Prazer Diabólico
1 Prólogo
Quinta-feira 27 de março
Os jornais da manhã destacavam o desaparecimento do empresário Antonio Rossi, o jovem vice-presidente de uma das maiores organizações responsáveis por minas e energia do país. Na tv, vários repórteres se localizavam em frente a grande mansão dos Rossi na espera de algum depoimento de familiares.
– Agora estamos em frente a casa da família Rossi, onde ele e sua esposa viviam... Não, espera... Tem alguem saindo da casa neste instante... Uma mulher – A repórter avançava junto com outros repórteres na direção da mulher que estava com dois seguranças ao seu lado na saída da casa.
– O que você tem a falar sobre o desaparecimento de seu marido...
– Como se sente?
– Quando falou com ele pela última vez?
– Tem alguma ideia sobre onde ele possa estar?
Muitos microfones apontados para a cara da moça. Ela hesitou um pouco antes de tirar seus óculos escuros e falar em alto e bom som algo para os jornalistas.
– Não, gente. Eu não faço a mínima ideia de onde meu marido possa estar... A última vez que falei com ele foi na segunda, ele iria viajar. – O tom de voz dela muda e começa a lagrimar – Faço um apelo para quem possa saber da localização do Antonio, que, por favor, não hesitem de entrar em contato com a policia... – A voz dela falha e encerra sua fala. Em seguida segue para seu carro tentando prender um choro.
Do outro lado da cidade, uma mulher acompanhava tudo pela TV. Estava séria. Desligou quando a entrevista com Zoey terminou. Alguns segundos depois deixou escapar uma pequena risada.
– Mas não é que essa vadia engana direitinho? Quase morro de pena! – Deu uma risada sarcástica.
Pegou sua xícara de café e seguiu para o banheiro. Bebeu o resto de café em um só gole e colocou a xícara perto da pia. Deitou-se em sua banheira que deixou pronta para um maravilhoso banho. Colocou para tocar no seu iPod uma de suas preferidas:
Smells Like Teen Spirit do Nirvana.
Fechou os olhos e tentou relaxar.
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