Premonição: Águas Mortais
3 Caminho Sem Volta
Notas iniciais
Premonição 4 - Último Destino chega ao término deste capítulo.
No carro de Sr. Marlon, os três discutiam:
– O que aconteceu? Afinal, o que eu perdi? — Cooper perguntou.
– Nada, eh, Cooper, é que... — Molly tentou desconversar.
– Molly, eu sei que tem algo acontecendo, o que houve afinal? O que aquela moça tava falando? O que deu no Derek?
Derek permanecia calado, olhando pela janela do carro. Ele estava pensativo. Várias perguntas brotavam em sua mente: por que ele teve a maldita da visão? O que Kristy estava tentando avisar? A morte realmente iria atrás deles? Como? Quando? Onde?. Porém algo interrompeu os pensamentos de Derek. Era a mão de Molly o chamando.
– Derek...
– O que, Molly? — Derek se virou com uma cara abatida.
– Acho que você está devendo uma explicação pro Cooper... — Molly disse.
– É cara, o que aconteceu? — Cooper perguntou.
– Coisas, apenas coisas... — Derek disse. — Você vai descobrir, Cooper...
– Mas conta agora!
– Você vai achar que sou louco!!!
– Eu nunca acharia isso, sou seu melhor amigo desde criança, mano, eu nunca ia te deixar na mão ou te chamar de louco, essas coisas, conta vai?
– Tá...mas não diga que eu não avisei!
– Conta logo!!
– Derek, afinal, vocês escaparam daquele acidente do barco? — Sr. Marlon perguntou.
– Sim, Sr. Marlon, escapamos, por pouco...
– Mas como?
– Não dá pra explicar...apenas saímos antes de ele desembarcar, foi um golpe do destino, mas o que importa agora é que estamos vivos! Prolongamos nosso tempo nesta terra!
– Bem, pra mim, a história é um pouco diferente. Eu estava no barco mas fui o único sobrevivente do barco. Eu nunca estive destinado a morrer! Sou muito sortudo!! — Cooper comemorava.
– É Cooper, você é... — Derek tentava se consolar.
– Relaxa, Derek, não fica assim não... — Molly disse, depois de um beijo na bochecha de Derek.
– Não é isso que me preocupa, amor... — Quando Derek percebeu que tinha esquecido sua mochila. — Ai, meu Deus! As mochilas afundaram junto do barco!!
– Verdade...ainda bem, que não trago nada de valor comigo. Tenho medo de ser roubada. — Molly disse.
– Bom, no meu caso, foi pior, foi tudo junto do barco, inclusive meu celular, que merda!! — Cooper disse.
– Filho, não pense que você escapou da morte, que eu vou te dar outro celular... — Sr. Marlon disse.
– Ah, paizão... — Cooper disse desanimado.
– Bom, meu pai vai me matar, tudo foi pro lixo, e... — Derek tocou seu bolso. — Graças a Deus! Meu celular, meu dinheiro e...cadê meu negócio pra asma?
– Como coube tudo isso nos bolsos? — Cooper perguntou.
– Ai, eu não posso ter perdido... — Derek disse.
– Amor, tá comigo! — Molly disse.
– Como você pegou?
– Você derrubou quando teve aquele chilique no barco, daí eu peguei. Toma.
Derek pegou o aparelho. A casa dele tinha chegado.
– Gente, eu vou indo!
– Falou, mano! — Cooper disse.
– Falou, Cooper!
– Tchau, amoreco. Fica bem, tá? — Molly disse.
– Eu vou ficar, fofa, eu vou ficar...
Derek abriu a porta de sua casa. Seu pai assistia a TV. Ele nunca ligara muito pro filho, pois trabalhava muito, pra sustentar ele e Derek, a mãe de Derek, havia morrido há um ano. Isso foi um baque gigantesco pro pai de Derek.
Derek se aproximou do sofá, e viu o que o pai assistia: um canal de notícias, que falava da explosão do barco.
– Oi, pai.
– Ah, já chegou filho? — Seu pai, de nome Peter O' Connors, perguntou a ele. Estava de chinelos, com uma camiseta xadrez e calça jeans.
– Já, o que você está vendo? O acidente?
– Sim, filho. Ainda bem que vocês não foram nesse barco, senão vocês iam morrer. Aí sim, ia ser um baque grande. Porque se perdesse você, filho, tudo acabaria pra mim...
