Premonição 3- Últimos Negócios...
8 Capítulo 8-Adeus, Ente Querido...
Notas iniciais
Kat e Andy saiam do estádio.
-N- Não conseguimos-Kat gaguejou.
-Calma Kat... –Andy tentava consolá-la.
Kat sente um arrepio na espinha, e um vento a faz parar.
-Andy... –ela diz. Andy para imediatamente.
Os ventos fortes fazem o I do letreiro luminoso dos INK’S cair no chão.
-Oh... Meu Deus... –Andy diz-Isso foi uma tentativa de nos matar?
-Não... –Kat diz-Nem eu e nem você somos os próximos... Pode ser um sinal... Ou algo quer nos dizer alguma coisa...
Eles recomeçam a andar...
-Falando em próximos... –Andy diz-Quem é o próximo mesmo?
-Deixa eu me lembrar...
Kat começa a lembrar da sua visão...
-Após Lucy ser empalada pela madeira, Luccas era arremessado contra o pedestal, que caía... –Kat dizia-Então, todos começavam a passar pelo pedestal, que era como uma ponte...
Ela para.
-Que foi Kat?-Andy pergunta preocupado.
-Todos passavam... Menos você e Jane... –Kat disse-Ou melhor, Jane estava passando, quando o pedestal se racha e se quebra...
Ela respira.
-Jane tenta se segurar num dos cilindros, que se quebra... –Kat diz- Ela caía numa caldeira de água fervente... Ela é a próxima!
-Que horror... –Andy diz baixo.
Eles recomeçam a andar novamente...
-E ela não sabe do perigo que está correndo... –Andy diz-Ela e Chris não estavam no restaurante quando conversamos com os outros...
-Pior que é verdade... –Kat diz-Podemos conversar com ela depois do treino de ginástica de amanhã... Na academia que ela faz...
-Que por acaso é a mesma que a minha... –Andy comenta.
Eles vão para suas casas...
Kat chega à sua casa e come alguma coisa na geladeira. Escova seus dentes.
-Preciso de um banho... –Kat diz. Ela chega ao seu banheiro, com azulejos beges. Tira sua roupa e entra no Box.
“A Morte está nos vencendo...” ela pensava. “Não posso deixa-la levar mais ninguém... As vidas dos meus amigos estão em jogo...” ela pensava durante o banho.
“A Morte não vai vencer!”
Ela desliga o chuveiro. Coloca seu pijama e capota em sua cama.
Estava cansada...
Fecha os olhos, e dorme...
Os raios do sol entram pela cortina aberta...
-An... –ela geme ao acordar.
Seu travesseiro não estava na cama, e sim no chão. Kat às vezes se mexia a noite.
Ela se levanta preguiçosamente e vai ao banheiro.
Depois segue para a cozinha para tomar seu café da manhã...
Seu celular toca...
...Andy...
-Oi Andy... –Kat diz.
-Bom dia... –o amigo cumprimenta-Que tal falarmos com Chris no apartamento dele?
-É... Pode ser... –Kat diz comendo um pedaço de bolo.
-Te encontro lá em meia hora... –Andy diz.
-Beleza... Até... –os dois desligam.
Ela termina seu café e se arruma para ir ao apartamento de Chris, no bairro chique da cidade.
Vai com seu carro até o apartamento cinza.
Ela chega perto do interfone.
Aperta o pequeno botão azul...
-Com licença, eu queria falar com Christopher...
-Claro, pode entrar... –o porteiro disse sem entusiasmo.
Para ele, mal importava quem entrava ou saia.
Ela sobe as escadas até chegar num elevador.
-Se não me engano, ele mora no 6º andar... –Kat pensa alto apertando o botão para subir.
As portas do elevador se abrem. Ele estava vazio. Kat entra nele e espera subir até o 6º andar.
Uma música calma tocava...
As portas se abrem. Uma senhora com saia e blusa bordos entra no elevador ao mesmo tempo em que Kat sai.
