Prazer Diabólico

5 Gritos e Sussurros


Notas iniciais
Voltei! Desculpem pela demora, aconteceu um turbilhão de coisas por aqui e demorei em escrever. Mas voltei :DD Espero que gostem e digam o que acharam, beijoooooos!

Só com uma faca na mão e o celular junto da chave na outra, ela ia aproximando-se devagar do seu quarto. A barriga dela doía de medo. Lentamente colocou para chamar o número de emergência. Enquanto ouvia uma musiquinha do outro lado da linha ela pensou ter ouvido risadas de Antonio. Tirou o celular da orelha para tentar ouvir melhor o que se passava já estando em frente à porta. Antonio falava algo baixo, mas não conseguiu identificar o que, em seguida dava risadas. Mas que diabos, Antonio? Notou que alguém a chamava no celular, mas desligou. Vários pensamentos tomaram conta de Zoey. Será que ele está me traindo com outra? Ele teria essa coragem?

Tomou coragem, colocou seu celular no sutiã e a faca dentro de sua saia na parte de trás, pegou a chave e silenciosamente destrancou a porta. O seu olhar alcançou diretamente as pessoas que estavam em sua cama. Suas mãos alcançavam a boca depois de notar a perplexidade do que via. Antonio estava de costas para Zoey, ele estava em cima da cama penetrando por trás em uma mulher. Conseguiu visualizar as mãos amarradas com fitas atrás das costas da mulher. Zoey logo se viu tonta ao ver cores vermelhas na cama. Era sangue. Tentou raciocinar tudo aquilo e se pôs a falar.

– An-to-nio... o que.. – Não conseguiu terminar. Já se encontrava aos prantos. Antonio se espanta ao vê-la e rapidamente se põe na frente dela.

– Zoey, querida... o que faz aqui a essa hora? Não é nada do que está pensando... – Diz segurando os ombros dela. Ela o olha com repulsa.

– Me solta! – Grita e se afasta dele. – O que é isso? Porque ela tá amarrada? E...

– Me... ajuda... – Uma voz rouca se ouviu. Zoey olhou a mulher nua na cama, agora pode a reconhecer. Era ela, Carrie Thompson. Estava aparentemente dopada, amarrada e com vários hematomas pelo corpo. Suas pernas estavam vermelhas, alguns cortes eram vistos e havia sangue escorrendo da sua boca. Zoey entrou em choque.

– O que... você fez? — Disse com a voz trêmula, extremamente confusa com o que via.

Nesse meio tempo em que ela parou para observar Carrie, Antonio se apressou e agachou-se para debaixo da cama e pegou um revolver. Apontou para Zoey.

– Zoey, por favor, não se meta. Eu não quero machucar você também. Essa vadia está tendo o que merece por tudo o que ela nos causou, é um favor pra você também. – Disse, mostrando-se nervoso.

– Sério... Você não vai... ah... matar ela, não é? Você não é um assassino!

– Ei, ei querida! Se você não quer acabar como ela, é melhor ficar quieta! – Disse Antonio sério e o medo de Zoey aumentou. Definitivamente o homem ao qual ela casou não estava ali.

– Está bem... vou... esperar lá em baixo... – Vira-se lentamente para a direção da porta.

– Nada disso, Zoey – Passa por ela, tranca a porta e joga as chaves pro outro lado do quarto. – Não vou correr o risco de você ligar para alguém. – Ele volta sua atenção para Carrie.

Ela soluçou. Ele ainda não percebeu seu celular escondido em seu sutiã. Queria poder tira-lo e ligar para alguém, mas corria o risco de levar um tiro antes. Ele ainda segurava a arma. Notou que Antonio não estava de brincadeira. Uma rápida olhada pelo quarto viu o chão todo coberto de folhas de jornais. Imaginou se ele teria planejado tudo aquilo.

– Me deixa em paz! Corre e vai procurar ajuda – Grita Carrie com tudo o que resta de sua voz para Zoey – Ele vai matar nós duas! – Carrie estava em total desespero. Antonio se enfurece e dá um soco no meio da barriga de Carrie que a faz perder o fôlego.

– Antonio... – Zoey tenta segurar o choro.

– Eu falei pra você ficar na sua!

– Você não pode agir assim com uma mu...

