Premonição: o começo

6 Capítulo 6: Despercebido


Notas iniciais
Olá leitores, quero me desculpar pela demora colossal desse capítulo, ocorreram muitos problemas e tive que fazer uma pausa na história infelizmente, mas agora voltei e pretendo finalizar a fanfic em breve!

Dois dias após a morte de Stacy nada estava mais igual, Sarah não era mais a mesma pessoa e Cindy já havia percebido isso, assim como todos também haviam. O enterro da garota foi horrível, Cindy não conseguira pensar com todos olhando com espanto para ela, o clima foi muito pesado aquele dia. Mas agora Stacy fora enterrada nada mais a traria de volta, ela se foi.

Cindy e Justin haviam se aprofundado mais nas suas pesquisas, Lucy por mais que não gostasse de ficar lendo histórias bizarras, queria estar ali presente com a amiga. Cindy estava em sua casa junta de Lucy, mas não só a amiga queria se mostrar presente. David disse que ajudaria Cindy no que for preciso, ele nunca mais a deixaria.

Desta vez foi Cindy quem achou algo interessante, ela digitou na barra de pesquisa “visões de acidente” e apareceu um site chamado “Morte e seus mistérios” ela clicou e apareceram vários tópicos, esse site não parecia um site esotérico como os outros que ela havia pesquisado, havia alguma coisa de estranho neles.

Fotos de acidentes bizarros começaram a aparecer. Na primeira pagina mostrava as drásticas maneiras que doze pessoas morreram e no fim da pagina, na barra de comentários, uma pessoa chamada Adam Felton pubicou:

“Presenciei cada um desses desastres desde o começo, me lembro de cada detalhe da morte de todos os meus amigos, desde o acidente na escola até o ultimo desastre na soverteria. Em fim eles não acreditaram na minha teoria e o resultado está aí. Fui o único sobrevivente e quero agradecer a Henry West meu amigo, por me salvar daquele desastre, onde quer que ele esteja.”

Cindy fica curiosa, com esse comentário e percebe que foi postado há três anos, o que significa que foi em 2011.

—O que isso quis dizer? — Cindy diz.

—Não pode acreditar em tudo que lê e vê. – David afirma.

—Mas, olhas essas pessoas! Não vou tirar isso nunca da minha mente! – Lucy exclama.

Cindy cansa de ver as imagens horríveis das mortes de várias pessoas e muda de pagina. Ela desce a pagina em que está, acha que não vai ter nada de interessante até que...

Explosão do Shopping Center – Seattle

Ela rapidamente clica para entrar nessa pagina.

A página se abre, fotos começam a aparecer e para a sua surpresa uma delas era do shopping center totalmente destruído. Mas o que a deixou mais surpresa foi a foto de Jane com a cabeça partida ao meio por uma placa, depois o corpo todo ensanguentado de James e por fim o que a deixa realmente chocada é o corpo de Stacy boiando sem vida na piscina em que ela estava.

—O que é isso? – Lucy pergunta.

Cindy manda o link do site para Justin e ele fica aterrorizado, com a mesma reação das duas amigas. As fotos estavam organizadas exatamente como as outras doze que ela vira, mas só havia três mortes. Até agora.

—Temos que descobrir quem tirou essas fotos e o que essa pessoa sabe sobre a gente! – Cindy exclama.

—Deixa comigo, sei rastrear o endereço IP dos computadores, mas pode levar um tempo. – Justin diz.

—Tá legal isso é muita loucura! – Lucy diz – Eu vou embora depois nós conversamos Cindy.

—Tudo bem. – Cindy diz.

Cindy entende que Lucy estava chocada por ver aquelas fotos horríveis e por ler o comentário daquela pessoa.

—Se possível procure a respeito desse Adam Felton também! – Cindy diz a Justin.

—Tudo bem, até mais! – Justin fala desligando a chamada por vídeo.

Antes de fechar o site Cindy nota outra foto, é uma foto tirada por um dos semáforos da rua em que tudo aconteceu, Todos da visão de Cindy estavam lá, alguns fora e outros dentro de seus carros.

XXX

“Mais uma morte na cidade de Seattle. Em um parque aquático em que estava havendo um show, uma adolescente chamada Stacy Lensher morreu afogada e depois teve seu corpo eletrocutado.

Aquela noticia apavora ainda mais Rebecca e Tyler, eles sabiam que Stacy também foi salva de entrar no shopping e então sabiam que a morte realmente estava os perseguindo igual ao filme que eles assistiram. Eles tinham que encontrar Cindy ou algum de seus amigos.

—Nós precisamos avisar ela sobre o que está acontecendo! – Rebecca diz.