Ela começa a procurar o apartamento de Chris.
-81... 81... 81... –Kat dizia baixo.
Ela acha o quarto. Bate na porta.
TOC... TOC... TOC...
-Já vai!-uma voz grita.
De repente, a porta se abre.
-Kat!-Chris exclama ao ver a colega de trabalho. Ele estava encharcado e enrolado numa toalha branca. Kat havia tirado ele do banho.
-O- Oi Chris... –Kat consegue dizer ao ver a situação.
-Entra... –Kat diz.
-Melhor não... –Kat diz. Chris não era mau, mas poderia tentar algo-Jane não está?
-Não... Ela foi treinar mais... –Chris explica-Sabe, as competições chegando...
-É...
Kat ouve o barulho das portas do elevador se abrindo, e dele sai Andy.
“Salva pelo gongo...” Kat pensa.
-Kat! Parece que ganhou de mim... –Andy brinca.
-Andy!-Chris diz-Vamos... Entrem... –o homem insiste.
-Tudo bem... Agora... –Kat diz sussurra para ela mesma.
-Vamos Kat... –Andy diz.
Os dois entram.
Uma TV de 52 polegadas enfeitava a sala vermelha. Um sofá marrom fica no meio dela.
-Sentem-se... –Chris diz. Ele ainda segurava a toalha para ela não cair-Vou colocar uma roupa, eu já volto...
-Claro... –Kat diz.
Ela e Andy se sentam no sofá.
Pouco tempo depois, Chris chega com uma bermuda de praia banca e com uma camisa regata azul nas mãos.
-E então, o que vieram fazer?-Chris diz simpático, enquanto colocava a regata.
-Você e sua irmã correm perigo... –Andy diz.
-No exato momento... Sua irmã... –Kat complementa.
-Jane?-Chris diz sentando-se numa cadeira do lado de uma mesinha, no qual havia um porta-retratos com uma foto de Chris e Jane abraçados e um vaso com uma flor.
-Sim... –Andy responde.
-Vocês não ficaram no restaurante a tempo de ouvirem o que contamos... –Kat diz-Você e Jane, escaparam do navio, no qual morreríamos todos...
-E agora, a Morte quer pegar todos, porque teríamos que morrer no navio... –Andy diz.
-Mas algo nos salvou... –Kat diz.
-Não foi algo Kat... –Chris diz-Foi alguém... E esse alguém é você...
-Chris... Eu... –Kat tentou dizer. Chris a interrompeu com um pare com a mão.
-Kat... Já presenciei isso... Eu... E a Jane... –Chris disse.
-Como?-Andy perguntou.
-Há mais ou menos dois anos atrás... Jane, nossos pais e eu estávamos em São Francisco, quando a ponte começou a desmoronar... Nós estávamos um pouco mais para frente da ponta da ponte... Nós fugimos... Um garoto havia tido uma premonição...
-Então... Vocês escaparam da Morte uma vez... A enganaram de novo e agora estão num novo plano... –Kat disse num raciocínio.
-Acho que não Kat... –Chris disse-Como nós estávamos na ponta, acho que morríamos... Assim, nós salvaríamos de qualquer jeito...
Um vento forte entra pela janela.
Kat sente um arrepio.
Chris pega um lápis de um porta-lápis em cima da mesinha do seu lado e começa a girá-lo entre os dedos.
-Me deixa mostrá-los uma coisa... –Chris diz. Ele coloca o lápis na mesa e vai para seu quarto.
Em poucos instantes, ele volta com um notebook. Ele senta entre Kat e Andy e abre uma página na internet.
A matéria de três anos atrás dizia:
“Morre hoje o estudante que estava no término da fisioterapia, ele sofrera um acidente no metrô com duas amigas. As duas morreram, ele sobreviveu, mas morreu numa tempestade junto com outro estudante que escapou do acidente no mercado...”.
-Kevin... –Kat diz.
-Será que...?-Andy diz.
