Premonição: O Trem da Morte
10 Recomeço
Notas iniciais
Os dias 15, 16 e 17 passaram normalmente para Kristy, Mark e Michael. Eles haviam conseguido driblar a morte de uma vez por todas, pensavam. E pelo o que parecia, tinham razão. Voltaram a vida cotidiana, mas ainda com as marcas daqueles últimos dias: o acidente, a morte do Blake, as teorias, a morte da Shannon, o encontro com Martha, a morte do Stevie, a música maldita, a morte do Cory, as quase-mortes de Mark e Jane, a morte de Mary, a revelação de Alex e o último acidente.
18 de março de 2010. Segunda-feira.
– E aí, Jane, hoje é a excursão, né? — Kristy falou.
– É hoje mesmo! Nós vamos para um zoológico na cidade vizinha.
– Todo mundo vai?
– Claro, menos o você sabe quem... — Jane falou com uma expressão de tristeza.
– Cory?
– É...
– Relaxa, Jane! Vamos! Eu te levo até o saguão.
– Kristy!!! Você não é minha mãe!
– Mas sou sua irmã e agora responsável por você!
Nisso Mark acordou e foi tomar café. Então perguntou:
– Kristy, nós vamos para a escola hoje?
–Não, Mark, você sabe. Só que esqueceu por causa daquela bebedeira no bar ontem com o Michael comemorando a vitória sobre a morte.
– Aahhh!
– Mark, você quer ir comigo para levar a Jane no saguão?
– Tudo bem.
Os três desceram pela escada, já que o elevador ainda estava estragado por causa da morte de Mary.
– Tchau Jane! Bom passeio!
– Bye, pra vocês!
Jane ia por o pé na rua pra passar juntamente com um homem de óculos escuros e terno. O sinal estava verde. Verde pros carros.
Então Jane se lembrou do lanche e se virou abruptamente. Nisso um carro passou e destroçou o homem.
– AAAAHHHHH!
– Meu Deus!
– Nossa!!!
– Kristy, eu não to me sentindo muito bem...
– Relaxa, mana! Você escapou!!
– Posso pegar meu lanche que eu esqueci?
– Vai lá — Kristy disse — Dando lhe a chave do apartamento.
– Mark! — Kristy o chamou.
– O quê?
– Tem certeza que tudo acabou?
– Calma, Kristy. Você só está impressionada! E a abraçou.
Jane voltou e foi para a escola. Lá encontrou seus amigos como Milly e Curtis, um novo aluno turco que havia se mudado, Sinan, e a professora Eleonora.
...
Enquanto isso, Kristy e Mark foram ao apartamento de Michael e o avisaram do que havia acontecido. Então Michael disse:
– Que tal almoçarmos juntos, naquele restaurante self-service aqui perto? Assim a gente consegue conversar melhor.
– Que tal as 11h00?
– Tudo bem. Espero vocês no saguão.
...
Quando chegou 11h00, Jane ainda não havia chegado. O ônibus atrasara e só saíram as 10h00.
...
Já Kristy, Mark e Michael iam ao restaurante.
– Ai, tô com uma má sensação! — Kristy disse.
– Kristy, relaxa!! — Mark falou.
– Pronto, chegamos!! — Michael disse.
Nesse mesmo momento, embaixo do piso do restaurante ficavam o reservatório de gás do restaurante. Há pouco tempo, o gás havia sido trocado. Um deles estava aberto.
– Eu vou lá me servir! — Michael disse, entrando no restaurante. Mark entrou pouco depois e Kristy entrou, mas escolheu uma mesa ao lado da porta, por intuição. Foi quando Kristy sentiu uma queimação.
– Mark, eu tô com azia! Parece que eu estou queimando por dentro!
– Calma, Kristy, acabou! Sossega!
– Mas é sério, Mark!
– Aham.
Nisso Michael vinha chegando com seu prato e perguntou:
– Não vão se servir?
– A Kristy tá boiando de novo!
– Como assim?
– Tô com azia! Será que não percebem???? Quer saber, cansei!! — e Kristy saiu do restaurante bufando.
Nessa hora um homem desceu que estava fumando um cigarro desceu até a sala de gás. Ao ver que a bituca estava quase apagada jogou a por ali mesmo e foi verificar uma coisa ao lado.
Kristy sentiu um frio na espinha. Algo iria acontecer.
Mark e Michael se entreolharam. Algo iria acontecer.]
...
Enquanto isso Jane falava para sua amiga Milly:
– Milly, eu acho que algo está prestes a acontecer... e não é nada bom.
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