—A essa altura, acha que ela não sabe? – Tyler responde.

—Não importa, seria até melhor se ela soubesse, nós poderíamos pensar em um jeito de nos salvar!

São com essas palavras que Rebecca deixa Tyler calado.

Tyler procura no Facebook por Cindy, mas ele não sabe seu sobrenome então não adiantaria muito. Então forçando a memória ele lembra o sobrenome de Stacy – que havia sido citado na reportagem – ele sabia que Stacy era amiga de Cindy então provavelmente ela deveria ter Cindy em seu Facebook.

Ele entra no perfil de Stacy mas não consegue encontrar Cindy – ela havia desativado seu perfil devido a tudo que estava acontecendo — Porem ele vê uma pessoa chamada Lucy Stone e se lembra imediatamente de quem é, ela também estava junto de Cindy naquele dia, então deveria ser amiga dela. Ele manda uma solicitação de amizade.

XXX

Uma hora da manhã e Cindy em frente ao computador até que Justin a chama no chat para conversar. Ele descobriu algumas coisas que eram do interesse de Cindy.

—Então, a pessoa que postou as fotos naquele site “morte e seus mistérios” se chama Kate Smith. Te lembra alguma coisa? – Ele pergunta.

Cindy pensa e diz que não lembra de nada.

—É a mesma pessoa daquele site em que lemos a matéria sobre “os mistérios da família Collins”! – Justin exclama.

Cindy fica espantada, essa pessoa deve saber muito em relação ao que está acontecendo.

—Descobriu o endereço dela? – Cindy pergunta.

—Sim, se quiser ir até lá de manhã, eu peço para meu pai nos levar.

—Seu pai... Ele também estava lá... – Cindy diz.

—Sim, já pensei nisso... Mas não contei nada a ele... Não quero o preocupar com nada.

—Entendi. Então amanhã nós vamos lá.

XXX

No outro dia, já de manha as 10:00 horas, Cindy esperava Justin e seu pai em frente a sua casa. Eles queriam saber de tudo o quanto antes. Eles haviam combinando a noite, que Neil – o pai de Justin – os levaria até a casa da mulher chamada Kate Smith.

Lucy dormira na casa de Cindy nos últimos dias, ela até pensou em ir com os seus amigos conversar com a tal mulher, mas decidiu ficar sozinha um pouco na casa de Cindy e depois ir para algum lugar com seus outros amigos.

O pai de Justin chega e Cindy entra no carro, ela e Justin estão muito tensos por conversarem um assunto muito perturbador com uma mulher que eles nem conhecem. O pai de Justin da a partida e eles saem.

Antes de sair da casa de Cindy, Lucy resolve ir um pouquinho no notebook da amiga. Ela sabe que não teria problema algum, ela entra no seu Facebook e em instantes percebe que tem uma nova solicitação de amizade, ela clica para ver quem é e o nome da pessoa é Tyler Campbell.

Ela estranha, pois não conhece esse nome, a garota observa a foto e com um pouco de esforço ela lembra que ele também estava na rua antes do shopping explodir, estava em um carro branco com uma menina de cabelo castanho escuro na raiz e claro nas pontas.

Ela aceita o convite, imediatamente vem uma mensagem dizendo:

Olá, você é amiga da Cindy?

Lucy pensa se deve responder ou não, afinal ela nem conhecia aquele menino. Mas acaba achando que seria melhor responder, talvez ele poderia ajudar de alguma forma.

Olá, sou sim por que? — Lucy pergunta.

Você sabe se eu poderia conversar com ela? Ou encontra-la em algum ugar? – Tyler diz.

Eu posso te passar o numero dela, mas porque você quer conversar com ela? – Lucy pergunta,

Sobre o que aconteceu no shopping – Tyler responde.

Lucy fica um pouco pensativa, será que ele saberia de alguma coisa que os ajudassem? Só perguntando para saber.

O que você sabe sobre isso? –Pergunta a menina.

Talvez mais do que eu gostaria, mas queria conversar mais detalhadamente sobre isso com a Cindy. – Responde Tyler.

Ok, vou te passar o número dela. – Lucy diz.

A menina passa o numero de celular de Cindy para Tyler e pede para que ele ligue mais tarde, pois a garota havia ido resolver algumas coisas.

XXX

Cindy, Justin e Neil – o pai de Justin – chegam ao endereço que Justin havia conseguido. Era um prédio bem grande, eles nem tinham certeza se a mulher morava lá, mas eles iam de qualquer jeito descobrir.