– Calma, pai, não fala assim não!! — Derek falou.
– De qualquer forma, você está vivo! — Ele disse.
– Pois é.... — Então Derek subiu as escadas em direção a seu quarto. Logo que chegou, resolveu pesquisar sobre o que Kristy havia falado. Digitou no Google "visão" e procurou.
– Não é palavra certa...
Então ele digitou "pressentimento" e procurou.
– Também não...
Então digitou "premonição", e procurou. Logo achou um site dizendo; Mistérios da Humanidade e Creepypastas| A Maldição do Voo 180. Derek clicou.
A notícia dizia:
" Hoje nas nossas famosas creepypastas, vamos falar sobre a história estranha de circunda um dos maiores mistérios da humanidade: Voo 180.
Parte 1 — Flight 180
Dizem que em 1999, um grupo de estudante de uma escola local de MT. Abraham...
– É o mesmo lugar que eu estudo...
...foram em uma excursão pra Paris. E o voo onde embarcariam explodiu na decolagem matando todos os passageiros, inclusive alunos e professores da escola. Mas algo aconteceu. Um jovem chamado Alex Browning, conseguiu retirar várias pessoas do avião antes da explosão. Essas sete pessoas, de nome Clear Rivers, Carter Horton, Tod Waggner, Billy Hitchcock, Terry Chaney e a professora Valerie Lewton, foram os únicos sobreviventes do desastre. Mas, um mês depois, um a um começaram a morrer. Primeiro, foi Tod Waggner, depois Terry Chaney, depois Valerie Lewton e Billy Hitchcock. Mais tarde, Carter Horton foi morto em Paris e por fim, Alex Browning morreu tempos depois. Mas foram todos de formas bizarras. Enforcamento, atropelamento, empalamento, decapitamento e esmagamento por exemplo. A única sobrevivente, Clear Rivers se internou em um manicômio na cidade vizinha, White Plains. É aí que começa a segunda parte da história...
2ª parte — Route 23
Dizem que um ano depois da decolagem frustrada do Voo 180, a jovem Kimberly Corman, estava em uma rodovia, a Rota 23, quando teve a premonição de que ela, seus amigos e mais um monte de pessoas morreriam em um engavetamento de carros. Desesperada, ela conseguiu parar várias pessoas, salvando-as mas seus amigos, Shaina McKlank, Dano Estevez e Frankie Whitman, não tiveram a mesma sorte. Então, misteriosamente, o ciclo recomeçou. Os sobreviventes, Kimberly, o policial Thomas Burke, o professor Eugene Dix, o viciado em drogas Rory Petters, a empresária Kat Jennings, a mãe e filho Nora e Tim Carpenter e o ganhador da loteria Evan Lewis, foram morrendo um a um. Escadas, vidros, elevadores, canos, arames, tudo foi usado a favor da morte. Mas Kimberly procurou Clear, que se dispôs a ajudar. Porém ela não contava que a morte ainda estava atrás dela e a matou junto de Eugene. Ao final, Kimberly e Thomas sobreviveram até quando uma máquina de woodchipper trucidou com eles, mas a partir daí...
– Chega! — Derek disse. — Meu Deus, será que isso vai acontecer comigo também. Eu, Molly, Danny, Jimmy, Lauren, todos vamos morrer? Será? E como a morte funciona? Quer saber, chega! Tô ficando louco com isso!
Então caiu a noite. Derek tomou banho, jantou, escovou os dentes, foi dormir. Mas aquilo o deixava assustado. A morte atrás dele? Ele iria morrer? Talvez, perguntas sem respostas.
De noite, a janela do quarto de Derek se abriu, e entrou um estranho vento gelado pelo quarto, nisso Derek acordou repentinamente.
– Hã? O que aconteceu?
E viu a janela aberta.
– Estranho em fechei essa janela...
Derek então se levantou da cama e foi fechá-la.
– Isso foi muito estranho...
E foi dormir.
21 de novembro de 2010.
Derek se levantou subitamente. Estava suando. Tinha tido um pesadelo. Tentou se acalmar, levantou da cama, escovou os dentes e lavou o rosto. Trocou de roupa. Agora estava com uma camisa branca e uma bermuda marrom. Isso nada adiantou, pois continuava com a maldita da morte martelando em sua cabeça.
