Notas iniciais
A busca pelas respostas começou e eles precisam achá-las logo. Capítulo com mais ação e com o início da participação de um personagem muito importante!

A manhã seguinte, tornou-se cotidiana. Loren iria à escola. Jenna esperava-a na garagem. Deveria estar procurando emprego àquela hora, pois depois de tudo que havia acontecido naquela noite causara danos graves para a vivência da morena. A pquena garota saiu arrumando a mochila rosa, não era a mesma do dia do ocorrido no edifício da Presage Paper.

Loren não demonstrava nenhum tipo de sentimento: nem felicidade, nem tristeza. O que apontava em suas feições era um desapontamento ou indisposição. Jenna decidiu perguntar se precisava de algo, ela aparentava precisar.

– Filha. Você tem algo para me dizer?

– Não.

– Você tem certeza?

– Tenho mamãe.

As expressões da garota não mudaram, até entrarem no carro.

– Mamãe.

– Sim?

– Eu... tive um pesadelo.

O rosto da garota mudou abruptamente, agora estava entristecida.

– Querida... pode me contar.

– Foi muito, mais muito ruim!

– Pode falar para a mamãe. Não fique assim.

– É, que... eu sonhei com alguém morrendo.

– O quê?

Jenna nem sequer ligou o carro.

– Do que está falando, meu bem?

– Eu não sei explicar. Foi algo muito bizarro e aterrorizante!

– Calma querida. Mais tarde, quando você voltar da escola, você me conta tudo direitinho. O.k.?

– Está bem, mamãe. Como a senhora quiser.

As duas permaneceram em silêncio, porém, por várias vezes durante o trajeto, Jenna tentou puxar assunto com a filha, sem tirar da cabeça o fato da pequena estar encucada com algum sonho ruim que tivera na noite anterior.

A morena pensou na morte de Peyton e no quanto Angela pudesse estar abalada com aquilo tudo. Decidiu que mais uma vez falaria com ela, iria à sua casa mais à tarde.



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O carro seguia célere pela rua, sem alguma mínima atenção. Elias permanecia muito zangado com a ida de Tristan ao hospital. A relação de sua filha Sandra com um dos seguranças da Presage Paper o deixava ainda mais aborrecido. Sr. Yemeans soube da relação da filha com Tristan um mês depois dos dois começarem a namorar, era uma relação de carinho, mas o homem ríspido sentia algo de diferente na filha, como se aquilo fosse algo que tivesse a incomodando muito.
O acidente que seguiu a conversa do pai com a filha teve um impacto maior do que todo o esperado para suas vidas, agora Sandra estava em coma e Elias ainda estava incrédulo com aquela situação.

O homem de meia idade quase acertara um poste e dois pedestres. Estava muito sentido com tudo que estava ocorrendo e queria que aquela sensação saísse de sua mente, a qualquer custo. Lembrara do acidente na Presage Paper e percebera que se ele tivesse morrido, não ficaria para ver sua filha se recuperar, seria tudo diferente e sua filha sofreria muito com sua ida, mesmo sem saber. De alguma maneira eles estavam conectados.

Tristan só havia aparecido no hospital para dificultar as coisas. O ex-namorado de suia filha havia mesmo mexido em sua cabeça, fazendo-a se transformar em um amontoado de preocupações que só serviam para o deixar ainda mais aborrecido. Era tudo tão desagradável. Enfim, Elias chegou em casa bem, depois de quase causar alguns acidentes de trânsito.


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– O que você está dizendo, Heather?

Jenna chegava em casa e já estava estacionando o carro na garagem, quando Heather havia lhe ligado, estava abalada com algo e quando a notícia que tanto queria dizer, entre alguns contornos saiu de repente, foi algo impactante e muito abrupto, deixando a morena aincrédula.

– Isso mesmo. Me desculpe em dizer por telefone. Realmente eu queria te dizer pessoalmente, amiga.

