Premonição: O Trem da Morte
6 A Lógica da Morte
Notas iniciais
Mas continuou até a sala de jantar. Martha começou a conversa na sala:
– Podem se sentar! Agora eu conto porque pedi para virem aqui!
Martha contou toda a história.
– Nossa, então quer dizer que vamos morrer mesmo? — Mary disse.
– Não exatamente! Terão de enganar a morte para continuar vivos! Eu fiz isso várias vezes mas a morte já me esqueceu.
– Mas como saberemos que somos os próximos — Cory perguntou.
– Vocês morrem na mesma ordem que morrem no acidente. Só Kristy sabe.
Stevie interrompeu falando:
– A comida já vem!
Kristy continou falando:
– Eu sei, mesmo.
– E quem é o próximo? — Mark perguntou.
...
Stevie cozinhava muito bem. Era muito elogiado pelo chef. O chef perguntou:
– Stevie, você poderia levar a entrada?
– Claro.
Stevie levou a todos. Passou nas duas vezes embaixo do lustre. Dois barulhos foram ouvidos. Stevie continuou.
– Agora leve a comida.
– Ok!
...
Mais um barulho do lustre. Kristy sentiu um pressentimento e disse:
– O próximo é o Stevie!!
...
Stevie voltou a cozinha. O chef disse:
– Leve o resto da comida. Sobremesa é daqui a pouco.
– Ok! Vou avisá-los!
...
Depois da fala de Kristy, Mary disse:
– Como? Stevie!!
Após Mary sair correndo, Cory a seguiu.
Stevie passava embaixo do lustre. Então seu celular tocou. O toque era Back in Black do AC/DC.
– Alô? — Stevie parou um pouco, então falou: — Mas que droga, foi um trote.
Mary gritou e disse:
– Preciso falar com você, Stevie!!
– O que é?
Mary e Cory foram correndo a Stevie. Kristy, Mark, Michael e Martha os seguiram.
– Fala, mana!
Mary estava separada de Stevie um pouco mas não embaixo do lustre.
– Stevie, você é o próximo a morrer!
– Morrer? Como você sabe?
O lustre se soltou. Só deu tempo de Cory puxar Mary para trás. O lustre atingiu em cheio Stevie, esmagando-o fatalmente. A comida foi derrubada e se espalhou ao redor dele.
Martha disse:
– Oh, não!
Kristy ficou aterrorizada com aquilo. Mark e Michael também. Mary chorou. Cory olhava para o corpo do irmão cheio de sangue e comida.
Cory disse:
– Definitivamente...
Mary competou gritando:
– ESTAMOS FERRADOS!!!!
11 de março de 2010. Já fazia 4 dias que o pesadelo de Kristy durava. Um acidente, clima tenso, três mortes, acidentes espetaculares, explosões, ninguém acreditando, o que poderia ser melhor para ela?
– Kristy, acorda!
– Hã?
– Você nem tocou no café, estranho...
– Jane, olha, hoje não vou na escola tá?
– Tá bom, então...
Jane saiu. Kristy ficou. Sabia que não seria um bom dia. Mary e Cory iriam ao enterro de Stevie. Mark não ia a escola, seu primeiro dia seria amanhã. Sendo assim, combinou com Michael de não ir a escola.
– Oi, Kristy...
– Mark...
– Cadê a Jane?
– Foi a escola, por que?
– Por nada.
Ding-dong. A campainha tocou. Era Michael.
– E aí, Kristy?
– Michael...
– Vamos conversar?
– Tá. Ok, o que é?
– Olha, eu tenho uma teoria sobre aquele assunto.
– Ah, aquele.
– Sabe, pelo o que eu tenho observado, houve o acidente e a morte do Blake. Depois um dia sem mortes. No outro, foi a Shannon, no dia seguinte, Stevie.
– Tá! E daí?
– Daí, que ela tá seguindo uma ordem!
– Como?
