Prazeres da vida

10 O dia - ou noite.


Notas iniciais
Oieee my poeples!! Tudo bem? quero pedir milhares de desculpas pela demora, pra quem queria o encontro deles, ta ai, bom, boa leitura!

Estava tudo perfeitamente bem preparado. Ela estava linda. As estrelas brilhavam no céu la fora e a única coisa que eu queria era olhar para ela pelo resto da minha vida.

– Se cuidem viu? – disse a mãe de Luiza interrompendo meus devaneios.

– Pode deixar. Tchau sogrinha, algum dia talvez voltaremos... – eu disse dando risadas.

– Então... Vamos? – disse Luiza puxando meu braço enquanto tentava segurar o riso.

– Claro. – entrelacei meus dedos aos dela e saímos. Sua mãe deu horário para voltar e mandou nós nos comportarmos mais uma vez. Até parece que eu não vou me comportar...

Abri a porta do carro pra ela, colocamos o cinto e saímos. Dali em diante, éramos só nós dois...

Finalmente, depois de 20 minutos de conversa e risadas no carro, nós chegamos. Era um salão que geralmente era alugado para casamentos civis e noivados. Havia um espaço grande e ao ar livre, revestido de uma grama macia e bem cuidada. Um canto dela estava forrada com um cobertor cheio de almofadas e no meio delas havia uma mesa baixa com chocolates, champanhe sem álcool e alguns morangos. O céu pairava sobre nossas cabeças com as estrelas cintilando na imensidão azul escura. A Lua estava grande e bonita e refletia seu brilho nos olhos de Luiza, que apreciava encantada cada centímetro do local. Havia música calma e luz baixa de algumas lanternas de lardim cobertas com xales vermelhos.

Estava mais do que bom, estava perfeito. Olhei mais um vez para a garota ao meu lado.

– Lu? – eu sussurrei para não assusta-la.

– Oi – disse ela virando-se pra mim e abrindo um sorriso lindo. Tão lindo que poderia iluminar uma rua escura.

– Quer se sentar? – perguntei guiando-a até as almofadas. Sentamos um de frente para o outro e tomei a liberdade de tirar o sapato de seus pés. Ficamos alguns minutos constrangedores sem fazer nenhum movimento brusco e sem falar nada. Por um momento aterrorizante achei que o clima iria ficar meio tenso. Até que luiza quebrou o silêncio.

– Entãão... O que temos que fazer agora? Sabe, não sou muito boa com encontros...

– É, sorte que eu estou aqui... – falei e a puxei para se deitar ao meu lado. Ter Luiza lá, deitada no meu peito e segurando minha mão... Era a melhor sensação que eu já tinha experimentado... Olhamos para a imensidão, os vários pontinhos luminosos que estavam lá em cima parecim vários olhos nos encarando.

– Quantos encontros você já teve? – disse Luiza sem tirar os olhos do céu.

– Contando com esse, é meu... Ahn... Quer mesmo saber?

– Não, eu perguntei por que não tinha nada mais para falar – disse ela em tom sarcástico.

– Aah... Entendi...

Ela gargalhou e bateu no meu peito.

– Seu bobo! Eu quero mesmo saber. – disse ela olhando para mim.

– Okay. — me virei para ela — Esse é o meu primeiro encontro, mas não espalha.

– Amanhã todos vão ficar sabendo disso... – ela sussurrou estreitando os olhos.

– Fofoqueira

– Tapado.

– Sem graça.

– Ignorante.

– Eu nunca mais te levo para um primeiro encontro comigo.

– E para um segundo? – ela sorriu.

– E terceiro, e quarto, quinto... Quantos forem preciso para eu me cansar de te ver num vestido tão lindo sorrindo pra mim do último degrau da escada. Saiba que pode demorar um tempo.

– Foi o que pensei.

– Não pense...

– Impossível. — retrucou Luiza.

– Nada é impossível.

– Como você sabe? – ela virou o corpo olhando em meus olhos com um olhar interrogativo.

– Não sei – sussurrei e dei um beijo em sua testa. Ela sentou e olhou para cima da mesa e depois para mim de canto de olho. Ela se ajoelhou perto da mesinha e pegou um morango.

– Gosta? – ela perguntou dando uma mordida.

– Adoro. – respondi me sentando. Eu a teria beijado naquele momento mesmo, mas ela se esquivou e enfiou um morango na minha boca.

– Injusto... – eu disse de boca cheia.

– “O mundo não é uma fábrica de realização de desejos.”. – citou ela. Eu reconheci: A culpa é das estrelas.

Levantei e aumentei o volume da música. Estendi minha mão pra ela e a puxei para dançar. Segurei na sua cintura e ela apoiou sua cabeça em meu ombro. Me arrepiei sentindo sua respiração em meu pescoço. O cheiro dos cabelos dela era maravilhoso. Talvez rosas e camomila...

– Até agora, como estou me saindo? – perguntei bem perto do ouvido dela.

– Melhor do que o previsto... – disse ela olhando para mim.

– Sabe, eu estava com medo... – confessei aproximando meu rosto mais 10 cm do dela.

– Medo? De mim? – perguntou ela confusa.

– Não... – tranquilizei-a sorrindo. – De fazer algo errado que estragasse tudo. Medo de te perder, como você perdeu o celular. Medo de não te encontrar mais. Não me vejo mais sem meu... Pedacinho de pão. – falei encostando meu nariz ao dela. Sim, eu adoro pão.

– Você pode fazer outro pão... Ou comprar um novo na padaria... – comentou Luiza estreitando os olhos.

– Ah, eu só consegui fazer um pão assim uma vez, nunca sairia igual. Nem tão especial quanto você.

