Notas iniciais
Boa Leitura!

...

Kise andava com sono, as olheiras estavam visíveis no que poderia se chamar de rosto perfeito. Ele se lembrava claramente da noite anterior...Kurokocchi e Kagamicchi...

Kise bufou para o lado. Ele não gostou dessa idéia, mas mostrou para o azulado que apoiava.

Era tudo o que importava no momento.

Estava calor ainda. As nuvens tinham tirado férias e o sol estava punindo sem só as costas do povo amarelo.

Kise balançou os fios dourados e afastou o suor. Ele ainda precisava usar aquele terno, mas em breve tiraria, porque na casa de Kasamatsu havia uma piscina.

Com isso um sorriso enorme seu brotou, sem motivo e chamando a atenção de um grupo de meninas que correram em sua direção.

Kise estava pensando e não podia ouvir direito as vozes das belas meninas, mas conseguia fazer automaticamente os pedidos como autografar e tirar fotos, e ainda recusar alguns abraços íntimos demais.

Ele conseguiu escapar dali um pouco e se enfiar em um posto de gasolina, onde comprou uma garrafa d’água na loja de conveniência. Era o local seguro mais próximo, então...não tinha jeito.

Kise encostado por ali, tirou o casaco e abriu alguns botões, retirando a camisa de dentro da calça para se mover melhor. Ele mal esperava para chegar na casa do capitão, além de tudo porque ele havia mencionado algo sobre assistir uns jogos de basquete de times americanos.

Limpou o suor e bebeu mais da garrafa. O loiro deixou sua bolsa em casa mesmo, e agora iria fazer uma coisa doida.

_ “Preciso descontrair para esquecer o Kurokocchi.” –pensava enquanto amarrava o casaco na cintura.

Arrumou o cabelo para trás um pouco, o qual voltou como o esperado. Abriu a camisa até a metade e marcou um ponto no chão da calçada com a ponta do pé, como se fosse disparar daquele ponto.

Deu uma batida, duas e flexionou os joelhos, sentindo a resistência da calça social, mas em seu rosto só havia um sorriso.

Kise acreditava que tinha espantado algumas pessoas, porque de um segundo para o outro, ele acelerou do zero ao máximo e correu.

Não foi fácil com aquele calor, mas ele tinha em mente sobre como ficar mais rápido. E seguindo a linha de pensamento, corria num ritmo só, tentando desviar dos postes e pessoas.

Ok, ele tinha visto agora, a expressão das pessoas. Elas estavam ao mesmo tempo impressionadas com ele, ao mesmo tempo que estavam assustadas por ele estar de uniforme e ainda mais quando este era um conjunto social bege.

Sentia o suor entrando dentro da camisa, assim que virou uma esquina. Faltavam algumas quadras e chegaria na frente da rua em que o capitão morava.

Kise sonhava só de pensar, ele ia chegar, abrir o portão e pular direto na piscina azulzinha.

_ “Seria melhor eu ligar? Ma, vou fazer surpresa!”

Sorrindo meio travesso, passou em frente a um shopping, entre um ponto de ônibus. Ajeitou a amarra do casaco em sua cintura e avançou rapidamente. Suas costas estavam molhadas e dava pra sentir cada gota de suor escorrendo por seu corpo.

Ele não se sentia quente assim desde “aquele jogo”. Só de pensar estremeceu.

Era difícil aceitar que tinha passado por um período apenas de recuperação física, mas não foi suficiente para que sua mente se posse no lugar, além de toda a atenção do time...

_ “Oh, estou chegando.”

Virou a rua e viu o portão, era enorme. Ah, Kaijo Kasamatsu era quase um bocchan! Mas ele era um modelo, não podia falar nada...

Assim que parou apertou a campainha, respirando alto e falhando em fazer a voz sair. Ele tinha exagerado, mas foi uma ótima corrida.

O portão marrom abriu, revelando o rapaz baixo de cabelos arrepiados e olhos azuis misteriosos apesar de intensamente intimidantes. Em seu rosto havia as mesmas expressões, não que ele ficasse nervoso em todas as horas, mas definitivamente, mesmo quando ele estava calmo seu rosto ainda parecia estar bravo!

_KISE!

Kise só teve tempo para se apoiar no joelho e indicar com a mão para o capitão esperar um pouco. Ele estava pingando de suor.

Sentiu a mão de Kasamatsu o agarrando pela gola da camisa por trás e arrastando-o para dentro.

_Ahhh, Kasamatsu-senpai, piscina, piscina!!! –Kise falou entre ofegos.

_URUSE! A piscina está quase terminando de encher, mas você não vai entrar lá! –Kasamatsu empurrando o ser loiro.

O capitão apertou a base do nariz pedindo calma mentalmente. Ma, Kise certamente o irritava de qualquer forma.

O loiro praticamente se deitava em cima de Kasamatsu, mas logo levou um soco que o fez larga-lo.

_Itte! Kasamatsu-senpai...não precisa ser cruel.

_Isso é porque você que resolveu correr por aí feito um idiota! Eu não vou te carregar!

Kise resmungou algo e voltou com seu sorriso relaxado. Ele gostava de passar seu tempo na casa dos amigos e pensando bem, ele não voltava para casa já desde o dia anterior.

_Vá tomar uma ducha, depois você entra na piscina. –Kasamatsu resmungou algo como: “Que droga, acabou de ser limpa”.

_Mas ela é limpa para que a gente possa usar não é? –Kise levantando o dedo.

Kasamatsu sentiu um calo nascer e mirou perfeitamente um soco na testa do loiro, fazendo Kise sentar em cima de um banco de madeira como os do vestiário.

Eles estavam embaixo de alguns coqueiros que decoravam aquela área em volta da piscina, era relaxante.

Kise desamarrou o casaco e tirou os sapatos deixando-os no banco. Se levantou sob o olhar de Kasamatsu e abriu o resto da blusa tirando-a sem mas.