– Veja: dia 1, acidente e morte do Blake, dia 2: nada, dia 3: morte da Shannon, dia 4: morte do Stevid, dia 5: ou seja, hoje, seguindo a ordem ninguém morre hoje, dia 6: morte, dia 7: morte, dia 8: nada, dia 9: morte, dia 10: morte, dia 11: nada, dia 12: morte.
– Ou seja, tudo vai acontecer em treze dias?
– 13, exatamente. Apesar da última morte acontecer dia 12, em 13 dias tudo estaria acabado.
– Acho que entendi. Então precisamos alertar o próximo.
– Quem é?
– O Cory.
Era enterro de Stevie. Mary e Cory estavam desolados. Mary chorava descontroladamente na frente do túmulo. Cory estava ali ao lado, chorando também. O enterro acabou. Mary e Cory foram embora do cemitério.
– Cory?
– O quê, Mary?
– A gente tem de ir na casa da Kristy.
– Como você sabe?
– Algo me diz .
O telefone de Cory tocou. Soava Back in Black. Isso lembrou a morte de Stevie.
– Alô?
– E aí, cara?.
– Curtis?
– É. Cê não veio na escola hoje?
– Não. Enterro do Stevie.
– Quem?
– Meu irmão, caramba.
– Ah, tá, falou então.
– Falou.
– Quem era?
– Curtis.
– Aquele seu amigo.
– É. Ele poderia ter morrido no acidente. Ele iria com a gente, mas não pode.
– Mais alguém iria?
– Acho que a Milly, minha amiga. Mas ela não foi. Teve que fazer um trabalho com a Jane.
– Jane? Ela não é irmã da Kristy.
– É, ela é minha amiga.
– Peraí, então você é amigo da irmã da Kristy?
– Parece que sim.
– Mas responde uma coisa: quem estuda na sua sala?
– Jane, Milly, Curtis, ah, tenha aquela patricinha a Jennifer, e o namorado dela, o Charley, sem contar aquele estressado do Jason, e...
– Tá bom. Sua professora de Ciências é a Eleonora?
– Ahã. Por que?
– Nada. Senti um pressentimento. Mas nada... Eles vão no passeio semana que vem?
– Bom, acho que sim. E a chata da Eleonora também. Eu também vou se a morte não me matar antes.
– Cory!
– Não é verdade?
Chegaram ao prédio de Kristy. Ding-dong. Tocaram a campainha do apartamento. Não foram pelo elevador. Mau funcionamento.
– Mary? Cory?. Entrem. Ainda bem que vieram.
– Senti um pressentimento que teria de passar aqui. — Mary disse.
– Cory! Ainda bem! Precisamos falar com você! — Michael disse.
– O que tá acontecendo?
– Michael, fala! — Mark disse.
– Cory, presta atenção. Você é o próximo a morrer. Amanhã.
– Como?? — Cory disse desesperado.
– O que acontece é que veja esse lógica: cada dia acontece algo: dia 1 — acidente e morte do Blake, dia 2 — nada, dia 3 — morte da Shannon, dia 4 — morte do Stevie, dia 5 — hoje, nada, dia 6 — morte sua!
– Que lógica é essa?
– Ora, eu criei!
– E se não for amanhã. E se for hoje?
– Relaxa, Cory. Mas tem um detalhe.
– O quê?
– Como você é o próximo preste atenção em tudo! — Kristy disse.
– Como?
– Veja; não ande de elevador, não atravesse a rua sem olhar pros dois lados, cuidado com explosões, qualquer coisinha por menor de seja pode te matar. Ela está em todos os lugares. — Kristy terminou.
– Tá...Glup!
Pouco depois, Cory e Mary foram embora. Como moravam em um prédio, Cory evitou o elevador subindo pela escada. Quando chegou, Mary já havia chegado já que foi de elevador. No apartamento, Mary almoçou. Cory não. Estava atordoado demais para isso. A morte de Stevie ainda ecoava em sua cabeça.
– Cory!
– O que é, Mary?
– Coma um pouco.
– Não tô com vontade...Mary, você concordou com a lógica da morte feita pelo Michael?
