"A alegoria chega quando descrever a realidade já não nos serve."

José Saramago

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Não sei dizer sobre eu

Tudo é resumo em poucas palavras

Se cada eu, outro morreu

A condição que me lavra

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Quando me chamo por nome

Soa tão estranho, não é loucura

Habituados pelo pronome

De lira o som de doçura

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Desconhecemos o eu mesmo

E como ele não perecia

Conheça a ti, e o bem supremo

O velho grego dizia

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Então qual sombra faz ego?

Não há ninguém, mas venha aqui

Com uma vida ainda não pego

Falta eu outro para fruir.

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"Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda." — Carl Jung

Notas finais
Poesia metrificado simetricamente em seus versos, conforme em cada estrofe 7-9-9-7. Disposição de rimas alternadas em quadras. Ritmo de (4-7, 4-9) - Valendo contar a cesura como um tempo silábico.