Prazeres Sombrios - Indômita
28 Epílogo
Notas iniciais
Até agora ainda não me recuperei, vou sentir muita saudade deles *o* Meu carinho por eles foi instantâneo, desde quando se viram naquela praia, ela saindo da água e ele sobre o cavalo olhando para a guerreira. Acho que desde o começo ele percebeu que ela era uma lutadora e ela sempre soube que ele era gentil, mas são muito cabeças-duras e orgulhosos e havia a diferença de clã... E conhecer o Duncan realmente não é fácil e conquistar a fera da Leonor também é uma luta. Verdadeiramente, formam um casal de coração indômito. Espero que pra vocês tenha sido tão incrível como foi pra mim e agradeço muito pelas recomendações e comentários, nunca esperei ganhar tanto por algo que eu tinha muita falta de auto-confiança em mostrar.
Só quem sempre leu minhas histórias foram minhas amigas e meus pais sempre menosprezaram minha escrita, então, saber que vocês amaram esse meu projeto inesperado me deixou incomensuravelmente feliz! Obrigada!
E só pra avisar, haverá continuação, até porque o Duncan mencionou no passado dele a existência da irmã do Grigori McDonald e ela vai fazer a maior guerra entre as três maiores ilhas Hébridas: Skye, Baleshare e Benbecula. E isso ainda vai puxar uma inimizade com o Jarl da Dinamarca, um viking com uma frota de quatrocentos navios-dragão.
Enfim... É a história do Erik *.* E eu odeio a Elizabeth McLeod kkkkkkk
EPÍLOGO
Dragon Seafront Castle, Primavera de 1107
Duncan olhou para sua esposa. Nunca cansava de contemplar a beleza dela, a forma como seu peito subia e descia quando respirava, satisfeita, após fazerem amor, ou o rubor de suas bochechas e a forma como seus cabelos negros refletiam o azul de tão escuros que eram. Passou os dedos carinhosamente por sua bochecha. Como de costume, ela estava esparramada sobre ele, a juba revolta os cobrindo como uma manta, o perfume de canela o deixando inebriado. Leonor entreabriu os olhos e abriu um sorriso preguiçoso.
-- O que está olhando?
Ele passou a mão por suas costas, sentindo a maciez de sua pele.
-- Você.
Ela corou.
Ele nunca imaginou que pensaria isso, ainda mais da inglesa filha de Hugh Knightley, mas queria ficar velho ao lado dela. Ter milhares de filhos com ela. E sempre fazê-la feliz, porque essa estava se mostrando ser sua especialidade. Beijou-a.
-- Você está com uma cara estranha – ela balbuciou.
-- Estranha como?
-- Hmm... – ela ponderou, mordendo o lábio inferior, o que só o enchia de desejo de fazer aquilo por ela. Outra vez. Com certeza. – Terna demais. O que está pensando?
-- Nada. E você?
Ela riu com picardia, com o brilho travesso no olhar que significava que planejava muitas coisas.
-- Não é possível que não esteja pensando em nada. Oh, vamos, McGregor, diga-me.
Ele a deitou de costas sobre as peles e se colocou ao lado dela, beijando-a demoradamente na testa.
-- Há certas coisas que eu prefiro fazer a falar, moça.
-- Duncan – ela tentou repreendê-lo, mas ele sabia que ela estava se divertindo.
Antes que pudesse fazer algo mais, a porta do quarto se abriu. Rapidamente cobriram-se com as peles, ocultando-se debaixo delas, pois não queriam ser vistos nus pelos filhos. Darius, seu garoto de dois anos, entrou correndo e se jogou na cama. Foi até eles, colocando-se entre o casal com um sorriso sapeca que exibia suas covinhas. Duncan bagunçou seus cabelos densos e negros com reflexos azulados, contando mentalmente até três e... Isabel e Jane entraram como um tufão, seguindo o caminho do irmão. Elas se jogaram sobre o peito do pai. As gêmeas, com seus cabelos escuros e olhos azuis, eram tão exasperantes quanto a mãe. Apesar de terem apenas pouco mais de um ano – nasceram antes do tempo previsto. Leonor quase morrera durante o parto. Ele tivera tanto medo, que dissera não querer mais filhos. No entanto, sua esposa dissera: oh, não, McGregor, quero uma casa cheia de crianças. Podemos começar com seis. Ele não aguentaria passar por tanta emoção outra vez.
