Premonição 3- Últimos Negócios...

18 Capítulo 18-Fogos De Artifício


Notas iniciais
Capítulo grandinho...

Realmente Kat estava começando a achar a música de seu despertador muito irritante. Já era sexta-feira: o dia da festa de Tommy. Ela bate com força no despertador, que para de tocar a musiquinha chata.

Ela se levanta, desejando que tudo que ela passou foi um sonho, um terrível e cruel sonho. Mas era tudo verdade. Isso foi confirmado quando ela foi para a sala e viu em cima do sofá o diário de Anna.

Tomou um banho rápido, seguido de um café da manhã rápido, logo depois uma saída rápida. Resolveu ir a pé para o trabalho. Precisava pensar sobre as coisas. Enquanto caminha, vai lendo mais coisas sobre o diário de Anna.

Quando Kat chegou ao escritório, Andy estava sentado em cima de uma mesa, literalmente, falando ao telefone com algum cliente. Ela sinaliza que quer falar com ele depois, que corresponde com um “beleza”.

Kat caminha pela empresa até seu “escritório temporariamente particular”. Ela arruma uma papelada e esconde o diário em sua bolsa. Andy chega.

-Bom dia.

-Bom dia. –Kat responde dando-lhe um beijo-Viu a Kim por aí?

-É... Não. Acho que ela foi arrumar o cabelo, fazer as unhas ou sei lá o que para a festa do Tommy. –Andy responde freneticamente.

-Você vai?

-Se você ir, eu vou. –ele garantiu.

-Então ótimo. –ela responde enquanto vê alguns papéis da empresa.

Kat percebeu que iria ficar um silêncio horrível entre eles, até que Andy perguntou:

-E o diário?

-Li algumas coisas... Ela disse sobre teorias. –Kat responde tentando esconder o medo.

-Teorias tipo...?

-Tipo do jeito que você mata, ou ajuda a matar uma pessoa que escapou de outra lista, salvando sua vida. –Kat responde tremendo.

-Hey, calma... Você está dizendo que a Morte só faz uma nova lista para pegar alguém que escapou de outra?! –Andy pergunta tentando encaixar peças de um quebra cabeças, mas um quebra cabeças que falta muitas peças.

-Isso. Logo eu pensei em Jane e Chris... –Kat lembra.

-Você está dizendo que teremos que matar Jane para nos salvar?–Andy pergunta pensando na situação.

-O quê?! Não! Eu só disse isso porque Chris contou que eles escaparam do acidente na ponte Golden Gate, aonde um rapaz teve uma visão. –Kat lembra. Era impressão dela ou Andy estava disposto a matar Jane para viver?

-Hum... Tudo bem. Vou indo, nos vemos mais tarde... –ele diz com uma piscadinha e outro beijo.

Ele sai, enquanto milhões de pensamentos invadem a cabeça de Kat.

O dia passou rápido para Kat. Nenhum sinal ruim. O próximo da lista seria Tommy. A Morte estaria esperando para mata-lo na própria festa? Não, não podia ser. E se fosse, ela iria salvá-lo. A Morte não iria matar mais ninguém que ela gostava.

Eram quase umas seis da tarde... Ela usava um shortinho jeans e uma camiseta branca, enquanto estava vendo com que roupa iria. Havia separado uma blusa rosa e uma saia preta. Mas não havia brincos que combinassem. E nenhuns dos brincos combinavam com nenhum sapato. Sofrimento eterno...

Alguém bate na porta. Kat corre atender a pessoa e quando abre a porta vê quem é: Andy.

-Andy!-ela exclama alegremente-O que faz aqui?!

Ele vestia uma calça jeans escura, uma camiseta que estava entre o cinza e o azul e uma blusa escura por cima. Nos pés estava um tênis marrom com detalhes creme. Kat percebeu tudo isso em meio segundo.

-Nossa... Não me quer, então vou embora... –Andy diz fingindo que ia embora. Kat agarra seu braço delicadamente. Ele adorava isso.

-Não... É que eu pensei que a gente se veria na festa. –Kat explica-Mas agora vamos juntos... Só me ajuda a escolher uma roupa, preciso tomar banho logo...