Logo pensou em dar uma olhada naquele site que tinha visto ontem, mas primeiro desceu e foi tomar café.
– Oi, filhote! — Peter Connors disse, enquanto dava goladas no café.
– Oi, pai.
– O que aconteceu? Porque está assim desanimado?
– Nada, pai. Relaxa. — Derek pegou o leite na geladeira.
– Filho, tem algo mais que eu não saiba?
– Não, pai. Não tem nada de mais.
– Ok, se é assim, mas já vou avisando: segunda, seu irmão mais velho vai vir pra cá, passar uns tempos com a gente.
Irwin Connors. O irmão mais velho de Derek. 20 anos. Fazia faculdade, e quando dava vinha visitar Derek e Peter. Agora ele viria. Justamente agora?
Derek pegou o cereal no armário. Ao lado ficava o relógio, quando viu a hora era 10h00 da manhã. Um arrepio passou pelo seu corpo e ele lembrou que 10 pessoas tinham saido do barco antes de ele explodir. Ou seja, tirando Cooper, que escapou mais tarde.
Enquanto isso...
– É, tia eu vou passar aí um pouco. Afinal, o velório da Fely vai ser aí mesmo. E eu era o irmão dela então...
– Ai, obrigado, sobrinho! Pode vir, estamos esperando...
– Mas eu vou demorar um pouco, sabe como é, eu moro aqui em MT. Abraham e você em White Plains, então, vou ter que pegar a estrada!!
– Tudo bem. O que importa é você chegar bem e vivo...
– Tá bom, tia. Tchau.
– Tchau, Freddie.
– Pois é, agora eu preciso ir pra White Plains, que Fely tá me esperando... — Freddie disse, meio desanimado.
Freddie pegou as chaves do carro e saiu no seu carro prata.
– Ela merece essa última homenagem, ela sempre mereceu...Fely...
Uma lágrima escorreu pelo rosto de Freddie. Nunca havia entendido muito bem a irmã, mas ela sempre foi uma pessoa especial. Sempre. E agora essa seria sua última homenagem a ela.
Mas precisava se lembrar que no dia seguinte poderia estar preso. Tudo culpa da espada dele. Tudo culpa dele. Matou Jason sem querer. Mas matou involuntariamente.
Então Freddie pegou a estrada pra White Plains.
...
Derek tomou seu café em silêncio. Nada poderia arrancar uma palavra daquele jovem. Quando terminou foi pro seu quarto. Ao chegar, trancou a porta.
– Ainda bem, agora ninguém vai me interromper!
Derek ligou o computador.
– Vai, carrega! Entra! Vai lata velha!!
Então entrou. Derek foi até o histórico e achou a página. Passou pelo Voo 180 e pela Rota 23. E começou a ler onde parou.
"...mas a partir daí é outra história que contaremos agora.
3ª parte — Devil's Flight
Dizem que em 2005, outro caso parecido aconteceu na cidade de McKinley, na Pensilvânia. A jovem Wendy Christensen, em uma viagem de formatura, teve uma premonição de que a montanha-russa do parque, chaamda Devil's Flight iria cair. Ela conseguiu sair a tempo da montanha, mas acabou provocando uma briga que tirou outros passageiros. Seu amigo, Kevin Fischer, o casal de góticos Ian McKinley e Erin Ulmer, o tarado Frankie Cheeks, as patricinhas Ashley Freund e Ashlyn Halperin, brucutu Lewis Romero, sua irmã Julie Christensen e sua amiga Perry Malinowski. Mais tarde, tudo voltou a acontecer. Um a um foram morrendo de jeitos bizarros como cérebros triturados ou rosto atravessado por pregos. Então ao fim, dizem que aconteceu um acidente de metrô, no qual todos morreram, mas isso não se confirma, pois muitos corpos daquele acidente nunca foram encontrados e os encontrados estavam irreconhecíveis. Você pode estar achando que eu sou louco mas isso aconteceu mais um vez. Siga para a parte 4...
...
– É foi por aqui que aconteceu aquele acidente da barra de ferro! E ali era o Highway Café. Eu trabalhava lá...e fui despedido uma semana antes do acidente, graças a Deus! — Freddie falava consigo mesmo.
...
