Prendas de Natal

1 Noite de Natal


Notas iniciais
Oi pessoal! Agora que o Natal está chegando, vamos entrar um pouco no espírito?
Esta é uma fic que dedico à Marta Tata! (pois já lhe tinha prometido uma deles no verão... Desculpe a demora ^^") É fofa como gostas, mas meti umas pequeniníssimas taradices para contrastar!
Enjoy!

O Inverno é uma época fria no local onde vivo, uma época bastante atarefada para uns, para outros é uma alegria, para mim é mágica… Pois todos os anos nesta altura, é o aniversário que beijei pela primeira vez a minha namorada… Oh, como me lembro bem daquele dia… Estava a nevar, nada muito abundante, mas nevava. Eu andava a deambular pelas ruas da cidade já decoradas para o natal, procurando um presente para dar a uma pessoa especial.

- Mas o que é que se dá a uma pessoa que já tem tudo? – Pensei alto olhando uma montra de telemóveis.

- Mamãe! Mamãe! O que o Papai Noel me vai dar no Natal? – Uma criança, que parecia mais pobre, perguntou à mãe.

- Este ano você vai receber a presença de toda a sua família e um carrinho de corda. – A senhora respondeu com um sorriso.

- A família toda?! Este vai, com certeza, ser o melhor natal de sempre! – A criança respondeu animada.

Fiquei pasmado a olhar aquela família feliz, a criança, mesmo sabendo que não ia receber muito pelo natal, estava feliz por estar com a família toda… Será que White também ficaria feliz se somente aparecesse? Não… Ela vai querer que eu lhe leve uma prenda… Pobre coitada, todos os seus amigos andam ocupados nesta altura… Cheren tem de decorar o ginásio para as festas, Bianca vai passar o tempo com a professora no laboratório enquanto N se mantém por ai a tentar compreender como deve de ser os Pokémons...

Olhei para o lado e deparei-me com uma montra de brinquedos toda decorada para a época, encontrando um urso de pelúcia super fofo.

- Bem… Acho que vai ter de servir… — Disse dirigindo-me à loja.

Entrei no recinto, peguei no urso, levei-o ao senhor da venda, pedi para embrulhar e coloquei-o debaixo do braço, com a pergunta na cabeça:

“O que é que me deu para lhe comprar um peluche?!”

Um pouco desiludido com o presente que comprara dirigi-me para casa da minha morena preferida. Era um apartamento humilde na parte rica da cidade, vivia num terceiro andar na altura, um terceiro andar que ainda hoje me trás ótimas memórias…

- Ding, dong! – Disse estupidamente enquanto carregava à campainha.

- Quem é? – Uma voz respondeu pelo pequeno rádio.

- O amor da sua vida! – Forcei um sorriso para a câmara.

- Oh! Black-kun! Chegou finalmente! Venha, entre! – Ela festejou ao abrir a porta.

Entrei no prédio e comecei a subir os lances de escadas, não queria ir de elevador, pois chegaria lá a cima depressa de mais! O que ela diria da prenda?! Ah! Fui tão estúpido em comprar uma coisa tão banal… Finalmente, um último degrau, bati à porta que logo foi aberta.

- Black! – White saltou-me para os braços ao abrir a porta.

- Feliz Natal, White… — Disse acariciando o seu cabelo.

- Feliz Natal, Black! Venha, entre! A comida vai arrefecer! – Ela mencionou entusiasmada.

Entrei na sala onde um peru enorme se encontrava em cima da mesa, acompanhado de uma imensidão de doces.

- Então, vamos já comer? – White disse sorrindo.

- White… Eu sei que não devia ser assim, mas… Podíamos abrir as prendas agora? – Pedi.

- Hum? Mas isso não devia ser apenas à meia-noite? – Ela perguntou confusa.

- Devia, mas… Tem de ser agora… — Eu pedi, não ia aguentar aquela prenda fútil a noite toda sabendo que ela me ia dar uma coisa cara, como sempre fazia.

- Bem… Ok… Podemos começar pelo meu? – Ela pediu corando um pouco.

- Podemos… — Encarei o chão, tinha medo que fosse algo demasiado caro.

- Bem, então… Olhe para cima… — Ela pediu encarando o chão envergonhada.

