Premonição: Águas Mortais
10 Em Chamas
Notas iniciais
Era uma manhã normal, como todas as outras. Quer dizer, não era. A lista ainda persistia.
Derek estava em sua casa, sentado no sofá. Sua cabeça estava apoiada em sua mão. Sabia que Kristy era a próxima, não havia nenhum sinal, de que estivesse viva ou não.
Molly. Ela morreria depois de Kristy. A lista recomeçara. Depois Jimmy e ele. Nunca teria paz.
Havia um jeito de deter a morte?
Então houve um lampejo de luz na cabeça de Derek. Derek começou a raciocinar lentamente:
– Se todos morrem seguindo uma lista, isso que dizer que se alguém conseguir morrer fora dela, estraga-se os planos da morte. Será que, se alguém se matar, os outros sobrevivem? Bom, eu fui o causador de tudo. Se eu me matar, será possível que os outros tenham a vida poupada??
– Maninho, do que você tá falando? — Irwin perguntou, descendo as escadas.
– Nada, esquece.
...
10:30.
Na casa de Cooper, sua mãe Lisa, preparava o almoço. Cooper ainda dormia. Seu irmão mais novo, Kyle, estava assistindo a TV.
– Mas esse garoto não acorda! — Lisa falou, referindo se a Cooper, enquanto fazia o almoço.
Estava muito atarefada. Viu a pia enchida de louça, a esquerda do fogão.
– Mas meu Deus! Ninguém me ajuda nessa casa! — Ela falou, e dirigiu-se a pia. E olhou pra vodka, esquecida ao lado. E disse:
– E esse Marlon só bebe! Que raiva!
Abriu a torneira, e água começou a escorrer na louça suja, mas não percebeu que o tampão estava colocado no ralo, e água começou a juntar na pia. Ao ver que não havia nenhum detergente, em sua casa, disse:
– Maldita seja a Lei de Murphy! Tudo acontece errado. Kyle! — gritou.
– Oi, mãe. — Kyle respondeu. Tinha apenas 9 anos, o irmão caçula de Cooper.
– Filho, nós vamos ao mercado rapidinho, tá?
– Mãe, deixa eu ficar aqui, por favor!
– Não, filho, eu preciso te levar. Você é muito pequeno pra ficar em casa sozinho.
– Mas mãe...
– Kyle, nada de mas! Vamos! — Lisa pegou a mão de Kyle e saiu, enquanto o filho estava aos berros.
...
Cooper acordou com uma dor imensa no tornozelo, mas saberia que tinha de conviver com isso. Pela primeira vez, ele desejou morrer. A dor poderia ser imensa, mas seria rápida. A morte agiria rapidamente.
– Pelo menos é melhor que ficar sofrendo por 40 dias...
E pensou em todos que haviam morrido. Todos haviam tido mortes brutais, mas agora estavam em lugar melhor.
– Não, Coop. Você está louco. Não morra. — Ele disse, e olhou para as muletas, ao seu lado. — Bem, vamos andar, queridinhas.
...
Derek e Molly caminhavam de mãos juntas, pela calçada, o vento gelado batia, o que obrigava os dois a estarem agasalhados.
– Molly, você acha que deveríamos ir a casa do Coop? — Derek soltou de repente.
– Bom, ele pode morrer a qualquer momento, né?
– É. Precisamos também estar de olho em Kristy.
– Verdade, não sabemos se ela já morreu...Você não tem o telefone dela?
– Ela tem o meu. Eu não.
– Mas não é só ver no registro de chamadas do celular??
– Um burro chamado Derek excluiu...
– Bom, aí... — Molly falou desanimada.
– Vamos pra casa do Cooper, então?
– Ah, vamos, é perto daqui mesmo.
...
Cooper saiu caminhando pela sua casa de muletas. A casa tinha dois andares, mas o quarto de Cooper, era no térreo, quase nos fundos. Teria de passar pelo corredor, chegar na sala e finalmente na cozinha.
– Ai, que dor! Essas muletas são horríveis!
Na cozinha, a água ainda escorria, enchendo a cuba e começou a escorrer pela pia incessantemente. Lisa havia ligado a torradeira pouco antes de sair, e esquecera dela ligada. A capa do fio da torradeira estava descascado, e Marlon prometera trocar. Ao seu lado, estava a garrafa de vodka.
Cooper começou a ouvir o barulho de água.
