Preparativos E Provocações

12 Capítulo XII - O Acerto de Contas - Parte 2


Notas iniciais
Está aí a segunda parte TÃO ESPERADA no mesmo dia que eu posto a primeira parte. Essa escritora amadora aqui merece recompensa né?
COMENTEM AMIGUINHOS!!! :)

- Tire a calça e venha para cá AGORA.

Ele ficou imóvel.

- Preciso lembrar que quando você não me obedece apanha mais?

Ele engoliu seco e veio, totalmente a contragosto. Logo o puxei para o meu colo e abaixei aquela cueca, que mostrou um traseiro bem rosado pelas palmadas que havia levado na escola. Mas aquilo não era nada perto do que eu faria.

- Porque você vai apanhar?

- Porque o senhor me odeeeiaaaaaa.

Ele respondeu chorando, tentando alcançar alguma piedade em mim. Eu sabia que aquilo era artimanha. Na hora o levantei e o olhei bem nos olhos, apertando seus braços com carinho.

- Eu não te odeio, filho. Eu te amo tanto que chega a doer dentro de mim. E é por isso que eu vou te ensinar a nunca mais agir como um marginal!

Terminando, o virei de bruços rapidamente no meu colo e comecei.

Você nunca mais *PAFT* Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah

Vai agir como *PAFT* Páááraaaa

Um moleque mimado! *PAFT* Aaaaaah

Hyoga gritava e chorava chutando o ar enquanto eu batia nele.

*PAFT**PAFT**PAFT* Você tem ideia do quanto Milo te ama?

*PAFT**PAFT**PAFT* Do quanto ele se preocupa com você?

*PAFT**PAFT**PAFT* Com seu bem-estar?

*PAFT**PAFT**PAFT* Como você pode tratar seu pai assim?

*PAFT**PAFT**PAFT* Como pode frustrar os sonhos de alguém por joguinhos?

*PAFT**PAFT**PAFT* Devia ter vergonha de olhar para ele depois de tudo que fez!

*PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT*

*PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT*

*PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT*

*PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT*

*PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT*

Aquelas palmadas eram altas, fortes e certeiras. Hyoga soluçava de tanto chorar, agora com motivos. Ele aprenderia, por bem ou por mal a respeitar seu outro pai. O certo seria o próprio Milo estar impondo respeito aqui, mas isso jamais iria acontecer.

- Hyoga...

- Chega, che-chega, por favor pai, por favor!

- Você vai desrespeitar o Milo novamente?

- Não, eu juuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuro.. Pára, para, por favor!

Eu o soltei na cama. Ele rolou para o lado chorando. Foi quando eu peguei o cinto, olhando bem o estado do bumbum do meu menino que já havia levado alí pelo menos umas sessenta palmadas, senão mais!

Quando ele me viu com o cinto na mão, ficou desesperado.

- E você acha que aquela novela que você criou na escola vai passar despercebida não é?

- Chega mestre, por favor, por favor paaaaaiiiiiiiiiiiii...

- VOCÊ SABE QUE NÃO ADMITO MENTIRAS!

E comecei a descer o cinto com ele deitado na cama mesmo, enquanto eu tentava mantê-lo de bruços. Achei maldade fazê-lo ficar de pé.

*SLAFT* Não pense

*SLAFT* Em MENTIR

*SLAFT* Novamente!

*SLAFT* Eu nunca vou admitir isso!

*SLAFT**SLAFT**SLAFT**SLAFT**SLAFT*

*SLAFT**SLAFT**SLAFT**SLAFT**SLAFT*

*SLAFT**SLAFT**SLAFT**SLAFT**SLAFT*

*SLAFT**SLAFT**SLAFT**SLAFT**SLAFT*

Foi quando ouvi a porta se abrir.

- Mas o que está acontecendo aqui?

Me virei e vi meu outro filho, Isaac, abismado com a cena.

- Saia daqui, Isaac!

Ele sequer se mexeu, logo chegou Milo por trás dele para puxá-lo. Ele afastou Milo com a mão sem nenhum respeito e entrou no quarto depois de eu ter mandado ele ir embora para outro lugar.

Hyoga se afundou no travesseiros envergonhado e eu fiquei embasbacado com a desobediência de Isaac. Resolvi logo cortar aquilo, antes que eu tivesse outro rebelde em casa. Me levantei e segurei Isaac pelo braço ainda com o cinto na mão.

