Premonição: O Trem da Morte

8 A Morte Nunca Desiste


Notas iniciais
Estou de volta, com a revelação do Mark...Informações sobre a próxima fic no final de história.

As tachinhas e os parafusos voaram em direção alucinante para a cabeça de Mark. Kristy se jogou em cima dele. Elas perfuraram o mural de madeira atrás. Com a queda de Kristy, Mark acabou caindo em cima da estante metálica se machucando. Mark desmaiou instantaneamente. Ele sangrava.

– Aqui está o grampeador, Mark! — A diretora abriu a porta falando. — Meu Deus! O que houve aqui?

– Rápido, diretora, me ajude!

– O que houve?

– Não importa agora! Ele está sangrando!

A diretora e Kristy conseguiram estancar o sangue, mas a assistente já tinha chamado a enfermeira da escola. Ambas passaram correndo na frente da sala de Mary e Michael.

– Nossa, deve ser o Mark... — Mary falou.

– Espero que ele esteja bem! — Michael disse.

– Eu também...

– O que houve? — disse a enfermeira.

– Este aluno bateu a cabeça na estante. — A diretora falou.

– Mas como?

– Eu explico: vim atrás dele, quando cheguei a estante caiu, batendo em uns parafusos e tachinhas que vinham na direção dele então empurrei ele para baixo para elas não atravessarem o crânio dele. — Kristy disse.

– Que bobagem! Parafusos não conseguem atravessar cabeças — A enfermeira disse, verificando o pulso de Mark.

– Não sei... — Kristy disse.

A assistente encostou a mão no mural. A batida derrubou os parafusos que cairam na enfermeira atravessando sua cabeça.

– Meu Deus!! — A assistente gritou! — E ficou em estado de choque.

Nisso a diretora desmaiou.

– O que eu faço agora? — Dois desmaiados, uma morta, e uma em estado de choque!!

– Mark, você não deveria ter voltado jáaahhhhhh!!! — Eleonora gritou.

– Calma, sora.

– Eu vou ligar para o hospital.?

Nisso Mark voltou a si.

– Hã? Kristy...

– Mark, eu te salvei!

– Da mo-mo-rte?

– Sim, Mark!

– Ent-ent-ão estamos to-to-dos salvos?

– Bom, acho que sim!

Mark não conseguiu se levantar. Sentia uma dor imensa na mão. Pois a cabeça da enfermeira havia caído em sua mão. Como a enfermeira estava repleta de parafusos na cabeça era provável, que sua mão estivesse machucada.

– Kristy, minha mão...

– São parafusos. Relaxa, a sora já ligou para a ambulância.

A ambulância chegou. Recolheu o corpo da enfermeira, reanimou a diretora e tirou a assistente do estado de choque. Mark também foi de maca para a ambulância. Passaram em frente a sala o saco preto e a maca. Michael e Mary viram.

– Será que o Mark está morto? — Michael disse ao ver passar o saco preto.

– Talvez...Se estiver perdemos uma luta, se não, aí não sei dizer.

Eleonora entrou na sala. Kristy pediu permissão para ir com Mark até o hospital.

– Alunos, um dos nossos...

– É o Mark! — Mary disse.

– É, parece que ele morto mesmo.

– ...vai para o hospital, ele se feriu mas não morreu.

Ao ouvir isso, Michael e Mary ficaram extremamente felizes. Mary ficou até perceber que poderia ser a próxima. Mas apagou de sua mente isso, porque Mark estava salvo!

Na ambulância...

– Kristy, obrigado por salvar minha vida...

– Não foi nada, Mark.

– Foi sim, Kristy.

Ao ouvira isso, o coração de Kristy disparou.

– Salvar alguém de morrer é difícil, imagina duas vezes.

– Verdade...

– E você pode ter salvado seus amigos!

– É...

– Kristy, posso te falar uma coisa?

– Eu já sei, Mark...Eu também te amo!

– Kristy, não era isso que ia falar mas eu também te amo...

– Mark...

– Kristy...

Os dois se beijaram na ambulância.

Mark passou apenas um dia no hospital e estava com a mão enfaixada. Voltaram no final da tarde. Jane foi com eles. Havia chegado mias tarde no hospital com Mary e Michael. Agora os cinco voltavam.

– Agora, de fato, eu acredito nisso! — Jane disse.

– Na premonição? — Kristy perguntou.

– É claro! Só tenho uma pergunta: você furou a lista, agora o que acontece?

– Isso eu não sei!

– Acho que a morte desistiu de nós! — Michael falou.

– É isso que eu espero! — Mary falou, apreensiva.

– Michael, mas hoje não acontecia uma morte? — Mark disse.

– A sua, dâr!

– Mas eu não morri, e agora? Será que alguém morre hoje?