-Ah, não... –Andy queixa, mas Kat o puxa para dentro.

Andy não entendeu como Kat conseguia tempo para trabalhar, lidar com a Morte, se perguntar com que roupa vai a tal festa e ainda arrumar a casa. Ela estava toda organizada. O diário de Anna estava na mesinha ao lado do sofá e tudo estava impecável. Ele lembrou-se de sua casa: pedaços de pizza debaixo da cama, uma cueca pendurada na porta do guarda-roupa, manchas de refrigerante no tapete, migalhas de comida no sofá, entre outras coisas. Claro que isso era culpa da Morte.

Kat o arrastou para o quarto. O.K. Ele retirava o que havia pensado sobre casa organizada. O quarto estava uma zona: várias roupas jogadas para todos os lados. Na escrivaninha no canto do quarto, uma xícara estava caída. Café ainda escorria dela.

-Você acha que eu vou com essa blusa rosa ou essa azul ou essa florida?-Kat pergunta segurando as três blusas.

-A florida.

-Mas está fora de moda!-Kat reclama, jogando a blusa florida longe.

-Então a rosa.

-Não tem nada que combine!-ela joga a rosa também.

-Então a azul!

-Já sei, vou escolher a azul... –Kat diz-Com essa saia preta, os sapatos azuis e com aqueles brincos prata, eu vou ficar maravilhosa!

-Kat... –Andy chama. Kat percebeu medo em sua voz.

-O que?

-Você acha que morreremos?

-Não... Quer dizer, todos morrem algum dia. Cedo ou tarde isso vai acontecer... Mas agora, não. Nós não vamos morrer... O.K.?

-O. K.

Kat passa a mão em seu rosto delicadamente. Ela coloca a outra mão na cabeça de Andy, puxa e o beija. Ele coloca suas mãos na cintura dela. Eles terminam o beijo, mas Kat continua com as mãos em seu rosto e Andy com as mãos em sua cintura.

Havia vários sentimentos misturados nos olhos de Kat, Andy descobriu. Medo, amor, terror, pena, ódio. Ele só esperava que o amor fosse por ele.

Eles se beijam novamente. Andy, delicadamente e devagar, tira sua blusa, jogando-a no chão. Os dois continuam se beijando. Ele tira seu tênis com os pés mesmo. Mais alguns segundos, até que Kat tira a camiseta de Andy, jogando-a no ar, sem se importar aonde ela foi parar.

Kat coloca suas mãos envolvendo o pescoço de Andy, puxando-o e beijando-o ao mesmo tempo. Ele envolve seu braços em volta dela, puxando-a, até que seus corpos se encontrassem. As mãos dele percorrem as costas dela. Andy começa a tirar a camiseta de Kat, enquanto os dois se deitam na cama, em cima de roupas, sem se importar com isso...

Kat desliga o chuveiro, anda dois passos, se enxuga e se enrola em uma toalha com desenhos abstratos e coloridos. No cabelo, ela enrola uma toalha com desenhos de fogos de artifício. Anda dois passos e passa a mão no espelho, tirando sua umidade. Mesmo séria, ela estava feliz. Até agora seu dia havia sido perfeito. Sem morte (pelo menos que ela soubesse), sem nada que a aborrecesse. E ainda havia Andy. Ele devia estar deitado na cama dela, dormindo. Ela passa um creme no rosto, nas pernas, nos braços... Enfim, no corpo.

Ela sai do banheiro e caminha até o quarto. As roupas de Andy estavam espalhadas pelo quarto. Ele estava vestido apenas com sua cueca azul. Kat descobriu que ele se vestira para andar pela casa, porque logo que olhou para as mãos dele, avistou um pequeno caderno negro. O diário de Anna.

Ele lia uma parte que Kat já conhecia: as teorias. Primeiro ela se sentiu chateada, então pensou bem e achou até melhor ele saber tudo...

-Ah, oi Kat. –Andy diz sorrindo apenas com o canto da boca. Ela adorava isso, achava um charme-Estou lendo algumas partes do diário...

Andy ia falar mais alguma coisa, mas se conteve. Kat não sabia o porquê.

