Notas iniciais
CONSEGUI! Vocês não acreditam O PARTO que foi escrever esse extra. Ficou pequeno, mas foi feito com todo carinho. Espero que gostem ♥

Acomodado na cama, Máscara da Morte desviou o olhar quando viu Aiolia entrando no quarto. Era tarde da noite e o namorado tinha acabado de voltar de uma missão e viera passar a noite na (nova) Casa de Câncer.

Máscara não queria olhar para Aiolia.

Não queria olhar para Aiolia, tão sensual só de boxer preta e cabelos úmidos e querer transar com o mesmo e depois não conseguir. Quer dizer, o canceriano sabia que já conseguia manter uma ereção, mas sempre tinha alguma coisa que o bloqueava na hora h então mesmo depois de anos de lesão e meses de namoro reatado com Aiolia e inúmeras tentativas de sexo com penetração, não haviam ainda chegado nos finalmente.

Então Ettore desviava o olhar para não se ver excitado com Aiolia. Se recostou na cama tentando disfarçar e mudou a posição das pernas com as mãos, tudo para ignorar certo leonino cheiroso e meio molhado que viera deitar consigo na cama.

A tática não deu muito certo. Quando Aiolia se sentou na cama e o beijou, todo o autocontrole que o italiano tinha se esvaiu. Era aquele cheiro, o toque da pele e dos lábios que o levavam à loucura.

Máscara da Morte aprofundou o beijo, desejoso – Quer... tentar mais uma vez?

Aiolia sorriu de lado, anuindo em silêncio. Tinha demorado no banheiro justamente se preparando para isso. Ainda em silêncio, ajudou o namorado a se despir. Máscara da Morte já tinha uma ereção a meio caminho e, ao ver o membro do outro livre, Aiolia tratou de preparar o terreno.

Máscara não sentia exatamente os movimentos de vai e vem que Aiolia fazia no seu pênis, quando sentia mais forte eram as mordidinhas e as chupadas, mas ficava excitado e era tão estranho se excitar com um membro que não se sente.

Era como (em uma comparação meio porca) sentir cócegas em um pé amputado.

Longe de querer analisar anatômico e racionalmente um momento de êxtase, Ettore segurou de lado no lençol e travesseiro, apertando bem as mãos e aproveitando a sensação que lhe era ao mesmo tempo tão comum e tão nova.

Por sua vez, Aiolia se esforçava no que ele julgava ser o melhor boquete que já tinha feito, chegando até a fazer deep throat, coisa que já tinha feito antes com outras pessoas, mas que não tinha muita prática.

— Eu... Uau. Leone...

Aiolia sorriu, engolindo a ânsia e o líquido.

— Vamos dar mais um passo então?

Aiolia calmamente colocou a camisinha no pênis ereto de Máscara da Morte, que se sentia um pouco incomodado por ficar meio estático, apenas deixado Aiolia fazer o serviço. Afastou os pensamentos. Era normal para uma primeira vez e se tudo desse certo, daqui para frente se concentraria em descobrir novas posições, maneiras e toda essa sorte de intimidade com Aiolia, que lhe era um mundo totalmente novo agora. Decidido a fazer apenas alguma coisa nessa dança nova, Máscara pegou o lubrificante (convenientemente guardado na primeira gaveta do criado mudo, tendo sido usado em uma das milhares de tentativas) e tratou de preparar a entrada de Aiolia.

O grego estava ajoelhado, com Máscara entre suas pernas e recostado na cama. Deu um gemido baixinho, segurando na cabeceira do móvel quando sentiu Máscara introduzir um dos dedos, então dois e três, em movimentos circulares para então tirar. Sorriram, ansiosos para o que, por muito tempo, pareceu que não aconteceria.

Aiolia se sentou com cuidado no membro ereto de Máscara da Morte, sabendo que seria ele quem controlaria todo o ritmo da penetração. Começou de leve, devagar, quase sentando no colo do namorado para então se levantar e repetir a operação.

Máscara bufava e gemia baixinho. Assim como o oral, era muito estranho, era tudo muito novo, sentir prazer sem que exatamente sentisse. Se agarrando no travesseiro, buscou manter contato visual com Aiolia enquanto o mesmo subia e descia, o deixando louco.

Rapidamente aumentando o ritmo, certo de que não demoraria muito até gozar, dado o tempo que já estava sem sexo e todo o desejo contido que tinha por Máscara da Morte, Aiolia sorria e respirava com dificuldade, rebolando e em uma tentativa meio egoísta de provar para o outro que ele podia, que eles podiam e que valia a pena.

Como previsto, mesmo tendo variado o ritmo das estocadas a fim de fazer com que o momento que tinham durasse mais, Aiolia gozou pouco tempo depois de ver Máscara suspirar fundo em um gemido mais alto e perceber que ele gozara também. Exausto, saiu da posição que estava, se deitando ao lado com dificuldade, com um sorriso bobo na cara.

— Ettore... A gente conseguiu.

Máscara riu, tirando a camisinha do agora amolecido pênis e amarrando, jogando de lado – Eu achei que não daria de novo.

— Precisamos treinar mais.

Precisavam e iriam. Esse momento era um pouco mais que uma transa ou a primeira vez de um casal. Era a última parte da vida de Máscara da Morte que precisava (re) iniciar e a prova de que Aiolia agora fazia parte dessa vida.

Sorridente e dessa vez sem medo de falhar novamente, afinal, agora sabia que conseguia, Máscara fez a transferência para a cadeira de rodas e olhou para Aiolia, safado – Quer tentar novamente?

Aiolia sorriu. Era tudo o que queria no momento.

Notas finais
E isso foi Precipício. A fanfiction mais longa que eu já escrevi, meu bebezinho ♥ Obrigado a todos vocês que comentaram e recomendaram ao longo desses anos e aos fantasminhas também. Amo todos vocês e obrigado por me acompanharem nessa jornada. Hora do jabá: estou postando outra fic, também com Aiolia e Máscara da Morte como casal principal. O link é esse, caso queiram conferir: https://fanfiction.com.br/historia/690311/Encontrando_o_amor_da_sua_vida_em_nivel_extremo/ Amo vocês fiquem bem ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!