Premonição: Recomeço
7 A Amiga da Morte
Notas iniciais
De repente, sentiu algo. Abriu os olhos.
– Jane! Se cuida! — Eric disse.
Jane sentiu um arrepio e percebeu: tudo aquilo era uma premonição. Isso era bom, porque poderia salvar seus amigos, mas ruim, porque agora teria de tomar mais cuidado.
Ouviu um rangido. Um parafuso do telhado se soltou, e caiu no chão, fazendo um barulho estridente. Então o DJ aumentou o volume.
– Chegou o pedido, Jane? — Curtis chegou perguntando.
– Curtis, vamos!! Aconteceu de novo!!
– O que foi, Jane? — Milly perguntou.
– Premonição! Isso vai cair!! Cadê o Sinan?
– Hã? — Sinan chegou perguntando.
– Corram por suas vidas!!
Jane começou a correr. Curtis, Milly e Sinan a seguiram.
Então algo aconteceu. Tudo começou a cair. O teto sobre o DJ ruiu, esmagando várias pessoas. Todos começaram a correr.
– Agora!!! Corre, Sinan!
– Como Jane? — Sinan parou e perguntou. Erro fatal. Foi atropelado por várias pessoas.
– Sinan? Cadê você? — Curtis perguntou.
– Estou a...
BUUMMMMM!!!! A pilastra ruiu e caiu em cima de Sinan, matando-o instantaneamente.
– Sinan!!! — Curtis gritou.
Então o teto começou a tremer.
– Milly, sai!!
– Hã?
Então Jane empurrou Milly pro lado. O teto ruiu. Curtis caiu fora no último instante. Poeira se levantava.
– Estão todos bem? — Jane perguntou.
Uma rachadura próxima a entrada começou a abrir.
– Corre!! — Curtis disse, e saiu correndo. Jane e Milly o seguiam, quando Jane se lembrou de Curtis morrendo na premonição.
– Curtis, pare!
– Jane, vamos!!! Não podemos parar.
Nesta hora, a grade caiu mas Curtis ao atender o chamado de Jane virou-se antes da grade matá-lo. O segurança morreu no seu lugar. Então a rachadura começou a aumentar. Jane e Milly saíram correndo. Quando chegaram a entrada, tudo caiu.
– Oh, meu Deus! — Milly disse, depois olhou pra Jane. Curtis fez o mesmo.
– Você teve de novo!! — Milly falou.
– Sim, infelizmente!!
– Pelo amor de Deus, a morte não desiste! Quer dizer, desiste se você parar de ter isso! Ou se um de nós se matar! — Curtis disse.
– Deus! Não quero pensar nisso! Não quero te perder, Curtis!
– Não eu, mas...Jane.
– Eu não conseguiria. E mesmo assim, temos o fator Jennifer.
– Por que? Ah, não, ela está morta, não está? — Milly disse.
– Não. E é disso que tenho medo. Vai que ela descobre que nos matando ela sobrevive.
– Mas se ela matar-nos não vai ter lógica, porque logo depois ela vai morrer. — Curtis disse.
– Sei não. Ela ficou meio louca ultimamente com a morte do Charley. — Jane falou.
– Bem, estavam falando de mim, né, queridinhos? — Jennifer disse.
– Peraí, você está aqui, como? — Jane disse.
– Estava vendo a confusão. Moro aqui perto. Eu sou rica, my dear. Não acha que vou morar naquele cortiço seu, né?
– Mas, lá nem é cortiço, intelijegue! — Milly disse. — Lá é classe média, ótimo por sinal.
– Vocês pobres, e suas desculpas. Agora continuando, se você não percebeu, o clube dá de costas pro trilho do trem, que dá pra floresta, que dá pra escola.
– Isso quer dizer que o Charley morreu por aqui? — Curtis perguntou.
– Claro, burro. E como aqui tem muitos assaltos, eu trouxe uma coisinha comigo pra caso alguém quisesse me assaltar. Jennifer mostrou uma pistola calibre 12.
– Você tem... — Eles começaram a se distanciar.
– Sim, eu tenho, my dear! E agora vocês estão no meu território, e já que apareceram por aqui e escutei o que você, Jane, disse, tá na hora de dizer adeus!