-Ahn... Achou algo útil?-Kat perguntou tentando não parecer estúpida. Ela tira a toalha que estava enrolada em sua cabeça e a joga. Sem querer, a toalha fica pendurada no abajur, que acaba sendo ligado. A luz produzida por ele ilumina a toalha, especificadamente um fogo de artifício vermelho. Kat anda e desliga o abajur. Depois volta e tenta achar a roupa que iria à festa no meio das outras roupas dela e das roupas de Andy.

-Tem várias teorias. –ele responde enquanto folheia o diário.

Kat olha as horas em seu celular: sete horas e quarenta e três minutos.

-Meus Deus! Andy se veste!-ela exclama jogando uma jaqueta de couro dela para o outro lado do quarto, tentando achar a roupa que havia separado.

Andy fecha o diário, se levanta, puxa Kat e a beija mais uma vez. Então ele se veste, enquanto Kat tentava achar sua roupa.

A boa notícia: Kat havia conseguido achar sua roupa. A má notícia: achou sua roupa dezessete minutos depois. De acordo com seus argumentos feministas, no final os brincos não combinavam com os sapatos, e se ela trocasse os brincos, teria que trocar os sapatos. Trocou ambos, mas quando estava saindo do quarto, achou um brinco que combinava com os sapatos azuis, então trocou de brinco e colocou os sapatos novamente.

Finalmente, ela vestiu-se com a blusa azul, saia preta, os sapatos azuis e benditos brincos em formato de lua, de cores azul e prata. Os dois se encaminharam para a festa. Por sorte, Andy havia vindo com seu carro, o que aliviou Kat. Pois se fosse a pé ou de ônibus, ficaria com calos nos pés.

Antes de sair de casa, Kat havia avistado um carro preto estacionado. Era impressão dela, ou o policial que havia procurado pro ela no clube estaria observando-a? Não seria a primeira vez. Kat havia visto ele perto do prédio de Anna e na construção do prédio.

No caminho para a festa, eles passam pelo mesmo outdoor de comida para gatos. A marca se chama “KATRIN FELINOS” e o “K” continuava inclinado. Após passarem pelo outdoor, Kat ouve um estrondo e ao virar-se para trás, vê que o “K” do outdoor havia caído em cima de um fusca azul.

Andy vira mais algumas direitas e mais algumas esquerdas. Estava um silêncio entre eles desde que saíram da casa de Kat.

-Então... Você leu todas as teorias?-Andy perguntou.

-Aham.

-Até aquela... Da nova vida?-Andy pergunta. Ele olha para Kat e depois volta a visão para a direção.

-Nova vida?-Kat pergunta, tentando se lembrar. Eram tantas teorias.

-É... Há uma teoria que diz que uma nova vida anularia a lista da Morte. –Andy explica.

-Ah, sim. –Kat diz se lembrando-Mas não há nenhuma grávida na lista da Morte...

Andy iria dizer alguma coisa, mas ficou em silêncio. Eles haviam chegado à festa. Na parte superior do portão havia um letreiro luminoso, nele estava escrito “MISTER KIMERA”.

-Tommy contratou um mágico?-Kat pergunta quando vê o letreiro.

-Ou um palhaço. –Andy complementa.

Ele estaciona o carro perto de uma árvore, que estava inclinada em direção à uma das janelas do segundo andar do salão. A janela não tinha vidro, apenas persianas fechadas. O salão em si era bonito, pelo menos por fora. Era branco, tinha três andares, todos com janelas com persianas marrons. Ele era do pai de Tommy, um homem muito rico que morava em Londres, quase que vizinho da Rainha.

Os dois descem do carro. Um fio luminoso (como um pisca-pisca de natal) vinha de sabe-se lá aonde e se enrolava na árvore. Kat ainda pensou que uma frase de propaganda de shampoo ficaria perfeita em relação à árvore. Da raiz até as pontas.

Eles entraram no salão. No caminho até lá, Kat ainda pensou se não seria festa de aniversário de Tommy e gelou. Se fosse, ela não teria presente. Pelo menos não material. Mas lembrou-se que o aniversário dele já fora.