– O que é isso? — Cooper disse, caminhando mais rápido com as muletas. Chegara na sala e esticando os olhos pra esquerda na cozinha, viu o que acontecia.
– Mas que p**** é essa?
...
Derek e Molly continuavam andando e viraram na esquina da casa de Cooper.
– Será que ele está sozinho? — Molly perguntou.
– Acho improvável, vamos continuar, logo veremos. — Ele respondeu.
...
Cooper se aproximou do estrago.
– Putz, minha mãe, deve ter esquecido isso...
Cooper deixou as muletas na parede ao lado do armário. E começou a pular em direção a pia, apoiado na bancada.
Tentou alcançar a torneira usando sua mão esquerda, que não estava apoiada na bancada.
– Fecha! Fecha!
Cooper conseguiu alcançar a torneira, mas num movimento brusco, escorregou e caiu no chão.
– Ai!
Deitado no chão, enquanto água escorria pensou em algo terrível. A morte.
– Ela...ela...Eu preciso sair.
Cooper apoiou a mão na cadeira da mesa, ao lado, mas não adiantou. A cadeira virou sobre o peito do Cooper, que arfou.
– Ai, ai! Meu Deus, socorro!
Cooper começou a tentar se apoiar na bancada. Mas bateu na garrafa de vodka. Desesperado, tentou usá-la pra se levantar, mas a garrafa caiu, estilhaçando sobre seu peito, e derramando toda a vodka.
Pedaços de vidro voaram contra seu rosto, Cooper logo colocou como instinto a mão na frente. O vidro cortou toda a sua mão.
– Ai, ai! — Desesperado, gritou. — Socorro!!!
Ninguém estava passando por ali. Um vento gelado passou.
Ele tentou mais uma vez. Cooper colocou a mão e achou a torradeira. Começou a tentar se segurar. Mas a torradeira caiu sobre ele.
– Ai!
A água continuava escorrendo, passando pelo fio da torradeira. Mas ele estava desencapado.
...
Derek e Molly chegaram a casa de Cooper. O carro não estava.
– Vamos tocar. — Molly disse, apontando pra campainha.
DING-DONG.
...
Cooper ouviu a campainha e gritou: Socorro! Socorro! Me ajudem!
A água chegou no fio. A alta tensão passou por toda a poça e consequentemente Cooper. Os músculos de Cooper se contraíram, e ele sentiu uma onda de eletricidade invadir seu corpo, e tostá-lo.
Ele gritou fortemente.
...
Derek e Molly tentavam abrir a porta da frente, em vão.
– Tive uma ideia. Dá licença. — Derek disse. Então ele se jogou uma. Duas. Três vezes contra a porta que cedeu, com um barulho estrondoso.
...
Cooper queimava de dentro pra fora, seu olho direito explodiu. O gesso, condutor de eletricidade, entrou em chamas. O pé de Cooper começou a queimar brutalmente. A vodka derramada sobre ele, ajudou. Em poucos instantes, Cooper queimava. Ele já estava morto, mas seu corpo estava irradiando o fogo.
Neste instante, Lisa chegara em casa. Ao ver a fumaça, saíra correndo, deixando Kyle preso no carro. Derek e Molly haviam acabado de entrar.
Derek saiu correndo em direção a cozinha, encontrando com Lisa, que viera dos fundos. Os dois olharam em direção a cozinha.
– Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!! — Lisa soltou um grito esganiçado e desmaiou.
– Cooper! — Derek falou, ao ver a cena, chocado, gritou muito alto: — Cooper!!! Não!!! — E depois entrou em prantos, enquanto o fogo invadia a casa.
Entao pensou. A hora é agora. Se morresse ali, junto de Cooper, Molly e Jimmy estariam a salvo.
E se atirou nas chamas. Derek ouviu Kyle e Molly gritando.
E sentiu seu corpo queimando. Mas não morria.
A fumaça o matava. Sua asma, o matava.
A fumaça entrara em seu corpo e deixava Derek desorientado. Tossindo, a asma, com quem convivera toda a sua vida, havia o matado.
Então desmaiou.
...
2 dias depois.
Derek abriu os olhos repentinamente.
– Onde eu estou? — Logo viu Irwin correndo na sua direção.
– Ai, meu Deus! Você tá bem, Derek, você tá!
– O que aconteceu, mano? Eu só lembro de estar na casa do Cooper e...pegar fogo.
