Notas iniciais
Olá!^^

Postando mais cedo apenas por imprevisto xD

"– Há quanto tempo Kyo-chan!" Por alguma razão aquelas palavras não saiam de sua mente. Dino não compreendia o que estava realmente acontecendo ali. Durante toda a viagem de volta para a Itália Dino pensou sobre aquelas simples palavras ditas, para qualquer pessoa simplesmente acharia que ela e Kyoya eram antigos amigos que se reencontraram sem querer, mas o louro sabia muitíssimo bem que Kyoya não tinha amigos por odiar pessoas e o mais próximo que alguém já havia chegado era como subordinado do moreno, que era o caso do Kusakab. Mas Dino havia sido namorado dele então quem aquela mulher achava que era para falar com o seu Kyoya daquela maneira? E ainda por cima chamá-lo de Kyo-chan! Dino era um cara legal que sempre tratou bem a todos, mas havia uma coisa que ele odiava e que fazia ele se tornar sério e impaciente, havia apenas uma coisa capaz de desmanchar aquele belo sorriso e que era mexer com o que pertencia a ele.

Dino estava dentro de seu avião particular bebendo um copo de vinho, a viagem seria tranquila e perfeita se não fosse pela interrupção daquela mulher, talvez ele até tivesse conseguido trazer Hibari com ele, mas por culpa daquela japonesa ele não havia conseguido por seu plano de ficar com o Kyoya no avião. Para tirar Dino de seus devaneios entrou um homem alto de cabelos escuros e com óculos em sua cabine.


– Senhor Dino — disse o homem — só vim avisar que faltam apenas vinte minutos para chegarmos à Itália.


– Obrigado Romário — Dino não olhou para seu braço direito.


– O senhor quer alguma coisa? — Romário reconheceu a face do seu chefe, Dino era muito transparente e por isso era fácil perceber quando ele estava zangado.


– Não. — A resposta foi curta e fria, Dino não gostava que estragassem seus planos e muito menos de ser rude com os seus subordinados, mas naquele momento ele estava pouco se importando com aquilo.


Vendo que seu chefe não estava disposto a cooperar, ele se retirou após fazer uma referência, sabia que mais cedo ou mais tarde Dino revelaria o motivo, mas Romário já tinha uma vaga ideia de quem podia ser parcialmente culpado e essa pessoa estava no Japão.


xxx


Assim que saiu do aeroporto, Hibari andou sem rumo pela sua cidade amada, mesmo com o seu semblante sério sua mente estava uma bagunça, nunca pensou em rever novamente a mulher que havia tornado a sua vida um inferno. Ele se lembrava bem que por culpa dela muita coisa ruim tinha acontecido e não estava disposto a perdoá-la tão cedo. Apenas pela simples presença dela o seu dia já havia sido estragado, tudo o que ele mais queria era colocar Dino naquele avião ir para a casa, bater a porta na cara do Tsunayoshi e tirar um bom cochilo, mas não foi como ele esperava. Andou pelas ruas até o entardecer, olhou no relógio e viu que já era tarde e entrou em uma loja que estava sendo fechada, o que era bom afinal não tinha mais ninguém lá, apenas ele e dois vendedores, e comprou o seu jantar. Andou com passos lentos pela cidade. Ninguém ia percebê-lo no meio daqueles herbívoros inúteis já que ele sabia ser imperceptível quando queria. Quando chegou ao templo subiu as escadas e abriu a porta devagar, ele não precisava dizer "cheguei" ou até "olá" já que não havia ninguém naquela casa a não ser ele, Hibird e o seu porco espinho, de nome Roll. Colocou a sacola em cima da mesa, e começou a tirar o terno negro que vestia começando pelo paletó, mas antes soltou um suspiro cansado e pronunciou:


– Sabia que posso mandar te prender por invadir a minha casa? — Não se virou para falar com a mulher que estava sentada na cadeira em suas costas.


Ela riu, era um riso abafado e provocativo, algo como um deboche das palavras do mais novo. Ela ainda vestia o mesmo kimono de mais cedo, só que dessa vez ela estava sentada com as pernas cruzadas e a parte de baixo aberta mostrando suas coxas alvas e a parte de cima caindo nos ombros.


– Nossa Kyo-chan você é muito cruel comigo — ela mantinha o riso debochado, sua voz saia de forma sensual, modos que Hibari achava desnecessário.