Ao entrar, viu que no alto, a cada metro e meio, havia um canhão de luz, que girava 180º e mudava de cores rapidamente. Várias pessoas dançavam na pista de dança ao som de uma agitada música eletrônica. Uma mulher, claramente bêbada, estava pendurada na janela, dançando como se estivesse dançando em um pole dance. Kat não quis saber como ela subiu lá e nem como iria descer. Se fosse descer. O telhado parecia uma abertura feita de metal, o que Kat achou estranho.

O salão era enorme. Kat confirmou isso quando viu que ele estava dividido em duas partes: uma era a pista de dança e a outra estava cheia de mesas, para as pessoas sentarem e comerem. Na parte tranquila do salão, havia um pequeno bar, com várias garrafas e bebidas. Devia ser por lá que as pessoas pediam outros tipo de comida, porque ao lado do bar havia duas portas, que deviam dar para a cozinha.

Ela avistou Tommy em uma bancada que devia ter um metro e meio. Ele conversava com um DJ, que tinha um boné cinza na cabeça, uma calça jeans e uma camiseta branca. Ele também tinha um grande fone de ouvido no pescoço, enquanto mexia em vários equipamentos de mixagem, em CD’s e em discos. Tommy estaria pedindo uma música? Kat não sabia, mas ele terminou de dizer algo e o DJ assentiu com a cabeça.

O DJ era familiar? Será?

Tommy avisou Kat e Andy, então desceu da bancada e andou até eles. Ele cumprimentou os dois. Tommy estava vestido com uma calça jeans escura, uma camiseta verde e um tênis preto.

-Festa maneira... –Andy elogia olhando ao redor.

-Valeu... –Tommy agradece com um sorriso no rosto. Kat se sentia mal porque teria que dizer a Tommy que ele seria o próximo da lista.

Ela sentiu um pouco de tontura, então resolveu que precisava respirar um pouco e ficar longe dessa música eletrônica.

-Tommy. Onde fica o banheiro?

-No segundo andar. No tem que subir por aquela escada. –Tommy aponta para a primeira escada um pouco ao lado do bar. Haviam duas, que Kat não havia percebido.

-Vou lá. –ela diz olhando para Andy e depois para Tommy. Ela esperava que os dois não se matassem.

Kat abre caminho entre as pessoas ate chegar à escada. Ela sobe até o banheiro. Ele era todo vermelho, decorado com desenhos de coraçõeszinhos e outras coisas “fofas”. Kat viu que não havia mais ninguém lá além dela. A grande janela com persianas abertas da vista para a árvore enrolada com o fio luminoso. A propósito, Kat viu que o galho estava perto da janela ao lado.

Kat se olha no espelho, então ouve um barulho de fogos de artifício. Ela caminha até a janela, mas não havia nenhum ponto luminoso no céu.

-Mas... –ele tenta entender, então se lembra de sua toalha com desenhos de fogos de artifício iluminada em seu quarto-Sinal...

Ela desce as escadas correndo, procurando por Andy ou Tommy. Acha Andy -que não estava correndo o risco de morrer, ainda, mas servia- perto das escadas.

-Andy... Cadê o Tommy?-Kat pergunta nervosa.

-Logo depois que você subiu ele foi pela outra escada dizendo que iria verificar os outros fogos de artifício para o show. -Andy explicou.

-Fogos de artifício?-Kat se desespera-Eu tive vários sinais havendo fogos de artifício!

Ela começa a subir as escadas desesperadamente, seguida por Andy. Enquanto isso, do lado de fora do salão, vários homens arrumavam alguns fogos de artifício para o show. Os fogos estavam dentro de caixas com mecanismos, e seriam acionados por comandos. Um deles é mal colocado entre a árvore iluminada e o carro de Andy. O homem não percebe e sai.

A segunda escada levou Kat e Andy a um lugar totalmente diferente do resto do salão. Primeiro: era feito de madeira. Segundo: era tenebroso. Apenas alguns feixes de luz vindos de uma pequena janela no fim do corredor iluminavam-no. Ele estava cheio de pó. Algumas moscas voavam ao redor de um saco de lixo. No corredor havia seis portas vermelhas, três de cada lado.

-Tommy?-Kat chama dando cuidadosamente um passo. Nenhuma resposta.

