Notas iniciais
É necessário ter algumas partes do que ocorreu no episódio para relembrar vocês. Essas cenas farão grande diferença nos próximos capítulos.

Antes

A cada passo no longo corredor do hospital a tensão aumentava. A cadeira de rodas rangia, ambas as respirações eram aceleradas. Se tudo ocorrese do jeito que deveria ser, Beth e Carol estariam de volta com a sua família.

–Vai dar tudo certo- Dr. Steven Edwards dava um afego amigável no ombro de Beth. De longe, fora Noah, foi até que amigável com a garota-tirando um ou outro incidente proposital-no período em que a mesma passará no Grady.

A expressão em seus rostos demonstrava preocupação com um misto de ansiedade assim que chegaram aos policiais momentos antes da troca.

–Guardem suas armas-Dawn tomava a dianteira. Não poderia haver falhas.

A porta principal do corredor se abria dando espaço a Rick, seu grupo e os policiais reféns.

Tudo o que Beth conseguia pensar era em correr logo para os braços de sua família. A garota ficará questionando o por que de Maggie não estar ali, tentou focar no positivo e que tudo estaria bem.

Carol foi a primeira da troca. A mulher encontrava-se em estado debilitado, Beth não entendia como a mais velha acordou tão rápido após o acidente em que ouviu Stevens falar que ela havia sofrido. Talvez fosse milagre, Greene ainda acreditava nessas coisas.

Era a sua vez, Dawn a guiava de encontro a Rick que por sua vez fazia a troca com a policial. Tudo parecia ocorrer do jeito que foi proposto.

Rick abraçou a mais nova. Era reconfortante para Beth.

Dixon sentia certo alívio conseguindo recuperar sua garota novamente, antes fosse que tivessem pelo menos um tempo para conversa ou abraço, Dawn queria Noah.

–Agora só preciso do Noah- vociferou- Então poderão partir.

–Não era parte do acordo- Rick rosnou

–Noah trabalha para mim- rebateu- Beth assumiu o lugar dele, como a perdi, o quero de volta- a policial mantinha a expressão presunçosa estampada na cara.

Não concordariam com tamanha besteira. Rick, Daryl e algum policial tentou impedir, porém Noah achava nada mais justo a não ser ficar. Beth salvou sua vida uma vez, ele a devia essa.

O mais jovem ia ao encontro de Dawn.

– Não está tudo bem- Beth se pronunciava- Espere!- A garota ia atrás de Noah, de certo modo ele estava fazendo isso por ela e ela então precisava se despedir.

Deu um forte abraço em Noah, o mesmo sorriu.

–Está tudo bem- Disse.

–Sabia que você voltaria- Dawn soltou, isso a mostrava que ela havia ganhado.

Beth não pode suportar isso. Dawn era instensa e repugnante. Ela tinha que dar um jeito no sistema regido pela policial, ou as coisas estariam fora de ordem sempre e sempre num ciclo contínuo de ruindade, onde quem era salvo, deveria ficar ali e pagar por isso. Não deveria ser assim.

Beth soltou os braços que antes estavam envoltos a Noah. A mais nova mantinha contato visual com Dawn até chegar a sua frente. O que a Greene sentia era raiva e iris por um fim nisto.

–Agora eu entendo- Beth declarava no momento em que acertava uma tesoura contra o peito da policial.

A arma de Dawn disparava, foi tudo muito rápido e num tiro certeiro o projétil acertava o lado esquerdo do rosto da Greene.

Beth não teve tempo de se dar conta do que aconteceu, não teve tempo de reagir. A bala perfurava a sua pele e músculos antes de atingir um dos oitos ossos que compunha o crânio. O projétil assim como facilmente entrava, facilmente saia. Levar uma bala na cabeça significou o fim.

Agora

Era o segundo dia desde que haviam velado o corpo de Beth. O grupo seguia sem rumo a lugar nenhum, o único objetivo era a sobrevivência.

Rick guiava o grupo, todos a pé. No ritmo em que caminhavam já estavam longe o bastante de Atlanta.

Rick observava Daryl. O homem não aparentava estar melhor e Rick entendia, pelo que soube dele, Daryl e Beth passaram um bom tempo juntos após a queda da prisão.

O estado de Maggie era preocupante. Pelo tempo em que passava por negação pela morte do pai e por acreditar que Beth não sobreviveu, agora tudo nela estava mais agravado. O pai morreu e a irmã... Bem, foi um outro caso.

Maggie se sentia mesquinha por ter ido a Washington e ter ignorado as palavras que Daryl disse sobre Beth estar viva, ainda quando estavam em Terminus. Talvez se ela tivesse ficado na igreja e não tivesse partido, as coisas teriam tomado um rumo diferente.

– É difícil- Glenn era cuidadoso ao conversar com a esposa- Mas temos que seguir em frente. É assim desde que tudo começou, e sempre será.

O rosto de Maggie se transformava em uma carranca, ele estava mesmo falando isso?

–Olha quantas perdas tivemos em menos de um mês- gritou raivosa.- O pai, Bob e agora Beth!- Maggie chorava- Eu só estou cansada de perder pessoas como se fossem objetos.- Saiu marchando a frente de Glenn.

Daryl não sabia como expressar o sentimento de perda. Não queria ter que se fechar para o mundo novamente a cada perda que sofria. Sophia, Merle e agora Beth. Ela o ensinará que ela tinha sim sentimentos, e afinal, para que servem se não são para ser sentidos?

Ele se permitiu chorar discretamente em grupo, afinal, ele havia perdido a coisa boa que restou naquela merda toda de apocalipse.

Maggie chegava ao seu lado, tinha curiosidade em saber o estado emocional da irmã dentro do hospital. Daryl foi um dos poucos que viu a Greene mais nova viva pela última vez, e parecia ser também um dos poucos que compartilhava tamanha dor que ela estava sentindo.

–Como ela aparentava estar?

–Assustada- falou baixo- Não sei que porra fizeram com ela mas é o que ela parecia estar sentindo.

Maggie desabava e choro outra vez. Daryl não sabia como agir ou o que falar. Carol pareceu notar e veio dar o seu apoio a Maggie a tirando de perto dele.

***

Por dois dias de distância ou menos, Morgan seguia placas que prometiam levar a um santuário ao qual todos eram bem vindos. Após seguir o que parecia ser a quinta placa em alguns quilômetros de distância da anterior, as placas seguintes surgiam rabiscadas pelo barro. Talvez o lugar caiu. Esperança demais nunca era bom, isso era notável em um mundo como esse em que viviam para sobreviver e sobreviviam para assim poder viver.

Seguiu dentro da mata fechada

A partir daí se guiando através de marcas nas árvores no qual dava a uma igreja parcialmente acabada. Zumbis mortos faziam a recepção na escadaria estilhaçada da igreja. O cheiro era desagradável, porém era o que menos deveria se preocupar.

Ao altar, ele ofereceu o que tinha de bom carregando com ele, comida e bala de revólver. Ajoelhou e orou.

Isso tudo para ele soava irônico, o que antes era normal agora fugia dos padrões. A bíblia previa o apocalipse, ele só não imaginava que seria assim.

Morgan riu dando uma volta em torno do altar. No chão constatava um mapa amassado e sujo, abrindo o papel observou as seguintes palavras:

"Desculpe, fui idiota.

Venha a Washington,

O novo mundo precisará de Rick Grimes"

Notas finais
Será que a Beth voltará?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.