Predador: A Irmandade Dos Justiceiros
19 Capítulo 19: Matando a Saudade
Notas iniciais
Dois dias se passaram dês de o encontro entre Kaelina e Caique.
Sem armaduras os dragões se mantiveram quietos e sem nenhum movimento, jornais mostraram matérias sobre o ataque à empresa Namory, porem o que mais chocou foi a entrevista que veio logo em seguida.
– A empresa Namory foi alvo de um ataque terrorista destes tais “justiceiros” que rondam nossa cidade e nos atacam. – O prefeito da cidade um homem de cabelos pretos e pele clara, olhos castanhos e uma idade aparente de 51 anos. Seu nome era Phil Mark. – Eles não podem estar soltos, devem ser cassados como animais e executados, já que é assim que eles fazem com os outros então devemos fazer o mesmo com eles. – Todos os jovens que assistiam aquela reportagem se encheram de ódio.
– E as investigações sobre a empresa Namory estar envolvida com os criminosos da cidade o senhor acredita nisso? – A repórter pergunta para o prefeito, que responde quase cuspindo na mulher.
– Eu acho uma idiotice, conheço o senhor Namory e sei que ele nunca faria uma coisas dessas, não aceitarei qualquer investigação ou acusações sobre essa empresa. – O prefeito termina de falar e vira as costas.
– Parece que temos mais um bandido poderoso solto. – Hiei comenta com um olhar de raiva.
– Vou arrancar a cabeça dele quando o encontrar. – Ryuuki fala com um sorriso no rosto.
Juuri se levanta e sai do local sem falar nada, a garota passa por Caique de cabeça baixa e sobe as escadas se trancando no quarto.
– O que aconteceu com a Juuri? – O líder dos jovens pergunta com um olhar curioso.
– Não sei. Estávamos vendo o noticiário ai passou uma reportagem, aonde o desgraçado do prefeito disse que não vai aceitar que a policia case, os desgraçados das empresas Namory ai ela sai e subiu. – Tsukimy comenta indo atrás da garota.
Escurece na cidade chegou a hora das pessoas descansarem para no dia seguinte novamente irem para o trabalho ou para suas escolas.
– CAIQUEEE!! – Lilith berra o nome do rapaz e abre a porta do quarto do mesmo com um chute.
– O que foi? – O rapaz pergunta sem interesse jogando seu vídeo game portátil.
– Você prometeu trazer meu filho para sua casa. – A menor olhava para o rapaz que nem a encarava.
– Aquele pivete a ultima vez que veio aqui destruiu 4 moveis, quebro a porta de 2 de meus carros, fora o estrago que ele fez no quarto. – O rapaz comenta sem tirar os olhos do jogo.
– Isso foi na época que ele ainda estava traumatizado, agora ele já esta melhor. – A menor comenta se segurando, para não avançar no pescoço do mais novo. – Você me prometeu que ele viria para sua casa então va busca-lo. – Ordena a menor.
– Ok. Quando terminar o jogo aqui eu busco o seu pivete. – Lilith caminha ate o rapaz, arranca o aparelho e o taca no chão com toda a sua força, espalhando vários pedaços pelo quarto.
– Pronto o jogo acabou. – O rapaz respirou derrotado, se levantou, colocou uma camisa branca de manga longa, uma calça jeans preta e um tênis preto com detalhes em branco, arrumou os cabelos e foi descendo.
No final da escada o rapaz encontra Fon.
– Ei Fon vamos sair? – O maior pergunta com um sorriso no rosto.
– Ir aonde? – O rapaz pergunta calmo.
– No caminho te conto. – Caique começa a puxar o rapaz pela camisa, sem como lutar o menor é levado ate a garagem.
Caique entra na garagem arrastando Fon, pega uma chave que estava próxima e desativa o alarme de um Porsche 918 Spyder conversível prata que o rapaz tinha no local.
– Uau. – Fon olha o carro com um brilho nos olhos. – Você é cheio de maquinas em cara.
– Eu sei. – Responde o rapaz rindo para o amigo. – Vamos? – Caique chama Fon que abre a porta e entra no carro.
Os dois saem da mansão e Caique acelera testando a velocidade e potencia do carro.
– É ele anda bastante. – Comenta observando a estrada.
– Aonde iremos Caique? – Fon logo pergunta querendo saber o local que o rapaz o levara.