– Ma-mas... o que deve ter realmente acontecido ontem?

– Isso ninguém sabe. A notícia já se espalhou rápido e nessa altura, os outros já devem estar sabendo.

– Que terrível!

Jenna sentiu um arrepio. Angela estava morta e o acidente em sua casa se tornou uma coincidência diante da morte da filha. A morena sabia que Angela não merecia morrer, mas sua filha merecia? Mesmo sendo uma adolescente rebelde e indisciplinada? Desde a noite anterior, quando pensou sobre todos os ocorridos daquela semana, resolveu procurar respostas para aquilo e ela precisava de ajuda, então deveria recorrer à alguém em quem ela confiava, uma amiga, Heather.

– Você pode me acompanhar até a biblioteca pública mais à noite?

– Hum. Mas, o que pretende fazer na biblioteca pública?

– Eu...

Jenna hesitava em falar o que estava sentindo, como que um receio poderoso de que tivesse algo a cercando de maneira impercebível.

– Pode falar, eu vou te entender.

– Preciso de respostas.

– Respostas?

– Para o que está acontecendo. Então, você vem comigo?

– Então está bem. Vou sim. Quero te ajudar a entender o que está se passando com você. Sou sua amiga, não é? E amiga são para estar coisas. – Heather ainda permanecia confusa quanto à postura da amiga conservadora.



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Mason estava recostado sobre a poltrona da sala de estar. Olhava as árvores que chacoalhavam do outro lado da rua. Pensava em como tudo estava estranho e em como estava desagradável. Duas mortes já haviam ocorrido e o mais estranho era que todas as duas vítimas saíram de um acidente, tiveram segundas chances, que não foram o bastante. Ele teve a leve impressão de que já tivesse acontecido aquilo antes e de que ainda corriam perigo, de como que uma energia maléfica seguisse todos seus passos, lhe observando.

Angela e Peyton. Mãe e filha. Geradora e descendência. Dois acidentes. Duas vítimas. Uma coincidência. Aquilo encucava a cabeça do homem que também sobrevivera ao acidente no edifício da Presage Paper. Mason levantou-se da poltrona, decidido a procurar algumas respostas para o que estava acontecendo com e ele e os demais, iria à biblioteca pública naquela noite. Pois naquela manhã precisava encontrar um novo emprego.



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Charlotte estava aos prantos. Estava ao lado do corpo da amiga, inconformada. Suas lágrimas explodiam sobre o rosto pálido e gélido de Angela. Seu corpo estava irreconhecível, mas ela sabia que era aquela com quem sempre contou. A perícia colocaria o corpo dentro do saco preto, como fez com sua filha. A ruiva ainda estava incrédula no fato que havia seguido aquela noite tempestuosa, nada fazia mais sentido, a quem recoreria depois de brigar com o namorado? À mais ninguém. Angela havia se ido.

A polícia só havia chegado ao local no início da manhã. Quando Charlotte chegara na casa de Angela, faria-lhe uma visita e iria ver se já havia melhorado um pouco depois do falecimento da filha. Mas, tudo que encontrou fora um corpo submerso na banheira.

– Em pensar que ela tentou lutar para não morrer... – Charlotte deixava que as lágrimas escorressem pelo seu rosto alvo.

– Vim assim que soube. – Jenna se aproximou de Charlotte.

– Eu ainda não acredito no que aconteceu.

Foi como um raio que Charlotte se ergueu do chão e abraçou Jenna. A morena estava sentida e a ruiva não parava de soluçar, a cena era horrível e o corpo totalmente deformado, cheio de escoriações e feridas feias, a estante havia causado um estrago tremendo em Angela.

– Acalme-se amiga. – Jenna passava a mão no cabelo de Charlotte e o acariciava, tentando a acalentar.


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A noite chegou mais rápido que o esperado. Os passos rápidos e precisos de Jenna e Heather na biblioteca pública não incomodavam ninguém. Além disso, não havia quase ninguém naquele lugar, entretanto a funcionária parecia estar um pouco transtornada.