O olhar azul percorreu o perfil do loiro, a pele branca realmente brilhava, podia ver os brilhinhos do sal, a sombra que fazia no rosto dele, especialmente como os olhos de Kise estavam cansados, o que era estranho para uma visão tão bonita.

Kasamatsu se arrepiou e virou o rosto no mesmo momento.

_ “Eu devo estar enlouquecendo.”

Kise virou o rosto meio de lado.

_Ma, Kasamatsu-senpai...

_Pare de me chamar assim quando está na minha casa. –Kasamatsu voltando ao seu habitual humor.

_Ah, hm. –Kise assentiu.

Kise esticou os braços contando como fora sua corrida, tinha sido inspiradora e esquentou todos seus músculos, estava ansioso para pular naquela água geladinha.

_O verão realmente castiga as pessoas loiras. Que bom! –Kasamatsu sorrindo e acompanhando Kise até um vestiário que havia dou outro lado da casa.

Kise não entendeu, mas ao ver seu rosto em um espelho, notou o quanto havia queimado. Ele estava perdido mesmo.

_Droga! Tenho uma sessão de fotos na quinta! Nenhuma maquiagem vai tirar isso! –chorava Kise enquanto se amaldiçoava por não ter levados cremes e protetores.

Kasamatsu não falou nada, o que deixou Kise meio curioso. Kasamatsu provavelmente teria virado e falado: “Pare de se preocupar com essas idiotices, aho ga!”. No entanto...

Ele abaixou os olhos, parecendo que estava...preocupado? seus dedos mexeram numa toalha que estava retirando dentro de um armário e murmurou um “Hm”.

_Kasamatsu...senpai? –Kise virando-se para o moreno.

Mas levou uma toalha na cara e um soco na cabeça.

_Se apresse. Eu vou te emprestar uma bermuda.

Kise bufou, mas aceitou a bermuda de cor azul e amarela. Bem seu estilo e bem, meio curta e apertada.

_MAAA, Kasamatsu-senpai! Eu sou bem maior que você! –Kise reclamou.

O capitão quase cometeu um assassínio mental agarrando o loiro e tentando afoga-lo, mas o que houve mesmo foi só um chute no queixo, que deu o nocaute e a vitória para o moreno.

_U-ru-se na, Kise! –Kasamatsu.

O loiro riu. Ele sentia que por meio dessa violência havia todo o respeito e fraternidade por parte de Kasamatsu, isso o deixava intensamente feliz.

_Vamos logo. –Kise começando a afrouxar o cinto.

Nisso, o coração de Kasamatsu deu um pulo.

_ “QUE MERDA É ESSA?!” seu rosto fervia. Com toda e magnitude certeza sabia: estava envergonhado.

Que merda! Envergonhado! Envergonhado por ver Kise tirando a roupa na sua frente? Sem chance!

Era como sempre, no vestiário durante os treinos, jogos, partidas amistosas, seja o que fosse! Ele sempre tinha visto.

Porque ter vergonha?

_K-Kasamatsu-s-senpai? –Kise.

O moreno despertou e viu o rosto também corado de Kise. O que foi?

_Porque está me encarando? Vou ficar envergonhado se não tirar esse olhar de quem vai me matar da cara. –Kise falou baixo pondo o mais rápido possível a bermuda.

Kasamatsu sentiu o calafrio correndo e brincando na sua espinha. O tremor de suas pernas quase foi percebido e Kise não o olhava diretamente.

_Mou...no que o capitão está pensando?...me olhando assim.” –Kise apertando os olhos.

Onde estava o “respeito e fraternidade”!

_ “Ele estava olhando igual ao Kagamicchi, tenho certeza! Foi igualzinho!” –pensava o loiro com horror.

Ah, ele tinha certeza de que aquele impasse iria ser resolvido, mas nem tudo é perfeito de qualquer maneira.

_Kise. Não me leve a mal, mas é que estou com muita raiva de você aparecer assim. –Kasamatsu virando o rosto de perfil e resmungando as palavras com certo ódio.

_Não duvido. “E mesmo se duvidasse é melhor não dizer”. –Kise com um sorriso forçado.

Aquele dia estava só começando.

De começo, o moreno escolheu pegar um leve bronzeado. E Kise conseguiu completar seu desejo.

_BOMBAAA! –Kise se jogando com tudo na piscina cheia e transparente.

As águas se moveram fortemente e uma grande quantidade acertou o corpo de Kasamatsu, que lutava para não completar SEU DESEJO, de ir lá e afogar aquele pato amarelo!

O moreno observou os segundos que Kise nadou até o outro lado por debaixo d’água, respirou e voltou da mesma forma, emergindo a sua frente.

_Delicia!!! –Kise sorrindo realizado.

Kasamatsu não conseguiu conter uma ruga em sua testa. Ele não acreditava na delicadeza e na perfeição daquela expressão. Ele quase não conseguia conter o ataque que continha toda vez que o via, era como uma criança, bela e fofa.

E o pior era que Kise era uma criança grande, e um homem também, mas forte, apesar de chorão.

_Vá nadar, baka! –Kasamatsu se estendendo sobre a cadeira, revelando melhor o corpo.

Kise sorriu. Kasamatsu era generoso.

O loiro não pode conter uma mordida no lábio inferior ao ver os músculos expostos do moreno. Ele realmente ficou com vergonha, mas entendeu o motivo do senpai. Sabia que era bonito e tinha orgulho, mas o senpai se destacava entre a maioria dos rapazes, ele tinha uma expressão inspiradora, personalidade forte e um corpo bonito.

Kise estava apoiado na beirada da piscina, observando o senpai que tinha fechado os olhos. Sua mordida se intensificou para um umedecer dos lábios, e pela primeira vez durante aquele tempo lembrou do que ouviu na casa do Kagamicchi. Todos aqueles sons, gemidos...Kise ficou com medo, lembrando-se dos gritos que ouviu na voz de Kuroko.