-Talvez sim!-Kat diz se levantando.
-Não entendi... –Chris diz.
-Talvez a Morte só faça isso com outro grupo de pessoas para pegar alguém que escapou dela em outras ocasiões... –Kat diz.
-Se isto estiver certo... –Andy diz-A Morte só causou o acidente no mercado porque André teria a visão e pediria ajuda a Kevin, que morreria...
-Mas o laboratório?-Chris diz.
-Boa pergunta... –Andy diz-Mas e o nosso caso?
-Jane... –Kat diz se virando para Chris-E você...
-Eu?
-Vocês escaparam da ponte, mas poderiam ter morrido se houvesse algum erro... –Kat diz.
-Você está dizendo que a Morte só causou o acidente no barco para matar Chris e Jane?-Andy pergunta. Kat nada diz.
Chris coloca o notebook no sofá e começa a dar voltas na sala.
Ele acaba batendo na mesinha. O porta-retratos cai e se quebra. Cacos pelo chão. A fotografia fica de baixo da sombra da flor. O lápis desliza e cai em cima de Chris, na foto.
-Oh... Meu Deus!-Chris diz.
Silêncio...
-Andy... Vamos... –Kat diz-Tchau Chris...
Chris acena e eles vão embora. Já estava no começo da noite.
-Vamos falar com Jane?-Andy pergunta.
-Vamos esperar um pouco... –Kat diz. E eles vão embora para suas casas...
Eles entram na academia.
-Com licença... –Andy diz educadamente para a atendente-Queremos falar com Jane Henson...
-Claro... –a moça diz-Ela acabou de entrar, está na ginástica...
Eles passam pelos aparelhos de musculação.
-Chris... –Kat diz.
-Oi pessoal... –o amigo diz-Vieram ver Jane?-os dois balançam a cabeça positivamente-Vou tomar uma ducha e vejo vocês lá!
Andy e Kat concordam e vão até o ginásio.
Vários instrumentos de ginástica estavam lá... Fitas... Barras... Traves...
-Consegue ver Jane?-Andy pergunta.
-A moça disse que ela acabou de chegar, então deve estar se arrumando...
-Faz sentido... –Andy concorda. Eles se sentam na arquibancada.
Placas de vidros seguravam ventiladores por um fio no teto. Um pequeno parafuso de um dos ventiladores cai e fica em cima da barra e depois cai novamente, quica e para num trampolim na frente da barra.
Jane entra no ginásio.
-Jane, precisamos falar com você!-Andy grita.
Jane se aproxima da arquibancada e sobe num portão de ferro branco.
Um cadeado escorrega e tranca o portão.
-Por favor, me deixem terminar o treino... –Jane diz com uma cara de dó.
Ela volta. Coloca o pé no trampolim para testá-lo. Ela força-o até o chão. O trampolim se quebra, arremessando o parafuso na barra.
-Treinador... Esse trampolim está estragado!-Jane diz. Um homem recolhe o objeto.
Jane vai para barra. Outra moça vai para a trave de equilíbrio. Ela dá várias estrelinhas até que pisa no parafuso e cai para trás, na ponta da barra, que se racha. Ela sai da trave. Jane começa a girar na barra.
Outros dois dos seis parafusos do ventilador caem, quicam na barra e caem no chão, perto da ponta da barra. As luzes piscam. Andy sente um calafrio.
Chris sai do chuveiro enrolado na toalha. Ele vai até seu grande armário vermelho, do lado de um banco. Ninguém mais estava lá. Quando está quase chegando ao seu armário, a porta do armário do lado do seu armário se abre e deixa cair uma mochila pesada.
-Saco!-ele exclama, batendo a porta com força. A força faz o armário se desprender um pouco da parede. Ele joga a mochila na ponta do banco, que se quebra.
Ele começa a escolher roupas para usar. Encosta-se ao outro armário, que se solta mais um pouco, sem ele perceber.
Jane termina o exercício na barra e vai para a trave de equilíbrio.