Andy passa a frente e abre a primeira porta da direita, que dá em um pequeno quarto, com tábuas velhas e um colchão mofado. Ele fecha a porta. Kat abre a primeira da esquerda: um quarto vazio. Ela fecha a porta.

-Tommy?-Kat chama novamente e novamente não obtêm nenhuma resposta.

Kat tenta abrir a segunda da esquerda, mas está trancada.

-Tommy? Tommy, você está aí?-ela pergunta usando toda sua força para tentar abrir a porta. Finalmente ela percebe que por baixo da porta estava saindo fumaça.

Andy, que estava verificando as outras, chega junto para ver.

-Dá licença. –ele pede para Kat e a tira do caminho com seu braço. Ele se afasta e dá um chute na porta com toda sua força. Ele se arrebenta, alguns pedaços caindo no chão.

-Tommy?!-Kat entra olhando para os lados tentando encontra-lo.

O seu primeiro pensamento foi de que Tommy já estava morto. O chão de madeira queimava. Uma linha de fogo separava Kat e Andy da janela. Ela olhou para trás e viu o porquê da porta estar trancada: uma grande tora estava atrás da porta, mas com o chute de Andy, ela se quebrara.

Depois ela viu que Tommy estava caído debaixo da janela, desmaiado. Talvez porque havia levado uma pancada na cabeça, talvez porque havia inalado muita fumaça ou ainda talvez pelas duas coisas.

-Tommy!-Kat grita, na tentativa de fazê-lo acordar. Ela não conseguiria ir até ele sem se queimar na linha de fogo.

Por sorte, Tommy começou a acordar. Ele tossiu e abanou a mão perto do rosto, enquanto começava a se levantar.

-Andy, precisamos apagar esse fogo!-Kat diz.

-Mas não tem nada! Nem pano, água... –ele parou e tossiu-Precisamos sair daqui! Tem muita fumaça...

Tommy consegue se levantar.

-Ei, pessoal... Fujam! Eu vou sair pela janela!-Tommy grita.

-Não Tommy! Não é uma boa ideia!-Kat tenta avisar.

Uma viga do teto cai perto de Kat. A ponta perto dela não queima, pois é de metal, mas o resto da viga pega fogo, queimando boa parte do chão também.

Tommy pega uma pedaço de madeira que não estava pegando fogo e começa a bater nas persianas, que velhas, começam a quebrar.

-Tommy, isso aqui vai explodir!-Kat grita ao perceber que no canto do lugar está vários fogos de artifício.

-Desçam e tirem o povo daqui! Os comandos que controlam os fogos de artifício ficam aqui em baixo! Saiam!-Tommy respondeu quebrando a persiana, que bate no galho perto da janela e cai do lado de fora, acertando o fogo de artifício que havia sido mal colocado. Ele se inclina para cima, mirando na janela.

Tommy sai, se equilibrando no galho. Kat estava com um mau pressentimento. Ela dá um passo para trás e quase cai em uma madeira frouxa.

Se desiquilibrando, Tommy acaba recuperando seu equilíbrio na última persiana que restava na janela. A persiana cai no chão, que velho e queimado, cede, fazendo a persiana cair em cima dos controles. Eles ouvem o teto de metal se abrindo.

-O que? Mas ainda não está na hora!-Tommy reclama.

O fogo aumenta. Tommy começa a andar novamente sobre o galho, tentando não pisar no fio luminoso. O fogo toma conta do canto do lugar, que se quebra. Vários pedaços de madeira caem em cima dos controles.

Tommy estava na meta do galho, quando um arrepio percorre o corpo de Kat.

-Tommy... –ela murmura.

Vários fogos de artifício iluminavam o céu. Kat percebeu que o DJ havia parado a música para todos assistirem o espetáculo. Mais e mais fogos enfeitam o céu.

-Tommy... –Kat murmura novamente.

O fogo de artifício que estava mirando na janela é acionado. Tommy não percebe e dá mais um pequeno passo. Andy, em um movimento rápido, pisa na parte de metal da tora que havia caído perto de Kat e com impulso, voa pela janela em direção de Tommy, agarrando-o no exato momento que o fogo de artifício passa por eles, queimando o fio luminoso que enfeitava a árvore. O fio começa a queimar, enquanto os dois caem no chão.