Certo, ele podia dizer que foi traumatizante, por que... Ahaha, como todos sabem, Kuroko não é de gritar, nem ao menos falar alto. O máximo que ele normalmente chega é um tom que chega ao ponto da repreensão.

Mas ao se lembrar do que ouviu...seu corpo se ativou, e deu graças por estar em baixo d’água. Aquela fantasia o fez imaginar coisas sujas do seu próprio capitão e ficou se sentindo mal por isso.

_Oe, Kise.

O loiro levantou o olhar para o moreno outra vez. Ele estava com cara de quem ia matar.

_Nade. –falou em extrema seriedade.

Kise arrepiou-se e mergulhou de uma vez, só ouviu depois um mergulho atrás de si e naquele momento soube que não importava se o capitão era bonito ou o capeta, ele precisava nadar ou morreria.

_YEEEEE!!!!!! –Kise enquanto sentia seu pé preso por uma mão forte.

Kise foi puxado fortemente para baixo d’água e ele e Kasamatsu se encontraram em uma luta, o pescoço de Kise estava bem preso em uma chave de pescoço e estava perdendo todo o fôlego, seus pés batiam para os lados espalhando bolhas de seu nariz, e suas mãos tentavam afastar os braços do capitão.

Kasamatsu logo o soltou, mas assim que Kise foi solto, ele perdeu o ar e seus braços começaram a perder o ritmo.

Os olhos castanhos começaram a se fechar, mas Kise tinha certeza que estava de olhos abertos.

_ “Escuro... Está escurecendo...”

Mas sentiu um forte aperto perto de uma de suas costelas e rapidamente recuperou o ar, quando emergiu.

Kasamatsu estava com a mesma cara de antes. Estava preocupado.

_BAKA! Isso é o que dá ser tão fraco. –Kasamatsu batendo nas costas do loiro e fazendo cuspir água.

Ele tossiu um pouco, recuperando um pouco a visão. O capitão estava ao seu lado.

_Kasamatsu-senpai, a culpa foi sua. –falou com um sorriso pequeno.

_Daijobu ka*? –Kasamatsu.

Kise arregalou os olhos um pouco. Balançou a mão.

_Hai*. Estou bem. –Kise impulsionando-se e sentando na beirada.

Kasamatsu ficou ali e bem devagar nadou até ao lado das pernas de Kise. O loiro respirou fundo várias vezes, as gotas de água desciam de seu cabelo e faziam um desenho por seu rosto, até chegar na ponta do queixo e cair em uma gota só em cima das pernas.

O moreno parou pra pensar melhor.

Ele estava com problemas em relação do seu ás, um sério problema e estava certamente preocupado.

Por enquanto estava tudo ok. Kise parou para descansar, tinha se exercitado o equiavelente a dois treinos então estava acabado.

_Hm, Kise. Vou fazer um suco, quer algo em especial?

_Ahhh! Senpai está se importando comigo? –Kise com um brilhante riso infantil.

_NÃO! Agora diga logo ou vou te afogar de novo.

O loiro fez um bico e sorriu de novo levantando-se. Kasamatsu levantou a cabeça, não importa, sempre era assim, o maldito era mais alto.

_ “Mais bonito, mais forte...”

Pensando nisso ele sentiu um leve aperto no peito. Era ruim essa sensação, mas não era de se sentir inferior, mas de sentir que tudo aquilo não era voltado unicamente para ele, mas a todos a sua volta.

_ “Kise chama a atenção como o próprio sol. Ele até pode estar escondido entre as nuvens, mas sempre se ouve perguntas de onde ele está, comentários de como está, e sempre tudo está girando em torno dele, como o universo.” –Kasamatsu.

O moreno esfregou os fios de cabelo com raiva de si mesmo repreendendo-se por estar pensando em algo tosco, mas acabou chamando a atenção de Kise.

_Senpai, não precisa ficar irritado, eu vou com você. –Kise se aproximando.

Kasamatsu por instinto deu um passo atrás. Era possível se sentir intimidado mesmo nessa situação (ainda mais nessa situação), com o corpo exposto, belo ao sol e ainda molhado como estava.

Se Kasamatsu entendesse de fotografia, ele diria que o melhor ângulo para se tirar uma foto seria de uma posição vertical de baixo, para pegar as sombras, a água caindo e o contraste de cores desde o peito até o topo da cabeça de Kise.

E se ele fosse uma garota...ele iria suspirar e ficar vermelho.

Se bem que não foi tão diferente.

_K-K-Kise! Não seja idiota! –Kasamatsu avermelhando como se tivesse ficado no sol por horas e altamente inquieto.

Kise riu um pouco e segurou o braço do moreno, fazendo-o arrepiar e fazer uma cara de idiota.

_Capitão, vamos. –Kise puxando Kasamatsu.

O loiro jogou a cabeça para o lado, observando o moreno. Ele não impunha resistência de ser segurado daquela forma.

Eles estavam caminhando por uma trilha perigosa naquele momento (no sentido figurado, porque como a trilha para a cozinha da casa pode ser perigosa?!), silenciosos, e com as peles quentes.

Kasamatsu segurou as palavras e impulsos corporais. Ele iria manter em sua mente que Kise Ryouta era o alvo de milhares de garotas e mulheres e ele era seu capitão (e talvez amigo), ele devia ser um homem e encarar esse “relacionamento” que tinham como algo superficial e comum.

Acreditava já ser o bastante. A cozinha estava a sua frente e Kise estava com a geladeira aberta.

_Senpai, eu acho que você gosta de morango, ou algo assim. –Kise.

_Não, seu baka. E VOCÊ ESTÁ MOLHANDO O CHÃO, COLOQUE UMA TOALHA! –berrou dando um chute no traseiro do loiro.

Kise choramingou esfregando a toalha um pouco nas pernas e na cabeça. Kasamatsu fez o mesmo e sentou-se na bancada, respirando mais profundamente. Ele conseguia se cansar fácil quando Kise vinha.