Os dois jovens saem do carro, Neil diz que vai esperar pelos dois no carro ou talvez andar pela vizinhança. Cindy e Justin entram no edifício e vão até a recepção, eles logo falam:

—Queremos falar com Kate Smith.

—Ela não gosta de ser incomodada essa hora do dia. – diz o porteiro.

—Por favor! – Cindy pede.

—Nós não vamos sair daqui até falarmos com ela! – Justin exclama.

O porteiro diz que vai ligar para o apartamento da moça.

XXX

Com muita preguiça e cara de cansaço, Kate Smith levanta de sua cama. Ela abre as cortinas da janela de seu quarto e a luz do sol invade o cômodo.

—Ah, luz, isso é tudo que preciso para me inspirar! – A moça diz para si mesma

Ela caminha até a sala, se senta no sofá e abre seu notebook. Estava escrevendo uma matéria qualquer e teve preguiça de terminar na noite do dia anterior. O telefone toca e ela corre para atender. Era o porteiro.

—Senhora Smith, tem dois jovens querendo falar com a senhora. – Ele diz.

—Quem são? – A moça pergunta.

—Uma menina e um menino, a menina diz se chamar Cindy Madison.

Esse nome... Kate conhecia esse nome de algum lugar e logo lembrou, era a menina que havia previsto o acidente do shopping center.

—O que será que essa menina quer? – Pensou.

—Diga para eles subirem! – Exclama a moça.

XXX

Cindy e Justin batem na porta do apartamento de Kate, a jovem estava um pouco nervosa por conversar com alguém que ela nem se quer conhecia. A porta se abre.

—Olá! – Diz a mulher que estava com cara de quem acaba de acordar – Entrem!

Os dois jovens entram no apartamento. Era um apartamento até grande e bem bonito. Percebia-se que a mulher tinha bom gosto para decoração.

—Eu fiquei pensando se recebia ou não vocês, mas por fim pensei que poderiam ter algo interessante a me dizer. Imagino que queiram me falar sobre o acidente no shopping center não é? – A mulher pergunta.

—Isso mesmo. – Cindy afirma – e também queremos saber a respeito da família Collins.

—Bom, podem perguntar. – Diz Kate.

—Nós olhamos no seu site e vimos varias fotos de pessoas que morreram de um jeito horrível, o que aquilo significa? – Pergunta Cindy.

Kate fica em silencio por alguns segundos, ela pensa se deve ou não responder. Por fim ela diz:

—Digamos que cada foto é o fim de uma pessoa que tentou enganar a morte.

Cindy sente um calafrio ao escutar essas palavras, já Justin fica com uma cara de quem não entendeu o que foi dito. Após alguns segundos a jovem menina loira faz a “pergunta de ouro”

—Como assim enganar a morte?

—Um menino alegou ter tido uma visão em que ele e algumas pessoas morreriam em um desastre, ele até conseguiu salvar essas pessoas do desastre que realmente ocorreu. Isso te lembra de alguma coisa Cindy? – Diz Kate

Cindy sabia o que Kate queria dizer e preferiu ficar calada.

Prossiga – Diz Justin.

—Tudo bem... Essas pessoas deveriam ter morrido no desastre, só que elas escaparam da morte, “enganaram” ela. Mas a morte não gosta de ser enganada... –Diz Kate.

—O que aconteceu? – Pergunta Cindy.

—A morte voltou para busca-los, um a um, até que todos tenham seu destino. – Diz a mulher, que estava se tornando assustadora.

Cindy não queria acreditar no que estava ouvindo, ela queria acreditar que era tudo loucura, que isso era muito bizarro, etc... Mas sabia que poderia ser verdade, afinal três pessoas se foram. Inclusive uma amiga.

—Isso é meio difícil de acreditar. – Diz Justin.

—Vocês que perguntaram sobre isso. – Diz Kate – É o que eu sei sobre esse assunto.

—E sobre a família Collins? – Cindy pergunta ansiosa pela resposta.

—Sempre há alguém dessa família envolvido nisso, toda vez que a lista recomeça algum dos Collins está nela. – Responde Kate.

—Lista? Que lista? – Pergunta Cindy assustada.

—A lista da morte querida, a morte tem um padrão. As pessoas morrem na ordem em que “morreram” na visão. – Diz Kate.

Cindy fica pensativa, será que isso estava acontecendo com eles? Mas por que com ela? Porque ela teve que ter essa visão? Ela ficava se fazendo varias perguntas e achava que isso tudo não fazia sentido, mas ao mesmo tempo fazia. E se tudo isso fosse verdade ela teria que se apressar, porque quem é o próximo da lista?

Mesmo não acreditando muito no que Kate disse, Justin pergunta:

—Cindy, quem é o próximo?