– Boa noite.

– E aí.

– Nossa. – Heather fez uma cara de desgosto.

–Precisam de alguma coisa? – A bibliotecária, aparentando ter uns vinte e dois anos resmungou.

– Será que poderíamos usar um dos computadores? É rápido.

Jenna ainda permanecia desconfortável, não queria atrapalhar tanto assim, porém, precisava muito de respostas cabívei para o que estava acontecendo.

– Segundo andar, ala 13. – Murmurou, aparentando um extremo cansaço.

– Obrigada. – Jenna agradeceu.

A funcionária assentiu e passou a não olhá-las mais. As duas seguiram céleres até o segundo andar.

O clima no segundo andar estava frio e assustador. Com a maioria das lâmpadas apagadas, por falta de fluxo de pessoas, Heather se arrepiava a cada passos que dava. O chão parecia tremer e logo Jenna lembrou-se do incidente com o edifício. O vento fraco e ameaçador passou pelas duas bagunçando levemente seus cabelos.

Os ruídos assustavam a cada olhar perturbador que Heather dava para Jenna. As duas estavam aparentemente apavoradas, mas precisavam de respostas e teriam-nas a qualquer custo. Chegaram nos computadores e a morena se aproximou aleatoriamente de um deles, o de número 18. Ela percebeu um zero rabiscado de caneta, ao lado do número da cabine daquele computador. Algum vândalo delinquente fez isso, na maldade.

A afro-americana que estava de olhar vidrado no número sentiu um arrepio que percorreu toda sua espinha, ela afastou-se um pouco para trás, chocando-se contra algo parado bem atrás dela. Heather soltou um grito abafado, a pessoa tapou sua boca.

– Sabia que é preciso silêncio absoluto em uma biblioteca?

Jenna olhou para trás, revelando diante de si, a imagem de Mason, sorrindo.

– Você quase fez meu coração saltar pela boca! – Heather ofegava, aliviada.

– Bom, o que fazem aqui? As duas?

– Viemos até aqui para encontrar respostas para o que houve comigo naquela noite do acidente.

– Tipo, seu presságio? – Ele retrucou.

– É. – Jenna murmurou.

– Eu já tentei por várias vezes prcurar a mesma coisa, mas tive poucas respostas, em que noventa e cinco por cento delas eram falsas ou não cabiam em sua situação. Os outros cinco por cento? Foram de poucas notícias sobre presságios que achei.

– Vai nos conta? – Heather estava curiosa e ansiosa.

– É. Podemos esperar mais um pouco para procurar aqui no computador. – Jenna acedeu.

– Bom. Eu li sobre um tal de vôo 180, que acho que vocês já ouviram falar, aconteceu há alguns anos, aqui mesmo em New York. Também, outro acidente com a North Bay Bridge, que também ocorreu aqui. Em cada um dos acidentes, uma vítima preveu o fato e conseguiu retirar alguns sobreviventes e o acidente realmente aconteceu.

– Viu? Como você! – Heather equivocou-se, animada.

– Bom. Então, não fui a única. Bom começo, agora temos uma base para as buscas.

– Eu só sei disso, meninas. Agora é com vocês!

– O.k. Começaremos as buscas pelo acidente com o vôo 180. – Jenna se tornou a pessoa mais confiante naquele momento.

A morena sentia que conseguiria achar respostas para o que estava acontecendo com ela e seus colegas de trabalho, Angela e Peyton sobreviveram ao desastre na Presage Paper, porém, porém logo em seguida, em acidentes, para quê mais coincidências que as que já se eram obtidas?