– Eu não sou cruel, só não gosto de gente na minha casa, principalmente uma mulher adúltera! – O moreno se mantinha sério, afinal ele não podia deixar que ela vencesse novamente.


O sorriso desapareceu do rosto dela, ela não se sentia ofendida por Hibari ter falado a verdade, ela se sentia ofendida pela maneira que ele falou a verdade. Levantou-se e andou até ele, colocando as mãos em seu peito e a cabeça em seu ombro.


– Não diga essas coisas Kyo-chan isso me magoa. — ela falava com uma voz triste e sombria.


– Problema é teu — ele a empurrou para longe, não iria ceder!


Um clima pesado se formava naquele local, Hibari sabia que aquela era a esposa de seu tio Takahiro, e ela sabia que quando o Guardião da Nuvem dizia não era não, afinal eles já haviam sido amantes.

Hibari se lembrava de quando seu tio havia se casado com aquela mulher, a partir daquele momento ela tinha poder dentro daquela casa e um belo dia quando os homens saíram em uma viagem ficaram apenas ela, Hibari e algumas empregadas na casa e ela foi para seu quarto. Quando Hibari chegou da escola a encontrou sentada em seu futon com umas garrafas em sua volta, Hibari não queria conversa com ela, pois nunca havia gostado de conversar. Mas por ela ser esposa de seu tio e ele saber que Takahiro era agressivo suspirou e ficou ouvindo a história dela, nessa conversa eles acabaram bebendo, para falar a verdade ele acabou bebendo e quando estava bêbado sentiu os lábios dela em sua boca. Tentou lutar, mas ele era um adolescente de apenas 16 anos com os hormônios à flor da pele e bêbado com uma bela mulher rebolando em cima de seu membro. Foi fácil perder o controle e tomá-la para si. Foi quando acordou na manhã seguinte que percebeu o erro que havia cometido.


– Você sempre foi uma mulher traiçoeira, Sakura — ele disse olhando friamente para ela.


– E você sempre foi um rapaz frio até na cama Kyo — a cada minuto que se passava o clima naquela casa ficava cada vez mais frio e insuportável.


Nenhum dos dois disse mais nada, eles não trocaram mais nem uma palavra, ela se distanciou dele e foi em direção a porta, o que ele agradeceu.


– Eu não sei qual foi meu erro — ela disse antes de sair — mas eu realmente não queria que você ficasse com aquele homem nojento.


– Essas são suas últimas palavras, tia? — ele permanecia frio e imparcial, quando Dino voltasse ele ia morder aquele loiro até cansar.


Ela saiu da casa batendo a porta deixando-o sozinho a pensar sobre o que realmente estava acontecendo ali. Aquela maldita mulher havia aparecido em sua vida depois de acabar com ela.

Hibari andou até o seu quarto e se jogou na cama abraçando o travesseiro do loiro apenas para sentir o cheiro dele, um sorriso triste se formou em seus lábios, se lembrando de como tudo em sua vida havia sido arruinado por uma mulher. Após a primeira noite Hibari jurou que não faria novamente, mas Sakura era uma mulher persistente e inteligente, por isso, ela começou a maltratar a mãe do moreno, coisa que deixou o menino furioso e isso fez com que ele fosse procurá-la, então fizeram um trato ela não maltrataria a mãe dele se ele saciasse os desejos dela, coisa que o fez rir, ela só podia está louca ele nunca ia se deixar levar por uma puta mal comida. Mas ele também precisaria se aliviar e assim começou um relacionamento impuro deles, não havia amor naquilo era apenas sexo e ambos até gostavam de saciar os desejos do corpo. E foi em uma dessas noites impuras que ele percebeu os sentimos pelo Dino. Naquela época Dino era apenas seu professor, um belo e jovem professor, mas Hibari começou a gostar dele, as lembranças daquela noite era algo que ia sempre atormenta-lo.


Flash Back on


O jovem Hibari dormia em sua cama, na verdade ele tentava dormir, pois a lembrança daquela tarde o preocupava. Enquanto lutavam Dino acabou tropeçando e caindo em cima dele, mas não era isso que o atormentava e sim o fato deles acabarem se beijando e Hibari correspondeu a o beijo acidental. Quando o beijo acabou o japonês bateu em Dino pelo atrevimento e saiu dali zangado, mas a sensação ainda permanecia em sua mente.

