Predestinado
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Primeiramente, obrigada por ler!
Eu estava com um pouco de receio em relação a esta historia, por isso se puder, por favor me diga o que achou. ^-^
Boa leitura!
— Vovó! Vai começar o noticiário!
— Já estou a ir!
"Noticia de ultima hora, há alguns minutos aconteceu um acidente gravíssimo a 12 km do Hospital de Everline. Parece que a condutora se despistou por razões desconhecidas, capotando o Citroen que conduzia e embatendo numa arvore. Os resultados deste incidente foram a morte imediata dos três acompanhantes, dois adultos e uma criança. A condutora està agora en estádo critico..."
— Avó...-olhando para ela, Rosie pode perceber perfeitamente o quanto custava à mulher prever todas aquelas coisas e não puder fazer nada para impedir. Deixou o chamamento no ar enquanto pensava no quanto deve ter sido doloroso prever a morte da filha e do genro. Era sempre assim, Dona Clara tinha permonições do que aconteceria num futuro proximo, logo quase nunca podia fazer nada para impedir.
Dona Clarinha, como gostava de ser chamada, tinha dito a Rosie minutos antes, que um acidente ia acontecer, um acidente do qual apenas uma mulher sairia viva mas com sequelas enormes, sendo uma delas a perda total da visão. Era doloroso poder fazer aquilo, disso, Rosie tinha a certeza.
* * *
— Rosie! Espera um pouco! — Robin corria desesperadamente atrás da rapariga de olhos cinza enquanto ia apanhando algumas folhas que caiam — Estás a dizer que a Dona Clarinha previu aquele aciden... — Rosie foi até ele e cobriu-lhe a boca, impedindo-o de continuar.
— Fala mais alto Robin, os lemures de Madagascar ainda não ouviram bem! — o rapaz sorriu descontraidamente, como uma criança faria ao chegar ao parquinho, um sorriso feliz e misterioso — E sim, ela previu todo o acidente! Disse também que só a senhora ia sobreviver, mas que provavelmente, ficaria cega. E Rob, que folhas são essas?
— Então... — ele prolongou o "ão" durante algum tempo, como se espera-se uma reação da parte dela — É o trabalho que eu tenho a certezinha que tu te esqueces-te de fazer! — e dizendo isto, ele gargalhou perante o desespero da pequena
— Oh meu Deus! O trabalho era para amanha! — ela começou a resmungar algo enquanto o outro ainda ria — Ei! Para de rir! Para tua informação, a culpa de o trabalho não estar feito é toda daquele mamute!
— Estás a falar do Ahron? Desculpa desiludir-te Romrom mas ele não é propriamente um... Ai! — Robin esfregava o braço equanto Rosie se afastava dele aos gritos — Vou ter com o Ahron para ver se ainda dá para fazer o trabalho! E tu, vê se esqueces essa do Romrom, porque para a proxima vai doer mais! — Robin ria enquanto via a rapariga afastar-se. Romrom era o apelido que lhe dera quando, anos antes, Rosie tinha adotado um gato (que agora se chama Femur) e quis chamar-lhe Romrom, por achar que era uma gata, apesar de a ex-dona dele dissesse desesperadamente que era um gato. Talvez por isso Femur nunca lhe tenha dado o prazer de o ver ronronar.
Rosie balançava os compridos cabelos enquanto corria até o campo onde sabia que Ahron estaria. Teria preferido mil vezes fazer o trabalho com Robin mas o famoso professor Alcides decidira fazer os pares "à sorte" e fora aquela "anta" que lhe calhara.
Ao chegar ao campo, Rosie estranhou não ver um monte de rapazes extremamente suados a correr atrás de uma bola, para, ao invés disso, encontrar todos os rapazes sentados civilizadamente enquanto conversavam.
— Ei, o que estão a fazer? — a rapariga pendurou-se nas grades do campo enquanto falava (ou tentava falar) com os rapazes.
— Nada... — Oscar, um dos rapazes, respondeu com um suspiro dramatico — Não é triste?! Não estamos a fazer N-A-D-A!
— É... Estou tão entediado que podia morrer! — Zac, ou "Mexilhão" como era carinhosamente apelidado concordou com Oscar. Estes dois eram bastante caricatos; enquanto que Oscar era alto e "forte", Mexilhão era baixo e magrinho, mas apesar disso os dois eram os melhores amigos.
— Já sei o que podemos fazer! Rosie, anda cá! — a garota olhou-o de forma interrogativa, mas depois de alguma persistência por parte dos rapazes acabou por resistir — Senta aqui, vamos jogar um jogo! — e então uma cara perversa apareceu na face de todos os rapazes ali presentes.
* * *
— STOP!
— Ei! Era a minha vez de dizer "stop"! -Rosie gritava com Zac, enquanto todos os outros pegavam nas canetas e escreviam rapidamente nas folhas de papel.
— Não existem cores com "D" pois não? — Dennis, um outro garoto, olhava com cara de pau para as respostas de todos.
— Para de copiar seu vagabundo! — Lewis discutia com o primeiro enquanto outros diziam "xiuu!" enquanto escreviam rapidamente nas folhas.
— Mas que merda é que vocês estão a fazer? — quando ouviu aquela voz, Rosie finalmente relembrou o que viera fazer à‘quele lugar. Ahron olhava para o grupo como se eles tivessem um braço a crescer na testa, e depois, quando olhou para a rapariga, ambos gritaram:
— O TRABALHO!
— O TRABALHO!
— Oh deus, não acredito que me sentei aqui a jogar e me esqueci do maldito trabalho! E agora?
-Hum... — o rapaz pareceu pensar um pouco — Já sei! E se fizermos o trabalho hoje à tarde?
— Por mim tudo bem, era isso mesmo que eu vinha propor. Fazemos onde?
— Tua casa? — Rosie pareceu ponderar a sua decisão e depois soltou um "Porque não?" — Ok, às 15 horas.
— Ok.
Seria uma longa tarde, Rosie não podia imaginar o quanto.
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