– Vamos buscar o filho da Lilith. – Caique fala calmo e logo seu celular começa a tocar, avista no visor que era Lilith. – O que foi? – O rapaz fala direto querendo saber o motivo para ela ter ligado.
– Quando chegar lá pesa para meu pai os objetos que eu pedi a ele. – Terminando de falar a mais velha desliga o telefone e Caique guarda novamente o aparelho no bolso.
– Não sabia que a Lilith tinha um filho. – Fon comenta observando o mais velho.
– Ele se chama Cole Roxene e tem 5 anos. – Caique entrega a Fon uma foto onde estava um pequeno garoto de pela clara, cabelos castanhos, seus olhos não se sabe a cor, pois o pequeno se encontrava dormindo.
– Ele é bem fofo. – Comenta o menor olhando para a foto do garotinho.
– Eu sei e a mãe dele tem muito orgulho disso. – Caique fala com um sorriso no rosto.
– Nunca imaginei que a Lilith fosse capaz de amar alguém. – Aquele comentário fazem os dois rirem.
– Ela faz isso de assustadora, para conseguir respeito de todos menos com o Cole, com ele ela é bem carinhosa e doce. – Fala Caique enquanto observava a estrada. – Mas se ele sai da linha, ou fica muito birrento ela não fica nada doce. – Aquilo novamente assusta Fon.
Depois de 30 minutos Caique estaciona o carro enfrenta a uma casa grande, com as paredes da parte de fora pintadas em branco, a casa era de dois andares e duas janelas de metal prata destacavam a beleza da casa.
– Chegamos. – Caique sai do carro e ativa o alarme, Fon o segue e os dois param em frente em do porta que era de carvalho.
O rapaz toca a campainha e ouve uma voz feminina falar que já estava indo. Alguns segundos depois e uma garota de pele clara, cabelos castanhos claros que chegavam ate o meio das costas, olhos castanhos, um corpo bem sensual com coxas medias, seios médios e um lindo rosto.
– Caique. – A garota abraçou o rapaz que corresponde. – Como você esta? Faz um tempo que não vem nos visitar, meu pai vai ficar nervoso com você por causa disso. – A garota disse com uma expressão de raiva o que fez o rapaz sorrir.
– Você continua linda e doce como sempre Layla. – Layla Roxene 19 anos 1,68m a irmã mais nova de Lilith, diferente da irmã mais velha Layla é muito doce e simpática com todos a sua volta.
A garota cora e vira o rosto parando de olhar para o rapaz.
– EEEEI SEU MULEQUE MALDITO!! – De dentro da casa no alto da escada um homem com um curto cabelo na cor castanho claro, olhos castanho escuro, uma barba que se juntava ao cabelo, um corpo musculoso e com o braço esquerdo de metal grita para o rapaz.
– Iae velho Kolgar como voc...- Antes de terminar de falar do alto da escada Kolgar salta mirando cair em cima de Caique, que da um mortal pra traz e ve o mais velho cair de cara no chão, causando um grande barulho e estremecendo um pouco a casa. – Exagerado como sempre. – Diz Caique balançando a cabeça em sinal de desaprovação.
Kolgar Roxene 51 anos é o pai de Lilith e Layla, tem 1,79m e é engenheiro ele quem ajuda Caique a criar as armaduras e as armas dos justiceiros.
– Hehe esta mais rápido do que antes moleque. – Kolgar se levanta sem nenhum machucado e agarra o pescoço do mais novo dando uns cascudos nele, Caique aplica um golpe no homem atingindo sua perna de apoio deixando ele sem equilíbrio, o rapaz agarra o braço que estava em seu pescoço e gira o homem o lançando em uma mesa ali próxima. – Hahahaha como sempre ligeiro com os ataques. – Novamente o homem se levanta sem nenhum arranham
– Sempre barulhento. – Diz Layla com uma gota na cabeça.
– A é com toda essa bagunça eu me esqueci de apresentar. – Caique vai ate Fon que ate o momento estava assustado com toda aquela bagunça o empurra para perto do homem. – Este é Fon Sasori um de meus amigos. – Fon olha para Kolgar como se ele fosse um gigante que iria o devorar.
– PRAZER EM TE CONHECER RAPAZ. – Kolgar da um abraço de urso no garoto que sente seus ossos trincarem.