4ª parte — McKinley Speedway
Na mesma cidade de McKinley, aconteceu outro acidente estranho. Conta-se que o jovem Nick O'Bannon estava com seus amigso assistindo a uma corrida da Nascar, quando um acidente de carro aconteceu e acabou por destruir o autódromo e matar todos. Mas novamente era tudo uma premonição de Nick que conseguiu tirar várias pessoas do autódromo antes do acidente, sua namorada Lori Milligan, seus amigos Hunt Wynorski e Janet Cunningham, o segurança George Lanter, a mãe Samantha Lane e seus filhos, o mecânico Andy Kewzer, o racista Carter Daniels, a namorada de Andy, Nadia Monroy e também por um acaso, Jonathan Groves. Então um a um começaram a morrer, voltando o misterioso ciclo. Desta vez a morte foi tão cruel, que não deixou ninguém vivo! E você deve ter a mente fresca, porque isso aconteceu neste ano!...
– Tá bom, já entendi demais! Vou dar um tempo agora pra mim! — Derek disse. Então resolveu tocar violão. Derek estava fazendo aulas fazia já uns quatro meses.
...
– Bom, daqui a pouco eu chego em White Plains...
Então parou em um posto. Viu um caminhão de melancias saindo bem devagar a uns trinta quilômetros por hora, e uma caiu do caminhão, em péssimo estado e se espatifou no chão.
– Estranho...
Freddie começou a botar gasolina no carro. Seu celular caiu do bolso.
– Ai, meu Deus, que merda!
Freddie se abaixou pra pegar o celular e o jogou pro banco do carro. O celular quicou na beirada e depois caiu no chão.
– Ai, melhor assim!
Freddie continuou enchendo até o tanque estar cheio. Então foi embora. Foi em alta velocidade.
– Preciso chegar logo!!
...
– Ai, agora é a última música pra treinar...
Então um vento gelado entrou pelo quarto e virou as páginas do livro com as músicas. Parou em uma página. A música era "Turn Around, Look at Me."
– Bom, vai essa mesma.
Derek começou a tocar.
...
– Que bosta! Agora é parte das curvas!! Não dá nem pra ver o carro da frente!
Freddie ia em alta velocidade. Pouco importava se tinha um carro na frente ou não. Ele tinha freio.
...
Derek começa a cantar:
There is someone
Walking behind you
Turn Around
Look at Me...
...
Freddie continuava em alta velocidade pelas curvas. Nenhum carro na frente. Apenas um atrás dele. Quem dirigia era Roy.
– Nossa, que cara idiota! Só sabe correr — Roy disse.
...
Derek continuava...
There is someone
Watching your footsteps
Turn Around
Look at Me...
...
Freddie fez uma curva incrível e quase derrapou mas tudo estava bem. De repente, seu celular tocou.
– Que bosta!
Ele tentou pegá-lo usando uma mão. E não olhava pra frente, porque sabia que as curvas tinha acabado. Mas ele manteve o pé no acelerador.
– Esse idiota não sabe dirigir! — Roy disse.
...
Derek continuava...
There is someone
Who really needs you
Here's my heart
In my hand...
...
– Alcancei! — Freddie o pôs em cima do banco.
...
Turn Around
Look at Me...
...
Quando olhou pro lado viu uma sombra de caminhão. Então Freddie olhou pra frente e arregalou os olhos. Tentou freiar. Iria bater na traseira do caminhão.
– Vai, freia! — Freddie disse desesperado.
O caminhão se aproximava.
– Por favor!
Se aproximava.
Então Freddie gritou um sonoro Aaaahhhh!. Mas ao atingir a traseira do caminhão, como não tinha parachoque, o carro de Freddie continuou apenas uma parte por baixo do caminhão. Mas ao bater na traseira do caminhão e o carro continuar, Freddie teve seu pescoço quebrado e logo foi decapitado e seu carro com o corpo foi pra baixo do caminhão.
A cabeça de Freddie saiu literalmente voando e caiu no asfalto mostrando sua última face. O seu medo.
– Aaaahhhh! — Roy gritou. Freiou e conseguiu parar mas ouviu um SBLOSH!
Quando Roy saiu, viu o que fez: a cabeça de Freddie fora esmagada pelo pneu de seu carro, espalhando pedaços de cérebro e um olho de Freddie ainda estava intacto, olhando pra Roy.
Notas finais
E a morte de Freddie é baseada em fatos reais. É o chamado "efeito guilhotina" que ocorreu muito no Brasil nos anos 70 e 80.
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