Notas iniciais
Olá queridinhos! Titia Wendy está escrevendo este livro pra mostrar o que "realmente" aconteceu naquela noite, porque pessoal do filme teve que modificar muita coisa pra aparecer nos cinemas.

Eu estava sentada no banco do refeitório da escola em que estudo, Mckinley High Scholl, junto de Jason, meu namorado afeminado com cabelo de Justin Bieber. Ele era um atleta popular e respeitado, que poderia ter pegado qualquer garota do colégio, mas me escolheu. Acho que deve ser por que eu não sou tão feminina quanto às outras garotas e não depilo meu bigode. Jason estava muito empolgado com o passeio de formatura para o parque de diversões de Mckinley. Mas eu estava pensando em outras coisas, como terminar com ele sem fazê-lo chorar feito uma garotinha. Eu realmente gostava dele, mas depois que nos formarmos, iria cursar faculdade de teatro para atuar em filmes de terror e me tornar uma Scream Queen. Enquanto Jason disse que queria se tornar um cantor pop teen.

Então aconcheguei minha cabeça entre as pernas de Jason e pensei. Eu era virgem (só que não) e como terminaríamos, resolvi que faria sexo com ele antes. Era isso. Daquela noite não passaria.

– Wendy, no que você está pensando? – ele indagou.

– Sua mãe trabalha hoje? – Perguntei meio tímida.

– Acho que sim. Por quê? – Jason perguntou tão ingênuo.

– Depois que voltarmos do parque de diversões, podemos ir para lá. – Sugeri.

– O que vamos fazer lá? – Aquilo estava começando a parecer um interrogatório.

– O que você acha que eu quero que façamos enquanto sua mãe trabalha? – Respondi com outra pergunta.

– Jogar vídeo-game?

– Eu quero transar com você, infeliz! – Ele era bonito, mas era pior que um jegue. Então encarei Jason, que possuía uma expressão de espanto em seu rosto. – Então? Vai fazer sexo comigo ou não? – As vezes acho que eu é que sou o homem da relação.

– C-claro. – Jason respondeu com a voz embargada, quase chorando, com medo de mim.

Em seguida ele me beijou profundamente e agarrou meus cabelos. Jason quase enfiou a língua dele na minha goela. Quando percebi que aquela agarração estava indo longe demais, peguei meu spray de pimenta e joguei nos olhos dele, que caiu no chão rolando de um lado pro outro, com as mãos sobre o rosto.

– Não vamos fazer sexo agora! Deixe de saliência. – Sorte dele que não pegou no meu mamilo, senão teria levado um tiro. – Tchau. Nos vemos depois. – Me despedi enquanto me distanciava.

* * *

Já era tarde quando o busão escolar chegou ao parque. Eu estava toda produzida, usando os produtos da Jequiti (que custaram uma fortuna) para sensualizar pro Jason no trem fantasma. Mas logo brochei ao descobrir que nós passaríamos a noite junto á outro casal: Kevin e Carrie.

Kevin era melhor amigo de Jason. Ele também fazia parte do time de futebol e passava tanto tempo com Jason que espero que não seja gay. Seria muito desperdiço um cara tão gato como ele escorregar no quiabo. Acho que quando eu terminar com Jason, vou perguntar se ele não trocaria Carrie por mim.

Carrie era minha melhor amiga desde que nos conhecemos no ônibus á caminho do parque de diversões, mas ela é tão sem sal que nem sei o que Kevin viu nela.

Então, antes de andarmos na montanha-russa, fomos comer em uma birosca. Enquanto nos sentávamos, coloquei a Tekpix emprestada sobre a mesa — Não sei por que, mas fui encarregada de tirar fotos dos alunos para o anuário da escola. De repente Kevin pegou a câmera e disse:

– Me deixa tira uma foto. – Droga! Espero ter apagado aqueles vídeos íntimos que eu estava vestida de enfermeira sexy.

– Não, Kevin. É do comitê. Me devolve. Me devol... – E antes que eu pudesse terminar a frase, Kevin tirou a foto da calcinha da Satacy.

– Espera... Essa foto de calcinha não é da Stacy. – Kevin disse vendo as fotos da máquina.

– Droga! Eu não apaguei aquelas fotos... — Pensei alto demais. – Quero dizer... Me devolve isso aqui! – Então tirei uma foto do Kevin pra usar como plano de fundo do meu computador.

Depois, os garotos se levantaram para buscar nossos lanches.

– Eu vou terminar com o Kevin – disse Carrie – daqui a duas semanas, depois da formatura. Eu conheci um traficante. Vou morar com ele num barraco junto com suas dez esposas e ter dois filhos: Um olhudinho e um barrigudinho. Mas não conta pra ninguém. – Balancei a cabeça, concordando.