A mente de Cindy estava uma bagunça e a pergunta de Justin só piorou, ela estava se sentindo muito mal, queria desaparecer, esquecer de tudo. Mas não podia fazer isso, assim que tentou responder a pergunta feita por seu amigo, um clarão vem em sua vista, seguido de uma parte da visão. A parte em que eles estavam na escada rolante, e isso a lembrava de Sarah sendo triturada pelos motores.

—Sarah! – Cindy diz.

XXX

O pai de Justin estava vagando dentro do carro pelas ruas, sem nada para fazer. Ele não gostava muito de ficar esperando alguma coisa sem fazer nada, tinha que fazer algo. Se olhando no retrovisor do carro, achou que precisava cortar o cabelo, não gostava de cabelo grande e ele tinha visto que havia uma barbearia ali por perto. E também já trouxe Justin e Cindy com o intuito de cortar o cabelo, só que depois que os dois voltassem.

—Um corte simples de cabelo masculino não demora muito. – Pensou.

Ele decide ir à barbearia.

XXX

Sarah estava trancada em seu quarto, escutando musica em seu celular. Era uma musica animada, ela queria esquecer do que havia ocorrido, já chorou demais e agora achava que Stacy não ia querer vê-la chorando tanto assim. Decidiu que iria “viver”. Viver pela sua amiga.

Ela entra no banheiro de seu quarto e coloca sua chapinha para esquentar. A jovem coloca a chapinha em cima do balcão de produtos higiênicos, do lado de um desodorante aerossol e sai do quarto.

Pega seu celular e começa conversar com alguém.

XXX

—Essa é a próxima a morrer na sua visão? – Pergunta Kate.

—Não sei... Acho que sim. Ela corre perigo? – Diz Cindy.

—Você acha que ela corre perigo? Você decide se acredita ou não no que eu disse. Meu papel é apenas relatar o que acontece depois dos seus erros ou acertos... – Diz Kate.

—Justin? – Pergunta Cindy querendo saber a opinião do amigo.

—Acho que isso não pode ser verdade e a Sarah sabe se cuidar. Além disso, o Ryan sempre está com ela, acho que ela está bem. – Responde o garoto.

—Vou ligar para ela. – Diz Cindy.

XXX

A barbearia que Neil entrou era pequena, só havia uma cadeira disponível para uma pessoa de cada vez. Ele acha o lugar um pouco estranho, mas mesmo assim continua querendo cortar o cabelo.

O barbeador diz para ele se sentar e é isso que ele faz. Ele olha para cima e vê que atrás de si tem um ventilador de teto ameaçando a cair. Isso faz com que ele sinta um pouco de medo.

XXX

Sarah está deitada em seu quarto em cima de usa cama conversando com alguém pelo celular, até que percebe que tem alguém ligando para ela. Ela atende.

—Oi Sarah você está bem? – Pergunta a pessoa que a ligou.

Sarah reconhece que era a voz de Cindy.

—Claro que sim, porque não estaria? – Diz Sarah.

—Por nada, o Ryan está com você? – Pergunta Cindy.

—Não, por que? – Sarah pergunta.

—Por nada – Cindy da uma risada falsa – só para saber se está tudo bem com você.

Sarah estranha um pouco Cindy, ela nunca havia agido assim.

—Está tudo bem Cindy, não há nada de estranho que possa acontecer, eu acho. – Diz Sarah.

—A gente se fala mais tarde, tchau! – Sarah diz e desliga.

XXX

—Ela desligou! – Cindy diz.

—O que ela disse, está tudo bem com ela? – Justin pergunta.

—Sim, parece estar normal. – Cindy responde.

O celular da jovem menina começa a tocar e quando ela vê o numero, não reconhece.

—Olá Cindy! – Diz uma voz estranha e perturbadora.

—Oi, quem é? – Cindy pergunta.

—Qual é a sensação de ser a estrela do show? – Pergunta a voz, ignorando a pergunta da menina.

—O que? – Diz Cindy – Quem é?!

—Digamos que seja um mensageiro da morte. – A voz diz.

Cindy sente suas pernas bambearem e ela se senta no sofá.

—Sabe o que eu mais gosto nessa história? É poder ver que o protagonista não pode fazer nada para mudar alguma coisa. O desespero dele me anima, e no caso, a protagonista é você! – Diz a voz.

—O que? – Cindy pergunta. – Quem é você e o que esta querendo dizer?

—Estou querendo dizer que você é uma inútil, você tenta entender e resolver as coisas mais não consegue porque não pensa! Assim como todos os outros não pensaram. A única coisa que você pode fazer é assistir! – Exclama a voz.