– Maninho, você quer saber mesmo o que aconteceu? Seu amigo, Cooper, morreu eletrocutado. Depois incendiou a casa. Molly tirou Kyle com vida de lá. A mãe de Cooper, Lisa, não sobreviveu. Quando tiraram você de lá... — Lágrimas escorreram dos olhos de Irwin. — Eu vi...Você nem estava respirando. Você estava queimado inteiramente, foi horrível.
– E Molly?
– Então, ela está bem.
– Graças a Deus! Quando saio daqui?
– Você está na UTI. Deve demorar um pouco ainda. — Irwin disse. — Aproveite. Eu tive de aumentar minha folga, pra ficar com você. E Irwin chegou perto de Derek, emocionado. Derek olhou pra ele.
– Eu te amo, meu irmão. — E suas mãos se juntaram.
Derek começou a chorar.
...
Molly estava sentada no sofá da casa de Derek. Estava impaciente e desesperada. Ali também estava o pai de Derek, Peter, cabisbaixo, esperando alguma notícia de Derek e Irwin.
De repente, a campainha tocou.
– Deixa que eu atendo, senhor Connors.
– Obrigado, Molly.
Quando Molly abriu a porta, teve uma surpresa. Quem estava ali era Jimmy.
– Posso entrar? — Ele perguntou.
– Entra. — Molly acenou com a cabeça.
– Quem é? — Peter perguntou.
– Um...amigo do Derek.
Então Molly cutucou Jimmy e disse sussurando: — Vamos pra cozinha.
Chegando na cozinha, Molly falou:
– Jimmy, o que você está fazendo aqui?
– Eu vim o mais rápido que pude. Eu...fiquei sabendo só hoje.
– Que ele está praticamente morto?
– É. Eu...Achei que deveria vir. Sabia que não seria bem vindo, mas...
– Mas o que, Jimmy?
– Eu queria vir. Prestar desculpas, pêsames, você entendeu, por ele.
– Eu não preciso de suas condolências, Jimmy. — Molly disse, friamente. — Depois de tudo que você fez pra ele...
– Eu sei. Eu conheço o Derek desde criança, nós sempre nos odiamos. Eu lembro...quando a gente se conheceu, o Derek tentou ser o meu amigo. Ele havia entrado no 4º ano aqui na escola e eu, já era o mais popular. Claro, achei ele estranho demais e assim começou. Derek fez amigos, teve namorada, viveu feliz. Eu nunca fui assim. Podia ser popular, mas nenhuma garota gostava de mim, de verdade. Apenas Lauren e Miranda. E eu, idiota, esnobei as duas. Agora elas estão mortas.
– Então...
– Isso. Sempre tive inveja do Derek. Isso era estranho, porque sempre achei ele muito diferente de mim. Mas... — Jimmy meneou a cabeça. — É isso. Caso nunca mais o veja. Queria falar isso pra alguém. Depois de tudo...eu percebi que ele queria não tinha ressentimento. Ele me salvou de morrer.
E Molly finalmente entendeu o que acontecia. Mas aquilo não durou muito. Um vento gelado bateu pela janela da cozinha. Molly e Jimmy olharam assustados.
– Será que... — Jimmy perguntou.
– Não! Isso acabou! — Molly falou. — Não é possível!
– Molly, você sobreviveu.
– Como?
– No incêndio. Deve ter acontecido algo. Algo pra você sobreviver. Algo. Sou eu, eu sei disso.
– Jimmy, espera, podemos conversar...
– Depois que aquilo aconteceu comigo, eu procurei na Internet, pra descobrir sobre a morte, e como ela agia. Eu descobri que temos jeitos de deter a morte...Matando alguém ou matando fora da ordem.
– Isso, mas, nem por isso, você... — Molly pensou um pouco. — Você vai me...matar?
– Adeus, Molly. Até um dia se conseguirmos nos ver novamente!
– Espera, Jimmy! Tem Kristy e depois eu... — Molly gritou.
– Mas se você for...não será mais!! — Jimmy olhou com uma cara mórbida para ela. Abriu a gaveta e pegou uma faca. — Adeus Molly!! Um de nós vai sobreviver, o outro morrerá!
Um grito seguido de um baque foi ouvido por Peter.
...
1 semana depois.
Derek nada sabia. Irwin preferira não contar ao irmão mais novo, sobre o que acontecera entre Molly e Jimmy. Derek havia ido pro quarto quando a porta se abriu. Seu quarto era o 18. Era Irwin.