Mas seus filhos eram os maiores presentes que Leonor já lhe dera. Isabel e Jane se enroscaram sobre ele, rindo em uníssono, enquanto Darius abraçava Leonor.
-- O que foi dessa vez? – Leonor perguntou amavelmente.
-- Tio Erik – disseram os três ao mesmo tempo. Essas duas palavras eram capazes de fazer Duncan esperar o pior.
-- O que ele fez? – grunhiu.
Isabel inflou as bochechas e Jane fez uma careta.
-- O filho do ferreiro quer casar com a Jane – resmungou Darius. Duncan franziu profundamente as sobrancelhas e Leonor reprimiu o riso – Mas tio Erik disse a ele que se quiser casar com alguém, que procure uma porca na casa dele.
Leonor estalou em gargalhadas. Duncan abraçou as pequenas, consolando-as só com sua presença.
O filho do ferreiro tinha três anos. O que uma criaturinha dentuça e destrambelhada poderia achar querer com suas filhas? Se dependesse dele, Jane e Isabel só seriam cortejadas depois que ele morresse. E Duncan pretendia viver, no mínimo, mais cem anos. Leonor o olhou como se soubesse o que ele pensava e riu mais. As meninas foram deitadas no colchão. Seus três filhos estavam entre eles, um implicando com o outro, enquanto Leonor ria e Duncan... Duncan estava chocado. Suas menininhas mal falavam e já havia um protótipo do sexo masculino seguindo-as?
Ele lançou uma carranca para Leonor.
-- Leonor – disse bruscamente. Ela tentou parar de rir, mas parecia uma tarefa muito árdua para ela.
-- Sim, querido e honorável senhor meu marido? – provocou ela.
-- Acho que vou mandar Iain encomendar as melhores espadas que nosso ferreiro já fez – resmungou Duncan – E vou ensinar as meninas a lutar amanhã.
-- Por quê?
-- Por quê? – ele repetiu. Como ela não podia tê-lo entendido? – Quer que eu verbalize?
Ela revirou os olhos.
-- Duncan, ele é um pirralho. Sequer sabe o que é levar uma surra.
-- Sempre há um momento para aprender. Quanto antes, melhor.
-- Duncan!
-- O que é? – ele se fingiu de inocente. Ela arqueou uma desafiadora sobrancelha.
-- Comporte-se.
A expressão dele se tornou maliciosa e ele lambeu os lábios.
-- Achei que não gostava de me ver comportado.
Ela ficou boquiaberta. Então seu rosto ficou extremamente vermelho. As crianças não entenderam, mas ela compreendeu perfeitamente, tanto que escondeu o rosto nas mãos, completamente constrangida.
-- Você é incorrigível! –ela gemeu contra as palmas.
Duncan segurou as cobertas que não estavam usando e cobriu as crianças por completo, debruçando-se sobre elas. Quando Leonor ergueu o rosto corado para o dele, rapidamente ele lhe roubou um beijo. Um sorriso lento repuxou seus lábios, por puro contentamento ao ver o que causava nela.
-- Eu te amo – sussurrou contra seus lábios e aproximou-se de sua orelha – Os beijos roubados são os melhores, sabia?
Ela o estapeou no rosto de leve, mas ele viu o sorriso que ela tentava reprimir.
Fim
Notas finais
Tudo nessa história foi baseado na História da Escócia. No entanto, os McGregor não moravam em Skye, eram um clã das Highlands e os McDonald eram os Senhores de todas as ilhas, como Reis.
E Westminster não pertencia aos Knightley, era uma região de Londres que foi dada a um lorde que eu não me lembro quem era por William o Conquistador, normando que virou rei da Inglaterra.
E as frases em gaélico são verídicas, estudei loucamente pra poder usa-las.
Qualquer dúvida histórica, me contatem que eu explico, agora não me lembro de tudo kkkkkk
Obrigada !!
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