Preconcepção

16 Capítulo 16


— O merda! — Merida deixou escapar quando viu de longe a irmã da melhor amiga em volta de alguns alunos mais velhos e com o braço de Hans em volta da cintura fazendo-a ficar pressionada contra ele — não pode ser sério?


— Falou alguma coisa ? — Anna desviando atenção da conversa que tinha com José e Rapunzel que tinha se sentado um pouco na mesa das duas


— Nada, só que vou ao banheiro — se levantou e riu forçadamente


— Tá bom — Anna olhava desconfiada para outra ruiva que contornou a cadeira dos outros três


Merida abaixou rápido ao lado de José e sussurrou — por favor, não deixem ela olhar para Elsa — o sonserino mais velho começa desviar o olhar confuso — não olha também, me ajuda e depois explico — e saiu indo para o lado oposto de onde não queria que a amiga olha-se


— Eu devia só socar aquele idiota — zoneava procurando alguém pelo salão — mas isso só me deixaria feliz e não evitaria irmãs brigando por macho na frente de toda escola — ela passava a mão pelo rosto frustrada


— Algum problema ruivinha? — Jack questionava aparecendo na frente da garota


— Jack nunca fiquei tão feliz em te ver, me ajuda tirar Elsa de perto daquele saco de merda por favor — sacudida o albino confuso — antes que a Anna veja

— Porque ela não pode ver? — estreitava os olhos


— A caramba — gesticulava perdida — Anna e Hans, Hans e Anna e alguma coisa ou eram — casa vez mais frustrada com isso


— A merda — disse depois de finalmente entender


— Exatamente — apertava o braço dele — ajuda

— Acho que não dá mais para evitar o desastre — apontou com a cabeça para meio do salão onde Anna atravessava seguida por José e Rapunzel tentando pará-la


Merida começou correr na direção interceptando a amiga — espera Anna — segurando os braços dela

— Me solta — tentava se soltar chamando atenção dos mais próximos


— Não, você vai se arrepender — tentava puxar a garota em outra direção

— Merida — rosnou o nome da escocesa pelos dentes cerrados


— Vamos fazer assim — Jack lembra a elas dos outros três envolta — você vai com a ruivinha e eu chamo a rainha do gelo e vocês conversam

— Os dois — exigiu cedendo aos puxões da amiga e foram para fora deixando Jack com os outros dois confusos


Merida arrastou Anna até fora do salão para o corredor que levava ao pátio da torre do relógio — mais calma ?

—De todas as pessoas, você me perguntando isso? — gesticulou exasperada

—Vai por mim não vale a pena, você não ia querer fazer confusão na frente dos professores — colocava a mão no ombro de Anna

Virando o corredor a Arendelle mais velha vinha calmamente, e dava para ver uma cabeça albina ficando para atrás na esquina do corredor — Boa noite, o que está acontecendo?


— Desde quando você — gesticulava exageradamente para a irmã — vai a eventos sociais, ainda por cima com o Hans?

— Ainda não entendo qual o ponto do seu amigo me chamar aqui com urgência — deixava transparecer sua confusão — aconteceu alguma coisa?

— O maldito do seu par que estava quase se fundindo a você de tão colado, esse mesmo infeliz que eu estou agarrando desde o terceiro ano pela escola — subia o tom a cada palavra dita — isso aconteceu

— O que Anna? — olhava incrédula — você não é tão idiota assim

— Se eu sou idiota você e o que ? — se exalta cada vez mais

— Não fale o que não sabe Anna — segurava a ponte do nariz enquanto suspirava — não sou eu que estou me comportando como uma adolescente carente hormonal que esconde namoradinhos — última parte pingava veneno no tom de voz

— O que uma pedra de gelo sem sentimentos vai entender de carência — encarava furiosa a irmã


Um silêncio tenso ficou no ar enquanto as Arendelle se encaravam, o corredor estava mais frio do que o normal das ancestrais paredes de pedra. A irmã mais velha respirou fundo e voltou a feição inexpressiva


— Se era tudo, tenho que voltar — começou a se virar de volta de onde veio
— Vai simplesmente virar as costas? — tentou avançar na direção da irmã mas foi impedida por Merida que tinha voltado para o lado dela

— Sim, conversa acabou — sem olhar para atrás — isso não vai a lugar nenhum

— Me solta Merida — tentava se soltar e ir atrás da irmã

— Para o que? — erguia as sobrancelhas — brigar com sua irmã não vai adiantar, vamos dar uma volta até para esfriar a cabeça

Já não se via a corvina no corredor, a dupla de ruivas seguia caminho contrário em direção ao pátio da torre do relógio


— Não acredito que ela é tão cega — iniciava monólogo enquanto andavam

— Deve ser de família — olhava nada impressionada

— Merida! — olhava feio — pensei que tivesse do meu lado

— Melhor que você vai ter de mim hoje — tentava acertar o nariz da amiga — não adianta fazer essa cara para mim, eu podia estar esfregando na sua cara que eu te avisei mas estou aqui sendo esse ser de luz

— Se você e iluminada, estamos todos ferrados — as duas ficaram se encarando por alguns segundos até caírem na risada

— Fique tranquila as coisas vão se acertar com tempo — encostava na porta que leva ao pátio — sabedoria de irmã mais velha


Anna a puxou para um abraço rindo contra o protesto falso da amiga que cedeu, e ficaram assim por tempo no silêncio confortável daquele lado do castelo.