Antonio borbulhando de raiva vai até Zoey e da um tapa na cara dela.

– Existe a possibilidade de ficar em silêncio ou quer acompanhar aquela vadia também?

A bofetada despertou uma fúria nela. Ninguém nunca a tinha batido antes.

Foi quando ela lembrou que levava uma arma consigo. A faca. Ele havia largado a arma então aproveitou pra pegar a sua faca, pegou-a e apontou para Antonio. Ele se mostrou surpreso, deu um riso e levantou às mãos para o alto.

– Você não se atreva a fazer isso comigo de novo... – Disse Zoey com as mãos trêmulas segurando a faca na direção da face de Antonio.

– Tá brincando né querida? – Ele riu – Solta isso, Zoey, que no final você que vai se ferir... – Ela rapidamente desce a faca e a enfia no abdômen de Antonio.

Antonio ia gritar algo, mas a dor foi tão forte que ele se ajoelhou e lentamente removeu a faca de si e tentou conter o sangramento. Gemeu de dor e olhou finalmente para Zoey.

– Perdeu a cabeça? – Diz ele – FILHA DA PUTA! VOU MATAR VOCÊ TAMBÉM! – Procura a arma que deixou para trás.

Zoey localizou a arma junto com Antonio. Ela praticamente se jogou contra a arma um segundo antes de Antonio. Agora eles brigavam pela posse da arma no chão. Zoey tentou o ponto fraco de Antonio naquele momento, o corte que fizera com a faca. Antonio urrou de dor mas não largou a arma. Ele deu uns golpes com sua perna na Zoey, mas ela resistia. Até que viu Zoey próxima da cabeceira da cama e empurrou com toda sua força a cabeça dela contra a madeira. Ela sentiu uma forte dor na nuca, perdeu a visão por uns segundos.

Antonio agarrou a arma e apontou para Zoey. Mas algo fez ele não continuar. Sentiu uma pontada na perna. Sentiu uma dor explodir em sua perna direita. Olhou para trás e viu Carrie agachada com a faca em sua perna. Ela conseguiu se soltar da fita no braço. Mas continuava completamente zonza, sem força nenhuma para levantar dali e correr. Antonio deu um chute com a outra perna no braço dela e em seguida retirou a faca e jogou-a pro lado. Ela tentou se arrastar para longe dele, as lágrimas caindo em seu rosto vermelho. Tinha a certeza que morreria naquela hora.

– AAAAHHH – Carrie grita ao sentir um corpo caindo perto do dela. Zoey havia empurrado Antonio com suas pernas

– Sua vadia desgraçada! Como eu quero te matar! – Ele grita.

Ele, com dificuldades, tentou levantar. Tentou ficar focado em Zoey que era um problema maior que Carrie no momento. Mas Zoey consegue pegar a faca que ele esqueceu e pula em suas costas. Ela dá uma facada no ombro dele. Ele grita e balança ela de um lado e de outro. Ela puxa os cabelos dele e arranha seu rosto.

Ele largou a arma.

Antonio cambaleou para trás e se chocaram em um espelho.

Passou 2 minutos e Carrie não ouvia nenhum ruído. Ela estava em posição fetal do lado da porta. Tudo nela doía. Todos os remédios que Antonio a fizera tomar já faziam efeito e ela tremia, sua visão estava embaçada. Olhou mais uma vez para o lugar onde eles estavam desacordados. Não conseguiu distinguir o corpo de um e de outro. Ouviu uns barulhos de vidros sendo quebrados. Temeu que fosse Antonio. Procurou algo pelo chão e avistou um objeto prateado. Imaginou que seria a arma. Lentamente foi pega-la. Sentou e se posicionou para atirar. Seus braços tremiam e ela não conseguia parar de chorar.

Zoey arrastava-se dali gemendo. Sentiu suas costas arderem. Olhou para Antonio e pensou que ele estaria só desmaiado. Com muita pressa foi se afastando dali, com medo.

Foi quando sentiu uma mão em sua perna.

Ela gritou e tentou livrar sua perna das mãos de Antonio. Surpreendentemente ele ainda estava com suas forças, pois se arrastou para cima dela e parecia estar segurando um grande caco de vidro.

Ela olhou para frente e avistou uma arma apontada para ela.

E ouviu-se um tiro.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.