– Oi, maninho, como vai?
– Irwin, eu estava pensando...onde está Molly?
– Molly, bem...
– O que aconteceu? Ela está bem? Me responde, Irwin! — Derek disse, desesperado.
– Ela...é difícil responder.
– O que aconteceu, Irwin?
– Jimmy foi na sua casa, há dois dias atrás. Eles supostamente conversaram, pelo que nosso pai disse. Ele estava lá. Daí ele ouviu o grito de Molly.
– O Jimmy? Ele...matou a Molly? Aquele desgraçado!! — Derek gritou.
– Não. Ele nos salvou. — Molly disse, entrando no quarto.
– Molly, o que aconteceu? O que está acontecendo?
– Muita coisa, Derek. Eu sei de muita coisa agora. Eu sei do que aconteceu. — Irwin disse.
– Posso continuar o que dizia, Irwin? — Molly perguntou.
– Claro, vá em frente.
– Bem, fiquei com medo. Mas Jimmy deu a vida por nós. Ele se matou, se sacrificou, pra salvar nós dois. Ele foi na sua casa, e pediu perdão a você..., depois pegou uma faca da gaveta da cozinha, e...enfiou a faca no peito. Se matou por nós. Estamos vivos e a salvo, Derek. Graças ao Jimmy. — Molly abriu um sorriso. — Agora eu sei o que aconteceu entre vocês.
Derek abriu um sorriso.
...
4 dias depois. 7 de dezembro de 2010.
Kristy já estava a par dos acontecimentos. Estava finalmente a salvo. Sorrindo, sentada no sofá do apartamento, esperando seu tio chegar, pra logo sair dali. Já havia se despedido de tudo. Mas a melhor notícia era que tinha passado em medicina. Faria o curso que ela queria.
– Isso me lembra tanta coisa...sorte que vou sair daqui. — Ela disse. — Finalmente, vou ser feliz. Espero que Mark, Jane, Alex e Martha e todos os outros, estejam felizes onde estiverem.
E pela primeira vez, desde o acidente de metrô, ficou realmente feliz.
...
09 de dezembro de 2010.
– Maninho, olha, eu tenho de ir. Meu tempo já está praticamente esgotado por aqui. Já estou até perdendo aula da facul pra ficar aqui. Tentei dialogar mas, sabe como é, né...
– Eu sei, mano, sei... — Derek abriu um sorriso. — Vai nessa.
– Fica bonzinho, aí, hein?
– Tá bom, Irwin, tá bom.
Então Irwin se dirigiu a porta. Antes de fechá-la, deu um aceno a Derek, que sorriu.
...
12 de janeiro de 2011.
– Parabéns pra você... — Um coro uníssono de familiares e amigos cantavam a Derek. O garoto já havia se recuperado das queimaduras e voltara para casa pouco antes do Natal.
Teria cicatrizes eternas, em várias partes do corpo e também em sua cabeça, dos eventos ocorridos, mas tirando isso, estava bem. Sua asma, havia piorado, mas agora, estava normal, outra vez.
Derek estava abraçado a Molly, Irwin e Peter, enquanto todos cantavam, felizes.
Após assoprar as velas, de 17 anos de vida. Derek decidiu falar.
– Obrigado a todos vocês, que vieram aqui hoje. Digo que estou muito feliz, pela presença de vocês. Esse é concerteza o meu maior presente neste dia. Ver vocês. Porque você não sabe o dia de amanhã. Eu quase morri. 3 vezes. Poucos sabem o que é ver a morte perto de você, te rondando. É algo horrível. Ver todos a sua volta morrendo. É horrível. E eu estou vivo depois de tudo, o que ocorreu. Mas talvez vocês não me veriam aqui hoje, se não fosse uma pessoa. Ele se chama Jimmy Holloway. Ele sempre foi meu rival, mas foi ele quem me fez viver. Se vocês soubessem a história, iriam se assustar, mas, de qualquer modo, eu só estou vivo graças a ele.
Molly, Irwin e Peter olharam orgulhosos pra Derek. E Peter disse, quebrando o silêncio:
– Esse é o meu garoto!
...
Quase 2 anos depois. 09 de dezembro de 2012.
– Amor, espero que você goste de vir aqui. Não sei porque demorou tanto pra se decidir. Estamos namorando há mais de seis meses. — Irwin disse, agora com 23 anos, enquanto dirigia o carro.
