Predestinada
1 Prólogo
Notas iniciais
Boa leitura ^-^
O salão estava em total escuridão, assim como o restante das ruínas do que um dia fora um castelo. O silêncio era absoluto. A única coisa possível de se ver ali era um homem, já com suas feições envelhecidas, juntamente com sua pequena barba negra e seus olhos também extremamente negros, os quais demonstravam supremacia. Seu cabelo estava escondido sob um capuz negro, que era interligado a um manto da mesma cor. Suas vestes eram facilmente confundidas com ele, já que também eram negras. Estava sentado em um trono, nas cores vermelha e negra.
Em meio às trevas que estava aquele salão, a única luz que iluminava tal homem saía de sua própria mão. Sua coloração e brilho transmitiam leves semelhanças com a lua cheia em uma noite estrelada. O sorriso melancólico que o homem tinha em seu rosto demonstrava relevância com algum devaneio irrelevante.
Seu momento distrativo foi interrompido por outro homem, desta vez mais jovem, que entrou pelos restos da porta apressadamente.
— Senhor... Desculpe a invasão, mas o que tenho a lhe dizer é de extrema importância ao senhor.
O homem fechou seu punho, e a luz se apagou. Arqueou-se para frente, e perguntou:
— Alguma novidade, enfim, Richard?
Richard deu um sorriso satisfatório antes de respondê-lo.
— Sim, Benjamin. Localizamos o gangel que você tanto deseja morto.
Benjamin não conseguiu conter sua risada vitoriosa, mesmo que a informação recebida não tenha sido grande coisa.
— Mark não perde por esperar. Desta vez ele terá a vingança que tanto merece! — Proferiu, levantando-se de seu trono.
Richard curvou-se, reverenciando, até enxergar os pés de seu líder à sua frente.
— Sabe o que fazer, não é? — Indagou o ser supremo.
— Sei — o sorriso malicioso que se abriu nas feições enrugadas do rosto de Richard deixara claro isso — irei mandar o nosso melhor guerreiro para destruí-lo.
Benjamin deu um passo para trás, o que indicava repulsa de sua parte.
— Não. Mande a nossa melhor guerreira — corrigiu.
Richard arqueou sua sobrancelha, ríspida.
— Guerreira? O que planejas, senhor? — Questionou, o que era raríssimo vindo da parte dele.
— Cale a boca e faça o que mandei, idiota! — Clamou, e Richard curvou-se novamente antes de sair apressado em meio às ruínas sombrias do que um dia fora a porta de acesso ao trono.
Em meio à escuridão novamente, Benjamin voltou ao seu trono, onde tornou a abrir sua mão e invocar a luz azul que parecia a lua cheia. Em questão de segundos, seu sorriso melancólico voltara, porém com pensamentos extravagantes em sua cabeça.
Pensava em sua doce vitória na guerra entre suas criaturas, os Hellons, e as criaturas governadas por Mark, Gangels. Agora que finalmente encontrara o gangel que tanto queria, não hesitaria em fazer de tudo para matá-lo. Queria vê-lo sangrando lentamente e morrendo aos poucos, sofrendo a pior de todas as dores.
E, para seu grande triunfo, ver Mark derramando lágrimas sobre o corpo do tão cobiçado gangel.
Faria de tudo para destruir Matt, o Príncipe dos Gangels.
Fale com o autor