Prelude To Death
10 Pedregulhos caem do céu
Notas iniciais
Esse capitulo é uma homenagem a minha Mero-chan -q Amiga que adoro muito! Espero que goste! õ/
*Inicio da Transmissão*
Em um Posto de Gasolina – PR
Quarta, 22 de Outubro de 2014 08:48 A.M
Acordamos cedo naquele dia. A Carol acordou um pouco cambaleante e ainda fraca, o que fez a Nat desconfiar um pouco, mas acabou por não falar nada. Fui para fora. Precisava encontrar transporte para que pudéssemos ir logo para Stº Antonio. Comecei a caminhar pelo posto. Os cadáveres dos zumbis e dos cães começaram a feder, mas não podia fazer nada. E também, não iríamos ficar muito tempo ali. Poderia ser útil para atrair os zumbis para lá e limpar a estrada e o campo. Dei a volta no posto e na parte dos fundos achei uma L200 Triton, preta, realmente linda. Estava impecável, apesar da poeira facilmente visível. Andei até ela e tentei abrir a porta. Abri e procurei a chave lá dentro, sem sorte, pois não encontrei nada. Apenas os documentos. Era modelo de 2013, e era de uma moça que hoje teria 20 anos. Acho que ela tinha ficado realmente feliz, mas não pode aproveitar. Pena. Bem, já que não achara a chave, teria que fazer ligação direta, mas resolvi fazer isso depois. Sai da cabine e fechei a porta, indo até a torneira pegar uma mangueira. Joguei um pouco de água em cima e deixei o carro brilhando, sem pó. Corri feliz para dentro da loja de conveniência e chamei todo mundo. Eles ficaram felizes. Gostávamos das caminhonetes para viajar, pois eram mais fortes e rápidas e principalmente, por poder atropelar zumbis sem problemas. Arrumamos nossas coisas e pegamos toda e qualquer coisa comestível ainda dentro da validade e levamos para a caminhonete. Colocamos tudo na sua caçamba e entramos. Forcei uma parte logo abaixo do volante, quebrando-o e fazendo vários fios caírem.
- Cadê a chave? – perguntara Natália.
- Não achei.
- Como não achou? – ela estava ficando estressada.
- Não achando, agora com licença... – disse enquanto mexia em dois fios, fazendo faíscas voarem.
Depois de alguns minutos com várias tentativas o motor funcionou e eu sorri para a Natália, que apenas bufou e abriu a janela, deixando ar puro entrar. Vinicius e Carol fizeram a mesma coisa e Carol deitou no colo do Vinicius, enquanto cochichavam. A Natália lançava olhares perversos e cheios de ciúmes pelo retrovisor. Apenas sorri e sai acelerado dali. O tanque estava quase vazio, então parei no posto e reabasteci, enchendo o tanque. Logo depois, sai com a caminhonete pela estrada, indo em direção a Stº Antônio.
*Término da Transmissão*
○ ○ ○
*Inicio da Transmissão*
Stº Antonio da Platina – PR
Quarta, 22 de Outubro de 2014 10:50 A.M
Já fizera um tempo que havíamos chegado à cidade. Tivemos problemas com alguns zumbis, mas nada que fosse terrível. Comecei a dirigir até o centro, ignorando placas de contramão e afins. Não tinha tempo para isso e a Natália não tinha paciência. Quatro vezes durante a viagem ela tentou me furar de raiva, por algum erro meu. Alias qualquer mínimo erro ou respiração elevada e ela se estressava. Eu realmente não entendia essa mulher. Depois de uns minutos rondando pela cidade, chegamos à praça central. Estacionei perto da Catedral e todos nós descemos obviamente armados. Começamos a andar, descendo a rua, indo até as lojas e restaurantes. Queríamos roupas e mantimentos. O mais estranho foi à praça, que estava rodeada com grossas paredes de concreto, sem nenhuma passagem. Tentei escutar algum som lá dentro, mas era silêncio total. Vinicius e Carol andavam de mãos dadas e sorridentes. Ele estava com o Rifle e ela se sentia mais segura. Eu estava apenas com um revolver, pois por incrível que pareça, havia deixado a katana na caminhonete. Chegamos até a frente das lojas, que estavam todas abertas e arrombadas, tudo na maior bagunça. Olhei novamente para o muro. Havia um portão de aço com uma tranca quebrada com uma placa que continha os dizeres: Perigo. Não abra. Obvio que a Natália andou imediatamente até o portão, aos pulinhos, parecia que ela queria me irritar.
- O que vai fazer? – gritei para ela, que se afastava.
- Abrir!
- Por quê? Não sabemos o que pode ter ai dentro.
- E é justamente o que vou descobrir. – disse ela abrindo a tranca.
TONELADAS! ISSO MESMO, TONELADAS DE ZUMBIS CAIRAM SOBRE A NATÁLIA QUE GRITAVA! Eu, Vinicius e Carol recuamos, pois os zumbis vinham em ondas e seria perigoso e fatal ser atingido por uma dessas.
- PUTA QUE PARIU! QUE MERDA É ESSA? – Vinicius gritara, atirando cegamente.
- PELOS DEUSES! A NATÁLIA ESTÁ NO MEIO DAQUILO! PARE DE ATIRAR, PODE ACERTAR ELA! – gritei para o Vinicius.
Os zumbis ainda desciam em ondas para o meio da rua, mas no meio de todo o barulho escutei um grito surdo:
- HEDGEHOG ROSE!
Vários, para não dizer centenas ou talvez milhares de espinhos subiram para cima, arremessando vários zumbis, alias, pedaços de zumbis para todos os lados. Os espinhos encolheram, mas não totalmente, formando uma camada protetora pelo corpo da Natália. Realmente, agora ela era um porco espinho. Apenas os olhos, boca e nariz estava normais, de resto, era todo espinho. Ela começou a correr a girar, cortando e matando zumbis com uma facilidade incrível. Todos eles começaram a ir para cima dela, e quando acumulavam muitos zumbis próximos a ela, elas os empurrava com os espinhos, mas sempre mantendo a camada protetora. Eu não sabia o que fazer. Joguei a arma no chão e comecei a correr em sua direção, tentando chegar perto dela. Eu socava zumbis, praticamente abrindo cabeças com simples socos, sem nenhum esforço.
- Não chegue perto! – gritava Natália.
Eu fingia não ouvir. Tudo o que eu queria era proteger meus amigos e queria morrer tentando fazer isso, mesmo que eles pudessem se proteger. Alguns cachorros saíram da praça, e eu só pisei na cabeça dos que vieram para cima de mim, esmagando-os. A maior parte foi para cima da Natália, derrubando-a, mas ela se transformou em uma bola de espinhos que atingia um circulo perfeito de 2 metros. Quando ela voltou quase totalmente ao normal, ainda mantendo a camada protetora, escutamos dois barulhos de algo se movendo muito rápido. Olhamos para cima. Dois mísseis cortavam o céu, atingido um prédio próximo da Natália, o fazendo cair, com toneladas de concreto. Corri, derrubando tudo que havia no meu caminho, desesperado. Eu tinha que chegar até ela e tinha que ser logo. Alguns zumbis se afastavam, como se soubessem que iriam morrer.
- DAN, NÃO! — gritou Vinicius no exato momento em que cheguei perto da Natália e toneladas de concreto caíram sobre nós. Estava tudo escuro, e meu corpo doía.
*Término da Transmissão*
Notas finais
Critiquem, comentem e principalmente, divirtam-se!
Próximo capitulo semana que vem! õ/
Fale com o autor