– É que...motivos pessoais. — A garota disse.
– Conte-me, vai. Afinal, nós nos conhecemos há um bom tempo. Lembra que quando você entrou na faculdade eu te ajudei bastante? E depois nos apaixonamos e...
– É. É que eu prefiro não comentar sobre isso. — A garota continuava olhando pra janela.
– Bom, de qualquer jeito, você vai conhecer meu irmão Derek. Ele é muito legal. Agora tem...acho que 18 anos, e meu pai, o Peter. Gente fina, Kristy.
Kristy se virou repentinamente.
– Peraí, que Derek é esse? Eu conheço um Derek daqui de MT. Abraham. E ele se chama Derek...Connors.
Irwin se assustou.
– Peraí, mas ele...ele é meu irmão! E como sabe dele??
– Ai, Irwin, no passado, eu morei aqui em MT.Abraham. É uma longa história. Eu sabia que você havia morado aqui, mas não contei nada. Esse lugar me dá arrepios.
– O que aconteceu, exatamente?
– Eu me envolvi em três listas. Quase morri nas três. A morte tentou me caçar, e seu irmão sabe disso.
– Peraí, meu irmão...Você estava naquele barco? Peraí, você é a Kristy que ele falou?
– É, sim.
Nesse instante, o carro de Irwin chegara a casa dele. Parou na guia.
– E acho que agora você queira me deixar. Depois disso, difícil seria pra você continuar me namorando. Com licença. — Kristy abriu a porta do carro.
Então Irwin abriu a porta e correu em direção a Kristy.
– Escuta, Kristy. Eu te conhecia, antes mesmo de saber. Conheço a sua história e sei o que você passou. Mas não vou terminar com você por causa disso. Eu te amo, Kristy.
– Eu...também, Irwin.
– E não importa o que ocorreu com meu irmão, ou com você. Agora estamos todos a salvo. Aquilo acabou.
– É, verdade.
– E todos os que morreram, estão num lugar melhor. E só querem o nosso bem. Eu sei disso. Eu, você, Derek, Molly.
E Kristy lembrou-se de Mark. Quão difícil era esquecer dele. O primeiro amor a gente nunca esquece. Mas ela sabia. Sabia que no final, o que ele queria era que fosse feliz. Não importava a situação. E estava feliz com Irwin.
Deram um beijo. Demorado. Atrás deles, Derek e Molly sorriam, na escada em direção a porta.
Todos estavam bem. Mark, Jane, Alex, Martha, Mary, Michael, Cory, Stevie, Curtis, Milly, Jennifer, Charley, Sinan, Cooper, Jimmy, Danny, Lauren, Carly.
Todos eles estariam bem, em algum lugar, além do horizonte.
Então um vento gelado passou por eles.
FIM
Epílogo.
5 de junho de 2017.
Kristy finalizava o curso de medicina. Já era enfermeira, quando surgiu a notícia.
Kristy estava grávida aos 25 anos. Que alegria! Já estava grávida de seis meses. Era menino, e se chamaria Alex. Em homenagem a seu irmão. Ela e Irwin seriam pais. Haviam se casado a pouquíssimo tempo.
Estava feliz, mas algo remexeu em sua cabeça.
Lembrou que a morte dissera que voltaria. Quando ela menos esperava, e ela sucumbiria.
Lembrou de Martha, Barbara, Alex e Jane. O esquema maldito. Era de família. O esquema era de família. E agora, seu filho. Ele era o próximo do esquema.
Eu não disse, querida? – A morte remexeu em sua cabeça. – A sua hora chegou.
Notas finais
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Sobre o final do Jimmy, foi inspirado na fala de Ian. Diz que se o último morresse fazia todos sobreviverem. Nisso, eu quis mostrar que se alguém morresse fora da ordem, mesmo se não fosse o último atualmente, a lista seria destruída, como aconteceu aqui.
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Bom, pra quem não percebeu os três finais homenagearam os filmes. O primeiro, foi uma homenagem a FD1-FD3. O segundo, foi uma homenagem CLARA a FD5. Já esse foi uma homenagem a FD2. Só FD4 ficou sem homenagem. XD
Além disso, o final homenageou Premonição: Sem Saída e Final Destination - You'll Never Know, pra mim, as duas fics mais cults do Nyah, e também as melhores sobre Final Destination.
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Ah, logo continuarei a escrever fics. Não se preocupem!
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