Ótimo! Quando Kevin estiver carente após terminar o namoro, vou estar de (pernas e) braços abertos para consolá-lo.

Após comermos, fui tirar fotos dos alunos. E enquanto Kevin fazia um dançinha, tentei fotografar a bunda dele, mas três vadias entraram na frente.

– Com licença. – Pedi á elas. E quando se viraram descobri que era a biscate da minha irmã e suas seguidoras: A muda da Perry e a Amber com o cabelo pixaim alisado pelo ferro de passar. – O que vocês estão fazendo aqui? Não são formandos.

– Nós viemos escondidas no bagageiro do ônibus. – Julie disse – E daí?

– A mamãe sabe que você está aqui? – perguntei.

– Se você contar pra ela, eu vou dar um tapa estralado na tua cara!

– Tenho uma prova bem aqui – respondi balançando a câmera.

– Tira uma foto disso. – Julie mostrou o dedo do meio e em seguida a fotografei.

– Julie, seu recalque bate na minha Tekpix e volta três vezes mais forte!

* * *

Enfim, quando chegamos em frente á fila da entrada da montanha-russa, Kevin e Carrie foram na frente enquanto eu tirava uma foto de Jason, que fazia uma pose ridícula, parecendo que estava segurando o pênis de um cara invisível. Depois que o fotografei, ele seguiu, mas logo retornou após perceber que eu não estava o acompanhando, pois continuei parada.

– O que foi? Tá com medo de ir? – Jason perguntou

– Não. Eu só fiquei hipnotizada com as bolas do diabo gigante na entrada do brinquedo, que tem a voz do negão de “Premonição” um e dois. – respondi.

* * *

Depois que passamos pela fila, fomos em direção aos carrinhos.

– Desculpa, eu não quero ser chata, mas eu tomei activia, e se eu sentar na frente vou sujar minha calcinha. – avisei á eles.

– Relaxa, a Carrie senta com você no fundo. – Kevin disse.

– Por que eu? – Carrie perguntou — Só porque eu tenho um sexto dedo no meu pé direito? Nada disso. Se eu morrer nesse brinquedo nunca mais vou fazer isso de novo. Eu vou na frente.

– Quer saber? Vamos resolver isso no cara-ou-coroa. – decidiu Kevin – Cara.

– Coroa. – Jason disse.

Kevin jogou a moeda para cima e ao cair girando, ele a agarrou. Ao dizer “Droga!”, percebi que Kevin havia perdido e se sentaria comigo no fundo. Eu estava tão feliz, pensando em quantas bobagens nós poderíamos fazer lá atrás sem Carrie e Jason nos ver.

Ao nos posicionarmos em frente dos portões que davam acesso aos carrinhos, Kevin não os viu abrir e então o tarado do Frankie roubou nossos lugares para filmar os peitos das patricinhas Ashley e Ashlyn, que estavam sentadas um carrinho á frente.

– Sai daí seu punheteiro! – Gritei voando em cima dele, mas Kevin rapidamente me agarrou.

– Pega outro lugar, cigana! – Frankie disse me encarando.

– Calma Wendy. Vamos sentar lá atrás. – Kevin pegou meu braço e me conduziu até o carrinho do fundo.

– Wendy. – Jason chamou pelo meu nome, quando então me virei – Te encontro no motel.

Após no sentarmos, as travas de segurança abaixaram-se. Então ergui a câmera para fotografar os carrinhos, mas o infeliz do funcionário com o cabelo mais gay do que do Jason colocou a mão na frente no momento em que tirei a foto.

– Hey! Vocês são analfabetos? – o funcionário disse apontado para a placa, escrito “Nada de armas, vibradores ou tekpixes”.

– Eu posso guardar no meu bolso? – Kevin perguntou á ele.

– Pode. — Quando Frakie ouviu isso, rapidamente escondeu sua filmadora.

Kevin, que não havia percebido, pegou em uma camisinha grudada no carrinho.

– Que merda! – ele disse enquanto sacudia o objeto que após muito esforço descolou de sua mão.

– Pode ir. – O funcionário de cabelo gay disse, dando sinal para o outro apertar o botão que liga o brinquedo.

Então os carrinhos começaram a se mover subindo a colina vagarosamente, enquanto uma música de suspense tocava. E na primeira descida pensei “Fudeu!”.

Notas finais
O que acharam? Bom, espero por comentários, até mesmo os leitores fantasmas. Eu sei que vocês exitem, tenho visões. Posso até falar quando vocês morrerão por R$20.