-Quer o trampolim Jane?-o treinador pergunta.
-Não... Pode deixá-lo do lado da trave-Jane diz.
Ela dá um pequeno pulo na ponta da trave, que solta uma grande farpa afiada da parte rachada feita pela outra garota, sem Jane perceber. Outro parafuso se solta, e cai no meio da trave. O ventilador está sendo segurado apenas por dois parafusos... Jane dá estrelinhas, até chegar à ponta, que solta dois dos três grandes parafusos que a prendem.
Chris acha várias camisetas para usar. O armário se desprende um pouco mais. A mochila cai. A luz pisca. Chris olha para cima.
Um vazamento no encanamento solta uma água que vai até os controles, que tem um curto, fazendo os ventiladores aumentarem a velocidade. Jane quase encosta o calcanhar no parafuso na trave. Ela dá um mortal para trás, seu pé fica perto da farpa levantada. A vibração no instrumento faz o parafuso se mexer e deslizar até a ponta, mas não cai.
Os ventiladores ficam na velocidade máxima. Um deles solta uma barulho estranho. Kat olha para cima.
-O sinal... –Kat diz. Ela lembra-se da sombra da flor em cima da fotografia de Jane.
Jane vira de costas e começa a dar mortais para trás, até a ponta da trave. Ela pisa no parafuso.
-Ah!-ela grita caindo no chão. Um parafuso que está no chão entra em seu outro pé, e outro no seu cotovelo.
-Jane!-Kat grita. Ela tenta entrar pelo portão, mas ele foi trancado-Precisamos ajudá-la!-Kat grita para Andy.
Jane tenta se levantar se apoiando na ponta da trave, que se quebra, caindo no chão. O instrumento cai em cima do trampolim estragado e vira. A grande farpa solta entra no ombro de Jane e sai do outro lado, cheio de sangue.
-Ah!-ela grita de dor. Ela tenta tira-la. Ela consegue um pouco, fazendo apenas a ponta afiada ficar, quando o ventilador se solta, arrastando o fio elétrico junto, fazendo-o cair funcionando.
-Não!-Jane grita.
Suas hélices afiadas giram rapidamente. Andy a salva a tempo, com um salto. A trave também sai do ombro de Jane, só que ensanguentada e o ventilador cai destroçado no chão. As luzes piscam.
-Ela está salva... –Kat comemora da arquibancada. Andy conseguiu pular a arquibancada e salvar Jane-Oh... Merda! Chris!
Kat sai correndo em direção do vestiário.
Chris chacoalha a cabeça, fazendo vários pingos d’água caírem de seus cabelos e formarem um poça d’água atrás do seu pé.
O armário cai na ponta do banco mais próxima de Chris. O banco vira, Chris coloca seu pé para trás e escorrega. A parte quebrada do banco atravessa seu abdômen, saindo cheio de sangue.
-Chris!-Kat entra gritando. Ela vê o companheiro morrendo...
Ela se aproxima do homem, que cai no chão, formando uma poça de sangue. Ele solta sua última palavra:
-J- Jane...
Ele fecha os olhos... Morto...
***
No dia seguinte, o Senhor e a Senhora Henson choravam desesperadamente. Jane estava perto do túmulo do irmão. Estava com óculos preto. Vestia uma blusa e uma saia preta para esconder os ferimentos dos parafusos. Havia tomado injeções contra o tétano. Seu cabelo castanho estava solto.
Ela se agacha e passa a mão no túmulo do irmão.
-Você sempre cuidou de mim... –ela disse-Eu também cuidei tanto de você... -lágrimas saem de seus olhos e descem pelas bochechas-Obrigada por tudo, sei que você quer que eu seja feliz...
Kat e Andy estavam lá, mas preferiram deixa-la sozinha para se despedir do irmão gêmeo.
-Você sempre estará no meu coração... –Jane diz com a mão esquerda no peito esquerdo-Adeus... Meu irmão...
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