Premonição: Recomeço
8 Ice Ice Baby
Notas iniciais
– Eu, eu...NÃO! — Mark disse.
– Mark, o que você fez? Você nos salvou! — Jane disse.
– Mas eu...matei!
Nisso Kristy que estava tomando banho quando o tiroteio de Jennifer aconteceu, foi tomar seu café. Quando chegou na cozinha...
– Meu Deus, o que aconteceu aqui? — Kristy acordou falando, então ficou pasma ao ver a cena. — O que aconteceu aqui? Que sangue é esse? E Mark...por que você está segurando essa faca cheia de sangue? O que você fez?
– Olha, Kristy, eu vou te explicar!
– Você iria matá-los? Matou alguém? — Foi quando Kristy olhou pro chão e viu o corpo de Jennifer esfaqueado jorrando sangue.
– Calma, Kristy! — Mark disse.
– A gente explica! Não houve nada! — Jane disse.
– Você...você...seu assassino! — Kristy exclamou.
– Não, ele não matou! — Curtis disse. — Ela que queria nos matar, mas ele...bem, ele matou quem iria nos matar!
– Então, está confirmado, seu assassino!!!!! — Kristy disse.
– Não, eu não sou! E nunca vou ser! — Mark largou a faca no chão e saiu correndo. Kristy, Jane, Curtis e Milly atrás dele. Ele desceu as escadas, passou pelo saguão e chegou na calçada.
– Mark! Espera! — Jane disse.
– Não! Eu mereço morrer! Eu matei! — Mark disse.
Então ele saiu correndo pela rua com o sinal aberto pros veículos. Nenhum carro a atingiu. Mas eis que um carro foi desviar-se dele e subiu a calçada, na direção de Jane.
– Não Jane! — Curtis a puxou pro lado. O carro passou direto e bateu num guindaste que estava em uma construção. O guindaste começou a cair. Na direção da rua. Na direção de Mark.
– Que sombra é... — Mark disse.
Então Jane correu e conseguiu puxar Mark pra trás. O guindaste caiu no local onde ele estava antes.
– Você ainda estava na lista? — Jane perguntou.
– Não, não é possível! Eu sobrevivi! E se seguisse a ordem, agora era a Kristy! — Mark falou.
– Mas acho que quando interferimos na ordem da Jane, acabamos entrando em mais uma lista. E agora, voltamos a ordem original, não importa os salvamentos! — Quando Kristy percebeu — Então agora sou a próxima!
– Kristy, cuidado!! — Jane gritou.
Um caminhão desnorteado com o acidente, tentou desviar e entrou na calçada, na direção de Kristy, Milly e Curtis. Então Kristy conseguiu escapar de seu destino ao se puxada por Milly pra esquerda. Curtis pulou pra direita.
CRASH! O caminhão atropelou o portão, destruiu a guarita, o jardim e parou apenas quando se chocou no saguão.
Então os cinco se entreolharam.
Março se passou...
8 meses depois, mais precisamente em 18 de novembro de 2010. Jane, Curtis, Milly e Martha embarcavam num avião...
– Ainda bem que conseguimos! — Curtis disse.
– Foi difícil, mas conseguimos a autorização! — Milly falou.
– Escapamos de tudo! Passaporte, checado, notas, OK e morte... — Jane disse.
– Acabado!!!! — Curtis falou. — Ela nos abandonou!
– Isso eu espero! Agora vamos nos alegrar! A Rússia vai chegar! — Martha falou. — E esse papo de morte acabou!!
Era aniversário de Curtis. Então Milly resolveu dar um presente a ele. Deu uma pulseira e um broche com as letras C e M. No meio do avião.
– Obrigado, amoreco! Vou usar isto pro resto da minha vida! — Curtis falou.
– De nada, meu amor!
O avião decolou.
Alguns dias depois...
– Nem acredito que vamos patinar em gelo puro! Ainda bem que está frio! — Milly disse.
– Anteontem, né? Por que agora o clima está meio quente... — Jane falou.
– Menos gente! Alegrem-se! Vamos aproveitar! — Curtis disse.
– Vocês vão agora? — Martha falou.
– Sim, vó! — Jane disse.
– Então se cuidem! Quero que vocês voltem mais tarde!!!
Então saíram. O clima estava agradável. Andaram um pouco até chegarem em um lago congelado. Jane estava escutando sua playlist em seu iPod Shuffle, quando a música mudou, e começou a tocar Ice Ice Baby do rapper Vanilla Ice.
– Estranho... — Jane falou.
– O quê? — Curtis disse colocando os patins pra gelo.