– Jennifer, desculpa pelo Charley e...
– Desculpas não adiantam, sua bosta enlatada. Agora é matar ou morrer, Jane.
Então Jennifer deu um tiro com sua pistola na direção de Jane. Jane desviou.
– Maldita é você!!
Alguns curiosos viram a cena. A polícia estava chegando no clube destruído então Jennifer escondeu a arma e agiu naturalmente voltando pra casa pra não ser descoberta. No caminho, olhou para os três já assustados e falou:
– Queridos, amanhã vocês vão estar dentro de um caixão! Escutem o que digo.
Jennifer saiu correndo. Os três fugiram pegando um ônibus. A roupa estava meio empoeirenta mas conseguiram disfarçar. No caminho, Milly desceu primeiro. O ônibus continuou e logo depois, Jane desceu. Curtis continuou.
Passou a rua, chegou no prédio e subiu as escadas até o apartamento. Eram 22:45. Procurou a chave mas não encontrou.
– Droga, perdi ela!
Bateu na porta. Ninguém atendeu. Viu através do buraco da fechadura que estava tudo apagado.
Bateu de novo. Dessa vez, alguém gritou "Já vai!!". Logo uma pessoa atendeu. Mark abriu a porta.
– O que houve, Jane? Por que não abriu a porta? Eu tava dormindo!
– Cadê a Kristy?
– Já foi dormir. O que houve?
Jane contou sobre aquilo com Mark. Então conversaram um pouco e foram dormir.
No dia seguinte...
– Ai, que sono! — Jane acordou as 8:10. Tomou banho, se trocou e foi tomar café. Mark já estava de pé. Kristy ainda dormia.
– Oi, Mark.
– Oi, Jane. Passou bem a noite?
– Passei.
TOC-TOC.
– Eu atendo!! — Jane abriu a porta. Eram Curtis e Milly.
– Jane, vamos ter que conversar. — Curtis disse.
– Eu sei, é Jennifer.
– Exato. Estamos meio apavorados com a ideia de que possamos morrer hoje. — Milly disse.
– Relaxa, ela nem sabe onde é minha casa.
A porta estava aberta. Uma sombra foi vista. Jane escutou então "And When I Die". Ela tremeu.
– Essa música...ela, eu escutei no dia em que Alex morreu, no dia em que meu namorado morreu, e agora...
– Agora você vai morrer, meu bem! — Jennifer disse, entrando no apartamento. Segurava uma faca e sua pistola.
– Como entrou aqui?
– Minha tia pobretona mora aqui. É sua vizinha Sra. Maureen Awake, aliás que agora é viúva, porque o meu tio morreu num acidente de metrô... Bem, agora vamos ao que interessa.
Jennifer começou a dar vários tiros. Curtis, Milly e Jane saíram correndo pela sala. Jennifer pegou um abajur da sala e tacou próximo a cabeça de Milly, explodindo o abajur em pedaços na parede.
– O que está acontecendo? — Mark perguntou.
– Corre, Mark! — Jane disse.
Jennifer chegou na cozinha. Jane, Curtis e Milly tentaram fugir mas estavam encurralados no canto por Jennifer.
– Agora, querida, vou te falar, já imaginou ter seu namorado morto?
– Já. Ele morreu.
Jennifer nem ligou e continuou falando:
– E se...você visse ele morto?
– Eu quase vi.
– Quase? Agora me responda: quem é seu namorado morto, querida?
– Bem...é... — Lágrimas escorriam do rosto de Jane. — É Cory. Cory Fischer.
– Que surpresa agradável! Então agora você vai se juntar a ele!
Jennifer deu um tiro. Eles se desviaram.
– Como isso aconteceu? Eu não acredito! — Jennifer perguntou.
Enquanto falava Jennifer acabou deixando a arma na mesa da cozinha, então rapidamente Curtis pegou a arma e disparou contra Jennifer.
– Seu porcaria! — Jennifer gritou e quando foi atirar, uma faca atravessou seu peito. Quando caiu no chão morta, a descoberta: Mark havia matado Jennifer.
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