Premonição: O Último Dia 2
6 180º
Notas iniciais
– Para onde você está indo? – questionou Fernanda.
– Uai, para a Competição de skate lá na parque da rua Brunam, esqueceu? – respondeu Ben.
– Verdade. Apesar de eu odiar essa coisa de skate, eu vou. Você não pode ficar sozinho. Esqueceu que temos que ficar de olho em você? – disse Fernanda.
– Aff mana, já se passaram duas semanas desde a morte da professora Joyce. Se tivesse que acontecer algo, já teria acontecido. – falou Ben.
– Mesmo assim. Pode me esperar, vou ligar pra Cecília, Jonny e Peter ir também. – falou Fernanda.
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Cecília, Fernanda, Jonny e Peter estavam sentados na arquibancada observando Ben. Podia se ouvir e ver pessoas conversando por todos os lados, pois o local estava muito cheio. A voz do locutor da Competição soava grave através dos autofalantes, o que se tornava até incomodativo para os quatro, porque estavam bem abaixo de um autofalante. Meninos e meninas skatistas iam de um lado para o outro. Enquanto isso Ben tentava se alcamar, pois daqui alguns minutos ele seria chamado pra se apresentar.
– Cara, olha como o clima está cinza hoje. – disse Jonny.
– É verdade. Isso me deixa mais nervosa ainda. – falou Cecília.
– Calma amiga. Você não teve mais nenhum sonho, então acalme-se. Estamos aqui só por precaução. – falou Fernanda.
– É mesmo Cecília. Deve ser coisa da tua cabeça. – disse Peter rindo dela.
Cecília olhava ao seu redor, quando observou a placa da pista onde Ben se apresentaria: Pista 180º. Ela pensou ser apenas coincidência, mas então começou ouvir a música Disturbia da Rihanna:
“Sem gasolina no tanque, não consigo nem dar a partida
Nada ouvido, nada dito, não consigo nem falar sobre isso
Toda a minha vida na minha cabeça, não quero pensar nisso
Sinto como se estivesse ficando louca, yeah
É um ladrão no meio da noite que chega e te pega
Pode arrastar-se para dentro de você e te consumir
Uma doença na mente pode te controlar é tão perto do conforto...”
– Merda! Vai acontecer alguma coisa! Temos que tirar o Ben daqui. – exclamou Cecília.
– Que foi Cecíla? – perguntou Peter.
– Vai acontecer de novo. O número 180, a música, é como se fosse naquele dia. – explicou.
Foi quando ouviram o locutor:
– Agora o competidor número 6, Ben Pearl!
– Droga, temos que correr! – berrou Cecília.
Os quatro sairam correndo o mais rápido possível para tentar chegar na pista. Ben estava em uma extremidade da pista, respirou, e desceu com o skate. Cecília e Fernanda gritavam para que ele parasse, enquanto Peter e Jonny tentavam entrar onde ficavam as pistas, mas estavam em meio de um grande tumúlto de pessoas. Ben chegou na outra extremidade dando um giro de 180º com o skate, parou e ouviu o locutor:
– Um giro de 180º perfeito agora pessoal. Vamos ver qual será a próxima manobra de Ben.
Ben desceu novamente, percorrendo toda inclinação da pista, chegando na outra extremidade, tentou dar um mortal, mas o skate escapou de seus pés. Ele começou a cair, as pessoas taparam os olhos, pois uma queda assim resultaria em quebra de pescoço e fratura na coluna e também traumatismo craniano. O skate quebrou, e uma parte ficou pendurada na parte de cima atrás da pista. Ben fechou olhos, esperando pelo pior, quando Peter segurou ele pela camiseta.
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Os cinco estavam atrás da pista.
– Obrigado Peter! – falou Ben.
– Você fica me devendo essa! – respondeu ele.
– E agora, que a gente sabe que não acabou, temos que cuidar da Fernanda. – falou Jonny.
– É, eu não quero morrer! – exclamou ela.
Uma pomba parou em cima do skate quebrado. Todos olharam para cima, foi quando a pomba voou, o skate caiu e perfurou o olho direito de Fernanda, respingando sangue em todos, que assistiram a cena abismados.
– Nãããoooo! – gritou Cecília chorando.
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