– Acho que não!

– É isso que eu espero!

Chegaram no prédio. Era do outro lado da rua. O sinal ficou vermelho. Kristy e Mark atravessaram abraçados. Depois Michael. Enquanto Mary e Jane passavam o sinal abriu.

– O sinal!!! — Kristy gritou — Jane! Mary!

– A premonição! — Mark sacou a jogada. Não tinha cabado. Mary poderia ser atropelada.

Felizmente, alguns carros respeitaram, Jane e Mary correram, porém no final da pista um carro de luxo não respeitou e passou. Jane estava em sua frente. Mary entre o vão dele com o outro carro, já preparando para sair.

– Jane!!!!!!!!! — Kristy gritou aterrorizada!

Num súbito. Mary puxou Jane e a abraçou, enquanto o carro passava. Jane e Mary estavam quase no final da rua. No meio dos carros passando, Jane chorava e Mary pensou:

– Aqui eu morro!

Felizmente, nenhum carro as atropelou. Buzinaram, mas sem atropelamentos.

O sinal fechou.

– Vocês estão bem?

– Sim, nós esperamos! — Jane disse.

– Ainda não acabou. — Mark falou.

– É! — Mary disse. — Mas, agora, eu sobrevivi!

– Verdade, né! — Michael disse. — Então, quem é o próximo?

– Você — Kristy falou apavorada.

Todos subiram no elevador. Ele fez barulhos esquisitos. Passaram pelo andar de Michael e Mary, e foram até o apartamento de Kristy no 9°andar. O elevador foi chamado depois no 14° andar.

Jane entrou no apartamento.

Mark disse:

– Obrigado por hoje! Nenhuma morte!

– Graças a Deus! — Mary falou — Sobrevivi!

Ela olhou no relógio: 18:00. Depois na seta no elevador:13° andar.

– Tô estranha — Kristy falou.

De longe ecoou Back in Black do AC/DC. Kristy não ouviu. O elevador desceu até o 1° andar. E depois subiu até o 16° andar, o últim, porém emperrou lá.

Mary apertou o botão do elevador. Nada

Ela apertou de novo. Nada.

– O que será que houve? — Michael disse.

– Eu sei lá... — Mary falou. Mas esse elevador não abre!!!!

– Calma, Mary!

Mary começou a socar a porta do elevador. Não se apoiou em nada. Michael ajudou.

– Ai, isso me lembra minha mão, minha morte — Mary falou.

Kristy sentiu um arrepio na espinha. E gritou:

– Parem!!

Michael saiu dali e falou:

– Mas a porta não abre.

Kristy se lembrou de Blake e Cory na linha do metrô. Tudo se repetia.

A porta do elevador abriu. Mary caiu no poço mas se segurou a beira.

– Me ajudem!!!

– Calma, Mary! — Michael tentou ajudar.

– Peraí: eu não vou morrer! É a vez do Michael agora! Não importa o que aconteca, estarei VIVA!! — Mary gritou. O elevador se balançou.

– Mary, não fica louca! — Kristy disse.

– Relax, Kristy! Não vou morrer!! — Mary soltou a mão. E caiu no poço.

Kristy se lembrou de uma coisa: Jane que iria morrer não Mary: mesmo que Jane fosse atropelada, Mary teria sobrevivido. Isso significava que Mary era a próxima.

– Mary é a próxima! — Kristy gritou.

– Como assim? — Os dois se entreolharam.

– Mesmo que Jane fosse atropelada, Mary não seria, pois ficou no vão sem carros.

– Então isso que dizer que...

Kristy foi no poço e gritou:

– Mary, você é a próxima.

Mary estava viva mas com o corpo todo doendo. Se sobrevivesse era possível ficar paraplégica.

– Como?

O elevador desemperrou. Kristy viu o elevador vindo e gritou: Mary!

A porta fechou. Kristy por pouco não tem a cabeça presa no elevador.

Mary quase estava morrendo e viu o elevador descendo em velocidade fulminante. Ela fechou os olhos. Não gritou. Sua hora havia chegado. Ela morre. O elevador esmaga seu corpo todo ensanguentado.

Kristy havia ganhado uma, mas perdido outra.

Notas finais
Cenas chocantes, né? Capítulo trágico e romântico, o mais difícil de escrever até agora. Não sei quem percebeu mas fiz citações a inúmeros filmes aqui: Premonição 2 e 3(elevador e parafusos), Matrix(cena do atropelamento da Jane, pelo menos, imaginei como uma cena de Matrix)e Romeu e Julieta com Mark e Kristy. Os dois pombinhos sofriam, aqui também. Mais informações: a excursão terá algo a ver com o acidente de Premonição 2: Recomeço. Um nome já sugestivo.