi sincero, tão sincero que tirou até aquele sorriso maroto de Jabu que realmente acenou e acho que se compadeceu da situação.

- Agora o Shun!

Hyoga obedeceu Camus, caminhando até o amigo. Eles se olharam, Hyoga não conseguiu dizer nada, Shun levantou chorando como quem queria dizer algo.

O que aconteceu a seguir foi o abraço mais terno que já vi na vida entre dois adolescentes, abraço que me lembro de ter dado em Camus anteriormente. Se aquilo não era amor, eu não sei o que era...

Nesse momento todos nos olhamos, eu, Camus e Shaka. Faltava Mu apenas para corroborar aquela situação. Bom, claro que o Freezer teve que cortar todo o clima.

- Hyoga, fale com Aldebaran e Shaka, a quem você também enganou! Eles merecem desculpas!

Hyoga se desculpou, recebendo um aceno de Shaka e uma bagunçada de cabelo divertida de Deba que era sempre carinhoso, não importava a situação.

Foi quando o diretor entrou na sala, achando que estava vazia e viu a cena: Camus com um cinto dobrado na mão, Hyoga chorando esfregando o traseiro, Shun chorando e todos sentados. Sua cara de “o que está acontecendo aqui” foi impagável e tive que me segurar para não rir.

- Me desculpe diretor, acabei usando sua sala mais tempo do que o planejado — Disse Camus colocando o cinto de volta na bainha da calça.

- Sem problemas, chefe.

Normalmente o diretor iria questionar sobre o ocorrido, mas Camus era o chefe do chefe de seu chefe. Não iria se meter em questões educacionais, ainda mais com ele que era o mais gabaritado no assunto de toda a Grécia.

Todos saíram na sala, Hyoga sendo levado pelo braço até o carro, os mestres com seus pupilos e o diretor ficou lá, sozinho na sua sala desarrumada se questionando sobre o que poderia ter acontecido naquele lugar.

No carro, Hyoga estava encolhido no banco de trás chorando sem fazer barulho, Milo quase pulando no banco de trás para acalmá-lo e Camus segurava firme o volante olhando para a estrada com o cenho franzido e uma determinação de acabar com aquela palhaçada de atitude que Hyoga vinha tendo.

... continua...

Notas finais
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