– É...um...pra...zer...conhece...lo – Fon quase que não fala por causa da dor, Kolgar solta ele e Layla vai ajudar o garoto.
– Prazer eu me chamo Layla Roxene. – A garota abraça e da um beijo na bochecha do pequeno que fica com as envergonhado.
– Bom o que te traz aqui Caique? – Kolgar fala alto fazendo o rapaz olhar para ele.
– Sua amorosa filha quer o pivete dela. – Caique fala olhando em volta procurando o garotinho.
– Cole esta la em cima no quarto, o meu netinho esta com muita saudade da mãe. – Kolgar diz quase chorando.
– Achei que Lilith não fosse mais vir busca-lo. – Layla comenta olhando para o auto da escada.
– Bom eu vou busca-lo converse um pouco ai Fon eu já volto. – Caique sobe as escadas e deixa Fon que novamente olha para Kolgar que sorri de forma ameaçadora.
– Ei garoto, você gosta de luta livre? – O homem pergunta para o garoto que antes de responder, já é puxado e fica nos ombros do homem. – Esse ataque é um dos meus favoritos. Kolgar cai para traz com o pequeno no ombro fazendo ele atingir o chão.
No andar de cima Caique escuta o barulho. – Espero que sobreviva garoto. – Fala baixo logo abrindo uma porta entrando em um quarto onde as paredes estavam pintadas num azul marinho, com listras verdes, uma pequena cama com cobertas em azul e com alguns carrinhos estava a frente de uma janela, do lado direito um armário branco com alguns detalhes em azul estava um pouco riscado.
No canto esquerdo um pouco afastado Caique observa o pequeno Cole encolhido abraçando os joelhos e chorando, o garoto caminha lentamente chegando perto do garotinho e tocando sua cabeça, fazendo ele erguer e mostrar os olhos castanhos e inchados com lagrimas escorrendo.
– Tio...Caique? – A voz infantil do garotinho faz o rapaz sorrir.
– Por que choras pequeno? – O maior pergunta de forma calma.
– Minha...ma...mamãe...não me quer mais. – O garoto funga e mais lagrimas caem de seus pequenos olhos.
– Claro que ela te quer. – Caique senta na frente do garotinho e limpa uma das lagrimas. – Eu estou aqui por que a sua mamãe me pediu para te buscar e leva-lo para ela. – O garotinho arregala os olhos e pula no pescoço do mais velho. – Se ficar 3 meses sem a mãe deixa uma criança assim, como será que meu filho esta? – Pensa o mais velho.
Caique junto de Cole arrumaram as coisas do garotinho suas roupas e seus brinquedos, com o garotinho nos braços de Caique eles desceram as escadas encontrando um Fon todo torto no chão sendo cuidado por Layla e Kolgar arrumando as coisas que destruiu.
– Você não tem jeito. – Fala Caique irritado. – A Lilith pediu para que você me entregasse algumas coisas que ela pediu. – O rapaz fala e na hora o homem sai do recinto, voltando alguns minutos depois com duas malas na mão.
– Ta aqui. – O homem entrega para Caique e a outra para Fon que estava se recuperando dos golpes. – Da um beijo no vovô. – Cole da um beijo no rosto do homem e vai embora com Caique e Fon.
Quando chegaram à mansão o rapaz estaciona o carro na garagem e entra com o garotinho do seu lado.
– LIIILIIITH CHEGUEIII!! – O rapaz da um enorme grito, dois segundos depois a mulher aparece irritada.
– MAMÃE! – Assim que Cole avista à mãe ele corre para seu encontro, Lilith se abaixa esperando o filho chegar. Lilith da um enorme abraço no filho e enche ele de beijos, querendo matar a saudade que estava sentindo do garotinho.
– Que saudade de você filho. – Lagrimas começam a sair do rosto da mulher que continuava a beijar o garotinho. – Desculpe eu ficar sem ir te ver ta?
O resto da noite todos os justiceiros conheceram o pequeno e doce Cole.
Caique pegou as malas e levou para o laboratório la as deixando e observando sua armadura destruída.
– Logo você estará aqui também Reiko, o papai esta chegando filho. – Caique fala deixando a fúria esquentar seu sangue. – Amanha vamos testar esses novos brinquedos. – Fala Caique olhando para um canto do laboratório aonde duas armas se encontravam.
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