Premonição: Encurralados

11 Capítulo 10: A Face da Morte


Notas iniciais
Último capítulo da fanfiction. Espero que gostem deste último capítulo, pois foi escrito com muito gosto e espero que curtam muito ele. Tentei deixar o final o mais legal e interessante possível.

3 de julho de 2011



Allison estava deitada em sua cama, pensativa. Não acreditara que todas aquelas almas indefesas não puderam se salvar da morte, foram de uma maneira brutal e sem questionamentos, não era aquilo que ela queria para si. Seria muito egoísta de sua parte querer que só ela fosse salva e ainda não entendia o porque a nova chance para Shane, o fator que levou-os a conseguir lhe tirar da lista. Agora, ela queria de todas as maneiras lhe descartar do mesmo plano, a fazer se livrar, de todos os jeitos, a qualquer momento ela poderia ser morta.

Ainda encarava a janela, de modo que ficasse muda diante dos pombos sobrevoando o telhado da casa do vizinho de frente, o Sr. Linconl, a quem admirava muito. Decidira não sair de casa, qualquer lugar era o mais perigoso possível e tudo que ela queria era paz, ficar sozinha em casa e longe de qualquer local perigoso, era o que ela desejava.

Chase ainda procurava sinais e formas de tirar Allison da lista, mas,d esde o dia anterior, depois da morte do melhor amigo, não teve notícias dela e nenhum sinal de como seria sua morte, não havia tido nenhum pesadelo e nem nenhum d'javi que fosse, para alertá-lo de lago. Não obtinha respostas, ntão resolveu ligar.

– Alô? Allie?

– Sim? – Sentou-se na cama. – Tem notícias? Pistas ou sinais sobre minha morte?

– Não, nada ainda. Por isso decidi ligar, queria saber se preicsava de algo.

– Preciso que me tire da lista, estou com muito medo. – Choramingou.

Chase escutou Allie choramingar do outro lado da linha e com uma voz fraca ainda falou:

– Quero que saiba, que se acontecer algo comigo... Nunca irei me esquecer de você. Sempre foi um grande amigo, alguém com quem eu pude me identificar bastante, a única pessoa em quem eu mais confiava em toda minha vida. Foi você Chase. Chase Bray, eu te amo! – Foi quando um bip foi escutado.

Allison havia desligado e deixado Chase paralisado, ainda com o telefone na orelha, não tivera coragem o bastante para falar aquilo para a melhor amiga, agora, ela tinha ido falar com ele.

– Não acredito que deixei aquela oportunidade passar, agora estou mais do que confuso! Allie se declarou para mim. Como eu não havia percebido antes? – Socou a parede de seu quarto.

Chase procurou falar com Shane, mas, as ligações só davam caixa postal, não decidira falar com eles, até que alguma pista da morte fosse dada. Chase deitou-se sobre seu travesseiro e se pôs a encarar seu micro system, algo estava errado.

Seu micro systen havia ligado sozinho, de maneira estranha, ele sabia que aquilo era um sinal, era a vez de Allison, então ele se ergueu na cama rapidamente, tentando discar o número da mesma, mas, o celular estava desligado, Allison havia o desligado.

Os passos do rapaz foram se apressando e se tornando mais precisos, enquanto ele corria até a garagem, onde a mãe deixava o carro, um simples camaro de cor bege. Ele o ligou, pisando no acelerador, chegaria na casa de Allison antes do anoitecer.

– Ei, Chase! – Sua mãe o vira saindo no carro e berrou.

Chase não a escutava e continuava a desviar de alguns carros que trafegavam na rua. Atravessando a ponte da cidade, ele avista a rua da casa de Allison.

Rapidamente ele pára de frente à casa da amiga e sai do carro. Bate na porta algumas vezes, mas, não recebe respostas, tenta a porta dos fundos, sem êxito; Por fim, tenta as janelas, uma das janelas, uma que dava acesso à uma pequena lavanderia estava entreaberta, ele conseguiu entrar, gritando pelo seu nome:

– Allie! Allie! Onde está?

O nervosismo estava a flor de sua pele, mas, não foi o bastante, foram em vão, Allison não dava a mínima atenção para o mesmo. Ela estava muito ocupada com algo, que parecia estar lhe dando muito mais interesse. Chase empurrara várias vezes a porta de seu quarto e quando conseguiu abrí-la não a avistou. Correu para o quarto de sua mãe, mas, a porta estava trancada, por dentro.

– Allie! Allie! Você está aí? – Chutou várias vezes a porta.

