Pregnancy In War Times (dramione.)
15 Pansy na Londres trouxa.
P.O.V. Pansy.
O lugar era lindo. Quer dizer, muito diferente de Hogwarts ou de tudo o que eu já vi.
—Gostou?
—É muito diferente do que eu pensei que fosse.
—E como você pensava que era?
—Um monte de gente suja e fedorenta que morava em barracos.
—Típico. Está com fome?
—Sim. Muita.
—Vem. Vamos comer alguma coisa.
Ela me levou até uma lanchonete e como eu não sabia o que era nada ela fez o pedido por mim.
—O que é isso?
—Hambúrguer.
—Não tem talheres. Como vou comer?
—Olha.
Vi ela comer e fiz igual. Aquilo era uma delícia.
—É muito bom!
—Imaginei que diria isso.
Nós andamos num ônibus comum, fomos a casa dos pais dela que ficaram muito felizes em nos receber. A casa deles não tinha nada de barraco, pelo contrário era uma casa com três quartos e três banheiros, uma cozinha ampla e móveis muito bonitos e em ótimo estado de conservação.
Haviam flores enfeitando as coisas e fotos de família. Até mesmo Draco estava nas fotos.
—Suas fotos estão com defeito.
—Não estão. Aqui não temos magica pra fazer elas se moverem.
—Ah! Verdade.
A mãe adotiva da Granger estava com Brian no colo e haviam vários brinquedos coloridos espalhados pela sala de estar. Vi ela colocar um disco dentro de um equipamento e então imagens começaram a passar na tela. Era como um espelho mágico.
—Não pode enfeitiçar as fotos, mas pode ter um espelho mágico?
—Não é um espelho mágico Pansy. É uma televisão. Não é magia, é tecnologia.
O pequeno Brian parecia concentrado em olhar as imagens projetadas na tal televisão.
Eram bichinhos coloridos que cantavam e dançavam. Eles contavam até dez, falavam o alfabeto e falavam sobre amizade.
—Qual é a utilidade disso?
—É um desenho educativo.
A senhora Granger veio carregando um embrulho enorme.
—O que é isso mãe?
—É um presente pro meu netinho. Olha querido, o que a vovó comprou pra você?
—Pesente! Me dá! Me dá!
—Toma. É só pra você.
Ele tentou rasgar o embrulho, mas não estava dando certo.
—Mãe! Ajuda!
Hermione se ajoelhou e começou a tirar com um negócio esquisito umas tiras que grudavam nas mãos.
—O que é isso?
—Tesoura.
—E isso?
—Durex ou fita adesiva.
Quando ela finalmente conseguiu tirar toda a fita adesiva, Brian abriu o embrulho sem esforço.
—Oba! Um upa upa!
—Como fala?
—Brigado vovó.
—De nada querido. Gostou?
—Um tantão assim ó.
Ele abriu os braços o máximo que conseguiu.
—Ótimo.
—Abre a caixa mãe. Abre! Abre!
—Calma filho.
Hermione abriu a caixa e tirou de lá de dentro um cavalo azul de plástico.
Ele subiu no cavalinho e começou a pular encima dele pela casa toda.
—Esse menino não cansa nunca?
—Cansa. Mas, demora.
—Quanto?
—Bastante.
—Bastante?
—Ele só vai dormir as seis horas.
—E quanto falta?
—Ai Pansy! Eu que sou a mãe não reclamo.
—Eu sei.

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