– Não, acho que morte não tem lógica. E ele esqueceu se algum de nós sobrevivermos a ela! O que acontece? E também, ele esqueceu que antes do nada tinha o acidente e a morte do Blake. Acho que o acdiente pode representar uma catastrófe.
– Como a da Shannon?
– Pior! De qualquer forma, maninho, fica ligado.
– Tá, eu vou jogar um pouco.
– Cory, eu vou sair um pouco. Vou até a casa da Kristy. Você vai?
– Não...
– Ok. Tchau Cory.
– Tchau Mary.
Mary poderia ter visto seu irmão pela última vez na vida, mas esqueceu disso e foi embora. Chegou na casa de Kristy. Tocou a campainha.
– Mary?
– Kristy, eu to muito preocupada!
– Vamos até o quarto meu que a Jane tá aí.
Jane ligou o rádio. Back in Black, AC/DC.
– Meu Deus, essa música toca em todo lugar que a gente tá.
– Como?
– Na morte do Stevie, ele parou por causa de uma ligação. Com essa música. Hoje o Cory atendeu o telefonema com essa música maldita! Ei, antes da morte da Shannon no Highway Café, eu ouvi essa música!
– Será que ela prevê a mort...Cory! — Mary saiu correndo e Kristy logo atrás. Mark também viu a correria e foi atrás. Jane também foi, queria tirar a limpo o que acontecia.
...
Na casa de Cory, ele parou de jogar e foi até a cozinha porque estava com fome. Abriu um hambúrguer. Colocou no micro-ondas e foi jogar novamente.
...
Mary, Kristy, Mark e Jane saíram correndo em direção ao prédio da Cory, desesperados.
Mary dizia:
– Eu não vou perder meu maninho!
Kristy tentava a acalmar:
– Calma, Mary, vai dar tudo certo!
...
Cory deixou o hambúrguer esquentando ao máximo. Quando se lembrou, Cory saiu correndo em direção a cozinha, pegou uma faca de corte e colocou ao lado do micro-ondas. Havia um pote ao lado.
– Ai, o hambúrguer tá queimando, caramba!
Então aconteceu.
BUUUUMMMM!
De repente, o micro-ondas explodiu e Cory foi jogado para a parede da cozinha.
...
Nesse momento, os quatro chegavam ao saguão do prédio.
– Vai logo, elevador! — Mary falava impaciente.
Então Jane chegou perguntando:
– O que tá acontecendo?
– Jane! Por que você me segui...Agora, não dá tempo de explicar.
...
Na casa de Cory, com a explosão ele foi jogado na parede e a faca de corte voou, quicou na parede e caiu fincando sua ponta na cabeça de Cory.
– Aaaaaaiiii — Cory gritou. Então começou a agonizar no fogo que se instalava na cozinha. Não podia se mexer. Sua cabeça doía muito. De repente, outra explosão.
...
Mary, Kristy, Mark e Jane chegavam. Mark sentiu cheiro de queimado no interior do apartamento e abriu a porta.
Com a intensidade da segunda explosão, o fogo se instalou na cozinha e começou a queimar todo o apartamento. Cory agonizava. Quando ouviu o grito de Mary. Quase sem forças, gritou:
– Mary, estou na cozin...
BUUUUUMMMM! Mary se assustou com a terceira explosão. Na cozinha, com o impacto da terceira explosão, o pote de plástico já queimando e quase derretendo voou contra a parede da cozinha, quicou e caiu em cima da cabeça de Cory, enfiando a faca de corte na cabeça dele por completo matando-o. Mary chegou na cozinha em chamas e viu o corpo de Cory, com a cabeça pegando fogo. Kristy apareceu e disse:
– Vamos, Mary! — e puxou ela para a escada.
Mary desceu as escadas chorando, mas quando chegaram na parte de fora do prédio um cenário horrível: o prédio inteiro estava em chamas.
Jane perguntou:
– O que houve?
Kristy respondeu:
– Algo ruim, muito ruim.
E saíram do prédio, com Mary olhando para trás vendo as chamas do seu querido prédio. Amigos mortos, irmão morto, história morta.
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