Estranhei, não era normal ela esconder as prendas ou algo assim, mas olhei, arregalei os olhos quando vi que sobre nós estava um azevinho… Eu sabia o que aquilo significava…

- White… Você tem a certeza disso? Não se sinta pressionada! – Eu não sei, mas acho que estava mais nervoso que ela naquele momento.

- Sim, Black… Eu confio em você. Eu quero que o meu presente de Natal seja especial, então… Não tem mal você me beijar… — Ela explicou.

- De certeza? – Quis confirmar.

- Sim… Para além disso, estamos debaixo do azevinho… Não tem como fugir… — Ela avermelhou mais baixando a face.

Ela estava tão fofa, tão tímida… Senti que a hora tinha chegado, finalmente, iria beijar a minha White! Depois de tantos anos de namoro sem sequer poder mencionar um beijo nos lábios ela pede para que o faça! A emoção era muita, eu não cabia em mim! Ela fechou os olhos e esticou os lábios, entregando-se completamente a mim… Uma imagem excitante para mim, mas ao mesmo tempo causava nervos… Eu poderia mesmo tocar um ser tão delicado? Involuntariamente, enquanto observava a sua face linda, a minha face foi sendo atraída para perto da sua, devagar… Fui vendo aqueles lábios delicados aproximarem-se dos meus até ficarem a uma distância microscópica, encostei o meu nariz ao seu, roçando um pouco nesse, os meus braços contornaram o seu corpo num abraço envolvente, até que não pode adiar mais, colei os meus lábios nos dela. Senti o seu corpo arrepiar e a sua face ficar rubra enquanto me abraçava forte e com carinho. Tomada a coragem coloquei a minha língua dentro da sua boca, com calma, dançando com a língua dela uma dança lenta e carinhosa até que o ar escasseou.

- Você… Está bem? – Perguntei preocupado enquanto recuperava o folego.

- Ótima… — Ela sorriu tímida.

- Bem… Agora é o meu… — Entristeci tirando o presente de cima da mesa.

- Ah! Você… Você me comprou uma prenda?! – Ela parecia estar nervosa.

- Sim… Porquê? – Estranhei o seu nervosismo.

- Eu não te comprei nada! Pensei que você não ia comprar… — Ela lacrimejou.

- Ei, não fique assim. É só uma lembrançazinha. Não é nada de mais. – Entreguei-lhe aquele embrulho para a mão.

Ela pegou-o envergonhada e abriu, após ver o urso começou a chorar.

- Não gostou? – Perguntei desapontado, apesar de já esperar isso.

- Eu adorei – ela confundiu-me – mas eu me sinto mal por não te comprar nada…

Ela começou a chorar bastante, ficando com o rosto cheio de lágrimas.

- Ei, não fique assim! – Corri a abraça-la. – Eu amei o seu presente. A sério, foi o melhor presente que me podias dar. Não há dinheiro que pague o teu amor, White. Por favor, não chore…

- Mas… A minha prenda não vale nada ao pé da sua… — Ela lamentava-se, apesar de eu achar o contrário.

- Não, White. A sua prenda foi muito boa. Muito boa mesmo. – Eu acalmei-a acariciando o seu cabelo de encontro ao meu peito.

Por alguma razão desconhecida, após pouco tempo, ela se desprendeu do meu abraço, ficando na minha frente, eu achei estranho, pois a sua cara estava muito rubra. Ficou mais estranho ainda quando ela tirou o elástico que tinha no seu cabelo.

- White, no que está pensand- — Ela não me deixou acabar, simplesmente segurou meu braço e me puxou até ao quarto.

Quando me vi no seu quarto a minha respiração parou, há poucos minutos tinha-lhe dado o primeiro beijo e ela já queria… Não podia ser! Vi-a sentar-se na cama, bem na minha frente, encarando-me rubra.

- White… Você não está pensando em… — Ela não me deixou terminar.

- Não. Black! É só que… Eu te queria dar algo mais, então… Acho que umas carícias mais íntimas não fazem mal, né? – White questionou envergonhada.

Eu sorri de lado, colocando um braço de cada lado de seu corpo.

- Claro que não. – Disse beijando de novo aqueles lábios lindos enquanto a derrubava mais na cama, até essa ficar deitada.

