Premonição
15 Capítulo 15
Depois que eles saem do museu e a polícia já averiguava a situação, Dalton pergunta à Lily:
– Quer que eu te leve pra casa?
– Por favor... — ela diz em afirmação como se estivesse se sentindo péssima.
– Tudo bem, entre. — ele diz abrindo a porta do carro. Enquanto isso, ele escuta um policial dizendo:
– Eu nunca vi uma coisa como essa. É impossível reproduzir o que houve aqui.
Dalton entra no carro e começa a dirigir.
– Vamos morrer, não é? Não vamos conseguir enganá — la de novo. — ela diz em tom pessimista com os olhos cheios de lágrimas.
– Ei, escuta, ela sempre poderá ser enganada uma outra vez. Ela deve odiar, mas só assim para ela nos deixar em paz. — diz Dalton tentando reconfortá — la.
– Mas você viu como isso tá sendo cruel? Como ela pode ser assim?
– Acho que essa é uma pergunta que nunca deve ser feita para a morte. — diz Dalton.
– Tem razão, mas temos que impedir que essa carnificina continue. — diz Lily.
– Vamos impedir, mas antes descanse um pouco, vou tentar fazer o mesmo. — diz Dalton parando o carro.
– Obrigada Dalton, apesar de não saber se vou conseguir dormir. Sempre que eu fechar os olhos eu vou lembrar do corpo sem pele da Margot, da cabeça pulverizada do Jim, do Edi esmagado...
– Para com isso, não vai te fazer bem. — diz Dalton.
– Ainda bem que eu não vi a Lanna e o Leo morreram, se tivesse visto, somando os cinco, eu não iria aguentar. — diz Lily. — Escuta Dalton, obrigado por tudo. — ela continua.
– Obrigado por acreditar em mim. — diz Dalton. — Agora vai, durma um pouco. — ele diz.
– Tudo bem. Tchau. — ela diz.
– Tchau. — ele responde.
Naquela noite, Dalton demora para dormir, não conseguia tirar as imagens dos corpos de seus amigos da cabeça.
Se sobrevivesse aquilo nunca se esqueceria dessas cenas. Ele sabia quem era a próxima vítima, era a Sarah, mas temia que ela não acreditasse nele. Lembrou do dia em que contou para ela e os outros sobre a premonição, ela não reagiu muito bem, ninguém reagiu bem, mas tinha esperanças de que ela acreditasse nele.
– Por favor, acredita em mim Sarah. — ele pensa alto. Então se vira para tentar dormir.
No dia seguinte, enquanto Dalton lavava a louça, sua mãe costurava na sala.
– Dalton pega uns alfinetes no meu guarda — roupa. — ela grita.
– Tá bom, mãe! — ele grita da cozinha, então enxuga as mãos ao terminar a lavagem e vai até quarto da mãe.
Ele abre a porta do guarda — roupa e encontra um copo de plástico com alfinetes dentro. Ao colocar a mão dentro do copo, seu dedo é perfurado por um deles.
– Ai! — ele diz enquanto recolhe o dedo, pingando sangue na madeira do guarda — roupa. Coloca o dedo na boca para sugar o sangue depois retira.
Enquanto via o dedo sangrar ele se dá conta:
– Droga! É um sinal! — ele diz pegando os alfinetes e descendo as escadas. Entrega os alfinetes à mãe e sai de casa enquanto a mesma gritava:
– Dalton! Aonde você vai? Volta aqui!
Mas o filho já entrava no carro. Enquanto dirigia, tentava ligar para Sarah, mas a mesma não atendia. Pensou em ir atrás dela, mas não sabia onde ela estava, então segue para a casa de Lily.
Dalton toca na campainha, ela atende a porta:
– É a vez da Sarah. — ele diz.
– Então vamos avisá — la. — ela responde. Os dois correm para o caro e Dalton começa a dirigir.
– Onde à procuramos? — ele pergunta enquanto dirigia.
– Eu sei lá! — ela diz.
– Como assim você não sabe? — ele pergunta.
– Você que deve ter recebido o sinal, tá legal!
– Um alfinete perfurou o meu dedo! — ele diz.
– Um alfinete?
– Foi. Não te vem nada na cabeça?
– Ah droga! Sarah confecciona roupas em uma loja, ela deve estar lá. Ela já me levou lá! — Lily exclama preocupada.
– Ótimo, porque eu não tenho a menor ideia de onde fica. — diz Dalton dirigindo rapidamente.
Sarah terminava de costurar as roupas na máquina de costura. Passava as roupas debaixo da agulha enquanto as linhas teciam novas peças. Nesse momento, Dalton e Lily batem na porta de vidro da loja e Sarah se assusta.
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