O fogo de artifício entra no quarto em chamas e acerta em cheio os outros fogos de artifício. Alguns explodem, lançando outros para a sala de controles. Por sorte, Kat havia corrido para fora.

-Cara, você tá legal?-Andy pergunta para Tommy, que tinha folhas secas penduradas no cabelo.

-Tô legal... Só acho que torci meu pé... –Tommy diz olhando para o pé em uma posição nada confortável.

Andy se levanta e estende a mão para Tommy, ajudando-o a se levantar.

Kat corria com todas suas forças. Ao chegar ao primeiro andar do salão, viu que todos estavam parados, olhando para cima, vendo o espetáculo de fogos de artifício.

-Está tudo pegando fogo!-Kat grita.

Várias pessoas fizeram caretas, como se Kat fosse louca. Até que um bendito homem olha para fora e vê a árvore iluminada pegando fogo completamente. Ele soltou um grito e todos começaram a correr em direção da saída, inclusive Kat.

Então ela percebeu que a sala ao lado do bar não era a cozinha: era a sala de controles. Ela percebeu isso pelo simples fato da sala estar pegando fogo e ter fogos de artifício voando para todos os lados. Um deles conseguiu sair e acabou destruindo uma parede. Kat retornou a correr. Um homem estava caído perto da bancada do DJ. Na verdade, olhando bem, era o DJ. Kat até teria ido ajudá-lo, mas foi levada pela multidão aterrorizada.

Chegando do lado de fora do salão, algumas pessoas via o prédio pegar fogo, outras quase atropelavam qualquer coisa enquanto saíam desesperadas com seus carros. Ela viu Andy e Tommy afastados, olhando o fogo. Tommy estava com o pé estranhamente torcido.

Kat percebeu que o céu estava escuro. Óbvio, era noite. Mas estava com nuvens escuras, sinal que iria chover, apagando o fogo. Mas é claro que alguém já tinha ligado para os bombeiros. Ela andou até Andy e Tommy.

-Graças a Deus. Tommy, você está bem!-ela disse alegre, mas ele não sorriu-O que houve? Que cara é essa?

-Ainda não vi Drake sair do salão... –Tommy disse com uma angustia. Seu pé deveria estar mesmo doendo.

-Drake?-Andy pergunta.

-É. Um amigo meu... A Kat viu ele. Lembra? Aquele que foi no navio com a gente... –Tommy explicou.

O sorriso de Kat sumiu.

-Ele... Foi no navio?-ela perguntou. Tommy assentiu.

Kat tinha se esquecido do amigo de Tommy. Tinha até pensando que depois dele veria ela. Mas não, ainda havia Drake.

-Com que roupa ele está? Vou achar ele!-Kat disse desesperada-Ele é o próximo!

-Tá de brincadeira né? Ele é o DJ!-Tommy disse.

Kat correu desesperada de volta ao salão em chamas. Drake, o DJ, já podia estar morto. Ele estava caído no chão, certo?

Quando estava perto da entrada do salão, Kat o viu correndo em direção da saída. Provavelmente ele estava com a perna quebrada, pois estava arrastando ela. Drake estava perto da saída, quando um fogo de artifício saiu da sala de controles, rebateu em uma parede e foi em direção da bancada com vários CD’s, discos e aparelhos de mixagem.

O fogo de artifício estourou a bancada, fazendo voar discos e CD’s em chamas para todos os lados. Drake nem teve tempo de ver o que estava acontecendo. Vários CD’s e discos se cravaram na parte de trás de seu corpo. Um CD atravessou seu abdômen e foi em direção de Kat. O corpo caiu no chão, ensanguentado. Um grande disco estava fincado em seu pescoço. Também havia CD’s em seus braços e pernas. O CD que atravessou o abdômen de Drake caiu perto dos pés de Kat, que vendo a cena, desabou de joelhos no chão.

Uma chuva começou a cair, apagando o fogo do salão...

Notas finais
Então povo, só tem mais dois capítulos (o 19 e o 20). Até logo então. :)