_Oe, senpai.

O capitão notou que havia seriedade naquele tom. Kise parecia pensativo.

_O que foi? Aconteceu alguma coisa. –Kasamatsu.

Kise sentou-se ao lado do moreno, encostando-se de costas para a bancada e servindo limonada em dois copos, estendendo um para seu senpai.

_Eu fiquei ontem na casa do Kurokocchi. –Kise apertando os olhos.

_Hm. Eu notei, eu fui lá lembra? O Kuroko tinha sumido. Mas e daí?

O loiro bufou irritado pela primeira vez.

_Eu também passei hoje depois da aula na casa do Aominecchi. E lembrei de algumas coisas. –Kise.

_Kise? Você não está indo direto ao ponto. –Kasamatsu.

_Senpai, no fim das contas, eu vou te contar algo. Não conte a ninguém! –Kise juntando as mãos com o copo entre elas.

O moreno deixou-se levar pela curiosidade, o que será que o perturbava?

_É que o Kagamicchi e o Kurokocchi...bem, estão namorando. –Kise sussurrou praticamente, apenas para saber a reação do capitão.

A reação foi uma cara incompreensível. Kise ficou meio chateado e Kasamatsu se remexeu na cadeira.

_I-Isso não é da minha e nem da sua conta não? –Kasamatsu tentanto não corar.

_É.

_E o Aomine. Ele está namorando com alguém também ou é outra coisa?! –Kasamatsu tentando puxar assunto para outro lado que não fosse namoro.

_Acho que está, mas esse não é o ponto. Eu conversei com ele sobre nossos jogos, e ele me lembrou daquele dia, em que eu tentei copiar o estilo dele. –Kise abaixando a cabeça e se sentando no banco.

Kasamatsu apenas o fitou. Foi uma época triste...

Kasamatsu relembrou o momento da queda do loiro, e ele não conseguiu se levantar. Foi tão... revoltante.

Ele se queixou, caminhou até lá e estendeu a mão. Deve ter sido a primeira vez que não brigou com Kise Ryouta.

A forma humihante como Kise ficou, isso doía em sua mente. Se ajoelhou e pegou-o como se pega uma criança, e levantou-o.

Estava suado, cansado e ferido. Seu coração estava ferido, porém ele não desistiu, nenhum dos dois, ninguém.

Mas aquele abraço. E o choro forte de Kise o feriu também, mais do que esperava.

Como deve se sentir o capitão que se importa com seus amigos, que chegou até o Inter-Colegial, sacrificou um de seus amigos, ou melhor, apoiou um de seus amigos em sua decisão?

Ele era reconhecido como grande líder, ele era base e a força do time para continuar. Fraquezas não eram permitidas, e ninguém poderia vê-las.

_Senpai... –Kise colocando a mão no ombro de Kasamatsu.

O moreno levantou o olhar. Era passado, o presente ocorria normalmente e aquelas eram lembranças ruins, mas de fato, olhar para Kise, que ficou intensamente debilitado, fazia com que a culpa recaísse sobre sua cabeça.

_Kasamatsu-senpai, eu realmente estou feliz. Por tudo o que você fez por mim, e por ser o capitão mais linha dura, que confiou em mim. –Kise sorrindo de leve.

Kasamatsu virou-se para seu copo e bebeu lentamente. Sentiu sua garganta limpa e sua mente clara.

_Você não precisa agradecer, é meu trabalho. –Kasamatsu.

_Que cruel! Mas não é um trabalho, senpai. Não precisa dizer algo tão forte assim.

Kasamatsu sorriu sarcástico, Kise era típico, mas não chegou nem perto de dizer o que queria.

_Certo, você pode desembuchar ou eu posso te matar, o que escolhe? –Kasamatsu sorrindo maldosamente para o loiro.

Kise se espantou, mas sorriu finalmente com aquela cara de quem sabe o que faz. Seu olhar estava nítido.

_Kasamatsu-senpai não é apenas um capitão e colega de equipe. Você me levantou, senpai. Você é mais importante agora pra mim do que qualquer outra pessoa. –Kise.

Kasamatsu segurou a limonada na boca, mas quase a cuspiu. Ok, não precisava levar para esse lado né?!

_K-Kise, eu não fiz nada demais, qualquer um faria o que eu fiz. –Kasamatsu.

_Ye. Nenhum capitão, seja ele quem fosse, passaria noites no hospital ao meu lado, conversaria comigo por horas, ou se preocuparia tanto, até os mínimos detalhes até da forma como eu me sento em uma cadeira. Senpai...você me deu o apoio que eu precisava para sair o quanto antes de lá. –Kise.

Kasamatsu se viu lembrando das noites em que esperou Kise se exaustar e dormir para poder ir embora ou se entregar ao sono. E sempre quando ia deixava algum bilhete, e na manhã seguinte estava de volta, ensinando a matéria na qual o loiro já não podia ir.

Virou uma rotina até que ele estivesse totalmente curado.

_Senpai, eu fui a casa do Aominecchi, e não sinto raiva dele. Acho que eu que me enganei sobre ele e todo o resto, foi mais meu esgoísmo. –Kise.

Kasamatsu colocou o copo no balcão e se virou para Kise. O loiro se lembrava daquele tempo tão bem quanto ele, e só os dois sabiam o quão foi difícil aguentar os dias passarem, mas foi o tempo necessário para que os dois se conhecessem tão bem a ponto de virarem bons amigos.

Por isso o capitão não negava quase nada para o loiro, ele era sua responsabilidade de fato.

_Tudo bem se você não sente raiva dele. Mas ir na casa do Kuroko, afetou alguma coisa no seu comportamento? Alguma coisa mudou? –Kasamatsu o olhando firmemente.

Ok, ele sabia da estranha forma que Kise tratava Kuroko, e isso lhe dava grandes pistas. Mas a súbita conversa sobre namoro o tinha levado para perto da conclusão final.

