Predestinada Jornada
1 As tulipas já não eram tão bonitas
As tulipas já não eram tão bonitas.
Já são 7 horas da manhã, o despertador toca incessavelmente, estico minha mão para desligar o despertador, o que não deu muito certo pois acabou caindo, estico minha coluna ouvindo certos estalos o que confirma que dormi de mal jeito, me sento na cama, respiro fundo, pego o despertador do chão e o desligo, observo o meu quarto e tudo ao meu redor, as paredes de verde esmeralda já não me traz a mesma sensação de paz como antes, me levanto, calço os meu chinelo pego minha toalha,e meu inseparável celular, quando vou sair do meu quarto dou uma olhada pela luz que sai da janela, vejo os primeiros raios de sol e suas lindas combinações de cores. Depois de uns minutos de devaneios, me ruma para o banheiro onde começo a tomar banho, não antes de programar meu celular para tocar musicas da minha play list, tomo banho e lavo o cabelo e ao som da ultima nota da quinta musica, me enrolo na toalha e retorno para o meu refúgio, tranco a porta de madeira branca detalhada em cor prata, me visto com a roupa que já tinha separado na noite anterior por falta de sono, nada muito chamativo, apenas uma regata branca lisa, e uma calça caqui que batia até o meio das minhas canelas, Calço o meu surrado all star preto e pego minha mochila, vou a frente do espelho me olho vejo meus cabelos ainda úmidos ,pego a toalha e enxugo o meu cabelo, passo a mão para abaixar os fios rebeldes, observo o meu reflexo, estou com os lábios secos e olheiras escuras debaixo dos olhos, o que ficou notável pois minha pele estava super pálida. Olhei o reflexo, o reflexo de uma garota que antes era a mais alegre e a mais energética, agora tudo que sobrou foi esse reflexo, o reflexo de uma garota órfã.
...Orfã...
Tudo aconteceu muito rápido, eu tinha uma mãe, não sei como aconteceu exatamente, mas me ligaram no colégio pedindo que eu fosse exatamente ao hospital do centro perto de onde mamãe trabalhava, quando cheguei marie, a companheira de trabalho da mamãe, me abraçou apertado , quase me sufocando, o que eu temia veio a tona, desabei nos braços de marie, chorei no meio do corredor , algumas pessoas que passavam me olharam com pena, e algumas até saiam do quarto com suas muletas e braços enfaixados, depois de um tempo com o meu choro duas enfermeiras vieram e me deram um calmante e me contaram como aconteceu.
Me disseram que no intervalo, ela saiu para comprar um iogurte de coco (aposto, minha mãe era sempre previsivel e não mudava a rotina por nada, mas era bem alegre e quando se tratava de mim, ela fazia o impossível para me agradar) ela saiu da empresa, e estava andando na calçada, quando um carro desgovernado, a pegou em cheio, foi o que disseram, até tentaram reanima-ala mas já era tarde. O enterro foi no dia seguinte, com alguns amigos próximos a mamãe, nem deu tempo para me despedir dela, e quando todos já tinham ido embora, eu ainda estava lá a presenteando com lindas tulipas amarelas, as suas preferidas, eu também achava elas muito bonitas, mas agora...
As tulipas já não eram tão bonitas.
O mundo fica desbotado quando alguém que se ama se vai...
Notas finais
XOXO :3
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