Premonição 2- Experiência Mortal

12 Capítulo 12- Sua Última Consulta...


Notas iniciais
Desculpem pela demora, mas eu deixei essa fic meio de lado com outros projetos...

Daniel abriu os olhos.

O dia estava nublado.

Levantou-se. Espreguiçou-se.

Foi até a janela. Não estava chovendo. O chão estava molhado. Sinal de que chovera a noite inteira.

Estava um pouco frio.

Daniel esfregou os braços com as mãos.

Pegou uma camisa branca com mangas compridas de seu armário. Abriu a gaveta e pegou uma calça quente.

Olhou para o chão. Perto da cama estava sua camisa branca encharcada.

Tirou sua camisa e seu calção de pijama e vestiu-se.

Para completar, colocou uma jaqueta cinza.

Desceu. Havia um recado na secretária eletrônica. Era de seu pai, avisando que viria daqui a dois dias.

-Que diferença em minha vida... –Daniel resmungou.

Pegou um pouco de suco e uma tigela de cereal.

Ligou a TV. Passava sobre a ponte de São Francisco.

-Assunto da semana... –ele reclama.

-Alguns alunos sobreviveram ao desastre. Eles estavam passando a ponte no ônibus escolar. No meio da ponte, um aluno de nome que não revelaremos, disse que a ponte cairia. –a repórter disse.

“Coitado dele, vai passar por tudo que estou passando se for mesmo verdade... Ou talvez a Morte tenha planos até mais diabólicos e assustadores para ele e seus amigos...” Daniel pensou.

Acabou seu café.

Então tomou um susto. Um barulho estava vindo do andar de cima. Exatamente no seu quarto.

Ele subiu os degraus da escada lentamente.

A cada passo que dava, pensava que era o último.

Quando estava perto da porta de seu quarto. Ouviu começar a tocar uma música.

Era Wet de Nicole Scherzinger.

Era o alerta sonoro para avisar que ele recebeu uma mensagem.

Soltou a respiração.

Andou até a sua cama.

Pegou o celular. Era uma mensagem de Ellen:

“Amor, estou preocupada com Anna. Ela não atende e nem responde minhas mensagens. Tenho medo que algo tenha acontecido... Beijos. Ellen.”.

Ele respondeu: “Calma amor, vamos vê-la no oftalmologista. Nos encontramos mais tarde. Beijos”.

Desceu as escadas novamente. O frio congelava suas mãos. “Assim a Morte vai me matar congelado!” ele pensou.

Esfregou suas mãos nos braços várias vezes.

Recebera uma mensagem de Ellen. Ela descobrira que Anna irá depois do almoço. Umas 14 horas.

Deitou no sofá. Ligou a TV.

Nada além da ponte de São Francisco passava.

“Uma hora vou ter que ver minha foto e a da Ellen!” ele se tocou.

Subiu as escadas novamente para seu quarto.

Pegou as fotografias.

Passou uma por uma, até chegar à de Ellen.

Ela estava com uma blusa rosa e uma saia preta. Daniel havia pegado ela de surpresa.

Ela estava com a boca aberta. Uma das mãos tampando os olhos. Ela odiava o flash da máquina. Doíam seus olhos.

Um ventilador de EVA estava colado na parede, atrás dela.

Havia também um avião e um carro de EVA na mesma parede.

-Estranho... –murmurou.

Achou a dele. Ele estava encurralado na mesma parede. Ellen havia pegado a câmera e tirado uma foto dele, como vingança. Ele estava com os olhos fechados, a boca aberta, o flash iluminava seu rosto.

O mesmo avião de EVA da parede apontava para sua cabeça.

Um silêncio estava na casa inteira.

As horas se passaram. Já estava na hora de encontrarem Anna.

Daniel saiu de casa. Yasmine estava sentada de baixo de uma árvore.

Ela esbanjou um sorriso em seu rosto ao vê-lo. Daniel deu um suspiro de cansaço.

-Vi você chegar ontem, na chuva... –ela disse como quem não quer nada-Estava com uma camisa branca, né? Ela estava grudada, colada e transparente em seu corpo, dava pra ver seus músculos, você está fortão... –ela cantou Daniel, olhando para baixo.

-Hã... Obrigado... –Daniel disse sem jeito e seguindo seu rumo.

Daniel começou a andar pela calçada. Yasmine entrou em sua casa após começar uma pequena garoa.

Daniel colocou o capuz da jaqueta para não molhar seu cabelo.

Anna entra no consultório do oftalmologista.

-Anna, há quanto tempo... –o oftalmologista diz simpaticamente.

-Trinta dias... –ela corta.

-Bem, vamos até minha sala. –ele disse, guiando Anna.

Anna entra na sala. Há uma bancada com uma bolsa e um óculos preto. Há prateleiras brancas com vários objetos.

-Que óculos é aquele?-Anna pergunta.

-Ah, é de uma cliente, ela é uma senhora que tem presbiopia... –o médico explica-Sabe, dificuldade de enxergar de longe após os quarenta anos, daí esses óculos a faz enxergar melhor de perto...

-Ah tá...

O médico senta na cadeira.

-Por favor, pegue o colírio que sempre usamos... –ele pede, apontando para um potinho em cima da última prateleira.

Anna fica nas pontas do pé para pegá-lo. A prateleira se solta um pouco.

Um guarda-casacos está entre as prateleiras e a janela.

-O ar está abafado, vou abrir a janela... –ela diz, entregando o pote ao homem e abrindo a janela-Bem melhor...

-Anna, não vamos repetir isso de novo... –ele diz, franzindo a testa.

-Repetir o que?-Anna disse, sabendo a resposta.

