Premonição: Recomeço
4 Não Pare de Lutar
Notas iniciais
18:00, um dia depois do acidente.
– Chegamos enfim! — Kristy dizia.
– Glup. — Jane engoliu em seco.
– Vamos entrar pessoal. — Martha dizia.
Eles entraram. Vários corpos cobertos com panos, um ambiente sombrio, perfeito pra um assassino. Encontraram com ele: William Bludworth.
– William!
– Martha Browning, o que a traz aqui?
– Quatro pessoas, que querem saber sobre a premonição.
– Ora, ora, que curioso. Há quanto tempo não vejo isso, a última vez... — Ele parou para pensar. — Foi acho que em 2000. Depois ninguém mais me procurou.
– Sr. William, certo? — Jane perguntou.
– Sim, garotinha... — O que houve?
- Voce sabe como lidar com isso. Foi... bem, eu tive uma visão, algo do tipo, que alguma coisa ia acontecer antes dela mesmo acontecer... Minha irmã também teve isso... Precisamos de sua ajuda, afinal, há a lista... Quase todos da lista da minha irmã já morrerão e receio que isso começe comigo também... Acho que isso é de família, afinal, meu irmão, Alex também teve isso.
– Interessante, Jane. Realmente Alex se encontrou comigo. Faz tempos, mas nunca me esquecerei. E agora como escapar da lista? Boa pergunta.
- Fale, por favor. Eu sei que você sabe.
– Jane, tem certeza? — Curtis interviu na conversa.
– Curtis, é o jeito, temos de confiar em alguém e só pode ser ele. — Jane demonstrava força e atitude na conversa, não estava receosa ou com medo. Era a vida dos amigos que estava em jogo.
- Bom, você pode salvar alguém da morte. — Ele disse, sendo direto.
– Isso já aconteceu comigo. Não adianta nada. Só vai pro próximo e ele que foi o salvo vai pro final da lista. — Mark disse.
- Você tem toda a razão, garoto. Logo, vocês podem ter nova vida.
– Nova...vida? — Curtis perguntou.
– Nova vida. Uma vida nova detém a morte. Se um da lista, tiver um filho, a morte não poderá matar este. Ele nunca esteve nos planos.
– Mas isso é impossível! — Jane disse — Temos apenas 15 anos!
- É plausível, sim, Jane. Muito plausível, aliás.
- Eu não vou fazer isso. — Jane disse, sou muita nova.
– Então você só pode... matar ou morrer! — Ele disse, diretamente.
– Como assim? Matar? — Curtis perguntou. — Então temos de matar alguém pra conseguirmos a vida dela? — Ele continuou.
– Você é quem diz.
– Mas eu não seria capaz de matar ninguém! — Jane disse.
– Será mesmo, Jane? Mas você seria capaz de matar alguém que deixou uma pessoa querida por você... — E ele apontou para Jane. — Morrer?
– Não...não é possível. Eu não mataria ninguém. Ninguém. — Jane tinha convicção do que falava. Ela era uma garota de 15 anos, e forte. Não se deixaria abater por qualquer coisa que falassem para ela.
– Jane, eu conheço você. Já perdeu algo que faz falta. Mas você mesma não percebe isso.
Um toque ressoou no interior da funerária. Marcha fúnebre, nada mais óbvio. — Kristy pensou.
– Alô? — William falou com sua voz gutural. — Sim, sou eu. — Ele continuou. — Sim, Claro. Ok, irei buscar.
– O que houve? — Jane perguntou, com receio e curiosidade.
Ele olhou para ela e disse:
- Conhece um certo Charley?
Charley. É o Charley, não pode ser. Não tem que ser.
- Sim. — Ela disse.
- Querida, a morte começou seu jogo. — Ele olhou profundamente para Jane. — Boa sorte... vocês irão precisar.
Jane e Curtis ficaram pasmos. Então saíram.
– Não é possível!
– É sim, Jane você já viu! — Mark disse.
– Então eles morrem na ordem?
– Exato, Jane! — Kristy perguntou.
– Então quem é o próximo, Jane?
– É Jason.
– Então podemos deixá-lo morrer. — Curtis disse.
– Calma, Curtis! Nós odiamos ele mas deixá-lo morrer eu não deixo!!
– Relaxa, Jane. Ele só morre amanhã!
– Como sabe, mana?
– Na minha premonição era assim.
– Querida, mas as premonições mudam. — Martha se manifestou.
– Onde o Jason está? — Jane perguntou.
– Não sei, pra que eu vou querer saber dele? — Curtis disse.
– Pra salvá-lo, burro!
– Ainda acho que ele vai morrer amanhã! — Kristy disse.
– Kristy, talvez sim, talvez não! Acho melhor ajudarmos Jane. — Mark disse.
– Lembrei! Um dia desses o Jason disse que ia me matar com a espada dele. Daí eu perguntei porque, então ele disse que fazia esgrima nas terças as 17h30- Curtis falou.
– Beleza, então a aula já deve estar acabando! — Jane disse.
– Onde será que tem esgrima? — Kristy perguntou.
– No ginásio de esportes! Tem uma área exclusiva pra esgrima!
– Vamos logo então! — Jane disse.
O ginásio era perto dali. Uns três quarteirões pela avenida. Martha não foi afinal era psicóloga e tinha de atender um senhor hoje.
– Chegamos! Onde fica a área de esgrima? — Jane perguntou.
– Sei lá, ali tem um mapa! — Mark disse.
– Ok, fica entre a quadra de basquete e a área de natação. — Jane disse.
– Vamos então!!! — Curtis dizia.
Jane então escutou Can't Stop do Red Hot Chili Peppers. Traduzindo era "Não Pare".
Nesta hora a aula tinha acabado. Jason tirava a máscara de proteção igual a seu amigo Freddie. Eles pararam de lutar.
– Beleza, hoje a aula foi daora! — Freddie disse.
– Verdade, né!
– Cara eu tive uma ideia! O instrutor foi no banheiro!
– Freddie, o que você pensou?
– Vamos lutar sem proteção de cabeça!
– Seu idiota! Pra quê?
– Vamos vai, talvez você não queira mostrar que é covarde!
– Como? Agora que eu vou mesmo.
E começaram a lutar. Neste momento Jane, Curtis, Kristy e Mark chegavam a local.
– Jason, você é o próximo! — Kristy gritou.
– Para, Jason! — Jane disse.
– Como? — Jason parou, mas Freddie não.
Freddie bateu na espada de Jason que voou. Todos olharam para o alto inclusive Jason, então a espada caiu verticalmente na direção de Jason.
– Não, por favor! — Kristy falou.
Tarde demais. A espada entrou pelo olho de Jason, e saiu do outro lado da cabeça e caiu no chão. O corpo de Jason caiu ao lado. Onde ficava seu olho, jorrava sangue.
– Mais um pra morte. — Mark disse.
Fale com o autor