- Presta bem atenção aqui em mim! Eu NUNCA mais quero ver você empurrar Milo, que agora é tão pai quanto eu nessa casa! E QUANDO EU *SLAFT* MANDAR *SLAFT* VOCÊ *SLAFT* FAZER ALGO *SLAFT* VOCÊ FAZ! *SLAFT*

Foram cinco cintadas bem dadas, enquanto Isaac colocava a mão na frente tentando se defender.

- Seu irmão merece privacidade, saia daqui agora e vá para a sala!

Isaac voou para a sala com a mão no traseiro, enquanto Milo se decidia se entrava no quarto para me segura ou se ia consolar o mais novo adolescente da casa. Eu fiz aquela cara de quem manda ele ficar com Isaac e ele me devolveu um olhar de “já chega de bater no meu loirinho”.

Mas eu não ia parar, disso ele podia ter certeza. Tornei a virar para a cama, Hyoga estava sentado escondendo o traseiro de mim, eu logo continuei com cintadas em suas coxas mesmo.

*SLAFT* *SLAFT* *SLAFT* *SLAFT* *SLAFT*

*SLAFT* *SLAFT* *SLAFT* *SLAFT* *SLAFT*

*SLAFT* *SLAFT* *SLAFT* *SLAFT* *SLAFT*

*SLAFT* *SLAFT* *SLAFT* *SLAFT* *SLAFT*

No meio consegui virá-lo de bumbum pra cima novamente, e continuei a surra sem sermão mais, ele sabia bem que para mim mentira era um limite intransponível.

- Filho, nossa relação sempre se baseou na CONIFANÇA.

*SLAFT* *SLAFT* *SLAFT*

- Se você quebrar isso, não sei como será!

*SLAFT* *SLAFT* *SLAFT*

- Eu não quero você mentindo, NUNCA MAIS!

*SLAFT* *SLAFT* *SLAFT* *SLAFT* *SLAFT*

*SLAFT* *SLAFT* *SLAFT**SLAFT* *SLAFT*

*SLAFT* *SLAFT* *SLAFT* *SLAFT* *SLAFT*

*SLAFT* *SLAFT**SLAFT**SLAFT* *SLAFT*

Ele chorava copiosamente, soluçava e eu me perguntava se deveria deixar o resto da surra pelo que ele fez com a secretária para outro dia. Mas olhei bem as marcas, não eram assim tão evidentes, afinal, ele era forte demais! Boa parte daquilo era dor, mas grande parcela era manha.

- Hyoga, filho... – Eu disse vestindo a cueca que estava em seus pés – De tudo que você fez, o que mais me espantou foi amedrontar aquela mulher indefesa.

Ele ficou em silêncio, ainda chorando.

- Eu li e reli os e-mails que mandou em nome do Milo, ouvi e ouvi novamente as ligações em que você a ameaçava, em que ameaçava a família dela. Você foi tão... Ardil em verificar cada detalhe da vida dela, horários, parentes, como pode?

- Pa-pai... E-eu...

- Páre de chorar e me explique!

Eu ordenei, ele levou algum tempo para responder ao meu comando. Mas logo conseguiu segurar o choro.

- Eu só quis assustá-la, não ia fazer nada jamais... Eu te dou minha palavra!

- Mas você acha que assustar alguém e tirar a PAZ e o SONO de alguém não é o bastante? Você tem ideia do que é temer pela própria vida e pela vida daquelas que amamos?

- Mas...

- E se alguém com quem você não pudesse lutar ameaçasse ao Milo, ao Isaac, ao Shun e a mim?

Hyoga arregalou os olhos, parecendo que a ficha do que fizera caiu.

- Você não estava prejudicando só o Milo, nesse caso, isso é o de menos. Você estava TIRANDO O SOSSEGO E A SAÚDE MENTAL DE UM SER-HUMANO! E MAIS UMA VEZ, MENTINDO!

Hyoga suspirou fundo, entristecido, derrotado pelos meus argumentos e condenado por seus próprios pensamentos. Era nítido que ele estava bravo consigo próprio pelo que havia feito.

Eu levantei e saí do quarto, fui no meu escritório buscar o que procurava sem saber ao certo onde havia guardado. Foi quando Milo veio até mim.

