Preludio ao Universo
80 A Busca
A Busca
Quem já não viu o amante contemplar,
De olhar fixo num ponto, horas de sonhosE com a alma fora do corpo em êxtase?Ai, quem lembra, dos dias gelados de invernoOu dias quentes de verão, diga-me:Foram anos para entender a dança de estações.A memória de criança proporciona alegorias,Ainda mais quando feitos de prazeres inefáveis,O amor, como sempre tivesse falado, de meu íntimo.Mas não te enganes, não esqueci dos desenganos cruéis,Enquanto me mantive refém das quatros paredesEm noites que somente a lua sobrava inspiração.Testemunhem o papel e a tinta expressarem,O coração parar no estômago de tão ferido,Da esperança que nunca morre, mas o inferno é isto.
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