Kise abriu a boca.

_Acho que afetou, mas não... –Kise.

_No que então? –Kasamatsu já impaciente.

_Ore... –Kise levantando a cabeça com as bochechas meio coradas.

Kasamatsu podia ver a paixão escondida naqueles olhos. Ele era totalmente...

_Ore...

Completamente...

_...gosto do senpai, acho...

Idiota!!!!

Totalmente e completamente idiota! O loiro deu um sorriso feliz e Kasamatsu sentiu a onda de água gelada e a decepção abatê-lo fortemente.

_Senpai, não vou fazer rodeios, você é um jogador excelente, o melhor líder, o meu...melhor amigo. Como eu não posso gostar de você mais do que de outra pessoa? –Kise abrindo os braços.

Kasamatsu se levantou, não era possível ver seu rosto, estava intensamente decepcionado.

O que levou Kise a pensar que Kasamatsu era inalcançável fora sua personalidade forte. Não tinha como ele aceita-lo “daquela forma” ainda que fosse uma simples queda.

Kise não queria “ficar” com o senpai porque era injustiça, ele não queria ver o amigo como um cara que ele ficou e voltaram a ser amigos. Era impossível, ele não poderia olhar de novo na cara do senpai, e outro ponto era que Kise acreditava piamente que Kasamatsu nunca aceitaria.

Aquelas crenças foram destruídas naquele momento.

Sua nuca foi agarrada com força e seu corpo se inclinou sobre o balcão, sua limonada pousou sobre o mármore e sua visão foi agraciada com o rosto de Kasamatsu se aproximando.

Os poucos segundos que isso durou fez Kise perceber a maciez, e a delicadeza que Kasamatsu possuía em seus movimentos.

A boca...

Quente, vagaroso, envolvente. A batida em seu peito deu um forte golpe e Kise jurou que Kasamatsu tinha percebido a intensidade do momento.

Os olhos estavam fechados, os lábios se tocavam abertos, sem se mexer. Kise não conseguiu conter o som que buscava sair de sua boca muito antes.

_Hm!

Seus tórax se encostavam claramente, repartindo a umidade, a temperatura e os arrepios. Kise levou as mãos até a cabeça de Kasamatsu e deixou que sua língua tocasse o lábio do mais velho.

O moreno respondeu, se descontrolando e tocando com a sua, a língua do primeiranista. Kise, aquele babaca, tinha a boca mais gostosa que alguém poderia ter.

_aan...

Kasamatsu apertou a nuca, acariciando os fios ali, instigando Kise a se entregar totalmente. A razão já não tinha mais lugar entre os dois.

Kise se levantou repentinamente, assustando Kasamatsu e o pegou pelo pulso, arrastando-o casa adentro.

_K-KISE!

Kasamatsu não sabia onde enfiar a cara, ele tinha começado aquilo. Mas o loiro não parecia se importar, nem ao menos o olhava.

Eles pararam no corredor, quando Kasamatsu puxou com mais força, fazendo Kise parar. Os olhos azul-prateados se encontraram com os mel-dourados.

Foi uma intensa troca de olhares, e depois só houve o som da batida de um corpo contra a parede e ofegos entre um beijo afoito.

Kasamatsu não soube, mas estava se sentindo pequeno e fraco perto do loiro. O beijo, a ferocidade de Kise, demonstravam toda a vontade que estava sentindo.

E eles estavam seminus. O corpo um contra o outro, se esfregando.

Seus braços percorriam as costas do loiro, mas eles foram levantados e seus pulsos estavam contra a parede. Em matéria de força, Kise ganhava.

_Senpai... Não sei se entendi, mas quer continuar? –Kise.

Kasamatsu sentiu-se insultado e irritado. Só sua expressão fez Kise deduzir a resposta, mas a cara nervosa se apagou quando a mão do loiro espalmou em seu peito aberta.

_K-Kise.

O rosto do modelo se pos ao lado da cabeça do capitão e beijou a ponta da orelha, mordendo-a de leve. Sua língua desceu aquele pequena extensão, fazendo o moreno se incomodar, mas logo estaria se sentindo bem, quando sua boca foi tomada mais suavemente e ganhava beijos carinhosos pelo pescoço.

Quem iria imaginar? Ficar com Kise... devia ser o sonho de toda a garota e de muitos garotos, e ele era o sortudo.

_Senpai...

Kise tocou o pomo de adão com a língua, brincando com os músculos do pescoço em um sobe e desce.

O loiro apertou os braços em volta do corpo que admirava e chupou o pescoço do moreno, sem se importar com mais nada. Aquelas lembranças que tinha já serviam para escolher Kasamatsu como mais importante, como confidente, amigo, possível amante e erroneamente tem imaginado como seria ter Kasamatsu de um jeito que não fosse amigo ou capitão, era seu mais profundo desejo.

Kasamatsu passava os dedos pelos fios dourados, eram macios e acolhedores, o corpo todo de Kise era. Não tinha mais ninguém que mexesse com ele daquela forma, até esse ponto, nada que o loiro fizesse importaria, só queria estar com ele.

Kise tocou com as duas mãos sobre o peito do moreno, sentindo os mamilos nas palmas. Eram acompanhados por beijos lentos e molhados pelo pescoço que Kise fazia questão de fazer estalo ao deixa-lo.

As mãos se moveram para baixo, assim como as mãos de Kasamatsu davam apoio a cabeça do loiro. E Kasamatsu entreabriu os lábios quando a boca de Kise tocou em sua clavícula e lambeu-a sem pudor.

_Vou te matar...me aguarde...

Kasamatsu brutalmente puxou os fios de Kise, fazendo-o gemer enquanto colocava a boca sobre o peito direito do capitão.

_A-Hnn...

_ “Foi como a voz de um anjo”-pensava Kasamatsu deliciado com o som arrastado e com a sensação dos lábios envolvendo seus mamilos.