Imensos beijos foram trocados ai, enquanto ambos tirávamos os próprios sapatos para ficarmos mais confortáveis. A cada beijo, o clima esquentava mais. Eu estava sobre ela, ela estava completamente á minha mercê, eu podia tudo o que eu quisesse com aquele ser magnífico. O calor havia aumentado demais, então, acabei tirando o casaco, o atirando para o meio do chão. White ajudou com as suas mãozinhas nervosas que termião.

Mais uns beijos sedentes foram trocados, o desejo de sentir a pele do outro havia aumentado, visto que acabei colocando a minha mão direita nas costas de minha morena.

- Ai! – Ela queixou-se, fazendo-me recuar.

- O que foi? – Perguntei preocupado.

- Nada não… É que sua mão está um pouco fria… — Ela respondeu com um sorriso sem jeito.

- Ahah… — Eu ri, um pouco mais descontraído, voltando ao que fazia.

A posição em que estava dificultava um pouco as caricias que eu tentava fazer, sendo que, deslizei a minha mão um pouco para cima, desapertando a roupa íntima superior desta.

- Black! – Ela berrou em pânico, separando os nossos lábios.

- Calma, calma! Eu não vou ver nada, está bem? É só para não atrapalhar. – Acalmei-a acariciando a sua face com a mão livre.

Passei a minha mão por toda a sua barriga, calmamente, antes de chegar ao seu peito, que acariciei com muito mais cuidado, par não a magoar, mas, como prometido, sem ver nada.

- É… É a minha vez… — White pronunciou-se um pouco constrangida por lhe tocar em zonas tão íntimas.

Num movimento rápido, trocamos de posições, ficando ela em cima e eu por baixo. Ela seguiu o mesmo panorama que eu, acariciando a barriga e o peito de leve e devagar, ainda envergonhada e com medo, enquanto me beijava, eu não resisti e passei a minha mão pelo seu traseiro (por cima da roupa! Olha o respeito!), fazendo com que ela se arrepiasse.

Após um tempo, ambos estávamos ficado excitados, e se não fosse um comentário dela, acho que já não eramos mais puros.

- Black… Acho melhor pararmos por agora… Não me sinto preparada… Entende? – Ela perguntou tímida.

- Ei, não tem mal… Eu também não estou preparado ainda. – Consolei-a com um abraço. – Mas isso tem uma condição! – Meti meu tom brincalhão.

- Qual? – Ela perguntou vendo que ia sair piada.

- Só paramos aqui se puder dormir aqui do seu lado hoje. – Pedi.

- Ahah, claro que pode.

- Não me deixou acabar! Se me deixar dormir aqui do seu lado, na sua cama, sem t-shirt! – Apimentei um pouco a situação.

- Oh, a sério, senhor Black? Não tem outra opção? – Ela brincou.

- Só se você quiser dormir peladinha! Sim, ouviu bem! Nuinha, sem roupinha nenhuma! Podendo eu ver todas as suas vergonhas! – Eu ri da minha prevertividade.

- De boa. – Ela disse sendo direta, começando a tirar a t-shirt lentamente.

- N-não! – Eu disse tapando a face, não estava preparado para ver tais coisas.

- Ahahah! – Ela riu. – Estava brincando! Não é só você que consegue ser perverso aqui.

Eu ri com ela em seguida.

- Mas… Pode dormir sem t-shir, mesmo. – Ela piscou-me o olho.

Eu sorri de lado para ela, tirando a t-shirt, ela beijou-me colocando uma mão no meu peitoral, antes de nos deitarmos. Dormimos abraçados nessa noite. Eu com os braços em torno do seu corpo frágil e ela enroscada em meu peitoral nu. A sensação de adormecer ao lado de quem amamos, sentindo a sua respiração é ótima e única no mundo…

E é por isso que eu adoro o Inverno, é uma época em que me lembro de coisas felizes como essa, em que dei o primeiro beijo à garota que hoje é minha mulher e mãe de um rapaz, e que agora, está grávida de outro.

“Mas aquele, com certeza, foi o melhor Natal de sempre, com a melhor prenda de sempre.”

Notas finais
Oi de novo!
Espero que tenham gostado! Por favor, faça um escritor feliz e comente esta fic!
Então é isso pessoal! Desculpem qualquer coisinha e se virem um erro me avisem!
Até mais!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!