- O que você está fazendo?

- Procurando a cane.

- O QUE? Aquela coisa maldita com a qual Shion batia na gente?

- Sim, Milo, aquela coisa maldita, onde está?

- Eu joguei fora!

Milo disse que jogou fora logo que eu encontrei o objeto atrás do armário.

- Ah é? – Eu disse sorrindo com a cane na mão.

Ele segurou a cane da minha mão tentando toma-la de mim.

- Chega, o menino já apanhou demais!

- Solta isso Milo, claro que não! Só levou umas palmadas e umas cintadas, não foi nada pelo que ele fez!

- Solta isso Camyu!

- Milo, se isso quebrar eu juro que...

Milo finalmente resolveu soltar, sabia que era inútil discutir comigo. Aquilo me deixava possesso, pois era ridículo eu ter que explicar que não machucaria meu próprio filho!

- Milo, você sabe melhor que ninguém que Hyoga precisa disso. Pare de tornar mais difícil do que é pra mim bancar o carrasco!

- Mas não bata muito mais do que já bateu, Camus. Esse menino não vai aguentar!

Foi minha vez de gargalhar.

- Ele aguenta temperaturas que nenhum ser humano aguenta, entra em combates mortais, treina restência e força durante horas todos os dias e você vem me dizer que ele não aguenta uma surra no bumbum?

Milo revirou os olhos e resolveu me deixar vitorioso.

- Não vou mais discutir com você, Camus. Não quero que desconte no pato.

Eu me vi então segurando aquela vara grossa feita de bambu com a qual eu e Milo já havíamos sido punidos tantas e tantas vezes pelo Mestre Shion. Nós sabíamos melhor que ninguém que isso doía como o inferno.

Entrei no quarto e Hyoga me olhou desesperado.

- O que é isso?

- Isso é um instrumento utilizado até hoje em escolas inglesas e que foi muito utilizado aqui no santuário pelo antigo mestre em adolescentes encrenqueiros como você tem se mostrado ultimamente.

Hyoga se encolheu na parede.

- Mãos na escrivaninha, vamos acabar logo com isso!

- Por favor, mestre, por favor...

- Aquela mulher te implorou piedade muitas vezes ao telefone e por e-mail e você não ouviu nenhuma vez não é?

Eu disse o arrastando até a escrivaninha e abaixando sua cueca.

- Não se mexa, Hyoga, eu não quero te machucar.

Meu aviso o deixou em desespero completo, o que só piorou com o som grave da cane no ar.

*VUFFT*

Ele gritava com as mãos no traseiro pulando, aquilo doía depois de uma surra como a que ele levou, eu sabia, mas não podia deixar o que ele fez com a pobre moça impune. Ele iria se lembrar desse corretivo para sempre e nunca mais faria nada parecido.

Aquela dor latente dispensava sermão, afinal, eu já havia falado tudo que precisava sobre o incidente. Decidi só bater, dando intervalos para ele pular, chorar e gritar como estava fazendo.

*VUFFT*

*VUFFT*

*VUFFT*

*VUFFT*

*VUFFT*

*VUFFT*

*VUFFT*

*VUFFT*

*VUFFT*

Fora dez golpes muito bem dados, Hyoga chorava tanto e tinha o traseiro tão marcado que eu me continha para não abraça-lo. Queria consolá-lo, eu queria fazer isso dessa vez e não deixar para Milo.

Hyoga me olhou magoado e machucado, eu não aguentei e o abracei tão forte quanto era meu amor e desejo que ele tomasse jeito. Demorou um pouco, mas ele me abraçou de volta chorando, logo e sentei no meu colo e fiquei com ele lá soluçando sem parar me pedindo desculpas.

O tempo passou até que Hyoga adormeceu, logo Milo entrou no quarto colocando a mão num dos meus ombros cansados do papel de vilão. Ele olhou para mim e sorriu, se sentando ao meu lado e acariciando os cabelos do Hyoga sonolento.

Notas finais
Essa fic NÃO acaba aqui. Assim, comentem para que ela continue rapidinho!!! (nos capítulos passados senti falta de algumas pessoas, isso realmente me desmotiva às vezes - mas ao menos tem minhas leitoras fiéis que estão sempre aqui ^^)
Beijos queridos!!!