– E se... – eu a interrompi. Enrolei meus braços em sua cintura e, lentamente, encostei minha boca na dela.

Começou devagar e calmo. Sua língua explorava os cantos da minha boca e depois o beijo ficou cada vez mais quente. Ela passava as mãos pelo meu cabelo e acariciava minha nuca. Meus dedos entravam pelo cabelo dela e cada movimento meu era calculado para não assusta-la. No final, ela puxou meu lábio com os dentes, sorriu e me olhou nos olhos.

Foi como um furacão. Ela me tirou o ar. Me levou há lugares onde eu nunca havia ido. Aquele beijo tinha sentimento, calor, paixão. Sensações que eu nunca imaginei que experimentaria. Era como um primeiro beijo. Primeiro para o resto da vida.

E eu fiquei lá, parado, só olhando pra ela. Olhando para aqueles olhos brilhantes e para aquela boca a qual eu finalmente tinha conseguido beijar. Não dava mais pra disfarçar e nem fingir pra mim mesmo que eu não estava apaixonado pela Luiza. Eu ia fazer de tudo para ficar com ela o máximo de tempo possível.

Sentamos e comemos alguns morangos e bombons, dando risadas e cantando as músicas conhecidas que tocavam. Bebemos uma ou duas taças de champanhe e depois deitamos novamente para ficar olhando para o céu.

– Carlos? – sussurrou ela, como uma criança perguntando algo ao pai.

– Hmm...?

– De qual constelação você gosta mais?

– Hhmm... Constelações? Confesso que eu não conheço quase nada de constelações. Nem sei identificá-las no céu. Mas posso dizer que a minha estrela favorita é você.

– Você é um bajulador...- ela riu e eu senti sua mão tremendo na minha.

– Cadê o romantismo? – perguntei indignado me virando para ela.

– Não sei, talvez tenha ido dar um passeio...

– E volta?

– Não faço ideia...

– Eu devia tem arrumado uma acompanhante menos estranha.

– Eu devia ter te dado uma porrada quando tive a chance! — ela replicou me dando um cutucão na costela.

– Você não teve chance de me dar uma porrada!

– E você nunca quis outra acompanhante.

– Como sabe disso?

– Aah... – ela estreitou os olhos e sussurrou com os lábios encostados nos meus – Não sei...

Dessa vez, foi ela quem me beijou. Curvou-se sobre mim, as mãos em meus ombros e os cabelos fazendo cócegas no meu rosto. A cada vez que ela suspirava durante o beijo, minha respiração oscilava e se agravava. Forcei-a a deitar-se de novo e, com as mãos em sua cintura, comecei a beijar seu pescoço, perto das orelhas enquanto ouvia sua respiração. Eu podia senti-la se agitando embaixo de mim, com as mãos em minha camisa, me puxando para si.

De repente diminuí o ritmo do beijo, porque sentia que ela tentava desabotoar minha camisa. Segurei sua mão e usei a minha outra para me apoiar no chão ao lado de sua cabeça. Beijei-a devagar novamente e depois lhe dei um beijo na testa. Ela sorriu e me lançou um olhar travesso.

– Opa... — ela riu beijando meu pescoço.

– Garota, você é um perigo...

Sentei-me novamente ao lado dela e apoiei os braços nos joelhos. Ela também se sentou e arrumou os cabelos.

– Me desculpa, eu não devia ter feito isso.

– Não, relaxa, ta tudo bem. — eu sorri pra ela. Olhei meu relógio de pulso: 21:35h. — Caramba! Hora de ir...

Nos levantamos, Luisa pegou sua bolsa e se encaminhou para o salão, procurando pela saída. Segurei seu braço.

– Ei, Lu. — ela olhou pra mim. Eu a puxei para os meus braços e beijei seu cabelo. — Ta tudo bem, é serio. Não fica assim. Eu gosto muito de você, de verdade...

– Pode deixar Carlos. Ta tudo bem, eu sei.

A volta de carro foi silenciosa, mas muito agradável. A mão dela estava segura na minha e às vezes nos olhávamos e soltávamos risadinhas bobas.

Chegando à porta de sua casa às 22:00h, desliguei o carro e fitei o para-brisa com as mãos no volante. Depois, percebi que Luiza me observava. Me virei e ia abrir a boca pra falar, mas ela falou antes.

– Carlos, obrigada. Foi uma noite incrível. Você é um ótimo garoto, sério. Eu adorei tudo. De verdade... Eu nunca vou esquecer esse encontro.

De repente, eu não soube o que dizer. Só sorri feito bobo enquanto ela fitava o próprio colo. Resolvi descer e abrir a porta pra ela. Ela desceu e pegou as chaves de casa na bolsa.

– Quando a verei de novo? — perguntei num tom de criança que pede seu brinquedo favorito.

Ela riu, tapou meus olhos e logo depois baixou as mãos.

– Isso conta?

– Hahaha! Engraçadinha...– puxei-a pela cintura e a beijei com a mão em sua nuca. Depois eu a abracei e senti seus braços envolvendo meu corpo. A cabeça dela apoiada em meu peito parecia tão pequena... De repente me senti a pessoa mais feliz do mundo todo.

Ela me olhou nos olhos e beijou minha testa.

– Boa noite cavalheiro.

– Boa noite senhorita.

Eu a observei entrar e depois fui até meu carro. Dirigi calmamente, sorrindo por todo o caminho, certo de que teria a melhor noite de sono possível.

Notas finais
Bom, comentem ai oq acharam porfavorzinhoooooo, eu agradeço a atenção, a espera, espero que gostem, se não, briguem comigo okay? obrigada! Beijoos!