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Elias chegou no bar, precisava beber, esfriar a cabeça e esquecer dos problemas. Sandra estava em coma, em vez de ficar com ela foi encher a cara, que belo pai responsável ele era. Tristan não havia ainda ido encher seu saco e ele já estava cansado de toda aquela ladainha, o surto de Jenna fora de longe o mais estranho, mas, ele sabia que ainda teria mais problemas vindo em sua direção e não sabia se poderia suportá-los, sua filha estava em um estado crítico e ele não sabia se havia coisa pior, mas, ainda hesitava e pensar naquilo. Além disso, estava no bar para esquecer os problemas, extinguir aquela sensação de insegurançar, mandar embora de vez, sua postura de pai durão, homens choram, algum problema?

Ele sentou-se em uma mês afastada de todas, do lado de fora do bar. Algumas mesas externas estavam ocupadas, a maioria delas por homens que aparentemente passavam pelo mesmo estado emocional que ele, problemas financeiros ou amorosos, mas estavam com problemas. Chamou a garçonete e com rapidez ela chegou.

– Quero uma cerveja!

– É para já, senhor. – Ela disse, assentindo e sorrindo, entrando novamente.

Em alguns segundos, a garçonete estava voltando com a bebida de Elias. Enquanto dava o primeiro gole, foi surpreendido.

– Sr. Yemeans? O que o senhor faz aqui?

Ao virar-se, Elias se depara com Owen, seu funcionário mais “querido” bem ao seu lado, com uma feição de confuso.

– Não devo satisfações à você. – Elias foi curto e grosso.

Owen endireitou os óculos de lentes grossas e continuou:

– Mas, que rispidez senhor! Por que está assim, tão rude?

O funcionário mais aplicado, agora estava surpreso com a atitude de seu chefe.

– Como disse não devo nenhuma satisfação à você.

– Senhor, mas... eu pensei que... poderia ajudar.

– Em quê? Em grudar no meu pé? Em me babar o dia inteiro? Em me encher com suas ladaínhas de funcionário grudento?

– Sr. Yemeans... eu não queria...

Owen não aguentou, passou a desabafar:

– Eu sempre fui o seu melhor funcionário e sempre dei duro para lhe agradar naquela porcaria de escritório! Mas, é claro que você não iria reconhecer porque é um homem grosso, rude e ríspido com todos! Além, de não ter compaixão e coragem para assumir suas responsabilidades. Sempre se escondendo atrás dessa pessoa tapada e sem nenhuma ação! Não é atoa que sua filha está neste estado tão grave, vai ver você é um pai tão hipócrita que a filha quis se matar!

Owen tocou em um ponto muito indesejável, um ponto onde nunca era para ser tocado. Aquela foi a gota d’água para Elias. O chefe do departamento de vendas cerrou os punhos e deferiu um soco em Owen, que caiu no chão, sem os óculos. De sua boca uma gota de sangue escorreu. Naquele momento, Elias lembrou-se de Tristan e de suas palavras, foram muito parecidas com as de Owen, seu funcionário mais aplicado e “correto” daquele escritório. Vai ver, Elias era mesmo um homem rude, grosso e hipócrita, mas quando se fala em Sandra e em seu estado, tudo muda de mal à pior, é tudo difícil para ele, conviver com aquilo dia e noite em sua mente, é duro saber que a filha não está próxima à ele, que tudo estava perdido. Agora, Elias sentia o remorso que Angela sentiu quando perdeu Peyton, mas vai ver que as duas estão muito melhores em um lugar muito melhor, vivendo eternamente felizes.

O homem de meia-idade respirou, antes de dar a mão para erguer o funcionário isolado do departamento de vendas. Owen rejeitou a ajuda e arrumou a blusa formal que usava naquele momento, tomada pela poeira da imunda calçada.



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Ela apertou enter e percebeu que o título da página já dizia tudo que ela precisava saber: Premonições. Heather tremia ao seu lado. Mason estava ocupado em algumas estantes com livros sobrenaturais mais a frente, aquele andar ainda permanecia pouco alumiado.

– O que você tem? – Jenna indagou, sem encarar a amiga.

– Estou nervosa.

– Com o quê?

– Eu não sei.