Conseguiu pela última vez, arrancar o trinco e empurrá-la, abrindo a porta e dando de cara com Allie, completamente nua, dentro da banheira, respirava fundo, antes de jogar em si, um pequeno ventilador ligado à tomada. Na mesma hora, causaria um tremendo de um choque,que a levaria à morte e Chase foi mais rápido, antes que o ventilador despencasse na banheira, ele conseguiu tomar de suas mãos e o desligar da tomada. Agarrou-lhe, pegou uma toalha e a cobriu, não queria fazer isso, mesmo que a amasse, seria uma enorme falta de respeito.

– Você está bem? – Ele encarou-lhe como se fosse a única coisa que ele faria naquele verão.

– Es-estou! Se você não tivesse chegado e acabado com meus planos, nada disso estaria acontecendo e eu não estaria despida em seu colo! – Berrou.

– Que bom que está bem! – Abraçou-lhe.

A lâmpada que ficava bem acima da banheira despencou, causando um choque irreversível na mesma. Allie e Chase tomaram um susto e deram um riso amável, enquanto olhavam a água sacudindo ferozmente dentro da banheira.

– Estou salva! – Allison gritou, o abraçando novamente.



8 de julho de 2011



Chase, Allison e Shane conversavam na calçada de um bairro residencial, sobre tudo que já haviam passado junts neste verão.

– Em pensar que consegui sobreviver, graças à vocês. Nem sei como agradecer. – Sorriu sem graça.

– Já agradeceu o bastante caro amigo. – Chase gargalhou, abraçando Allison.

A moça deu-lhe um selinho agradável, enquanto também sorria. Os três estavam felizes o bastante para estarem felizes.

– Eu também tenho que te agradecer Shane, por ter me tirado de dentro daquele táxi, à três dias atrás, vai ver, se eu continuasse dentro dele tinha sido esmagado por aquele bloco de concreto. – Sorriu, apertando a mão do novo amigo.

– É bom saber que estamos bem. – Allison olhou para cima.

O barulho infernal de uma construção logo acima deles era ensurdecedor, Allison tapou os ouvidos, apressando passo. Shane e Chase perceberam que era a mesma construção que dias atrás mataria Chase e isso o fez lembrar novamente de sua quase morte.

Flashes rápidos mostravam o acidente, que por pouco não levara sua vida. Chase estava no táxi, a caminho de casa, quando o trânsito começou a ficar lento e um engarrafamento havia tomado conta do local, ele abrira o vidro para repsirar um pouco, enquanto inalava uma fumaça negra que invadira do táxi, resolveu fechar o vidro novamente e voltou a encarar o motorista pelo retrovisor.

O vidro do retrovisor havia quebrado, sem explicações, foi quando o mesmo ficou confuso, o celular tocara, era Shane.

– Alô?

– Chase!

– Sim, é ele, quem está falando?

– Chase, sou eu cara, o Shane!

– Sim, o que quer?

– Eu tive uma visão!

– Visão? – Chase se recostou, arrumando-se no banco traseiro.

– Sim, nela, um pedaço enorme de concreto esmagava um táxi, não vi muito bem, acho que tinha alguma coisa a ver com uma construção! – Shane aparentava estar muito mais nervoso que a própria próxima vítima.

Chase rapidamente foi até a janela e olhou para cima, um edifício estava sendo erguido bem acima de sua cabeça, ele gritou para o motorista sair do carro e o mesmo fez isso de imediato, os dois, assim que saíram do carro foram surpreendidos por um enorme bloco de concreto que acabara de transformar a bela lataria do táxi em apenas metais retorcidos, Chase respirou fundo, antes de retornar o celular à orelha.

– Muito obrigado. – Ele disse com a voz entrecortada para Shane.

Allison iniciara uma pequena risada, quando Chase acabara de comentar sobre o incidente e os três ouviram um barulho estranho, ferros estavam sendo retorcidos bem acima deles, na contrução, a mesma do incidente.

– Será que... – Chase olhou para cima.

O mesmo viu quando uma furadeira ligada se desprendeu de um suporte e por meio dos fios, arrastou duas tábuas de madeira, despencando de aproximadamente dez metros de altura, Chase rapidamente saltou para o lado, puxando Allison consigo e viu o exato momento em que a furadeira ligado atravessou o rosto de Shane, com força e brutalidade, jogando partes de sua face contra nossos rostos, com expressões assustadas.

Chase também viu quando o fio da furadeira trazia consigo duas tábuas de madeiras, que foram arremessadas na direção dos dois jovens ainda restantes na calçada, dois baques foram ouvidos, os gritos foram ineitáveis, a fumaça negra subiu novamente e em seguida tudo escureceu.


Fim.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!