A porta de seu quarto foi aberta com cuidado e uma mulher se aproximou da cama dele, percebia-se que era uma mulher por causa do cheiro de seu perfume. Ela se aproximou e tocou os lábios do mais novo com a sua boca, Hibari que estava sonolento e pensando em Dino pronunciou o nome do loiro e a partir daquele dia ela deixou o homem com nojo daquela relação.


Flash Back off


Hibari acabou adormecendo, seu corpo estava cansado demais para fazer algo.


xxx


Assim que chegou a Itália, Dino foi para a sua mansão, ainda permanecia frio e irritado e mesmo com aquele sorriso forçado os seus subordinados sabiam que algo de ruim havia acontecido com ele.

Sua mansão ficava em um grande sítio e era um lugar agradável comparado às outras casas dos mafiosos. Dino podia viver tranquilamente ali por séculos se não fossem suas obrigações como chefe da família e amante do Kyoya.

Assim que entrou em casa foi para seu escritório particular. Era um lugar bem arrumado e as janelas davam para o jardim, as cortinas eram da cor verde-escuro com babados dourados e o tapete era de algum lugar da Pérsia. Dino sempre foi um jovem poderoso e influente, já teve de mulheres a homens em sua cama, mas sempre foi fiel e possessivo afinal teve como amigo do colégio Xanxus e Squalo, e todos sabiam que eles eram possessivos.

O resto do dia foi normal para o loiro, reuniões chatissimas e papéis falando sobre o crescimento de sua família graças a sua magnífica liderança. Mas Dino naquele dia não estava para elogios e atenção, Hibari sempre foi a sua preocupação, mesmo sabendo que ele era o mais forte de todos os guardiões, ele ainda sim o preocupava.


– O senhor não vai ligar para Hibari? — perguntou Romário parado na porta do banheiro de Dino.


– Não Romário, hoje eu não vou fazer isso — Dino saiu do banheiro apenas de toalha e foi para perto do armário colocar o pijama.


– O senhor está com algum problema chefe? — não era sempre que Dino e Hibari tinham um desentendimento, mas quando tinham Romário tentava ajudar o chefe com conselhos amorosos — Se o senhor quiser me falar eu poderei talvez...


– Não será necessário dessa vez Romário — Dino interrompeu o subordinado enquanto colocava a blusa — Amanhã eu ligarei para ele e veremos o que pode ser feito.


Romário soltou um suspiro de cansaço e se preparou para se retirar do quarto do chefe.


– Antes de eu ir, me desculpe pela minha curiosidade e ousadia, mas gostaria de saber o que o senhor está pensando — Romário conhecia bem o seu chefe e podia jurar que aquele era o lado frio e sombrio de Dino.


– Faz dez anos que estou com o Kyoya, certo? — Dino disse enquanto secava os cabelos dourados, ainda unidos pelo banho, com a toalha.


– Sim senhor, dez anos — Romário não entendeu a pergunta, mas respondeu de forma aceitável.


Dino tacou a toalha em algum canto do quarto antes de deitar-se na grande cama de casal, e só após isso ele falou.


– Talvez isso já tenha ido longe demais — Dino com uma tristeza no olhar.


– Senhor? — Romário se assustou, o que Dino queria realmente dizer com aquilo.


xxx


– Hibari-sama! — a voz do japonês pode ser ouvida por toda a casa.


Kasabe havia entrado no templo para vê seu chefe e deixar com ele um convite que os Vongolas haviam pedido, mas ao chegar lá encontrou Hibari, seu chefe, caído no chão completamente inconsciente.


– Hibari-sama! Hibari-sama! — Kasabe começou a balançar Hibari tentando acordá-lo.


– Kusakabe? — disse o Guardião da Nuvem, acordando.


– Que bom que o senhor acordou — o subordinado de Hibari suspirou aliviado com aquilo — O que aconteceu com o senhor?


– Eu não sei – O moreno se levantou ainda um pouco tonto — Eu estava andando e caí. — Hibari não estava bem, sua visão estava ruim, pois ainda estava tonto.


– O senhor quer que eu chame algum médico? — o subordinado estava preocupado com o seu chefe.


– Não. Eu estou bem — Hibari se levantou ainda tonto e foi andando calmamente até seu quarto, as vezes se apoiava em algo outras vezes andava livremente.


Kusakabe não sabia o que estava acontecendo com o seu chefe, mas aquilo o preocupava muito.



Notas finais
Querem me matar?

Odiaram?

Beijos