A morena riu baixo, enquando descia a barra de rolagem do site, avistando assim um depoimento de uma pessoa que realmente havia tido uma premonição.

– Ei! Espera! – Seu coração acelerou.

Será que ela havia achado o que tanto procurava? E então, começou a ler o que o depoimento dizia:

“Olá, meu nome é Chase Bray, tenho 17 anos e atualmente moro em New York. Há alguns meses atrás eu tive uma premonição e foi com ela que minha vida mudou totalmente. Sim, para pior. Eu ainda morava no Colorado, quando fui, junto dos demais alunos do terceiro ano da Ashford High School à uma excursão para a montanha McKinley, uma famosa montanha daquela região. No meio da expedição, enquanto estávamos explorando uma caverna, eu tive uma visão sobre o seu desabamento, causando a minha morte e a morte dos demais alunos que também estavam lá. Quando percebi que havia sido avisado por alguma coisa, eu tentei os alertar, mas a maioria não me deu ouvidos e depois disso, um estrondo foi ouvido e a gritaria e correriam se iniciaram. Por sorte, ou azar, consegui por meio disto, salvar à sete colegas de classe daquela terrível tragédia. A parte mais bizarra e apavorante vem agora. Em questão de semanas todos meus colegas, sim, os que eu havia salvado do desabamento, morreram em acidentes brutais e eu não consegui os ajudar. Felizmente, eu ainda estou bem e quero ficar bem. Só digo uma coisa à você que também está passando pela mesma coisa que eu: Você precisa procurar a ordem das mortes, os sinais ao seu redor, mais cedo ou mais tarde, também chegará sua vez... Acredite, na morte, não há escapatória! Uma vez na lista, sempre na lista!”

Ao terminar de ler o depoimento, a morena sentiu um arrepio na espinha e um vento forte invadiu aquela ala. Heather gemeu baixinho e escutou os passos de Mason se aproximando.

– E aí? Encontraram alguma coisa?

– Eu não gostaria de ter encontrado! – Jenna exclamou.

O colega de trabalho ficou sem entender nada, porque as duas estavam daquela forma? Talvez, porque descobriram que morreriam, mais cedo ou mais tarde.

O computador desligou-se rapidamente, depois de dois bip’s. A morena afatou-se célere de próximo do computador.

– O que aconteceu?

– Eu não sei. – Heather retrucou.

– Você danificou o computador.

– Não fale uma coisa destas, Mason! – Heather exclamou.

– Procure a ordem e os sinais... o que ele quis dizer com isso? – A morena virou-se para Heather e Mason. Indagou.



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Owen olhava fixadamente para a expressão de culpa de Elias, o funcionário excluído e isolado, agora, guardava o rancor das palavras hostis do chefe e pensou em como ele fora agressivo no modo de o tratar, praticamente havia o deixado no chão. Ao perceber o óculos caído sobre a rua, Owen tratou logo de pegá-lo. Elias não estava acreditando, acabara de perder a confiança de seu melhor funcionário, como pode fazer isso? Olhando para o término da rua, Elias nem sequer tratou de avisar à Owen sobre o caminhão que agora acabara de invadir a rua, provavelmente o motorista havia dormido ao volante.

– Owen! – Elias gritou.

Não foi o bastante, o caminhão invadiu a pista e pareceu acelerar, Owen ainda tentou esquivar-se, mas foi em vão. O caminhão acertou-se em cheio, arremessando parte de seu corpo para o outro lado da rua. Sua outra metade havia sido esmagada pelas gigantescas rodas que agora, estavam tomadas pela massa de sangue que seu funcionário havia deixado.

O chefe rígido estava incrédulo no que acabara de acontecer. O caminhão seguiu em frente, quase tombando na continuidade da rua. A garçonete que vira toda a confusão dos dois, agora gritava desesperada e os dois viram o corpo de Owen espalhado pela rua.

– Meu melhor funcionário... – Pensou.