Kise chupou com cuidado os mamilos rosados ao tempo que levava a mão atrevida cada vez mais para baixo, atiçando os sentidos do moreno.

Kasamatsu segurou o ar quando os dedos do loiro tocaram seu baixo ventre e brincaram por ali em cima do short. Bastou mais alguns segundos e Kise se levantou, olhando Kasamatsu e segurando repentinamente no volume que se formava.

_Ah!

Kise não conseguiu conter a satisfação, tocando Kasamatsu seu desejo só aumentava e o deixava ainda mais ansioso.

Já o capitão estava mais vermelho do que um pimentão, tamanho o incômodo e prazer. A mão de Kise o apertava tão deliciosamente que o instigava a se remexer, movendo-se contra ele.

Kasamatsu sentiu a boca do loiro o envolvendo de novo, enquanto era masturbado por cima do short molhado. Os dentes brancos do modelo lhe seguraram os lábios, puxando-os e levando a mão que o acariciava até a borda do tecido abaixando-o.

Numa espécie de calafrio, Kasamatsu percebeu estar nu e totalmente grudado ao corpo do ás. O frio o abateu por um segundo, mas a temperatura do corpo do loiro já era suficiente. Os olhos mel fitaram Kasamatsu com suavidade e tocou-o nos dedos, movimentando-se inconscientemente até se entrelaçarem.

O beijo foi despudorado, parecia sugar a alma.

O corpo másculo de Kise junto ao seu, a água escorrendo e o cheiro natural, tudo pareceu perfeito naquela hora, apesar de que o capitão sabia que qualquer coisa que envolvesse Kise pareceria perfeito.

Eles passaram poucos segundos, que pareciam durar bem mais, experimentando as línguas, saboreando um ao outro, até que o ar faltasse e a excitação os pegasse de surpresa.

Kasamatsu tinha os olhos semicerrados, enevoados pelo desejo. Ficou ainda abraçado ao loiro, mas desceu as mãos pelas costas, atiçando os músculos, até que seus dedos alcançassem o começo das nádegas.

Um choque passou por seu corpo, as mãos de Kise massageando suas costas, ainda assim, envolveu seus dedos na bermuda, tocando superficialmente a área macia, apertando-a conforme apreciava a carne.

_Hm...

Kise fechou os olhos. O toque do senpai era maravilhoso, e agora que estava podendo pensar, ele não fazia idéia de quem iria “ficar por cima”.

Seu pensamento foi cortado pelo aperto forte, que o fez soltar um gemido um pouco alto. Mas foi mais pela surpresa.

Kasamatsu adentrou as mãos pela bermuda e segurou a bunda do loiro, apertando-a bem entre os dedos. Era a coisa mais gostosa e quente, ele sentiu seu rosto pegar fogo, mas nada valia mais a pena, tirar o gemido de Kise Ryouta.

_A-a, Kasamatsu-senpai! –Kise se afastando um pouco, suas bochechas coradas.

Kasamatsu desceu o único tecido que faltava ali, deixando o loiro como ele. Os dois se encararam um tempo.

_ “Tudo bem que tomamos banho juntos.”

_ “É normal os homens não ligarem para o documento dos outros”

Mas dessa vez era inevitável. Os dois estavam eretos e completamente sem jeito.

O primeiro a se mover foi Kise, que segurou os ombros do moreno fazendo-o olhá-lo diretamente. Mas antes que pudesse dizer algo, Kasamatsu apertou os olhos, mordendo o lábio e colocou as mãos no abdômen de Kise.

_Senpai?

Kasamatsu deixou seus joelhos caírem no chão e suas mãos descerem para as belas coxas brancas. O membro do loiro estava pulsante, era grande e aparentemente frágil, limpo e esguio.

O moreno levou os dedos para a base, envolvendo-o. Kise soltou um suspiro, deixando-se levar para mais uma tortura, sabendo que não ia aguentar aqueles olhos azuis agressivos.

O capitão então respirou fundo e colocou a língua meio pra fora, tocando o pênis em uma lambida curta. A umidade foi suficiente para o maior segurar os cabelos arrepiados numa tentativa falha de apressá-lo.

Kise acariciou os fios da testa, empurrando-os para trás gentilmente. Kasamatsu moveu o membro, forçando-o para baixo e mirando a glande.

O loiro corou, desviando um pouco os olhos da cena. Mas sentiu a boca que antes estava na sua, tocar a cabeça, lentamente, lambê-lo por dentro, passar os dentes de uma forma deliciosa e adentrar pela cavidade excessivamente úmida, abrigando-o quase todo.

A mão que o segurava começou a se mover, e a boca juntamente da língua fizeram um movimento todo desproporcional, todos em direções opostas, molhando-o.

_K-aa, A-ah!

Kasamatsu não conseguia segurar o membro todo na boca, mas tinha um gosto incrível, ele já estava quase gozando, e a saliva escorria por seus lábios, chegando ao seu queixo.

Kise não resistiu, o capitão de olhos fechados o provando. Apertou os dedos na nuca e no queixo, puxando-o fortemente contra seu pênis.

Kasamatsu não pode se apoiar nas coxas, que até então estavam escorregadias, e deixou suas mãos caírem em direção ao piso, deixando apenas sua boca no meio das pernas do mais novo.

Kise sorriu, a língua o envolvia, sua voz estava rouca e mais excitada do que os longos minutos sozinho, ali tudo ia finalmente acontecer.

_K-ise... –Kasamatsu sibilou com o membro quase na garganta.

Foi a gota d’água. Kise jogou a cabeça para trás em um movimento leve e gemeu longamente, parando de apertar a nuca de Kasamatsu, mas ele não se afastou.

Quando o soltou, dos lábios avermelhados do capitão saía saliva e gozo. Kise se ajoelhou no chão e abraçou o moreno, ajudando-o a se levantar.