— Isso é um assobio? — Anna olhava pelo corredor quando se separou do abraço

— Vem lá de fora — dava alguns passos pela parte coberta do pátio vendo no meio da área descoberta próximos a fonte outros dois alunos — claro que são eles


As grinorias ficaram olhando dali a conversa que se desenrola mansamente.

— Sei que você sabe Soluço — Se ouvia Astrid argumentando em tom brincalhão com o outro lufano antes de começar a cantarolar — Num mar bravio vou navegar, sem medo do perigo

— Astrid — lamentava com diversão na voz sendo ignorado pela loira

— E as ondas eu vou enfrentar, se comigo casar — circulava o garoto o cutucando — E nem o frio ou o calor será uma ameaça, se me entregar seu coração e então — pegava a mão do garoto e erguia na altura dos olhos

— Eternamente me amar — voz nasal começava baixa enquanto iniciava lentamente a dança — Meu lindo ser, meu grande amor, é lindo o que me fala mas nada mais preciso ter quando você me abraça

— Anéis de ouro vou lhe dar e lindos versos vou cantar — Astrid continuava quando aceleram os passos


— Você vai? — ambos riam olhando maravilhados para os olhos um do outro


— Não, eu vou lhe proteger e ao seu lado eu vou estar — a lufana continuava enquanto se esbarravam em passos errados


— Anéis de ouro são ilusão, eu quero mais que uma canção — Soluço a puxava mais para mais perto durante seus giros — Preciso segurar sua mão, pertinho assim de mim


— Eu vou te beijar, vou te amar, abraçar, dançar e sonhar, na alegria ou na tristeza eu sempre vou te amar — o casal cantava junto — No mar bravio vou navegar sem medo do perigo e as ondas eu vou enfrentar se comigo casar


Os lufanos ficaram puxando ar para os pulmões depois do esforço, sorrindo e olhando um para o outro no meio do pátio iluminado pela lua.


As duas ruivas não tinha se movido desde que chegaram, Anna olhava impressionada e Merida tentava puxar a amiga de volta sem fazer barulho, até que ambas são puxadas de volta ao corredor distanciando da porta


— Sério vocês duas — Rapunzel soltava as duas — já não é encrenca suficiente por essa noite ?

— Eles estão no meio do pátio — Merida tentava argumentar, recebendo olhar nada impressionado da corvina

— Agora vocês vão se sentar comigo e explicar exatamente o que foi aquilo tudo no salão ponto por ponto — pegou a mão das ruivas sem deixar qualquer escolha

— Tá bom Punzel, não precisa arrastar — ouvia as reclamações enquanto se afastavam pelo corredor.

...

— Que vontade de ficar a sós — a porta da sala do sétimo andar batia forte atrás dos dois

— Você não imagina o quanto — dava um sorriso pequeno com brilho tóxico nos olhos — vamos dizer que foi hoje foi a gota d'água.

— O que você queria falar Elsa — dava sorriso sedutor ainda não lendo corretamente o ambiente

— Você vai começar a ser útil Hans — segurava queixo do sonserino — começando a me dizer onde aqueles dois que você e pau mandado estão se encontrando com a cúpula dos supremacistas ?

— O que? — se afastava da garota confuso pegando sua varinha


— Acho que você não entendeu sua situação — disse com sorriso maldoso girando a varinha entre os dedos — eu me cansei dessa dança, você e maçante

O ruivo continuava se afastando apontando a varinha para Elsa — não sei de que você está falando, eu sou líder — risada alta e cínica da garota soltava o ar quente dos pulmões que formava fumaça destacando o quanto a temperatura tinha caído na sala


— Vamos parar por aí, facilite para você e fale o que eu quero saber

— Expelliarmus — varinha dela caia ao lado dos pés do sonserino — essa conversa acaba aqui Elsa

— Você vai se arrepender de não ter usado uma maldição — tirou as luvas as jogando de lado —expelliarmus — o desarmava apenas com as mãos, Hans apesar do choque pula em direção a varinha da loira no chão — flipendo — ele foi jogado para longe da varinha — immobilus — o imobilizou se aproximando calmamente dele


— Como isso é possível? — fachada de superioridade do sonserino já estava arruinada — uma aberração

Grossas camadas de gelo cresciam nas paredes, chão e teto, já causava calafrios no adolescente

— Você teve sua chance de abrir a boca — as mãos gélidas da corvina seguraram o rosto do Hans fazendo olhar diretamente para ela — agora tenho justificativa para descontar minha raiva em você até falar tudo que sabe


— Você vai ser punida por isso! — voz dele tremi por frio e medo

— Se eu não acabar com você, apago sua memória — apertava com mais força o rosto congelando onde as mãos tocavam — não se preocupe comigo

Notas finais
Último capítulo que tenho escrito até momento, obrigado por ler