Assim que essas palavras são ditas a ligação cai.

—Quem era? – Pergunta Justin.

—Não sei, era uma pessoa com uma voz estranha que ficava dizendo coisas estranhas, que tudo que eu posso fazer é assistir! – Responde Cindy.

—Assistir o que? – Pergunta o menino.

—Eu não sei! – Exclama Cindy.

—Bom, pode ser alguma brincadeira de mau gosto. – Diz Kate.

—Não sei não, seria muita coincidência... – Diz Justin.

XXX

Sarah volta ao banheiro e vai até a pia, ela sente um vento frio passando por seus cabelos. Esse vento faz com que o desodorante aerossol entrasse no meio da chapinha, o que o faz começar a esquentar. O celular da jovem que estava no seu quarto faz um barulho e a jovem sai do banheiro, sem perceber que o desodorante estava esquentando.

XXX

O barbeador que estava pronto para começar a cortar o cabelo de Neil, escuta seu celular tocar e o atende. Ele diz para Neil esperar um pouco e sai por uma porta que fica um pouco atrás da cadeira onde Neil está.

Neil sente um calafrio percorrer seu corpo, uma sensação estranha que nunca havia sentido antes toma conta do seu ser. Com medo ele se levanta e joga longe o pano que seria usado para ele não sujar.

Um vento muito forte começa a tomar conta da barbearia e faz com que a porta da entrada se feche e se abra inúmeras vezes, até que ela se fecha e não abre mais. Neil segura na maçaneta e tenta abrir a porta, mas ela havia emperrado.

Desesperado, ele quase nem percebe o momento que o ventilador de teto despenca e ainda girando embaraça no pano que ele mesmo jogou longe, o pano é atirado junto com varias outras coisas que estavam presas a ele, inclusive uma tesoura com ponta.

A maçaneta que Neil tanto puxava se solta da porta e ele é impulsionado para trás o que coincide no exato momento em que a tesoura vem de encontro ao seu olho direito. O sangue escorre sem parar, a dor que ele sente é horrível, sente pontadas em sua cabeça e sentir o sangue escorrendo só piora a situação de Neil.

Mas essa dor que ele estava sentindo é uma dor que passa rápido, pois todo o desespero, toda a agonia que Neil estava sentindo, vai indo embora na medida que a visão do outro olho vai se tornando escura e sombria.

Deitado no chão, agonizando pelos últimos segundos. Neil se sente mais leve, como se não houvesse chão. Sente como se estivesse voando e isso faz com que ele não estivesse mais naquela barbearia, somente o corpo sem vida dele.

XXX

Sarah retorna ao seu banheiro e testemunha o momento em que o desodorante de tanto esquentar, explode. Os pedaços do objeto que voam para cima estouram a luz do banheiro, o que faz com que a menina sentisse um medo aterrorizante. Rapidamente ela sai do banheiro correndo e fecha a porta.

A sua mãe que acaba de chegar no quarto da menina pergunta:

—O que aconteceu?

Sarah vai se recuperando do susto aos poucos, a energia toda que ela estava sentido vai embora e ela finalmente entende ou acha que entende que o que aconteceu foi só um susto.

XXX

Nos últimos minutos, Cindy estava decidindo se ia ou não até a casa de Sarah, até que decide que é melhor ir só por precaução. Justin concorda e os dois se despendem de Kate e saem correndo do apartamento da mulher.

Do lado de fora do hotel eles procuram o carro de Neil e não o encontram, os dois veem uma ambulância passar correndo do lado deles e varias pessoas correndo na direção do veiculo. Eles seguem as pessoas e chegam até uma barbearia.

Os dois se espremem no amontoado de pessoas que estavam em frente a barbearia, até que veem o corpo de Neil sendo colocado dentro de um tipo de saco preto. Justin sai correndo até onde o corpo do pai estava e começa a chorar sem parar, perguntando aos homens que estavam carregando Neil o que havia acontecido. O menino desesperado se joga no chão e chora sem parar.

Cindy queria apoiar o amigo, mas ela também precisava de apoio. O mundo para, a jovem não reconhece o que está sentindo. Ela se sente como se fosse uma inútil, Neil estava ali, agonizando enquanto ela só estava preocupada com a amiga que provavelmente estaria bem. Isso, a imagem de Neil dentro de um saco preto e o fato de que mais uma pessoa morreu são o bastante para fazer com que a jovem perca as forças e desmaie.

Notas finais
Obrigado por lerem a história, bom, a partir desse capitulo a "ação" vai começar de verdade. Não deixem de ler os proximos capítulos e não se esqueçam de comentar!