_S-Seu idiota. Eu não preciso disso... –Kasamatsu meio irritado e não acreditando nem um pouco no que tinha acabado de fazer.

Kise segurou a mão do senpai e a beijou.

_Kise...

_Hm?

Kasamatsu fechou a cara pensativo e demorou uns segundos, no rosto de Kise uma expressão curiosa.

_Nada, deixa pra lá.

Kise sorriu largamente e voltou pra cima do moreno, afogando-o com outro beijo. Seu braço passou por trás de Kasamatsu e o puxou para cima de seu colo, esfregando os membros.

Antes do moreno poder argumentar sobre a posição vergonhosa, Kise tocou a entrada do senpai com o dedo indicador, fazendo-o segurar a respiração e arregalar os olhos.

Kise colocou o queixo no ombro de Kasamatsu e forçou, o músculo se contraiu para fora, fazendo o dedo adentrar com certa força.

_Hm! –Kasamatsu.

Kise sussurrou algo ao ouvido do moreno tentando acalmá-lo. O moreno ofegou alto, mexendo o quadril.

Tudo talvez fosse mais fácil e menos constrangedor se eles estivessem em um lugar como o quarto, e se o idiota não ficasse falando idiotices como por exemplo “Senpai, você é uma gracinha”, quando seu ânus estava doendo como o inferno.

Os lábios do maior repousaram sobra sua boca e ele sentiu um alívio quando os dedos saíram, parando com o tormento. Kasamatsu se entregou ao beijo, tentando ignorar ao máximo a masturbação que o loiro impôs em si mesmo.

Ele estava brincando, só podia ser. Kasamatsu não acreditava que ele estava com tesão apenas de olhar para o loiro, com aquele olhar meloso e excitado, pedindo pra gozar, e gemendo seu nome.

_Pare, Kise. –Kasamatsu segurando os pulsos de Kise e o fazendo-o parar.

O mais alto o olhou confuso, mas ganhou um ar de “safadeza”.

_ “Esse cara é o pior...” –reclamava Kasamatsu nos pensamentos sabendo o que aquela carinha esperta queria dizer.

Kise os virou, ficando por cima. Aconteceu tão rápido e tão intenso que Kasamatsu nem ao menos conseguiu ver, ele só sentiu.

_Relaxe. –foi a última coisa que escutou quando sentiu a cabeça do pênis tocar um pouco abaixo de seu saco e forçar a entrada com brutalidade.

_AHH! Kise! Isso dói! –Kasamatsu chutando o ar com o impulso de toda a glande ter entrado.

Mas ele foi perceber que o aviso não adiantou pela expressão do companheiro. Kise estava corado, de olhos bem fechados e segurando tudo o que queria dizer dentro dos lábios, que se mordiam.

Kasamatsu ficou em silêncio, ouvindo apenas o som do membro que o possuía entrar aos poucos e deixa-lo com uma das piores dores da sua vida. A ardência o incomodava e o volume, nada muito exagerado, talvez uns 27 centímetros, fazia sua cabeça doer e seu membro enrijecer ainda mais.

_ A-ahn...

O loiro abaixou a cabeça, os fios tampavam seu rosto. Kasamatsu podia sentir as coxas do kouhai, tremiam um pouco e as mãos em sua cintura estavam tensas.

_K-Kise... –chamou baixo, segurando alguns fios de cabelo.

O rosto levantou, Kise estava indecifrável, bem como ele é mesmo. Mas o capitão viu que ele era como ele, novo na área e que não duraria nem alguns minutos.

Suspirou, ele iria fazer porque não tinha certeza do que viria depois.

_Pode se mover. Eu vou ficar legal... –Kasamatsu desviando o olhar.

Kise tocou a face esquerda do capitão, acariciando-o de leve. Ele não podia negar, Kasamatsu era um cara lindo. Só sua personalidade era complicada, mas nada que ele não pudesse resolver.

Seu corpo ficou inclinado e suas mãos pegaram em baixo das coxas brancas do moreno, dobrando-as. O capitão ficou furioso, Kise podia ver na forma em que ele rangia os dentes.

Mas iria ser melhor assim.

Retirou-se um pouco, o senpai abriu a boca num suspiro, e voltou com força.

_AAH!

Kise respirou e continuou, duas, três, quatro vezes...o senpai tinha lágrimas nos olhos. Ele segurava os sons, mas quanto mais segurava era mais difícil para ele aproveitar.

Kise tirou as mãos e moveu apenas o quadril. A sensação era tipo, a coisa mais viciante de todas, ele praticamente não conseguia parar, nem por um segundo, o ritmo era imposto de acordo com sua necessidade.

Ele sentia que estava chegando perto do gozo quando ia mais rápido, mas quando ia mais forte, ele podia ver que o corpo do moreno se contraía e o apertava com uma força tremenda.

E os gemidos...ele nem podia ouvir mais vozes. Era apenas instinto.

_A-...HAAA! A-HNN...KI..KISE! –Kasamatsu apertando os cabelos loiros com violência.

Kise tocou o membro do senpai, apertou-o junto com a contração que recebeu, os dois gemeram alto. O líquido branco correu pela extensão do pênis ereto do moreno, ele continuava gemendo a cada estocada.

Não estava satisfeito.

Kise movimentou a mão pelo membro, e se mexeu mais rápido, acertando a próstata de Kasamatsu, fazendo-o virar repentinamente para o lado e tentar se agarrar em alguma coisa. Tudo o que encontrou foi a parede do corredor. É mesmo, agora tinha lembrado que estava no corredor, que vergonha. Transar no corredor...qual é a vantagem? Eles estavam desconfortáveis e ele sentia muita dor ainda, mesmo que estivesse se sentindo ótimo.

Kise riu alto e ainda se moveu alguns segundos com o corpo do senpai virado de lado, empurrando a coxa para cima. Aquela posição acabou o deixando bem mais maleável e parou de incomodar quase que no mesmo minuto.