-Toda essa enrolação mensal, você sabe que não acontece nada...

-Não sei do que você está falando... –ela disse, deitando na maca com estofados azuis.

O homem pinga o colírio no olho de Anna. Ela geme com um pouco de incomodo.

Ele examina seu olho.

Faz alguns testes.

-Já estamos quase acabando... –o homem avisa, depois de ver se os graus dos óculos de Anna estão certos.

Ele termina o exame depois de alguns minutos. Anna se levanta.

-Preciso ir ao banheiro... –ela diz, pegando sua bolsa e indo para o mesmo.

O oftalmologista sai da sala, indo ver coisas com a secretária.

O guarda-casaco é empurrado pelo vento que entra pela janela aberta. Ele cai, travando na prateleira, que começa a ceder.

O guarda-casaco cai, empurrando mais para trás os óculos que Anna deixou.

A prateleira fica pendura apenas por um prego de cada lado. Um pote médio começa a deslizar. Fazendo a prateleira quase cair.

A prateleira cai, ficando na frente dos óculos de Anna. O pote médio cai numa prateleira cheia de utensílios afiados. Um deles é arremessado pelo pote às lâmpadas penduradas por dois fios.

O utensílio arremessado corta uma das cordas que segura as lâmpadas. A lâmpada cai, fazendo a prateleira que está na frente em diagonal, ir mais para trás, empurrando de vez os óculos de Anna, que caem atrás do balcão.

A porta do elevador se abre.

E dele saem Daniel e Ellen.

O oftalmologista está conversando com a secretária, que está sentada verificando algo no computador.

-Cadê Anna Reynolds Castle?-Daniel pergunta de uma vez.

-Ela pode estar em perigo... –Ellen complementa.

-Calma, ela está bem, ela foi ao banheiro... –o médico explica.

-Ellen, Daniel, o que fazem aqui?-Anna disse gentilmente, com sua bolsa num dos braços.

-Que bom que está bem... –Daniel diz baixo.

-Anna, não esqueceu nada não?-o oftalmologista diz, apontando para os olhos.

-Ah é, os óculos, posso ir lá pegar?-ela pergunta. O homem balança a cabeça positivamente.

Ela corre e entra na sala. Encontrando-a numa bagunça. Prateleira e lâmpadas caídas. Potes derrubados.

-Pelo menos dessa vez não fui eu... –ela disse, andando devagar, até o balcão.

Ela pega os óculos que estão no balcão. Mas que não são os dela.

Ela não percebe e volta para a recepção.

Ela e o casal entram no elevador. Antes da porta se fechar:

-Ah, a sua sala está uma bagunça, e não fui eu... –Anna grita.

-O que?-o homem pergunta sem entender e indo ver sua sala.

Enquanto o elevador descia, eles ouviram as reclamações e gritos do médico.

-Tá com pressa, hein?-Daniel diz, ao ver que Anna está batendo seu pé, esperando a porta do elevador se abrir.

-É que meus pais irão viajar, tem voo marcado, e eu tenho que cuidar do meu irmão, o Tyler... –ela explica-E ainda tem mais, ele quer que eu compre para ele aquelas canetas com luzinhas vermelhas...

-Tá explicado... –Daniel diz.

-Se cuida amiga... –Ellen diz, olhando para baixo-Você é a próxima da lista...

A porta se abre, Anna sai e vira para o casal.

-James, Jennifer e Vicent estão... Mortos?-ela pergunta, com uma cara de espanto.

-Sim... –Ellen a responde.

-Vicent morreria depois de James, não Jennifer... –Daniel diz.

-Que loucura... –Anna diz-Mas podem deixar, vou tomar bastante cuidado.

Ela disse, correndo para fazer as coisas que devia.

Daniel e Ellen sentaram num banco na frente do oftalmologista.

-Será que devíamos tomar conta dela?-Ellen pergunta, deitando sobre o peito de Daniel.

-Eu não sei... –ele respondeu, olhando para o céu cinzento.

Anna está chegando ao prédio onde mora. Onde ela mora é o 3º andar. O carro de seu tio está perto do prédio.

-Ainda bem que chamei o tio Roger pra ficar com a gente... –ela sussurra.

Ela sobe até sua casa. Abre a porta. No meio da sala está o tio Roger e Tyler sentados no sofá laranja, assistindo TV.

-Anna!-Tyler gritou, se levantando e correndo até ela-Trouxe minha caneta?

-Está aqui sua caneta mágica... –Anna debochou, entregando-lhe uma caneta prata-Só não fique pondo isso na minha cara!

Tyler apertou o botão. Rapidamente a luzinha vermelha apareceu. Ele apontou para o rosto dela.

-Tyler!-ela disse, tampando o rosto com a mão.

Tyler tem sete anos. Quase oito.

-Tyler... –o tio Roger disse. Tyler rapidamente saiu do local, brincando com a caneta.

-Obrigada tio Roger... –Anna disse, lhe dando um abraço.

-Como foi o oftalmologista?-ele perguntou.

O tio Roger era alto, seu cabelo era preto, igual sua barba curta. Era forte e musculoso.

-Bem... –ela respondeu, colocando sua bolsa no balcão da cozinha.

O tio Roger estava usando uma camiseta branca com mangas curtas e com bordas azuis.

Estava com uma calça de jeans escura. E com um cinto preto.

Anna se abaixou num balcão, abriu suas portas e esticou o braço para um pacote de bolacha.

Puxou-o, e então, deu um grito agudo.

-Droga!

-O que aconteceu?-tio Roger perguntou.

Então o barulho e estalos de coisas caindo foi ouvido.

Notas finais
Continuem a ler! Obrigado...