Premonição 8 - A Morte Nunca Foi Tão Cruel
8 E QUANDO TUDO IA BEM....
__ Vocês querem calar a boca! Eu não consigo lembrar com vocês latindo no meu ouvindo! Chega! Me deixem pensar. (Guilherme)
__ Nossa, grosso. (Bruna)
__ Não falei para calar a boca, merda! Gente, não tem jeito, eu não lembro. Isso torna as coisas mais complicadas. Marianne, uma hora eu vou ter que lembrar. Não preciso nem lembrar que até lá você precisa tomar o máximo de cuidado possível! (Guilherme)
__ Eu irei cuidar de você, Mari. (Vitor)
__ Vitor, vocês dois por acaso estão... (Adriele)
__ Sim. Estamos namorando. (Marianne)
__ A gente se preocupando em sobreviver e vocês se preocupando em namorar. Belas prioridades vocês tem. (Bruna)
__ Por acaso as nossas escolhas te afetam de alguma maneira, querida? (Marianne)
__ Opa, vamos parar com essa palhaçada! Tenho coisas melhores para fazer, como tentar lembrar como vai ser a morte da Marianne, por exemplo. Acho que deveriamos ir embora. Estaremos mais seguros em casa. (Guilherme)
__ Tem razão. Vamos. (Adriele)
Nesse momento Vitor puxa a Marianne para um canto.
__ Mari, vamos no Shopping? (Vitor)
__ Ah Vitor. Será que é uma boa ideia? (Marianne)
__ Ah vamos. Que mal pode haver? (Vitor)
__ É, você tem razão. Que mal? (Marianne)
__ Ótimo, então vamos. (Vitor)
__ Vitor você não vem? (Bruna)
__ Não enche Bruna! (Vitor)
__ Bye bye... queridinha. (Marianne)
Será mesmo que não tem nenhum mal?
Eles partem para o shopping. Chegando lá eles foram ao cinema, fizeram compras, passearam, comeram, enfim. Fizeram tudo que um jovem casal apaixonado pode fazer em um shopping. Tinha sido realmente uma ótima tarde para os dois. Mas será que terminaria tão bem quanto começou?
Hora de ir para casa. Os dois vão andando calmamente pela rua. Mas, na hora de atravessar, eles estavam tão desligados do mundo que não perceberam a aproximação de um caminhão em alta velocidade. Marianane escorrega e cai no chão. O caminhão estava a apenas alguns metros de distância. Vitor, sem pensar, puxa Marianne. Ele cai. Pensa que conseguiu salva-la. Bem, na verdade ele conseguiu, mas conseguiu salvar apenas o braço dela. Infelizmente a morte havia ganhado mais uma vez. Marianne foi atropelada. Marianne estava morta.
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