O loiro parou, virando Kasamatsu para cima e beijando com fervor. Ele nunca cansaria de beijar o senpai depois desse dia.

_Hmf... –Kasamatsu abraçando o pescoço de Kise.

Assim que conseguiu parar, Kise com esforço de retirou do espeço tão deliciosamente apertado e tentou normalizar a respiração, ajudando o senpai a se levantar.

_Quero meu quarto...Kise, me leva lá. –Kasamatsu sem olhar diretamente.

Em silêncio eles foram e Kasamatsu deitou-se em sua cama quase se jogando, parou com a barriga para baixo e abraçando um travesseiro que agarrou.

Kise fez os primeiros passos para o banheiro, pensando no que ia dizer, mas ouviu uma voz rouca e abafada.

_Tranque a porta...

O loiro trancou, sem saber muito bem o que deveria fazer, então quando avistou a cama, o moreno estava com os joelhos dobrados e a bunda levantada, seu corpo reclinado sobre a cama.

_Venha logo.

O choque foi gigantesco. Engoliu a saliva que quase caía de sua boca e se apressou até estar atrás do moreno, tocando a pele das coxas e apalpando-o como que em provocação.

O loiro riu novamente. Ele simplesmente adorava seu senpai, de todas as formas.

Kise beijou as nádegas branquinhas, mordendo-as e deixando-as com inúmeras marcas vermelhas.

Colocou o dedo indicador na entrada e afundou-o já sentindo a sensação que viria depois, com a outra mão, passou por entre as pernas do moreno e segurou o saco, brincando com os dedos.

Foi o incentivo para o quadril de Kasamatsu rebolar na altura do se abdômen, ativando seu membro semiereto.

_Kasamatsu-senpai...

_Han?

Kise encostou-se no corpo branco e quente, esfregando seu membro na área redonda e macia. O céu.

_K-Kisee...

Assentindo ao pedido, os músculos se retesaram, o loiro veio com toda a força e impôs seu ritmo ao moreno, fazendo-o quase perder o equilíbrio nas pernas.

_Hm, AHH! AN, KISE!

Kise segurou forte a cintura e outra mão segurou o peito de Kasamatsu, ajudando-o a se mover.

_ “Tão forte...ahh” –Kasamatsu.

_Kasamatsu! Ahn!

Foram minutos que duraram muito tempo. Kise estava debruçado sobre o corpo do capitão, exausto.

Todo o exercício valeu por alguns dias de treino, acreditavam. Kasamatsu olhou o loiro de esgoela, estava cansado demais, mais do que ele.

_Kise. –chamou baixo com um tom pacífico e um sorriso.

O loiro virou o rosto e o corpo para se deitar ao lado. Segurou a mão do senpai. E agora o que viria?

_Você ainda quer ir ao baile sozinho hoje? –Kasamatsu com os olhos meio fechados.

Baile? Merda!!!!

_O BAILEEE!!! Esqueci do baile, meu Deus! Eu prometi ao Kurokocchi e todos da Seirin! –Kise arrancando os cabelos sentado na cama.

_Sem problema. Pode ir, eu vou ficar aqui e vou dormir, aproveite e invente uma ótima desculpa para o treinador do “Porque de Kaijo Kasamatsu, não estar presente num evento tão importante”. Ok? –Kasamatsu sorrindo fraco.

Os olhos azuis estavam expressando felicidade, ele sentia firme isso no coração. Estava quase morrendo de tanta felicidade, ele tinha deitado com Kise, e foi seu primeiro.

_Ah, Kasamatsu-senpai, gomen. Tem certeza que não consegue ir? –Kise se sentindo inteiramente culpado.

_Claro. Mas eu que pedi por isso... –Kasamatsu.

Kise relaxou. Sua mão estava ainda entrelaçada ao do capitão, e desejava não soltá-la, mas ele tinha mesmo que ir.

_Eu culpo o verão.

_O que? –Kasamatsu sonolento e sem entender.

_Ah, se não estivesse tão calor, eu não viria correndo pra cá com vontade de cair naquela piscina. –Kise.

Kasamatsu assentiu com a cabeça quase dormindo, ainda queria ouvir o loiro.

_Senpai? Se não fosse esse calor todo, talvez nós não tivéssemos tido essa chance. –Kise afastando os fios negros do alto da testa.

Kasamatsu sorriu. Uma ótima oportunidade.

_Tenho um terno pra você no armário. Pode usar. –Kasamatsu puxando lentamente uma coberta para cima do corpo.

_Ei, capitão! –Kise se levantando.

_Hm? –Kasamatsu lutando contra os segundos de sue primeiro sono.

_Eu vou voltar o mais rápido possível, até que o baile termine ou todo mundo não precise mais de mim. Então...eu vou vir pra dormir, posso? –Kise com um sorriso pedichão.

Kasamatsu não pensou. Seu cochilo o fez soltar qualquer coisa que sua cabeça projetou.

_Sempre que quiser... –sussurrou.

Kise notou o senpai dormindo tranquilamente e de mal-jeito. Ajeitou-o e o cobriu devidamente. Agora ele ia tomar um banho, ir pra festa e voltar.

_ “Sempre que quiser...é tudo o que eu quero”.

Kise mordeu o lábio e deixou um beijo na testa do moreno.

_É tudo o que eu sempre quis.

E saiu do quarto com uma toalha e o terno que pegou no armário.

A noite estava iluminada e as ruas cheias de gente indicavam a alegria das pessoas, ele estava divino e o baile foi a coisa mais extraordinária que conviveu com seus amigos.

Mas sua real fonte de alegria agora estava dormindo, embalado com um sono admirável.

Ele deitou com esse sono e dormiu mais realizado do que em qualquer outro dia de sua vida.

Fim

Notas finais
Não me matem! Como ficou? Sejam sinceros... e talvez eu faça um IzukixTakao da próxima vez. Que acham?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!