Premonição
6 Capítulo 6
Dalton em sua casa lia o texto sobre premonições que dizia: "Premonição: é todo e qualquer ato de prever acontecimentos verídicos seja ruim ou bom. Contudo, a palavra premonição passou a ser empregada para definir visões de pessoas que preveem acidentes em que ela e outras pessoas morrem, no entanto esses acidentes realmente acontecem. Isso já aconteceu na vida real, como é o caso da garota que previu que sua escola viria a explodir, devido a um vazamento de gás no refeitório, o estranho é que a companhia de gás havia feito uma vistoria no dia anterior e por isso achavam que estava tudo bem. A garota tirou consigo mais 7 pessoas que em menos de um mês viriam a falecer em estranhos acidentes nos lugares mais improváveis que qualquer um poderia imaginar. Quando 4 sobreviventes já haviam morrido ela alegou que eles estavam morrendo na ordem em que deveriam ter morrido na explosão, usando como argumento sua premonição. Em poucos dias o restante dos sobreviventes morreram, inclusive a garota que teve a premonição que morreu por último. Abrindo um mistério: O que os fez morrer desse jeito e logo após sobreviver à uma tragédia?"
Dalton abaixa a tela do computador com uma velocidade inexplicável. Ele estava assustado e respirava rapidamente e muito menos sabia no que pensar.
Enquanto isso, o ensaio de Leo no estúdio, terminava.
– Olha vocês podem ir que eu e o Leo arrumamos tudo por aqui. — diz o vocalista da banda. — Tudo bem pra você?
– Sem problema, ainda preciso terminar umas edições por aqui. — Leo responde. O restante da banda sai, deixando Leo e seu amigo sozinhos.
– Leo, espera um minuto, eu vou pegar um café você quer?
– Claro, pega lá. — Leo responde tirando o fone e indo checar uns instrumentos. Um vento frio bate no estúdio, mas Leo não nota. Quando volta ajusta o volume da caixa de som, deixando em um volume moderado. Coloca seu fone novamente. Ele estava desajustado a sua cabeça, era difícil ajustá — lo já que o cabo e o auto — falande por onde saia o som era de ferro, havia apenas o amortecedor que era uma almofadinha para deixar mais confortável.
O volume do seu fone estava associado ao da caixa de som , então se abaixasse o volume da caixa de som também abaixava o volume do fone e se aumentasse, o fone aumentava também. A caixa de som estava logo ao lado do computador.
No momento em que ele ajusta o fone na cabeça, a válvula trava. Seu amigo chega com dois cafés na mão.
– Estão quentinhos! — ele diz e bebe um gole, entregando um copo a Leo. Seu amigo começa a arrumar os instrumentos até que ele olha para o relógio no seu pulso.
– Aí droga, tô atrasado para o meu compromisso!
– Pode ir, deixa que eu arrumo todo por aqui, já tô quase acabando mesmo. — diz Leo.
– Ai sério? Não vai se chatear?
– Claro que não, vai lá! — Leo responde.
– Poxa obrigado mesmo, você é muito legal! Te devo uma! — diz seu amigo pegando a mochila e sai do estúdio.
Pouco depois que o amigo de Leo sai, ele derruba seu café em cima do computador que em seguida, escorre para a caixa de som.
– Droga! — ele resmunga e começa à limpar com um pano que cobria os equipamentos. Enquanto ele mesmo se limpava virado de costas para o computador, a caixa de som e o mesmo soltam faíscas, segundos depois o número que indicava o volume aumenta.
Do lado havia escrito: "Cuidado, não se deve ultrapassar de 100 decibéis" , no computador, o valor passava de 120, o mesmo acontecia com a caixa de som.
– O que eu faço? — diz Dalton em seu quarto, falando sozinho. As luzes de seu quarto piscam e então sua televisão liga sozinha em um canal onde passava um clipe de rock.
Dalton vira o rosto lentamente aterrorizado para a televisão com os olhos arregalados. Ele lembra do texto do depoimento da garota: "Seus amigos estavam morrendo na ordem em que deveriam ter morrido em sua visão."
Na sua visão, Lanna era a primeira a morrer, depois a segunda vítima era Leo.
– Droga! É o Leo! — diz Dalton correndo e pegando seu celular.
Quando Leo percebe o aumento de volume, o valor passava de 200 e subia mais rápido. A música de rock pesado começa à tocar nos ouvidos de Leo. Estava alto, muito alto e continuava aumentando.
Dalton liga para Leo, o segundo por sua vez nem olha para o telefone piscando, muito menos escutar já que estava com o fone. O celular cai na caixa postal:
– Oi é o Leo...
– Leo! — grita Dalton e então a mensagem continua.
– ... Bem, eu não posso atender agora, mas deixa um recado, olho assim que puder.
– Droga! — Dalton exclama e deixa um recado.
– Leo me liga agora! Você tá correndo perigo, é urgente!
Enquanto isso, Leo tentava se livrar do fone, tenta tirar o fone do computador mais ele não queria sair, também não queria sair de sua cabeça já que estava travado. Leo começa a gritar pedindo socorro, seus tímpanos doíam, ele sente um líquido escorrendo de seus ouvidos, ele toca com os dedos: era sangue.
Dalton liga novamente, Leo não escuta, mas vê o celular piscando, ele tenta pegar mas não alcança. Leo empurra o computador da mesa caindo no chão e a música para por um instante. O celular também para de tocar.
– Droga! Caixa postal de novo! — resmunga Dalton em seu quarto.
Leo suspira de alívio, ofegante, por alguns segundos, mas a música volta muito mais forte e em um solo de guitarra rouca. A nota estoura seus tímpanos e o mesmo acontece com o fone. Espirra sangue de seus olhos, ouvidos, boca e nariz.
A música para e o silêncio reina no estúdio, apenas com o corpo ensanguentado de Leo.
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