– Não sei, uma sensação... — Ela disse, desligando o iPod e guardando-o na sua mochila, que deixou ao lado do lago, junto com a de Curtis e Milly.
– Vamos, Jane!! — Milly disse, já patinando com Curtis como um belo casal, o que realmente eram.
– Já vou... — Foi quando um vento gelado passou. Logo depois, uma ambulância passou pela rua. Então Jane colocou seus patins vermelhos cor-de-sangue.
– Jane, o que houve? — Milly perguntou.
– Acho que... — Jane então se deu conta. — A lista da morte!
– Acabou, Jane, acabou! — Curtis falou.
– Então se nós estamos mesmo a salvo, por que essa sensação de que a morte ainda não acabou seu joguinho... — Jane disse já no lago.
– O quê? Você acha que morreremos? — Milly perguntou.
– Outra coisa. Um péssimo pressentimento.
– Calma, pare com isso, Jane! — Curtis disse.
A mochila marrom de Jane caiu, derrubando seu iPod Shuffle. Ele ligou e tocou Ice Ice Baby.
– É Jane, nada vai acontecer! — Milly falou.
– Vai! — Jane disse.
O sol apareceu. Quer dizer, mais ou menos. Jane entrou em estado de medo. Um barulho foi ouvido atrás de Milly que estava parada.
– Jane? — Milly perguntou.
– Milly, você é a próxima! Sai daí! — Jane disse.
Mais um barulho. CLEC! O gelo estava quebrando por trás de Milly e Curtis. Jane vai o gelo rachando mas não podia fazer nada. Se fizesse aceleraria o processo.
– Jane, você acha que a lista voltou? — Milly perguntou aflita.
– Se for assim...Milly, você é realmente a próxima!
A água começou a transbordar pelas rachaduras do gelo, que estavam aumentando. Ele começava a se desprender e ia na direção de Milly.
– Sai daí, Milly!!! — Curtis disse desesperado.
– Eu...eu não consigo!! Meus patins grudaram!! — Milly falou.
A rachadura quebrou ao lado do pé de Milly. Água transbordou. Logo Milly estava em cima de um cubo de gelo com água gelada em volta. Então aquele cubo começou a derreter.
– Socorro!! Help!! — Milly falou.
– Se acalme!! — Jane disse.
– É que eu não tenho de fazer agora!! — Milly falou.
CRAC! O gelo onde Milly estava virou e Milly caiu na água gelada. Seu pé se desprendeu dos patins mas outro continuou grudado a pedra. Conseguiu desgrudá-lo. Mas estava na água gelada. Seus sentidos começaram a se perder. Seu corpo congelava. Seu pulmão queimava por falta de ar.
– Milly, não! — Jane disse isso, então olhou pra Curtis e o gelo onde ela estava quebrou também. Jane começou a se debater na água gelada. Curtis olhava atônito.
Então pulou na água.
– Curtis, salve ela! — Jane disse.
– Mas e...
– Vai!! — Jane falou.
Milly apagou e começou a afundar. Curtis mergulhou e foi atrás. Nadou um pouco e chegou até ela. Prendendo a respiração conseguiu levá-la ao topo. Curtis sentia seu corpo congelar. Jane conseguiu sair.
– Jane, me ajude!! — Curtis disse, já cansado.
– Estou chegando!
Jane ajudou Curtis a puxar Milly pra cima.
– Vou tentar respiração boca a boca!
Curtis fez isso até que Milly voltou a respirar.
– Graças a Deus! — Ele falou.
Curtis ainda não tinha saído. Segurava fortemente a mão de Milly. Ela estava no gelo, mas ao lado da neve com terra onde Jane estava. Curtis sentia seu corpo queimar. Congelar. Estava péssimo.
Milly abriu os olhos e olhou pra Curtis.
– Curtis...você me salvou?
– Milly... — Curtis não respondeu nada. Já estava morrendo faz tempo, tudo estava zonzeando, mas conseguiu dar o maior beijo de sua vida em Milly. Os dois se beijaram. Então Curtis conseguiu retirar sua pulseira e colocou ao lado de Milly. Curtis a olhou tristemente.
– Curtis...
Então ela sentiu a mão de Curtis se soltar, e viu ele afundando em direção a morte. Logo depois, o cubo onde Milly estava trincou. Jane a puxou pro lado junto da pulseira e então esse gelo quebrou.
Ambulâncias já tinham chegado e socorriam Milly e Jane, mas Curtis não foi encontrado. "Afundou em direção a morte", os jornais diziam. Ele morreu por choque térmico e afogamento.
Alguns dias depois, Milly e Jane saíram do hospital.
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